angústia
12 Mar de taças
dominada pelas águas do meu próprio serservindo algumas taçascom vinhos e lágrimassonhos e lástimasque guardeideiteitentando estabilizardepois de noites sem dormiro álcool vai cicatrizare eu continuo a nadarnestas ondas do meu peitoque estão sempre em alto marme consumindo em ansiedadeturbilhando meu pensarcansadame procuro em olharesmas desvio o olharquando falo demaissó penso em me calar¿como proceder?¿como equilibar?por um segundo o vento que bate na janelame traz serenidademe prometee atravessadentro de mim faz moradiae em um instanteme arremessae lá vou eu
em desesperodevaneioenchendo meu copoque já está cheiomanchando meu corpocom o vinhoque me faz sorrirantes de dormirum cicloum vícioum tiroretirome coloco de novoe respiropirorepiro
Fale com o autor