martelo os erros

em minha cabeça doída

colocando-os em um pedestal

como se fossem os pregos

que sustentam esta vida

iludida

sou eu

deixando passar

pessoas

escolhas

versos

em folhas

rasgadas todas as noites

e jogadas pela cama

cansada de ouvir

que tudo não passa de um drama

baseado nesta mente insana

na chama

na culpa

de não ter feito absolutamente nada

de acordar neste corpo

nesta mente bagunçada

todo dia mutilada

com julgamentos

e conversa errada

opinião censurada

medo

de ser roubada

não apenas no bolso

mas na alma

tudo consome

passam os dias

e a memória não morre

não me larga

me morde

me prova o que estou sempre tentando provar

quem sou eu

não vai adiantar

pois o que sai da boca dos outros

é o que vai ressaltar

cansei de tentar

agradar