a rush at the beginning, i get caught up

1 para você, que está aqui, lá e em nenhum lugar.


Notas iniciais
Oi, como vai? Não tenho muita coisa a dizer aqui, só que decidi tentar explorar uma possibilidade da Kouyou deixar a Máfia. Não se preocupem, não tem final ruim, çlskadlçsa. Escrevi para a Ameume porque ela é uma pessoa maravilhosa e merece vários presentinhos. ♥ Boa leitura!

a d r e n a l i n a n o c o m e ç o

Contanto que Kouyou desejasse, Mori a deixaria ir; afinal, não há razão para mantê-la ali. Não enquanto comandasse a Máfia do Porto.

Bastava um pedido dela, através de palavras ou de silêncios — o que preferisse usar para se expressar — e ele compreenderia a razão de não conseguir encontrá-la em lugar nenhum na manhã seguinte.

Kouyou simplesmente possuí esse direito, e a Mori só resta aceitar o buraco que tão esplendorosa mulher é capaz de realizar dentro daquele vórtice que as pessoas chamam de coração.

Ele não se importa (importância é relativa, e para ele, é vê-la feliz).

Para ele, Kouyou poderia ir e vir. Poderia trazer um turbilhão de sentimentos e sensações para sua cama e partir dali como a mais doce brisa de primavera ante à chegada do verão.

E, assim como o esperado, ela o faz (o esperado não é relativo, mas Mori gostaria que fosse).

Contudo, sentando numa poltrona na sala de reuniões, ele sorri; um misto de melancolia e felicidade no vinho tinto que traz a boca.

Uma taça que não compartilharia com ela, não mais.

Quando Mori adentra seu quarto, após tomar um banho merecido pelo dia cansativo de trabalho, uma voz ressoa pelo cômodo no momento em que liga as luzes.

“Boa noite, doutor Ougai.” A voz calma pertencente àquela mulher que conhecia tão bem o cumprimenta enquanto sentada à beira do seu colchão. O mesmo quimono lhe vestindo o corpo, o mesmo sorriso lhe vestindo a face.

“Oh.” É tudo o que Mori é capaz de responder a princípio. Alguns segundos depois, após perceber que havia perdido as palavras pela surpresa inesperada de sua parte, limpa a garganta, logo continuando. “Olá, Kouyou-kun.”

A conversa acaba por ali, com ambos aproveitando a companhia um do outro em silêncio. Mori não chega a perguntar a ela por onde esteve durante todos aqueles dias; assim que ela quisesse lhe contar, ele a ouviria.

Assim, perdido em pensamentos, Mori reflete sobre a sua surpresa diante da aparição de Kouyou ali. Ele encarou o desaparecimento da mulher como fato até então, como algo que aconteceria cedo ou tarde; por isso, não deveria ficar impressionado pelo retorno dela, pois aquilo também já era previsto.

Ainda assim, ele não pode negar que, a princípio, havia sido pego pelo alívio de ver que Kouyou realmente estava ali — em carne e osso, as cores a preenchendo de vida, forma e volume.

Sem sombra de dúvidas, Mori afirma para si mesmo, é um tipo de adrenalina que só ela consegue produzir dentro dele. Assustadora e incrível ao mesmo tempo.

À sua frente, ele observa Kouyou, que parece desabrochar mais uma vez como a mais bela e perfumada das flores. E, numa confissão baixa como um sussurro, Mori secreta um “senti sua falta” enquanto se aproxima dela para um abraço, um beijo e um toque na imensidão do seu corpo.

Não a pediria mais nada.

Notas finais
Obrigada por ler!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!