Zumbilândia
10 Não confie em mim
Notas iniciais
PdV – Robert
Dirigi durante a noite toda, sugestão de Bendy não compreendo muito que ela fala mais entendo o suficiente para saber que tem algo na noite que ela teme e por isso prefere passar as noites acordadas, não que ela durma. Cometi a tolice de perguntar o porquê ela não dormia ela riu. Já havia notado que Hambúrguer não dormia, mas nunca tinha tentado ficar 24 horas o olhando para saber se ele não dormia enquanto eu estava dirigindo ou procurando alimento.
Estávamos indo para o sudoeste por estradas onde surpreendentemente mato, arvores, grama entres outras espécies vegetais teimavam em crescer destruindo e consumindo concretos que um dia foram ruas pavimentadas e grandes prédios imponentes. Eu dirigia em silêncio até por que conversar com Benby era menos divertido que conversar com Hambúrguer ele não me olhava como se fosse arrancar minhas entranhas e nem me questionava com seus porquês incômodos.
O lado bom em ter Bandy comigo é que ela não dorme, estamos quatro dias viajando juntos e ela fica durante o dia vagando com Hambúrguer, sempre próximos de onde eu estaciono nosso transporte enquanto eu me tranco na van e tiro proveitosos minutos de cochilo revigorante. Lado ruim... A lista é grande demais para poder lembrar-me de tantos intens. Não descobri muito dela além de que ela estava em casa quando eles chegaram e que comeu o namorado quando ele tentou mata-la. Queria saber quais chances eu teria de mata-la sem ser mordido.
PdV – Bandy
Esse Robert é um tanto estranho ele tem um cachorro zumbi com nome de comida, me trouxe para sua viagem para sei lá onde sabendo que ele é um almoço delicioso, resmunga o tempo todo e fala mais sozinho que comigo ou com o Hambúrguer. Embora seja humanamente bonito, de pele bronzeada, loiro, olhos verdes, sorriso perfeito, divertido, bem humorado e estranhamente doido. Deve ser literalmente muito saboroso.
Penso qual gosto tem sua carne não me atrevo a cortar um dedo dele para saber ele não hesitaria em arrancar minha cabeça e jogar-me ao Hambúrguer como se fosse um mero pedaço de osso tanta simpatia assim não é fator suficiente para que ele sobreviva aqui fora. Me contou quando começamos a viajar juntos que seu pai maluco o tirou da colônia com sua irmã ainda bebê, o velho os ensinou a se defender mais isso não suficiente para que sua irmã se tornasse um zumbi. Ele a deixou com um amigo que também havia virado um de nós e começou a viajar sozinho, até que encontrou Hambúrguer e eu.
Ele queria saber o por que temo a noite, não consegui lhe explicar que os zumbis que andam durante a noite são muito mais inteligentes que aqueles que ele encontra durante o dia se rastejando atrás de carne, não consegui explicar que Zen e seus zumbis seguidores estão a minha procura e eu nem sei o que querem de mim.
Mas não sou única incapaz de falar sobre as coisas sei que se passa na cabeça dele quando o escuto falando da irmã do amigo, eu sei falar e não o devorei sei que ele pensa na possibilidade de revê-los e quem sabe eles estarem como eu. Não acredito que isso possa ser possível, eu estou entre os vivos a tempo demais foi longo o tempo que levei para aprender. Mas também não vou perturbá-lo com isso quando ele os encontrar se encontra-los espero que tenha sangue frio suficiente para mata-los.
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