Notas iniciais
Boa Leitura

O grupo de três homens e uma mulher se aproximava em silêncio da zumbi que estava próximo aos cavalos pretos. Dois homens vinham com um rifle, outro tinha uma pistola e a mulher tinha um machadinho, mas ela não parecia que ia atacar a zumbi.

Um dos homens era alto e musculoso, parecia mais velho que os outros, vestia preto e os cabelos louros eram ralos deixando bem visível uma meia lua formada pela calvície no centro da cabeça, Leo 38 anos.

Outro era negro, mais baixo e menos musculoso que o primeiro, mas não menos frágil, vestia uma jaqueta de couro preto e calça jeans, os cabelos eram cobertos por um boné, Arthur 20 anos.

O terceiro dos homens era mais claro com pele marcada pelo sol assim como o primeiro, usava a pistola e estava á frente do grupo. Tinha os cabelos pretos curtos, vestia preto também embora não parecesse mais confiante ou corajoso que os outros dois, Henry 25 anos.

A mulher era jovem, morena de pele alva, os cabelos eram longos e estavam preso em um coque, era magra e não parecia nem um pouco frágil, já conhecia bem os desprazeres de se encontrar com um zumbi, Agatha 20 anos.

PdV – Curt

Observei o grupo se aproximando de J, Arícia estava procurando qualquer coisa dentro da biblioteca da universidade em que J estudava quando era humana, eu me cansei e fui ver Jili, ainda não confio naquela zumbi mesmo ela parecendo ser confiável.

J não era lá algo cuja companhia me agrade, mas deixar esquarteja-la também não será muito divertido de ver.

– Ei! – ótimo agora vou virar defensor de zumbis

A mulher, uma garota que nem deve ter mais de 18 anos, e os dois homens com rifles se viraram.

– Quem são vocês? – pergunto olhando J que já se coloca em alerta olhando o grupo

– Não é da sua conta – disse o homem da pistola sem tirar os olhos de J.

– É quando encontro gente estranha apontando armas para meus cavalos

– Seus? Os dois? – perguntou ele ainda sem se virar

– Sim os dois e a zumbi, podem baixar as armas?

Como esperava o homem da pistola não baixou a arma, a garota foi quem falou.

– Você tem uma zumbi? E se te devorasse?

– Essa daí ainda sabe usar o cérebro. Mande seu amigo baixar a arma antes que cause problemas.

– Que tipo de problema um homem sozinho pode causar? – perguntou o arrogante com pistola – estamos em maior numero caso não tenha visto

– Não tenho certeza disso – blefei – só estou vendo quatro pessoas

– Tem mais pessoas aqui? – perguntou um dos que portavam rifle olhando para as ruínas dos prédios

– Claro que não tem esse verme esta blefando

Francamente o cara da pistola estava me irritando, mas ele foi salvo de eu jogar uma katana na cabeça dele. Em seu braço uma flecha passou raspando o ferindo superficialmente. Ele gritou olhando para mim pela primeira vez. Não gostei dele. J foi para trás de Shakespeare.

Arícia estava na janela de um corredor próximo a biblioteca mirando o homem. Esperava mais um tiro e desta vez um certeiro pelo grito que ela deu:

– Vão embora!

O homem de pele negra que usava um rifle sorriu ao vê-la.

– Se quisesse nos matar teria feito antes que pudéssemos acertar seus amigos aqui. Desça dai não gosto de gritar.

Aquilo foi bastante confuso. Fiquei apenas olhando mais confuso que desejava estar naquela situação. Arícia saiu de vista e depois de alguns minutos ela saiu de dentro da biblioteca da universidade com passos lentos. E ficou parada analisando o grupo.

O primeiro a se mover foi o que falara com ela. Ele correu a abraçando erguendo ela do chão. Arícia riu alto o mandando soltá-la. Quando voltou ao chão ela deu um soco nele falando furiosa, coisas que só ouvi pela metade.

Eu mantinha os olhos neles quando notei que outros dois homens se aproximaram, um a abraçou rapidamente e o outro o imbecil da pistola a beijou. Aquilo me embrulhou o estômago e me custa admitir que sorri quando Arícia o empurrou e foi para junto de J os xingando em voz alta.

Eu me aproximei de Jili observando que a garota ainda estava no mesmo lugar de antes, ela olhava para a cena com a mesma curiosidade e confusão que eu.

– Ela não morde? – á ouvi perguntando para Arícia.

– Depende, quer servir alguém para ela? – gritou em seguida para os homens – J tem preferência por homens burros metidos a heróis.

– Quem são eles? – perguntei a Arícia. Embora eu já fizesse vaga ideia de quem eram

Ela aguardou os três se aproximarem para fazer as apresentações. O noivo Henry, imbecil com a pistola. Leo, o amigo do irmão que usava um rifle. Arthur o irmão gêmeo que não parecia nem um pouco com ela. A garota ela não conhecia.

– Essa é a Agatha – apresentou o irmão dela – nós a encontramos no caminho, ela é bem legal.

– Sinto muito Agatha – disse Arícia seria – meu irmão e seus amigos não são companhia muito agradável a ninguém, muito menos na situação atual onde os zumbis são mais agradáveis.

– A última zumbi inteligente que eu encontrei tentou me matar – disse Agatha sorrindo em seguida.

– Não se preocupe J não fará mal a menos que seja devidamente provocada.

Arícia olhou para J e sorriu.

Acabamos nos recolhendo no prédio da biblioteca onde Arícia – literalmente – interrogou o irmão e os outros sobre como foram parar ali.

Em resumo eles saíram do Brasil atrás dela dois meses depois que ela saiu. Arrumaram um carro no caminho e quando chegaram ao laboratório que Arícia procurava e não a encontraram ficaram na cidade. Acabaram se cansando de esperar e foram ver se a encontravam, quando encontraram Agatha que procurava por gasolina para sua balsa ofereceram carona e ela aceitou.

Ela contou sobre uma zumbi de nome Ás e de um amigo chamado Luke que teve que matar quando foi transformado.

PdV – Arícia

Fiquei sem reação, de uma hora para outra, encontro meu irmão e meu noivo no meio de minha viagem. Como assim?

Um misto de fúria, felicidade, medo e raiva se apossaram de mim. Devia ter esperado que Art não fosse conseguir impedir que viessem atrás de mim, mas não esperava que ele viesse ainda mais trazendo Henry. Preciso me livrar deles.

PdV – Agatha

Arthur e seus amigos me encontraram a dois dias, três depois que perdi Luke. Gosto da companhia deles, com exceção de Henry que é bem desagradável. A noiva dele não pereceu feliz com nossa presença. Mas não me importa, são um grupo o que significa proteção por mais tempo.

Arícia tem uma zumbi, eu me assustei com isso. Depois vi o modo com que ela e a morta viva se dão bem, até parecem amigas de anos. Não sei o que eles querem ao certo, os planos de Arthur era encontrar a irmã, mas ela é obvio tem planos diferentes. Em todo caso vou ficar em alerta, humanos são mais imprevisíveis que zumbis, disso eu tenho certeza.

PdV – J

Não gostei do noivo de Arícia ele é ruim, Curt também não foi com a cara dele, isso é certo. Agatha parece uma criança curiosa não para de fazer perguntas, o que parece sensato eu também iria querer saber um bocado de coisas no lugar dela. O irmão de Arícia é engraçado e serio, não se parece com a irmã. O outro é misterioso e inteligente, parece com minha amiga humana. Falando em Arícia ela esta mais estranha que de costume.

Notas finais
Fic chegando na reta final ^^