Zootopia - Um amor Proibido
11 Narrando e Treinando
Notas iniciais
Narrando e treinando
Judy P.O.V
É, pelo visto o meu querido amigo jogou essa chance para mim, ou seja, será eu quem irá introduzi-lo na história, ou melhor dizendo, a história de nossas vidas, uma vida cheia de reviravoltas e tudo mais. Mas, vamos cortar esse papo furado e vamos no ponto.
Bem, eu gostaria de apresentar o Ouji Ushida, na verdade, ele é um lobo com cara de bravo, mas se você o conhecer bem no fundo, ele tem mais cara de bobinho, carinhoso e simpático do que os supostos rumores que existem por aí.
Todavia, eu deveria ressaltar que, agora eu irei saltar para o futuro, para que os meus leitores não fiquem confusos, eu irei explicar a situação com detalhes minuciosos.
Vamos lá, apertem os cintos e vamos para o futuro, no caso, o presente, na época após os acontecimentos dos uivantes, para ser simplista, após eu, a coelha boba e pula-pula (outro apelido dado pelo meu “lover”) ter ficado famosa na cidade de Zootopia.
Enfim, vamos lá !!!!
Presente
Ushida P.O.V
Bem, obrigado pela linda introdução Judy, mas deixe que eu diga aos leitores sobre a minha pessoa, afinal, quem conhece melhor o Ushida do que o próprio Ushida.
Como eu estava dizendo, antes de ser empurrado pela coelha aqui no meu escritório, a minha infância fora muito sofrida e etc e tal, como dizia aquela música da Shania Twain: “Etc e tal”
Todavia, vamos cortar essa enrolação desnecessária, e vamos detalhar tudo.
Quando eu era pequeno, eu sofria bullying dos mais variados tipos, físicos, mentais e por aí vai, até porque, na época eu era uma criança muito diferente dos demais predadores que existiam no mundo, afinal, eu não gostava de fazer cara de mau, muito menos, ficar fazendo grupinho de panelinhas com as presas, cuja a existência dessa espécie, foi graças a evolução do grupo de seres da qual eu faço parte, isto é, os terríveis e ferozes predadores.
Pois bem, foi dito que, Nick e seu recém amigo Finnick formaram uma dupla de vigaristas, mas engana-se quem pensa que a história começa deste ponto em diante. Mera ilusão quem pensa dessa maneira, pois eu serei quem irá fazer vocês, leitores novatos, descobrirem o que está por trás de algumas coisas aqui nesse livro, coisas que o casal de “lovers” não disseram.
Honestamente, quando eu era pequeno, eu sonhava em ser rico, ter um carro e uma linda família, com lindos filhotes andando no meu quintal, sendo que, esses filhotes iriam chegar em mim e me chamarem de “papai”. Para ser exato, a minha vida foi uma completa porcaria, mas eu não quero falar disso, até porque eu estou trabalhando em um caso, afinal, por meio das circunstâncias da minha vida, eu me tornei um policial nessa cidade fantasia.
Tudo o que eu disser agora, será considerado verdade, entenderam, leitores ?
Bem, o cunho da minha oportunidade nessa parte da história, é apenas esclarecedora, aliás, eu tentarei ser o mais esclarecedor possível. Enfim, quero começar com isso logo. Será que eu posso começar, Judy ?
— É claro, mas por favor não me chame de fofa de novo, só para me distrair e me tirar do posto de narradora da história.
— Tá, entendi coelha boba.
Ok. Como eu estava dizendo, no momento quando a raposa conheceu Finnick e começaram a praticarem os seus golpes, eles começaram a serem procurados pela tal ZPD, que naquela época, quem era o chefe de operações era Lavril, um tigre de olhos vermelhos, sinceramente, quem ocupou o lugar dele foi o chefe Bogo como vocês conhecem hoje.
Quando os dois vigaristas estavam fugindo da polícia, eis que, eles acabam por se trombarem comigo na floresta, na verdade, na primeira vez que nos vimos, eles eram iguais a mim, dois jovens que não tinham casa, amor e muito menos uma vida digna nessa cidade ilusória que todos chamam de Zootopia.
No começo, nós nos estranhamos, mas depois começamos a praticar uns golpes juntos, entretanto, como eu era o mais velho da turma, eu fui o responsável por ensinar tudo o que o Nick sabe hoje, apenas a parte onde ele diz: “não se mostre tão inseguro”, não fui eu quem ensinei, mas o resto, pode se dizer que foi eu quem o ensinou, no caso, as manhas das ruas, afinal de contas, eu era como uma sombra do passado do raposo, onde nós dois compartilhamos o mesmo passado, vida e sentimentos de exclusão.
Eu queria tanto ser um vilão nessa vida, afinal, ser um vilão rende glória, fama e uma boa reputação. Contudo, eu diria que, a minha vida está prestes a se transformar nisso, porque no final das contas, nesse caso que eu estou, eu descobri coisas revoltantes em relação a atual ZPD. Porém, eu não ligo em me transformar em um vilão, apenas quero fazer justiça, pois se ninguém fizer, quem irá fazer ?
Enfim, vamos voltar onde nós estávamos.
Nós três éramos uma família unida, até o dia em que, todos nós após uma briga, decidimos seguir caminhos separados, no caso, eu decidi seguir o meu próprio caminho, Nickolas e o baixinho esquentadinho resolveram voltar a se arriscarem na cidade em troca de migalhas.
Eu diria que, eu estava buscando um novo horizonte para a minha vida, e por fim das dúvidas, eu consegui, consegui entrar na família de gangsteres da região do distrito florestal, na qual é uma família japonesa que comanda aquele lugar, posso dizer que eu fui bem acolhido por lá, mas não posso negar que, de vez em quando, eu sou enviado para negócios com a família Big, que mora na Tundralândia, onde só os animais mais peludos conseguem se adaptarem por lá.
Em um dia qualquer, Koslov, pediu para que, eu tirasse uma foto com eles, e para a minha surpresa, a foto não saiu como eu pensava, na dura realidade, Koslov e Boris tiraram a foto apertando o meu pescoço, ou seja, quase me sufocando.
Um novo horizonte, isso é o que eu irei fazer e buscar, porém antes de tudo, tenho que resolver uns problemas pendentes.
Judy P.O.V
Sai para lá Ouji, você é ranzinza, deixe que eu falo com os leitores agora, você apenas os espantou daqui com a sua narração macabra de vida.
Afinal, ninguém gosta de coisas macabras em um livro. Portanto, de agora em diante, não irei tolerar coisas feias aqui.
Meus leitores, desculpem pela a minha ausência, isso foi por causa do Ushida, ele estava dando uns golpes de “Gangnam Style” em mim aqui, fazendo eu cair da cadeira. Posso dizer que, a vida dele eu irei narrar tudo, isso se a Zoobril deixar eu colocar isso no meu livro, até porque, essa editora é muito rígida em relação as suas publicações.
Porém, vamos agora voltar para o passado, e vamos lembrar do tempo da academia.
FlashBack
A vida não é fácil quando se é a primeira coelha recruta em uma turma de valentões e predadores com a aparência medonha.
Nos primeiros dias, eu conheci a minha sargenta, a ursa Karma. Pode parecer irônico, mas ela tinha o nome de Karma, mesmo ela sendo brava, durona e exigente ao extremo.
Para dizer a verdade, os primeiros três meses de acampamento de treinamento, eu sofri muito nas mãos dos meus “colegas” de batalhão, afinal, eu era a única coelha no grupo e o único ser pequeno em comparação a todos os valentões que existiam por lá.
Nesses três meses, é sucinto dizer que, o meu treinamento foi duro, na maior parte do tempo, eu recebia xingos da minha superior, mesmo eu me esforçando ao máximo. Todas as provas que eu fazia, todos os obstáculos que eu tentava passar, eu apenas recebia um: “está fora ou perdeu” da minha sargenta.
Um momento constrangedor foi na hora que eu estava voltando do campo de testes e fui para o banheiro, como eu estava cansada, acabei por não visualizar a tampa da privada, e no final, acabei por cair dentro do vaso, fazendo a ursa me xingar novamente — como se ela não fizesse isso o dia inteiro comigo.
Os dias que se passavam demoravam uma eternidade para acabar, até que, após passar uns momentos filosofando com a minha mente, eu cheguei a uma conclusão definitiva: o tempo é o meu inimigo aqui. Porque em um certo dia, eu tive que enfrentar um rinoceronte em um ringue, eu achava que eu iria dar conta do grandão, contudo foi mera impressão minha, eu acabei por levar um knockout na cara e sendo levada para a enfermaria que me deram uma bolsinha de gelo para cuidar do galo que recebi e pelo roxo que estava nos meus lindos olhos, que no futuro, conquistou o mais malandro das raposas.
Aí que vontade de agarrar aquela raposa agora e sentir o seu cheiro e... Mas, vamos parar com isso, vamos voltar ao que interessa. Não é leitores? (risos)
Após uma série de eventos, nos quais eu fui rebaixada, humilhada entre outras coisas, eu tomei uma atitude. Eu deveria começar a costumar o meu corpo com a situação, assim eu poderia facilmente lidar com tudo e com todos.
Dito e feito, comecei a treinar cedo, enquanto todos dormiam, eu treinava flexões na escada do meu beliche, com esses treinamentos, comecei a desenvolver força, agilidade e principalmente velocidade, e foi assim que eu derrotei os meus colegas, ou seja, enquanto todos se cansavam fácilmente na corrida nas zonas de normais, eu era a primeira a chegar na linha de chegada, enquanto muitos não conseguiam subir na montanha gelo, eu era a única a ser a mais rápida e ágil subindo aquela parte. Porém, a melhor parte foi na hora da luta, onde eu usei a força daquele rinoceronte contra ele mesmo, quando começou a luta, que no caso ele achava que estava na vantagem, eu corri para as cordas e dei um salto com um falcon kick nas mãos daquele tonto, fazendo ele dar um auto-kockout. Honestamente, eu comecei a treinar arduamente, eu corria muito na parte da manhã e de tardezinha, fazendo referência ao filme do boxeador canguru chamado: Guru Balboa. Sinceramente, no meu caso, só faltou uma batida de salada com cenouras em um liquidificador e uma subida na escada do triunfo para comemorar.
E, foi assim que eu me formei como a primeira oficial coelha de Zootopia.
Fui chamada pelo prefeito Leãonardo para receber os parabéns e as premiações, tudo aquilo estava diante dos meus olhos, o meu sonho estava se concretizando. A minha família compareceu ao evento formal, isto é, a minha mãe, o meu pai e os meus 775 irmãos e irmãs, que lotaram aquela comemoração, sendo que, a maioria dos meus irmãos estavam tão eufóricos com a minha apresentação que, muitos deles estavam agarrando a mamãe e papai devida a emoção da irmãzinha estar sendo a primeira coelha policial da história.
Agora que eu terminei de narrar essa parte, eu bem que mereço um abraço e uns carinhos daquele vendedor de patolés.
Ushida P.O.V
Se preparem galera, vocês não perdem por esperar. Aproveitem enquanto podem !
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