Zootopia – Ladrão de órgãos
13 Capítulo 13 – Escolhas
Notas iniciais
POV Hannibal
Depois de ter saído da sala da raposa, eu me coloco aonde a coelha está.
—Tenho uma nova função pra você coelhinha_ Falei entrando na sala.
A mesma permaneceu de cabeça baixa.
_Vou lhe dar três opções... Primeira: pode continuar nessa sala e ver seu amigo sofrer... Segunda: posso te sacrificar da maneira mais rápida e indolor possível... Terceira: pode ficar e ajudar April na casa_ Falei esperando uma reposta.
—Vou te dar um tempinho pra pensar_ Falei saindo da sala.
Antes de voltar a superfície, April já havia acabado com a raposa, então subimos os dois, para esperar a resposta da coelha, eu fiz para mim toradas escuras com geleia de amora, um chá de ervas e escolhi o clássico e obra prima dos filmes tresh “ Texas chainsaw massacre “ de 74, um dos meus filmes favoritos, foi assistindo a essa maravilha que tive a ideia de fazer uma máscara com o rosto de um urso, mas como são difíceis de dopar e matar eu optei por deixar essa ideia de lado, após o termino do filme, eu me voltei a sala da coelha.
—Já se decidiu?_ Perguntei em alto e bom tom.
A mesma permaneceu calada.
—Eu não vou me retirar desta sala até eu ouvir uma resposta, seja ela por bem ou mal_ Disse forçando ela a olhar pro meus olhos.
POV Nick
Por sorte o Hannibal não me deixou suspenso no ar, talvez eu consiga passar as algemas pra frente do meu corpo se eu sentar em cima delas e rolar pra passa-las pra frente, depois de um tempo tentando eu consegui, não foi tão difícil, agora eu preciso ver aonde posso me esconder pra pegar o Hannibal de surpresa, talvez atrás da porta? Por falar nisso posso tentar abri-la, achei um clipe de cabelo aqui dentro vou usa-lo para arrombar a porta, eu o deixei reto, me aproximei dela e comecei o arrombamento, depois de um tempo tentando o clipe acabou quebrando, a única coisa que me restava fazer era procurar alguma coisa que sirva como arma, infelizmente não achei nada, então o jeito é esperar o Hannibal voltar.
Demorou, mais eu o ouvi andando aqui em baixo, esperei mais um pouco até o momento que ele abriu a porta, eu me joguei cima das suas costas, passei as algemas para o seu pescoço e comecei a puxar fazendo ele sufocar, conforme o leão perdia seu folego, mais desesperado em me tirar de suas costas ele ficava.
POV Hannibal
Droga eu devia ter o acorrentado, ele tá me sufocando, preciso ter calma, segurei as algemas com as duas patas e comecei a rodar, assim que tive a oportunidade eu o tirei de minhas costas, golpeei o chão usando seu corpo, depois o arremessei no vidro da sala.
—Quase conseguiu... Cof... Cof... Mas é fraco demais_ Falei reposicionando minha gravata.
Ele estava com dificuldade pra levantar aproveitei a deixa pra pegar uma focinheira e uma coleira de brinde, eu o arrastei pro centro da sala e o fiz ficar de joelhos, usei uma corrente que estava presa na parede para prender a coleira, assim que ele ficou acorrentado eu fiquei mais calmo.
—Sabe o que eu faço com animais desobedientes?_ Falei o forçando a olhar nos meus olhos.
—Eu uso isso!_ Disse colocando-lhe a focinheira.
A raposa começou a rosnar, mais o que ele pode fazer? Está acorrentado como um cachorro sarnento que ele é.
—A sua sorte é que eu gostei de você... Nunca em toda a minha vida eu tinha colocado um animal em cativeiro tão persistente quanto você_ Disse me retirando da sala.
Voltei a superfície e fui até cozinha fazer meu jantar, retiro de minha geladeira uma peça de bife recém colocada, separei uma frigideira e a coloquei no fogão junto com uma colher de manteiga, com a panela bem quente e a manteiga derretida eu coloco o bife pra fritar em fogo baixo, eu tempero com sal e pimenta do reino os dois lados da peça, assim que a carne ficou pronta, a deixei de lado para fazer o acompanhamento, uma salada de tomates cerejas, quando tudo ficou pronto voltei ao subsolo para continuar com o meu jogo psicológico envolvendo a fome, depois que entrei na sala, me posicionei na frente da raposa e comecei a comer.
POV Nick
Desgraçado, se eu não estive acorrentado... Provavelmente eu apanharia de novo... Mas como um ditado dizia, não importa o quanto você bate e sim o quanto você aguenta apanhar:
—Eu não ouvi mais a Judy batendo no vidro o que VOCÊ FEZ COM ELA?_ Gritei ao leão.
—Não a reconhece? Ela está no meu prato_ Disse ele.
Não acreditei no que havia ouvido, ele matou a única fêmea que eu já amei e a estava devorando?! Comecei a gritar feito um louco, eu estava forçando a coleira usando todo o meu peso, mas ela nem se mexia, a minha única vontade nesse momento era me soltar e estraçalhar o rosto do leão, eu só parei quando senti meu corpo cansar, caí de joelhos mantendo minha visão no chão.
—Espero que consiga viver com isso_ Disse ele saindo da sala.
Minha vontade de viver havia acabado, a única fêmea em que eu confiava e amava estava morta!... Eu permaneci imóvel desde daquele instante, minha noção de tempo havia se perdido, o que estava sentindo era como se alguém tivesse acertado meu rosto com uma marreta, não sentia mais nada, apenas queria morrer...
Muito tempo se passou até que a porta se abriu novamente...
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