Zootopia – Ladrão de órgãos
11 Capítulo 11 – Visitantes
Notas iniciais
P
POV Hannibal
Após ter quase destruído as costas da raposa, me dirijo a superfície de minha casa, enquanto espero April acabar de fazer os curativos no endivido lá em baixo, vou a cozinha para fazer um chá, assim deixei o bule fervendo a água, eu peguei um saquinho chá de hortelã, meu sabor favorito, o deixei esperando em cima da mesa, peguei duas fatias de pão e as coloquei na torradeira, gosto de torrada escura então deixei um tempinho a mais no aparelho, fui até a sala e olhei para minha estante, eu procurei com os olhos algum livro que ainda não li, o escolhido foi “ O iluminado “ de Stephen King, um dos autores preferidos, deixei o livro em cima da poltrona, voltei a cozinha e retirei o bule do fogão, separei uma xícara, depois despejei a água quente dentro dela, em seguida coloquei o saquinho de chá junto com uma colher de açúcar, recolhi as torradas e passei um pouco de geleia de amora em cima das duas fatias.
Assim que eu ia me sentar na poltrona, ouvi o som de um sino, usava aquilo caso April estive ainda no subsolo da casa, me dirigi até a parede que dá entrada a área subterrânea, com o meu polegar pressiono um lugar especifico da parede fazendo uma porta se abrir, de lá de dentro sai April.
—Qual a situação da raposa?_ Perguntei.
—Ele está instável, deve levar pelo menos dois ou três dias para suas costas ficarem boas_ Disse ela.
—E quanto a coelha?_ Perguntei mais uma vez.
—Está abalada! Eu a ouvi chorando do lado de fora da sala_ Disse ela com uma certa tristeza.
—Ótimo... Limpe o chão, banheiros e todos os quartos do segundo andar e você já pode descansar_ Falei me dirigindo a sala.
Voltei a me sentar na poltrona e comecei a ler o livro que havia escolhido. Quase uma hora depois, April desceu a escadaria carregando que ela havia usado pra limpar o andar de cima, me levantei da poltrona e fui até ela.
—Vá pro buraco!_ A ordenei tomando de suas patas o que ela estava segurando.
April foi até a cozinha e se agachou em um ponto especifico do chão, ela abriu uma pequena porta que dava entrada no poço onde a mesma passava grande parte do seu dia, então ela pulou dentro do buraco, eu me levantei da poltrona e fechei a pequena porta que havia ficado aberta, “ preciso alimentar a coelha “. Fui até a geladeira procurar alguma coisa que coelhos comem, assim que vi a gaveta dos vegetais eu me lembrei que tinha algumas cenouras lá dentro, eu a abri e escolhi uma de tamanho médio, peguei uma bandeja, um prato e dois copos d’água, desci até o subsolo e fui pra sala onde matei o encapuzado, peguei sua cabeça e me direcionei ao quarto onde a coelha está, quando abri a porta me deparei com ela abraçada com as próprias pernas e com a cara enfiada nos joelhos.
—Trouxe um presente pra você_ Falei jogando a cabeça do encapuzado em cima dela.
A mesma se assustou e jogou a cabeça do cachorro no chão, eu coloquei a bandeja no centro da sala e peguei um dos copos d’água, depois bati a porta, me dirigi a sala da raposa, assim que entrei fui em sua direção, ela estava mantendo a cabeça baixa, eu levanto seu rosto e coloco o copo na sua boca.
—Beba!_ Ordenei.
Ele virou o rosto, nesse momento eu o apertei seu pescoço.
—Eu estou sendo piedoso com você raposa... Beba!_ Falei mais uma vez.
Novamente ele virou o rosto... Eu perdi a paciência, então levantei sua cabeça e o fiz engolir a bendita água, ele se engasgou com ela, enquanto o mesmo tossia e tentava recuperar o folego, eu quebrei o copo na sua cabeça, peguei um dos cacos e apontei no seu pescoço.
—Eu perco a paciência muito fácil, se você me deixar irritado eu vou voltar aqui armado, vou enfiar o cano da minha espingarda no seu reto e depois apertarei o gatilho_ Falei cortando de leve a pele do seu pescoço.
Assim que saí da sala voltei pra superfície da minha casa, fui até a geladeira escolher o que iria jantar, pensei em fígado acebolado, peguei a peça da carne e deixei em cima da pia, separei um martelo e uma tabua de madeira, eu os usei para amaciar o fígado, escolhi uma frigideira média e a untei com azeite, deixei a panela em cima do fogão, então comecei a cortar as cebolas em rodelas, com elas cortadas eu separei os anéis que haviam se formado e coloquei tudo na frigideira para cozinha-las um pouco, assim que elas murcharam eu acrescentei mais azeite e comecei a fritar o fígado, depois que ela ficou pronta eu a servi junto num prato junto com uma salada de tomate cereja e um molho vermelho em cima da carne. Desci novamente para o subsolo e entrei na sala da raposa, me sentei na mesinha que tem dentro da sala.
—O que é isso?_ Perguntou a raposa:
—Seu jantar!_ Falei cortando um pedaço do fígado.
Continuei comendo e observando o olhar da raposa... Se eu não estiver enganado seu nome é Nick... Eu acho, o mesmo me olhava com ódio.
—Você não deve estar dando a mínima pelo o que eu estou fazendo, mais daqui algumas semanas sem se alimentar você vai implorar por migalhas_ Falei terminando de comer.
Me retirei da sala e voltei a superfície para lavar a lousa suja...
Na manhã seguinte...
POV Narrador
Na delegacia, chefe Bogo e os demais policias estranharam o fato de Nick e Judy terem faltado ao trabalho, os dois são os melhores policias de Zootopia, não teriam motivo para faltas, especialmente Judy. Um sentimento de preocupação bateu em Bogo, o mesmo chama até sua sala oficial Lontrosa e Cartola, os dois saíram de seus cubículos e foram em direção a sala de seu chefe, ao entrarem o primeiro a se pronunciar foi Cartola.
—Chamou?_ Disse o gato negro.
—Os oficias Wilde e Hopps não voltaram desde do momento que os mandei para a casa do tal Hannibal Lecter, preciso que vocês vão até lá e se enformem do paradeiro dos dois_ Ordenou Bogo.
—Claro chefe_ Disseram os dois oficias simultaneamente.
Os mesmos saíram da delegacia e se dirigiram até o estacionamento, escolherem uma viatura, entraram no veículo e dirigiram até a tundralandia, no momento em que chegaram na zona congelada estava ocorrendo uma nevasca forte, os policias permaneceram na viatura e a estacionaram na frente da casa de Hannibal, o leão percebendo a chegada dos policias, com rapidez ele escondeu tudo o que podia incriminá-lo, assim que ouviu baterem em sua porta o mesmo se dirigiu até ela e atendeu os policias.
—Como posso ajuda-los?_ Perguntou Hannibal.
—Os oficias Wilde e Hopps não aparecerem na delegacia, o último lugar em que estiveram foi na sua residência, podemos entrar pra fazer algumas perguntas_ Disse Lontrosa.
—Claro, entrem por favor_ Disse Hannibal.
Os policias entrarem na casa e imediatamente começaram a observar cada canto do lugar.
—Aceitam uma bebida? Algo pra comer?_ Perguntou Hannibal.
—Desculpe senhor, mas teremos que recusar, estamos aqui a trabalho!_ Disse Cartola.
—Quando os oficias Wilde e Hopps terminaram de fazer seu serviço aqui na sua casa, eles o informaram aonde foram?_ Perguntou Lontrosa.
—Infelizmente eles não me disseram nada, apenas fizeram o mesmo que vocês e depois foram em bora_ Disse Hannibal.
Lontrosa e Cartola desconfiaram, mas acabaram acreditando nas palavras do leão.
POV Hannibal
Eu devia ter imaginado que viriam mais policias atrás dos dois... Bom, eu posso distrai-los, pegar a minha arma e estourar suas cabeças, mas como eles vieram atrás da coelha e do raposo, se eu os mata-los, outros oficias viram me perturbar.... Eu duvido que eles conseguirão entrar no subsolo da casa, precisam da digital de minha pata pra isso! Tenho que ser paciente e agir com naturalidade.
Assim que os dois policias revistaram minha casa inteira eles se retiraram, fiquei mais tranquilo sem eles andando por todos os lados da minha residência.
POV Narrador
Lontrosa e Cartola voltaram pra delegacia e foram até a sala de Bogo para informa-lo que não descobriram nada sobre o “ suposto desaparecimento “ de Judy e Nick.
—Talvez isso seja apenas uma falta comum chefe_ Disse Lontrosa.
—Eu devo ter exagerado em fazer vocês dois irem até a casa de Hannibal... Você deve estar certo Lontrosa, mais por precaução vão até a casa dos dois_ Ordenou Bogo...
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