Zootopia – Asas de ferro

2 Capítulo 2 – Projeto Ares


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem... Se acharem algum erro, o ignorem...

POV narrador

—10 minutos pra fechar_ Disse um dos seguranças do necrotério.

Os funcionários já estavam se retirando do local de trabalho, haviam no prédio dois enfermeiros, a secretária e mais dois seguranças, no lado de fora as ruas estavam completamente vazias exceto pelo animal mascarado do outro lado da calçada, ele estava parado observando a movimentação dentro do prédio.

—Que merda é aquela?_ Perguntou um dos seguranças.

O mascarado percebeu que foi notado, então começou a se aproximar, o mesmo possuía uma guitarra nas mãos que estava ligada a uma caixa de som improvisada como mochila, com a proximidade do indivíduo os funcionários do necrotério se posicionaram atrás do balcão, enquanto os seguranças estavam de prontidão quase com suas armas em punho.

Quando o mascarado ficou em frente a porta dupla de vidro do prédio, todos ali presente puderam observa-lo mais de perto, sua máscara lembrava um gato sorridente e sua cor era marrom, a guitarra e a caixa de som não representavam ameaça aos seguranças. O mascarado deu um olá com a sua mão e em seguida ele abriu a porta dupla e entrou no prédio.

Um dos seguranças botou a mão na sua arma, mais com o sinal do outro ele não a sacou. O endivido mascarado olhava com curiosidade, ele saltitou pra mais perto dos guardas e os dois seguranças chegaram a empunhar suas armas.

—Vamos brincar?_ Uma voz de boneca foi ouvida do mascarado após ele puxar um cordão da sua roupa.

O gato sorridente ajustou as cordas da guitarra e posse a solar uma música do Guns and Roses, os seguranças guardaram no coldre as suas armas, pois acreditaram que o mascarado deveria ser um tipo de artista de rua, o gato sorridente apontou a guitarra para os guardas e uma chama foi disparada do instrumento, os seguranças começaram a pegar fogo assim como a recepção inteira, os outros três funcionaram restantes atrás do balcão estavam seguros das chamas.

—Vocês três! Saiam daí_ Ordenou o mascarado.

Sua voz lembrava a de uma menina.

—Vocês dois olhando pra parede_ Ordenou ela apontado uma pistola para os dois.

—E você de joelhos com as mãos na cabeça_ Disse ela.

A mascarada retirou a guitarra de seu corpo e a segurou com as duas mãos, o enfermeiro assustado fez o que ela havia ordenado, com ele de joelhos a gata misteriosa posse a golpear a cabeça do coitado com a guitarra, ela espancou seu crânio até não sobrar mais nada. A recepcionista olhou de canto de olho a atrocidade que estava acontecendo.

—EU NÃO MANDEI OLHAR VAGABUNGA!_ Gritou a mascarada.

Ela golpeou o rosto da recepcionista com a guitarra que caiu no chão já desacordada, o enfermeiro que restou foi pra cima dela e conseguiu desarma-la, ele a ederrubou no chão e ficou em cima dela, a força sua máscara foi retirada revelando seu rosto, ela era uma jovem gata negra. Apesar dela ser uma fêmea o enfermeiro começou a espanca-la, até algo que parecia ser um chicote se enroscou no seu pescoço, a portadora do objeto o puxou fazendo ele rodopiar no ar e cair perto de mais três mascaradas, com pesões no seu rosto ele foi esmagado e desfigurado.

—LEVANTA!_ Ordenou a fêmea que usava uma máscara de palhaço.

Ela pegou a máscara da gata e a devolveu.

—Se vire!_ Disse ela.

A gata negra colocou sua máscara novamente e fez o que ela havia ordenado, logo três chicotadas foram dadas em suas costas.

—Isso é por ter deixado aquele idiota tirar sua máscara, já sabe o que vai acontecer com você quando a rainha souber não é?_ Perguntou ela.

A gata apenas assentiu com a cabeça.

—Anie chame o caminhão e fique de guarda, eu e as outras vamos pegar o corpo_ Disse a fêmea com máscara de palhaço.

As três mascaradas se dirigiram para a área aonde ficavam os corpos, procuraram a gaveta do senador Rino, achando-a retiraram seu corpo e colocaram em cima de uma maca.

—O caminhão já chegou_ Avisou Anie pelo rádio.

As três apertaram o passo para sair logo do prédio, mais ao voltar pra entrada já haviam duas viaturas da polícia militar.

—Se vocês mexerem um dedo estão mortos!_ Disse um dos policias.

—MÃO NA CABEÇA!_ Gritou o outro.

As três obedeceram, a palhaça tinha nas suas costas pistolas automáticas, com as mãos na nuca e próximas das armas, a mascarada fez um sinal pras duas atrás dela, com um movimento rápido e tiros certeiros ela matou os quatros policias que as cercaram.

—Corram pro caminhão eu cubro vocês_ Disse ela.

As três correram pra fora do prédio, duas que estavam com corpo foram pro caminhão que estava estacionado em uma esquina, a palhaça ainda estava na rua de guarda, mais duas viaturas vieram da avenida a qual ela estava olhando, uma delas acelerou para atropelar a mascarada, a mesma correu na direção do carro e disparou no mesmo, os dois policias que estavam no veículo foram mortos, a viatura continuou em movimento, a palhaça pulou no capo do carro e saltou na direção do outro veículo que estava vindo, mesmo no ar a mascarada posse a atirar na viatura matando mais três policiais.

—ALESSA!_ Gritou a gata sorridente dentro do caminhão.

A mascarada correu em direção ao grande caminhão, o motorista o desacelerou para que ela pudesse entrar no veículo, eles foram para fora de Zootopia, pararam numa colina alta e logo um enorme Zepelim apareceu, cabos foram soltos do porta aviões que o mesmo estava segurando, as três subiram no contêiner do caminhão e prenderam os cabos de aço na estrutura de metal, então as três subiram para o porta aviões.

POV Alessa

Assim que entramos no porta aviões Jesse tentou descer primeiro do contêiner, mais eu a segurei pelo braço.

—Não pense que vai escapar da bronca mocinha_ Falei descendo ainda segurando ela.

—Levem o corpo pra oficina da Betty, vou levar a Jesse pra falar com a rainha_ Disse me dirigindo ao topo do porta aviões para irmos até a cabine do Zepelim.

Após abrir a escotilha que dava acesso a escada pra ir pro dirigível, eu a forcei a sair de dentro do porta aviões, a mesma tem medo da nossa rainha, por isso estava resistindo tanto, segurando-a pelo braço nós subimos a escada e entramos no Zepelim.

—O que as trazem aqui minhas filhas?_ Perguntou Valquíria mesmo antes de entramos em sua sala.

—A pequena Jesse fez algo que a senhora não vai gostar nem um pouco _ Falei forçando-a a andar até a sala.

—É mesmo? Entrem por favor_ Disse ela.

Quando entramos, a rainha Valquíria imediatamente se levantou de seu trono exibindo as garras de metal na sua mão.

—O que é que eu não vou gostar?_ Perguntou ela.

—Eu deixei que tirassem a minha máscara_ Disse Jesse num tom baixo.

—Como é querida, eu não ouvi_ Disse Valquíria.

—Eu deixei que tirassem a minha máscara, mais eu posso explicar_ Falou Jesse com um certo medo.

—É mesmo? Prossiga_ Falou Valquíria já impaciente:

—Eu acertei no rosto uma funcionária do necrotério, então um enfermeiro que ainda estava vivo me desamou e..._ Valquíria acertou seu rosto com suas garras antes que ela terminasse de falar.

—O que aconteceu com o enfermeiro que te viu sem máscara_ Perguntou Valquíria cortando ainda mais as feridas do rosto de Jesse.

—Eu o matei_ Falei livrando Jesse sofrer algo a mais do que deveria:

—Ótimo, então espero que isso não repita, caso contrário nossa cozinheira vai ficar feliz em cuidar de você_ Disse ela.

POV Betty

—Que belo, enorme e muito bem conservado cadáver_ Falei para mim mesma.

Comecei a vasculhar a oficina inteira procurando as peças que vou usar na construção do ciborgue.

—Como está indo Betty_ Disse uma voz que me parecia ser da minha rainha.

—Tudo em ordem por enquanto, estou apenas procurando as placas de titânio, as articulações de aço e a célula de energia para começar a cirurgia para eu transformar esse corpo fétido no robô Ares_ Falei ainda vasculhando uma caixa cheia de peças.

—Em quanto tempo você consegui construir o robô?_ perguntou ela.

—Talvez um mês ou dois_ Falei achando as articulações de metal que estava procurando.

—Espero que ele esteja funcionando o mais rápido possível_ Disse ela se retirando da sala.

—Vai estar minha senhora... Vai estar_ Falei recolhendo mais objetos para me preparar para a cirurgia do cadáver.

POV Judy

—Ontem à noite, assaltantes fortemente armados invadiram o necrotério e roubaram o corpo do senador Rino Garcia Mercedes, infelizmente houveram quatro fatalidades, Amélia Monroe foi a única sobrevivente, Mary Ruben canal 6_ Disse a repórter terminando a matéria.

—Que estranho, o que assaltantes querem com um cadáver?_ Perguntei ao Nick.

Ele apenas fez uma cara confusa.

—Melhor a gente ir pro DPZ pra investigar isso... A repórter disse que havia uma sobrevivente, talvez ela tenha algo que nos ajude no caso_ Disse ele.

—Tem essa também... Se arruma logo se não a gente vai se atrasar_ Falei indo pro me trocar.

No DPZ

—Você e o oficial Lobato podem ir ao necrotério investigar o que aconteceu, eu vou ver a senhorita Amélia no hospital_ Falei ao Nick antes dele fechar a porta da viatura.

—Te vejo mais tarde então, Se cuida_ Disse ele me dando um selinho.

Eu me dirigi ao hospital a pé, pois ele ficava poucas quadras perto da delegacia, quando cheguei na recepção, eu peguei o número do quarto onde Amélia estava, então subi de elevador, quando achei a porta certa eu bati nela algumas vezes.

—Entra!_ Disse a voz de dentro do quarto:

—Senhorita Amélia?_ Perguntei ao abrir a porta,

—Pois não?_ Disse ela.

—Oficial Hopps, DPZ, eu vim aqui pra te fazer algumas perguntas sobre o ocorrido de ontem a noite_ Falei entrando no quarto.

—Ah, claro, sente-se por favor_ Disse ela puxando para eu me sentar.

—O que aconteceu naquela noite?_ Perguntei novamente pegando meu bloco de anotações e a minha caneta.

­_Era quase hora de fechar quando nós vimos um animal mascarado do outro lado da calçada, ela tinha um instrumento musical nas mãos, eu acho que era uma guitarra ele também tinha uma caixa de som improvisada como mochila nas costas, assim que ele entrou no prédio eu e os outros achamos que ele fosse um artista de rua, mas ai ele começou a tocar e assim que terminou uma chama saiu da guitarra, o mascarado botou fogo nos seguranças do necrotério_ Disse ela.

Eu não pode deixar de ficar chocada com o que acabei de ouvir.

—Eu e mais dois enfermeiros nos escondemos das chamas atrás do balcão da recepção, logo o mascarado apontou uma arma para mim e a um dos enfermeiros, já o outro ele mandou ficar de joelhos com as mãos na cabeça enquanto nós dois estávamos olhando pra parede, eu só ouvi as pancadas, uma era mais forte do que a outra, quando eu virei o meu olhar para ver o que estava acontecendo, eu vi o outro enfermeiro no chão, sua cabeça estava destruída, então eu pude ouvir a voz do mascarado, me pareceu ser uma garota, ela gritou algo como “ EU NÃO MANDEI OLHAR “, então ela me golpeou na cabeça e eu não me lembro mais nada_ Disse Amélia...

Notas finais
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