Notas iniciais
Desulpem pelo atraso, esse foi um atraso completamente idiota e sem motivo. sério, eu só percebi agora que já podia ter postado faz tempo (ooops) O cap tava com quase três mil palavras e todo dividido. então hoje eu vou postar DOIS caps pra vocês (YEEEEAAAAH!) espero que vocês comentem OS DOIS caps, quero saber as suas opiniões! Boa leitura!

Eles chegaram ao banco discretamente, tentando manter-se longe da imensa massa de repórteres que se aglomerava em frente ao prédio. Mas é óbvio que não conseguiram. Por que esses malditos bancos tem que ter uma única porta? Nick pensou. A pergunta era retórica, claro. Ele sabia que era por segurança, mas seria ótimo se houvesse uma entrada mais discreta.

No fim Nick e Judy, rostos já conhecidos da multidão, tiveram que fazer as suas caras mais confiantes e atravessar o pandemónio sem dar mais declarações. Isso fazia Judy lembrar da fracassada tentativa de entrevista que ela dera durante o seu primeiro caso.

Os repórteres a cercando.

Nick indo embora.

Judy sacudiu a cabeça levemente, percebendo que havia parado por um momento. Fez uma nota mental de descobrir por que cargas d’água ela parava de andar toda a vez que tinha uma lembrança vívida. E deu graças à Deus por ninguém ao seu redor poder ler pensamentos.

Além da cacofonia terrível de perguntas sobre o caso atual, Judy ouviu vários comentários preconceituosos e perguntas sobre o seu casamento com Nick. Já faz um ano!— Ela pensou — será que esse povo não tem nada melhor pra pensar?

Judy descobriu Nick a encarando, e corou. Por que ela sempre tinha que corar? Não é como se fosse a primeira vez que ele te olha, coelha boba! - ela se recriminou — estamos casados a mais de um ano!

Eles finalmente chegaram às portas do banco e entraram, respirando fundo depois de passar pela porta de vidro. A primeira coisa que fizeram foi procurar Jack Savage. O agente atendia um telefonema num canto do saguão, por isso Nick e Judy esperaram à certa distância. Apesar do gesto educado, Judy se esforçou para ouvir a conversa.

Uma das vantagens de ser uma coelha.

— Eu sei, velho amigo, não se preocupe. – O jaguar parecia à vontade ao telefone – eu vou cuidar disso pessoalmente.

— Waesel... – Judy não conseguia ouvir tudo o que o “amigo” do Agente falava do outro lado da linha – poderia... Problemas.

— Ah, culpa daquele idiota que você mandou atrás deles, ele é um espião, não um maldito fuzileiro! Só serve pra seguir alguém, precisaria de uma carta do presidente ou uma boa maleta de dinheiro pra executar o serviço. – Jack falava em um tom descontraído e baixo, pelo que Judy percebeu que nem Nick podia ouví-lo.

Ela o cutucou.

— Finja que está conversando comigo quando ele olhar pra cá! – sussurrou.

Nick deu de ombros.

— Que eu saiba, eu estou conversando com você.

Judy lhe lançou um olhar fulminante.

— você entendeu!

Ela esticou as orelhas, encostada próximo à parede de mármore travertino branco.

—... Ser... Alfa 2 – ela ouviu a voz do correspondente de Jack.

Jack não se despediu de quem quer que fosse o cara do outro lado, apenas desligou o telefone subitamente e dirigia-se à saída quando os policiais o alcançaram.

— Agente Savage! – Judy abordou o jaguar que sorriu.

— Me chame de Jack. – ele lançou um olhar divertido a Nick. – vocês dois me chamem de Jack.

Jack— Judy disse – enquanto almoçávamos, nós pensamos muito sobre o caso até agora.

O olhar da coelha era quase tão afiado e penetrante quanto uma espada lilás em chamas.

— E decidimos... – Nick começou, encarando o jaguar com os olhos semicerrados –... Que não vamos ser apenas os rostos nos jornais.

Jack não parecia ter entendido.

— Não sei se vamos chegar a algum lugar – Judy disse, determinada – mas vamos ajudar a solucionar esse caso, ou estamos fora.

O agente parecia estar se segurando para não rir. Nick não lhe deu tempo para tentar.

— A questão é a seguinte, Savage: Nós somos um raposo e uma coelha com mania de grandeza, e não vamos aceitar sermos fantoches da ZIA só porque um agente nos chamou. Temos nossos próprios meios de resolver as coisas.

Se Jack sentiu-se ofendido, não revelou.

— Vocês acham que seriam ao menos minimamente capazes de resolver um caso que os melhores peritos do mundo não conseguiram até agora?

Judy fez a sua expressão mais desafiadora.

— Quer apostar?

O agente deveria estar achando aquela afirmação infantil e ridícula. Pelo menos, é o que Nick acharia se alguém lhe dissesse isso. Mas o jaguar só bufou.

— Ótimo. Vocês estão dentro. – ele disse – desde que meus superiores não fiquem sabendo, eu posso mostrar a vocês os recursos que temos à disposição. Mas que fique claro: vocês estarão por conta própria. Nada de reforços, nem suporte técnico. Vão estar praticamente no escuro, a não ser quando eu puder ajuda-los. E só poderão contar com o que já sabem sobre o caso, e o que eu puder fornecer.

Judy teve uma lembrança tão vívida que teve quase certeza de que os outros podiam ouvir a voz em sua cabeça.

Ela fitara profundamente a ficha aberta sobre o balcão.

— Pistas, zero, Testemunhas, zero, e ainda não está nem no sistema então, recursos... Zero! – Garramansa havia dito.

Judy de por si de volta ao presente, sussurrando.

Só espero que a sua carreira não dependa desse caso...

Nick olhava para ela sorrindo. Ela não pôde conter uma gargalhada.

— Agora só falta um prazo absurdo pra aumentar a pressão. – ela disse, entre risos – como 24 horas, dessa vez.

Nick pôs as mãos na cintura, erguendo uma sobrancelha.

— Eu me contentaria com 48.

— Ah, cale a boca, esse já um velho conhecido. – ela virou-se para o felino negro – estamos dentro, Jack Savage. E já temos uma pista.

***

— Então, onde fica a casa desse cara? – Nick estava ao volante dessa vez, mascando um chiclete enquanto rodava pela rua larga.

— A mansão dele. – Judy se esticava no banco para alcançar a tela do GPS. – ele mora em frente ao rio na Hightown, perto das corredeiras.

Nick fitou a coelha por um momento, impressionado.

— Na Hightown? – ele questionou – achei que lá só houvessem restaurantes finos e condomínios de luxo.

Judy puxou o cinto de segurança para o lado, ajeitando- o ao seu pequeno corpo.

— É a única mansão, e inclusive, tá mais pra um palácio.

Eles haviam conseguido aquele endereço depois de uma procura rápida nos arquivos da polícia. Extraoficialmente, aproveitaram para avisar Bogo que não voltariam ao ZPD até a conclusão do caso, e que se alguém viesse perguntar, desse uma desculpa qualquer como “não estou autorizado a comentar sobre investigações em andamento”.

Quando o búfalo descobriu que eles estavam trabalhando com Jack Savage, ele quase surtou, e eles tiveram que desconversar antes que o chefe descobrisse qe eles tinham o número do celular de Jack. Bem, um dos números de um dos celulares, mas já contava.

— Então... – Nick falou, olhando para a frente – Você acha que essa pista vai levar a algum lugar? Quer dizer, a família do cara era dona do cofre a umas cinco gerações, e tal, mas agora o cofre pertence ao senador Miller. Quanto mais penso sobre isso, mais sem sentido essa história parece.

Nick virou a esquina, ainda olhando fixamente para o cainho em frente. Judy exibiu a sua expressão de quem não entendera nada.

— Como assim, sem sentido? – ela disse – você não prestou atenção?

Nick desviou um carro de girafas que freou bruscamente e sentiu-se tentado a descer aplicar-lhes uma multa, mas acabou apenas buzinando.

— O que disse? – ele perguntou.

— O nome do Antigo dono do cofre é Gregory Lions.

Nick fez uma expressão de espanto.

— Da Lions & Roars* Company?

— Exatamente – Judy disse – A marca de armamento e munição mais vendida do mundo, na frente até da Lincester**.

— Retiro o que disse. Se Lions roubou esses planos, será a espionagem industrial mais lucrativa da história. – ele suspirou. Suspirara demais nessas últimas três horas. – tem certeza que não quer deixar a ZIA cuidar disso?

— E perder a ação? – Judy olhou para ele com o olhar mais sarcástico que sabia fazer – Se tivesse algum malandro por aqui que não fosse tão covarde...

— “Se tivesse algum malandro por aqui que não fosse tão covarde...” – Nick imitou a voz de Judy – Você não pode ficar no meu pé pra sempre!

Judy exibiu-lhe a aliança.

— Pra sempre não. – ela afirmou – Só “até que a morte nos separe”.

— Muito engraçado. – Nick disse – muito mesmo.

Notas finais
*É uma marca totalmente fictícia, nada a ver com a Smith & Wesson **É uma referência à Winchester, sim. Espero que tenham gostado, dexem suas teorias antes de irem para o próximo! vejo voc~es nos comentários!