Des de que tinha decidido sair da sua cidade que se localizava no interior de São Paulo, Isabela tinha ambição e conquistar a vida. Esse pensamento de sair do interior para ir para uma cidade grande a procura de uma vida melhor era mato. Isabela era ingênua acreditava que aquela cidade que tanto o Brasil inteiro falava ia atingir suas expectativas.

Ir para a capital não era pra qualquer um, Isabela não era alguém que vinha de uma família rica mas também não vinha de uma família pobre ela era esforçada desde sempre, aprendeu isso com seus pais. Sua mãe era uma micro empreendedora tinha uma loja de roupas já seu pai ele era policial, quase nunca o via em casa ele era muito ocupado quando não estava em sua cidade no interior, sempre tinha trabalho na capital.

A cidade da onde ela vinha era muito pacata quase não se via falar de roubos, sequestros e muito menos morte por esses motivos o pai dela quase não tinha trabalho para fazer ali, constantemente ele era chamado para trabalhar na capital aonde tinha vezes que ficava semanas.

Ela cresceu ouvindo as histórias do seu pai sobre a capital, ele sempre falava para ela como era bonito e grande, que tinha prédios, shopping, lojas das mais variadas, e muitos restaurantes. Aos pouco o desejo de se mudar para a capital se tornou enorme e com 12 anos ela decidiu que queria morar lá e começou a fazer bicos para juntar dinheiro para que quando fizesse 19 anos ela se mudasse para a capital.

Quando ela finalmente conseguiu se mudar ela ficou extasiado com a movimentação que aquela cidade proporcionava. Logo que chegou ela conseguiu um emprego de garçonete em um restaurante o salário não era dos melhores mas ela conseguiria se virar ja que não pagaria aluguel pois ainda quando era nova seu pai havia comprado um apartamento lá para que quando tivesse que ficar na capital a trabalho, tivesse um lugar mais aconchegante para ficar.

Depois de dois meses ela conheceu Paulo, um cara de 24 boa pinta, fazia curso de formação para ser polícia militar. Ele era charmoso, tinha cabelos castanho claro, olhos castanhos, algumas sardinhas no rosto e um corpo atlético.

Eles se conheceram quando ele foi justamente no restaurante aonde Isabela trabalhava, ele havia ido com amigos, mas des do momento que viu ela ele a quis e assim começou a perseguição dele por ela, No começo Isabela até achou fofo ele esperava ela todo dia quando terminava o torno dela, levava em casa, toda vez que ela saía ele dava um jeito de ir atrás dela pois moravam perto um do outro basicamente ele monitorava ela, ele já tinha deixado bem claro as intenções dele ele queria algo sério com ela mas Isabela não estava apta para relacionamentos no momento, primeiro que ela nunca tinha entrado em um relacionamento e segundo ela estava focada em se estabilizar e conhecer a cidade.

Ele era carinhoso e dava muita atenção para ela, com o tempo ela resolveu dar uma chance para ele.

Nos primeiros dois meses de namoro ele era tranquilo, um pouco pegajoso nas palavras dela mas amoroso. A partir do quarto mês alguma coisa mudou nele, ele começou a reclamar das suas roupas, maquiagem, reclamar das suas recentes amizades que havia feito, começou a ter um ciúmes doentio , queria manter ela somente para ele e isso a começou a incomodar muito.

Primeiro ele começou a ser arrogante com ela.

—Porra Isabela, essa roupa tá muito curta -gritou nervoso, passou sua mão nos cabelos tentando manter a calma. -Troca essa porra -ordenou

Depois começou a se tornar violento.

—Você tá maluca -jogou um copo de uísque em sua direção, por pouco não acertou ela. Ela o olhava com olhos cheios de lágrimas sem enter a súbita mudança de humor. –Você vai sair com as suas amiga e eu palhaço fico em casa ? Tá querendo me trair ou algo do tipo sua puta.

E por último aquele tapa…

Algo que ela queria ter evitado, por esse motivo estava colocando um fim na relação.

[…]

Estava sendo bem exaustivo me mudar, tirar os sofás e a geladeira do apartamento estava sendo um pesadelo mas eu estava aliviada.

Aluguei o apartamento para um casal de gays bem simpáticos que tinha um gatinho persa muito fofo, com o aluguel deles poderia alugar algo longe dali e procurar outro emprego, já que lá no restaurante eu não teria sossego algum, Paulo provavelmente ia ficar me infernizando.

—Bela -Ana uma menina de 21 ano que havia feito amizade no restaurante me chamou. -Olha aqui -ela aponta em um folheto com várias casas, apartamentos para alugar.

Eu pego e olho, o valor do aluguel era em conta e sobraria um pouco para a comida, caso eu não achasse um emprego logo.

—É perfeito -falo com um sorriso no rosto. -Vou pegar o número da locadora e ligar

—Ah.. bela -Ana fala com pesar. -Acho melhor deixar para lá, é localizado la na zona sul -ela me olha, eu levanto uma sobrancelha sem entender pois ainda não conhecia muito bem a cidade.

—Amiga lá só tem bandido, traficante, tudo que tu imaginar de ruim tem lá. Fora que esse apê é bem perto de uma boca -ela diz verificando o endereço no folheto. -Meu Deus esquece esse lugar, é perto da favela, é nas extremidades. -Arregalou os olhos

—Não vou encontrar um aluguel tão bom quanto esse, e é urgente, não quero ser importunada pelo Paulo de novo.

—Você ta maluca garota, não é à toa que o aluguel é barato ninguém deve querer alugar lá -ela diz me olhando e largando o folheto

—Talvez eu esteja ficando maluca mesmo -a encaro e logo sorrio logo em seguida pego o meu celular e ligo para o número da proprietária.

—Alô boa tarde, gostaria de falar com a dona regina a respeito de um apartamento para alugar.

—Alô, sou eu mesma, você quer fazer uma visita para ver o apartamento? -percebo entusiasmo em sua voz

—Na verdade não, se ele estiver disponível me mudo ainda hoje, te pago dois meses adiantado se precisar -falo calmante

—Ah, claro ele esta disponível. Só devo dar algumas informações sobre o apartamento -ela diz meio receosa

—Tudo bem pode falar -afirmo par sela continuar

—Não é um apartamento novo, a estrutura dele é antiga, ele tem sete andares, o último andar meu filho mora sozinho, somente o segundo andar está disponível os outros estão em…ah….reforma -completa

—Ah por mim tudo bem, não me importo em qual andar vou ficar. Então, posso me mudar ainda hoje ?

—Ah sim claro que pode, vou te esperar lá, aliás qual seu nome ? -falou entusiasmada

—Isabela mas se quiser pode me chamar de bela

—Tá bom bela, estou ansiosa para te conhecer -ela ri e desliga a ligação

—Moça está tudo dentro caminhão -o moço da mudança me avisa assim que desligo o celular

—Ótimo, vamos para esse endereço aqui -mostro no folheto.

[…]

—Tá bom bela, estou ansiosa para te conhecer.

Ouço minha mãe falando com alguém assim que entro na casa dela.

—Ih que isso, nunca te ouvi falar assim toda animadinha com alguém coroa -dou um sorriso sarcástico

—Tenha respeito com a sua mãe André — ela resmunga. -E eu estava falando com uma inquilina nova.

—Ué, Andrei tá ligado nessas fita aí ? Que vai morar alguém lá no apê, que andar a senhora alugou ? -perguntei desconfiado

—Primeiro que o Andrei não é dono de lá, sou eu, eu estou deixando ele morar lá porque assim com você ele é meu filho -retrucou. -E eu aluguei o segundo andar bem longe do sétimo que é qual ele está, eu sei que você vive indo lá para fazer baderna junto com ele.

Dei os ombros e fui em direção ao banheiro.

—André, vai tomar banho ? -perguntou gritando

—Vou por que ? -respondi no mesmo tom

—Assim que você acabar, você vai até lá o apartamento e espera a inquilina chegar, vocês andam perturbando tanto minha cabeça que eu esqueci essas bendita chaves lá na casa da sua irmã.

—Pode deixar que eu vou lá buscar a chav….-ouço a porta de casa fechar. -Coroa sai e nem escuta -Suspiro e continuo meu banho

essa é Isabela

Notas finais
E aí galera não esquece de deixar um comentariooo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.