Zona de Guerra

8 Capítulo 08 - Sentido, porque agora, mando eu


Notas iniciais
UM CAPÍTULO GIGANTE PARA VOCÊS,HEIN Esse é em homenagem a linda da Amanda Clark pela linda recomendação ! Além de ser melhor policial que você respeita em She Drives me Crazy, é a pessoa que faz as recomendações mais emocionantes. SIGAM O EXEMPLO E COMENTEM E RECOMENDEM A FIC!!

— Pode começar. — Ele pediu com os braços cruzados no peito ainda nu.

— Pode se vestir primeiro? Fica difícil me concentrar assim. — Declarou e ele riu, vestindo sua camisa.

— Primeiro de tudo: Como foi que você entrou aqui? — Questionou.

— Eu havia tentado entrar pelo alistamento feminino. Mas como você pôde perceber, não consegui. Então depois de ter sido rejeitada pela terceira vez, ouvi alguns caras comentando sobre um dos soldados parecer uma garota e pensei: Inferno! Por que não?

— Inferno, por que não? — Repetiu. — E não pensou que isso seria loucura ou então no que aconteceria se fosse pega?

— Honestamente? Não. Nunca me ocorreu que descobririam.

— Você é uma garota que vive no meio de outros caras. Como nunca descobririam?

— Ei! Você só descobriu porque me beijou. As pessoas não estão procurando por uma garota. Eu ficarei bem.

— Está mesmo pensando em continuar com isso? — Perguntou e ela assentiu. — Você não pode continuar com isso!

— Por que não? — Rebateu, erguendo o queixo e cruzando seus pequenos braços no peito.

— Porque é errado! Onde você está com a cabeça? Já imaginou no que poderia acontecer se o major ou aquela tenente descobrissem?

— Eles não vão. — Retrucou.

— Então vai mesmo continuar com a mentira?

— Você vai me entregar? — Respondeu com outra pergunta. Precisava de sua resposta.

— É claro que não. Acredite, Bella, eu entendo que você quer estar aqui, mas esse não é o jeito certo de fazer as coisas.

— Então você vai fazer com que eu saia. — Declarou sem olhá-lo nos olhos. Edward segurou seu queixo, a forçando a encará-lo.

— Eu não vou te forçar a fazer nada. Mas você precisa entender que isso é perigoso. E se descobrirem...

— Não vão. Eu só quero ficar até provar que sou boa. Boa o bastante.

— Só um cego não veria isso. Você é de longe a melhor do grupo.

— Mas sou pequena e magra. Eles nem se quer prestavam atenção quando eu fazia os exames.

— Então vai mesmo continuar com isso?

— Vou. — Declarou, se mantendo firme e ele suspirou, passando as mãos no cabelo.

— Então eu vou te ajudar.

— Como?

— Você é boa, a melhor, mas ainda não é o bastante. Tem que aprimorar em algumas coisas e é nisso que eu vou te ajudar. — Indagou e ela gritou, pulando em seu colo. Apesar de tudo, ainda era uma garota.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

— Mais trinta. — Ordenou.

— Não consigo.

— É com esse tipo de pensamento que você não vai conseguir se manter aqui quando descobrirem.

— Se, se descobrirem — O corrigiu.

— Mais trinta.

— Deus! Eu só quero uma pausa, Edward.

— Capitão. Não queremos que as pessoas pensem outras coisas, soldado.

— Que pessoas? — Questionou se sentando e olhando ao redor.

— Aprenda uma coisa, Swan — Disse se abaixando. — Sempre estão de olhos. Sempre. Agora, mais trinta. — Rugiu e ela voltou as flexões.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Bella estava terminando de se aprontar quando ouviu a porta se fechando silenciosamente. Ela abriu um grande sorriso, pensando que era Edward indo dar mais uma de suas escapadas com ela. Mas assim que se virou, seu sorriso morreu.

— Tenente! — Bateu continência.

— Olá, Beau. — Disse com um sorriso malicioso se formando em seus lábios rosados. — Pode relaxar.

— Algum problema? — Perguntou, não gostando nada do rumo da conversa.

— Eu tenho um problema. E acho que vamos resolvê-lo. — Declarou se aproximando. — Você está me evitando, soldado?

— Não, tenente!

— Pois é o que parece. Pensei que viria atrás de mim depois daquela noite. — Ela disse e Bella a olhou confusa. — Não me olhe como se não soubesse do que estou falando.

— Eu realmente não sei, tenente. — Argumentou e Daniella se aproximou, a medindo.

— Eu podia jurar que você não era tão magro. — Disse se aproximando mais, fazendo Bella estremecer. — Você estava tão interessado aquela noite que resolvi lhe dar outra chance.

— Tenente, eu realmente...

— O major James não devia ter te dado aquela surra, mas você entende, não é? Ele é bastante possessivo. — Sorriu e foi quando Bella entendeu. A tenente Garcia conhecia o Beau. O verdadeiro Beau. Oh, grande merda! Pensou ainda tremendo com a aproximação da morena. E se ela a atacasse? O que faria?

— Eu não sei do que a senhora está falando, tenente. — Declarou decidindo-se por manter a mentira original.

— Por que está nervoso? Está suando? — Questionou se aproximando. — Seu olhos...

— Na-não, senhora. Mas o capitão Cullen está me esperando para a corrida e ele não gosta de atrasos.

— Eu podia jurar que seus olhos... — Murmurou confusa. — Pode ir. Eu sei bem como o capitão é temperamental. — Declarou lembrando-se de quando ele a empurrou para fora de sua cama. Nunca havia sido tão humilhada. — Mas nossa conversa ainda não acabou, soldado. Gostaria de terminar o que começamos aquela noite. — Acrescentou, piscando um olho e saindo do dormitório.

— Merda! — Bella vociferou se atirando na cama. Aquela situação estava insustentável. Ela estava completamente apaixonada por aquele capitão arrogante e não havia nada que pudesse fazer. E para piorar ainda mais sua situação, de todas as mulher no planeta que seu primo podia ter escolhido, ele tinha que ter se engraçado justo com aquela. A tenente, que agora, não a deixaria em paz enquanto não conseguisse o que queria.

— O que você tem, B? — Sam perguntou ao entrar no dormitório.

— Nada. Me deixe em paz! — Respondeu afundando o rosto no travesseiro.

Sam se aproximou e puxou o travesseiro de uma vez, acabando com seu pequeno refúgio e se sentando na beirada da cama, fazendo com que ela gemesse de frustração.

— Eu gosto dele. — Declarou cobrindo o rosto com as mãos.

— E isso é ruim? — Indagou sabendo de quem ela falava.

— Se é ruim? — Bradou. — Eu sou um cara aqui, Sam! É claro que é ruim, seu idiota! — Ralhou com ele, o fazendo rir.

— O que te preocupa exatamente, B?

— Eu não sei. — Lamentou.

— Eu acho — disse refletindo —, que você sabe exatamente qual o problema.

— Tudo bem, senhor sabe tudo. Qual o problema?

— Você tem medo que ele não sinta o mesmo e que você seja apenas uma foda ocasional. — Ela o olhou perplexa.

— Eu...

— Mas quer saber o que eu acho? — Perguntou e ela assentiu. — Eu acho que você não tem com o que se preocupar.

— Você está dizendo isso porque somos amigos.

— Não. Eu estou dizendo isso, porque vocês tem agido feito coelhos nas últimas semanas. — Declarou, a fazendo corar.

— Não temos, não.

— Essa não é a questão. A questão é que você deveria se abrir com ele, mas eu tenho que dizer, B. Se você está esperando que as coisas evoluam entre vocês, você tem que arrumar algumas coisas primeiro.

— O que quer dizer com isso? — Perguntou confusa.

— O que você está esperando, B? Que o capitão saia de mãos dadas com você por aí? Nós sabemos que você é uma garota, mas para o restante do quartel? Você ainda é um soldado magricela.

— Eu sei. Isso é fodidamente complicado. — Grunhiu.

— E o que você vai fazer?

— Eu não sei. Além disso, esse é o menor dos meus problemas aqui.

— Eu saio por dez minutos e você arruma mais problemas, B? O que é dessa vez?

— Sua admiradora conhece o Beau.

— É claro que conhece. Ela conhece você.

— Não. Quero dizer, ela conhece realmente o Beau. Meu primo. O verdadeiro Beua. — Declarou.

— Isso é um problema. O que ela disse? Ela sabe que você não é ele?

— Não. Ela só disse que queria terminar o que havíamos começado aquela noite. — Disse e ele estreitou os olhos. — Não me olhe assim, seu sacana. Eu não tenho ideia do que ela estava falando.

— Oh, mas eu tenho. Eu aposto que seu primo fez algumas coisas. — Constatou.

— Foi o que eu pensei.

— Então ela não te reconheceu? — Perguntou.

— Não exatamente. Mas ela pareceu perceber a diferença nos meus olhos. Os do meu primo são castanhos.

— Você está com grandes problemas, B.

— Me diga algo que eu não sei.

— Baratas podem sobreviver a ataques nucleares. — Declarou e Bella o olhou como se tivesse perdido o juízo, mas também sorriu com o comentário do amigo.

— Obrigada, Sam. — Declarou apoiando o braço nos ombros dele. Quem olhasse, pareciam apenas amigos conversando.

— Pelo que exatamente?

— Por ser meu amigo e me ajudar nessa loucura.

— Sempre que precisar, B.

*~*~*~*~*~

Já havia anoitecido e Bella estava decidida a resolver alguns pontos com Edward. Todas as vezes que se encontravam em seu dormitório, ele a torturava, tentando fazer com que gritasse seu nome. Ele era bastante egocêntrico.

Ela bateu na porta e esperou. Já passava do horário de dormir, então não precisava de sua bandagem. A porta logo se abriu e braços muito familiares a puxaram para dentro.

— Pensei que não viesse.

— E perder a chance de uma nova tentativa? — Perguntou sorrindo maliciosamente.

— Talvez essa noite você finalmente ceda, Swan. — Sussurrou mordiscando o lóbulo de sua orelha.

— Eu não sei. — Colocou o dedo no queixo, pensando. — Será? — Ele colou seu corpo ao dela, fazendo-a gemer.

— Edward... — Sussurrou tombando a cabeça para trás.

— Eu já disse o quanto eu am... adoro, o quanto eu adoro você sussurrando meu nome? Mas eu não quero sussurros, Bella. — Acrescentou, mordiscando seu pescoço.

Ele a ergueu nos braços e caminhou até a cama.

— Não rasgue minha camisa. — Ordenou.

— E por que não? — Questionou divertido.

— O que eu vou explicar quando precisar pedir uniformes novos?

— Eu sou o seu superior. Não tem que se preocupar com isso. — Declarou voltando a atacar o pescoço da morena, que se contorcia em seu colo.

Ele a deitou na cama, mas ela sorriu travessamente.

— Eu gostaria de experimentar uma coisa.

— E o que seria? — Edward perguntou com um sorriso malicioso se formando.

— Você já vai descobrir. — Respondeu ficando em pé na cama e tirando a camiseta e logo em seguida a calça que usava. Ela estava completamente nua.

— Você não...

— Não. As roupas nos atrasam.

— Eu não conhecia esse seu lado, garota. — Declarou tirando as próprias roupas, mas sem desgrudar os olhos da morena que rebolava, se deitando de bruços na cama.

— O que você...? — Perguntou, mas se calou ao vê-la olhando para ele sobre seus ombros, com um sorriso sacana nos lábios.

— O que você acha? — Respondeu com outra pergunta, agarrando as barras de ferro da cama.

Edward caminhou até o colchão, se deitando sobre ela e sugando sua nuca, distribuindo beijos pelo seu pescoço, fazendo-a gemer baixinho e roçar sua bunda no membro dele, já bastante duro.

Ele levou uma de suas mãos até sua entrada, a acariciando.

— Você está molhada, Bella.

— Você me deixa assim. — Rebateu, suspirando com suas caricias.

— Então você me quer aqui? — Perguntou direcionando seu membro até sua outra entrada.

— Sim, por favor. — Clamou.

— E você vai gritar por isso? — Questionou mordendo o ombro da morena, que apertou ainda mais as barras da cama.

— Não. Mas ainda preciso de você. — Declarou, o fazendo sorrir. Ela era teimosa, mas ele era bem mais.

As mãos dele foram até seu clitóris, o acariciando enquanto roçava seu membro por sua entrada, a lubrificando bem, para que entrasse sem a machucar. Por mais que a desejasse, não queria lhe causar nenhum tipo de dor. Apenas prazer.

Rapidamente ele pegou uma camisinha em seu criado mudo e a vestiu, voltando a se colocar sobre ela.

— Onde nós estávamos? — Perguntou, mordiscando sua orelha e a sentiu estremecer.

— Acho que em você tentando me fazer gritar. — Declarou presunçosa, dando ênfase no tentando.

— E você vai.

Ele desceu seus beijos da nuca dela por suas costas, fazendo-a se arrepiar e empinar ainda mais. Seus beijos molhados foram descendo e descendo, Bella já havia fechado os olhos e seu coração estava acelerado. A ansiedade a devorava sem pudor.

— Edward. — Gemeu baixinho, trincando o maxilar, mas ele ouviu e não pôde deixar de sorrir safado.

Por fim ele chegou em seu botãozinho rosa e ela piscou para ele. Edward engoliu em seco e sentiu seu membro babar. Ele espalmou suas mãos sobre a bunda dela e apertou a carne entre os dedos.

— Acho que faremos um bom trabalho aqui atrás. — Comentou e antes que Bella perguntasse alguma coisa, sentiu os lábios dele sobre seu botão apertado e voltou a gemer.

Aquele beijo grego estava sendo seu verdadeiro paraíso e inferno pessoal, pois se continuasse naquele ritmo ela acabaria gritando o nome do maldito filho da puta gostoso.

Ele a deixou totalmente encharcada, tanto em sua feminilidade – que escorria seu mel – como lubrificada atrás. Edward continuou a movimentar seus lábios sobre seu botão, enquanto a penetrava na frente com dois dedos, ela rebolou em seus dedos e em sua boca.

Edward não teria um pingo de dó de sua soldado, ah, não! Não mesmo! Hoje ele a castigaria por todos os seus crimes.

Logo ele sentiu o corpo de Bella tremer e seu mel descer ainda mais por sobre suas pernas, ele passou a mão pela coxa macia e lambuzou seu membro com o orgasmo dela, em seguida lhe deu uma última lambida em sua rosada entrada e se posicionou atrás da morena.

— Você verá estrelas. — Ele encostou a cabecinha de seu membro na portinha dela e foi pedindo passagem. Bella sentia suas pernas bambas, estava totalmente relaxada.

No começo foi um pouco desconfortável, apesar de não ser sua primeira anal, o capitão havia sido abençoado pelos deuses em tamanho e grossura, aquilo poderia doer um pouco sim, então ela respirou fundo, tentando relaxar e não contrair os músculos. Felizmente ele tomou cuidado, mesmo não se aguentando de tesão. Ele depositou beijos em suas costas e então apertou sua cintura, terminando de introduzir a cabeça.

Logo ela gemeu, ao sentir as primeiras pontadas de prazer. Ele jogou a cabeça para trás, ofegante.

— Tão apertadinha. — Gemeu. — Tão deliciosa, fodidamente delici... — O colocou ainda mais fundo, encostando suas bolas na bunda dela.

Bella prendeu a respiração e em seguida a soltou pesadamente, enquanto gemia e rebolava. Edward lhe deu uma palmada e ela travou o maxilar. Aquilo estava muito gostoso. Ele começou a estoca-la, primeiro lentamente e depois foi aumentando a velocidade.

— Não... se segure. — Gemeu, a apertando.

— O que você quer? — Gemeu de volta.

— Quero que você se solte. — Respondeu, aumentando a velocidade de suas estocadas e mordendo seu pescoço.

— Você... quer... que... eu... grite? — Perguntou agarrada a cabeceira da cama, com os olhos revirando com tamanho prazer que sentia.

— Sim! — Grunhiu em resposta.

— Edward! — Ela gemeu.

— Isso... Quem pode te tocar assim? — Perguntou segurando seus pulsos acima da cabeça, fazendo com que seu corpo tombasse no travesseiro.

— Edward! — Gemeu ainda mais alto, enquanto arrebitava mais sua bunda.

— Quem te fode do jeito que você gosta? — Questionou estocando em um frenesim alucinante, segurando as mãos dela acima de sua cabeça com uma das suas e apertando seus seios com a outra.

— Edward! — Gritou, sentindo seu ápice se aproximar.

— Quem te dá prazer?

— Oh, Deus! Você, Edward! Apenas você. — Clamou seu nome em alto e bom tom, o deixando com um sorriso presunçoso no rosto.

— E você não se importa que te escutem gritando? — Perguntou, diminuindo a velocidade.

— Não! Foda-se se me ouvirem. Por favor...— Suplicou rebolando em baixo dele, em busca de mais atrito.

— Então diga meu nome. — Se aproximou, sussurrando em seu ouvido.

— Edward! — Gritou sem se importar se alguém ouviria e ele aumentou a velocidade e o aperto de sua mão sobre os seios dela. Ele desceu a mão até o clitóris dela, o pressionando entre os dedos e a fazendo gozar, enquanto gemia seu nome.

Com mais algumas estocadas, Edward também chegou ao seu ápice, tombando ao lado de uma Bella suada e ofegante.

— Se... alguém... — fez uma pausa, respirando profundamente e ainda de bruços. — ...nos ouviu, a culpa é sua.

— Não se preocupe com isso. — Respondeu com um sorriso presunçoso nos lábios. — Ninguém nos ouviu.

— Como pode ter tanta certeza? — Questionou com sua respiração ainda irregular.

— Porque meu dormitório é a prova de som. — Respondeu e Bella o olhou boquiaberta.

— E não pensou em dizer isso antes?

— E qual seria a graça? — Questionou com um sorriso.

— Você quer graça, Cullen? Vou te dar graça. — Montou em seu colo.

— Onde está o respeito? Eu sou o capitão. — Respondeu se sentando com ela ainda em seu colo.

— Não na cama. — Declarou com as mãos espalmadas no peito dele. — Aqui somo iguais, entendeu? — Acrescentou com um tom sério.

— Você sabe que eu estava brincando. — Defendeu-se, acariciando a coxa e quadril dela.

— Eu sei disso. Apenas quero deixar as coisas claras. Já tive muitos problemas com relacionamentos por isso.

— Pelo que, exatamente? — Perguntou.

— Por caras pensarem que podem mandar e eu cumpro as ordens. Principalmente na cama. Vamos deixar outra coisa bem clara aqui. Eu recebo beijos gregos, mas não dou, ok? — Perguntou e ele assentiu sorrindo.

— Não ia fazer nenhuma exigência.

— Ótimo.

— Embora, agora eu precise de outra meta.

— Outra meta? — Perguntou confusa.

— Eu já te fiz gritar. Quero experimentar coisas diferentes com você.

— E o que te faz pensar que eu aceitaria? Não é como se tivéssemos um compromisso.

— Eu sou muito convincente. E nós temos exclusividade. Não temos? — Perguntou arqueando a sobrancelha.

— Da minha parte sim. Mas a tenente Garcia parece bastante afetada quando você está por perto.

— Então sim, nós temos exclusividade.

— Então vocês não tem nada? — Perguntou com a ponta do ciúmes começando a corroê-la.

— Não. Você é a única garota que quero em minha cama. — Declarou, fazendo com que o coração dela acelerasse.

— Agora que você teve sua fantasia realizada, acho que chegou a minha vez.

— E qual seria?

— Você não tem algemas, tem? — Perguntou com os olhos brilhando.

— Não, mas você tem minha total atenção agora. Continue.

— Eu sempre tive aquela fantasia da policial fazendo revista. —Disse mordendo os lábios.

— Eu posso colocar minhas mãos para trás.

— Tudo bem. — Respondeu saltando. — Fique de pé ali com as pernas afastadas.

— Como você é direta. — Retrucou se levantando. — Assim? — Perguntou.

— Sim. Agora, mãos atrás da cabeça. — Sussurrou mordiscando sua orelha, o fazendo se encolher. — Parado. Vamos começar por aqui. Declarou arranhando a panturrilha dele, fazendo com que sua perna tremesse.

As mãos dela foram subindo até as coxas dele e a mão dele foi até a dela. Como punição, Bella lhe deu uma palmada.

— Ei!

— Eu disse que podia me tocar? — Questionou.

— Não. — Ele respondeu, segurando o sorriso.

— Não o que?

— Não, senhora.

— Assim é melhor. Agora deite-se. Mãos para cima. É a sua vez de gritar, Cullen.

Ele foi rapidamente e se deitou. Sua respiração estava rápida e seu membro, já duro, apontava para Bella.

Ela ficou em pé na cama e abriu bem as pernas, lhe proporcionando uma linda visão. Bella se sentou sobre seu peito e começou a se esfregar, lentamente, no rosto dele, que gemeu agarrando sua cintura.

— Eu disse que não podia me tocar.

— Eu não consigo manter minhas mãos longe.

— Não é divertido assim. — Disse se levantando.

— Não! Espere aqui.

— Onde você vai? — Perguntou confusa.

— Conseguir as malditas algemas. Eu gostei dessa sua brincadeira.

Edward se vestiu rapidamente e saiu do quarto. Bella ficou ali, esperando que ele voltasse. Alguns minutos depois, ele passou pela porta e a trancou em seguida.

— Onde você foi?

— Eu tentei encontrar as algemas, mas isso também vai servir. — Disse mostrando uma corrente de ferro e um cadeado.

— E a chave? — Ela perguntou.

— Aqui.

— Me dê. — Mandou.

— Mas eu não posso...

— Esses são meus termos.

— Aqui. — Disse entregando a chave.

— Ótimo. Agora — ela arqueou a sobrancelha, maliciosamente, e analisou o corpo dele, ainda vestido —, tire a roupa... — ele colocou as mãos sobre a barra da blusa —... lentamente. — Ele a olhou inquisitivo e recebeu um sorriso safado. — Me faça um strip.

Edward sorriu torto, fazendo o coração dela acelerar.

— Sim, senhora. — Disse roucamente.

Bella sentou-se na beirada da cama com as pernas cruzadas e as mãos jogadas para trás, aproveitaria aquele show confortavelmente.

Edward retirou a camiseta e Bella observou cada traço do peitoral dele, primeiro o abdômen firme e depois a parte de cima, seguindo para os ombros largos; voltou seu olhar para baixo e passou a ponta da língua pelos lábios ao fitar o membro dele pulsando na calça moletom. Ele respirou fundo, chamando sua atenção para o peitoral outra vez, que subiu e desceu.

— Continue. — Ordenou enquanto se tocava e ele sentiu sua boca seca. Seu membro começava a babar, louco para se afundar nela de várias formas possíveis.

Ele ficou de costas, contraindo-as e Bella ofegou. Havia algumas cicatrizes na pele por combate a guerra, mas as marcas mais recentes eram de suas unhas. Ela sorriu e ele retirou a calça, sua bunda gostosa a fez morder o lábio inferior.

— Hm. — Gemeu, ainda se tocando e Edward se virou novamente, usando apenas a boxer.

— Deus. — Ele ofegou com a bela visão dela em sua cama, com as pernas abertas e se tocando.

Essa mulher seria seu fim.

Ele passou os dedos pela barra da boxer e então a abaixou, sensualmente, Bella nem piscava. Seus olhos antes verde claro, agora estavam escuros pelo desejo, assim como os dele.

— Esplendido. — Ela sussurrou, ficando de pé e recolhendo a corrente e o cadeado. — Deite-se na cama. — Exigiu e ele prontamente a obedeceu, depois ela passou a corrente por seus braços.

— Podemos inverter depois?

— Claro, mas agora você é só meu.

Ela sentou sobre os joelhos, entre as pernas dele.

— Eu quero ouvir meu nome. — Declarou, beijando o peito dele e descendo.

— Me faça implorar. — Rebateu.

— Eu garanto que farei. — Acrescentou se sentando no membro dele, mas saindo logo em seguida.

— Você não está jogando limpo, Swan.

— Eu nunca disse que jogaria, Cullen. — Rebateu, se sentando novamente e sentindo o membro dele a preenchendo.

As mãos dele puxaram a corrente, tentando ir até a cintura dela, mas ele não conseguiu.

— Me solta. — Pediu em agonia, precisava tocá-la. Ter ido buscar a corrente não lhe pareceu tão inteligente agora, mas céus! Aquela fantasia mexia com ele também.

— E qual seria a graça? — Questionou, se movimentando e espalmando as mãos no peito dele, enquanto rebolava.

— De novo! — Pediu.

— Assim? — Perguntou rebolando.

— Deus! Sim! — Gemeu erguendo o quadril.

— Então peça. — Sussurrou em seu ouvido.

— Não... — Negou gemendo e puxando as mãos, que continuavam presas.

— Se você não se comportar, eu vendo você.

— Não. EU vou. Por favor. — Pediu manhoso e ela arqueou a sobrancelha, começando a arranhar seu peitoral e a provocá-lo de novo. — Deus!

— Quero ouvi-lo pedindo e gritando.

Ele ofegou e gemeu, trincando o maxilar. Ela voltou a rebolar e ele relaxou, mas ela parou outra vez e ele acabou cedendo.

— Por favor. — Ela aumentou seu rebolado. — Isso!

Os movimentos dela ficaram mais rápidos e frenéticos e logo ela cavalgava em seu membro.

— Bella! — Gritou erguendo seu quadril com toda força que tinha e a levantando. Ela jogou a cabeça para trás, quando o sentiu ir tão fundo, e gozou, gemendo seu nome.

— Edward! — E logo depois tombou em seu peito, completamente exausta.

— Isso foi...— Ele ia dizer, mas ela o interrompeu com um sussurro.

— Merda! Eu amo você. — Declarou ofegante e pôde ver o olhar de surpresa dele.

— Er... Obrigado?

— Obrigado? — Questionou sentando-se na cama e cobrindo- se.

— É. O que quer que eu diga?

— Mas não é um filho... — Murmurou pulando da cama e agarrando suas roupas.

— Bella, espera... — Tentou se soltar, mas suas mãos estavam presas a cama. — Me solta, vamos conversar.

— Solte a si mesmo! — Rosnou, se vestindo sem o olhar e jogando a chave no chão, propositalmente.

Jessia Ware — Say You Love Me

Just say you love me, just for today

(Apenas diga que me ama, só por hoje)

And don't give me time 'cause that's not the same

(E não me dê tempo porque isso não é o mesmo)

Want to feel burning flames when you say my name

(Quero sentir chamas ardentes quando você diz meu nome)

Want to feel passion flow into my bones

(Quero sentir a paixão fluindo em meus ossos)

Like blood through my veins

(Como o sangue em minhas veias)

Bella voltou para o dormitório fervendo de raiva e frustração. Ela estava malditamente certa. O que podia esperar dessa relação conturbada que tinham?

Entrou em seu dormitório. Já estava quase amanhecendo e Sam, que era seu colega de dormitório, já havia saído para correr. Então ela poderia ficar lá. Xingando e chorando.

O quarto ainda estava escuro e ela caminhou até a própria cama, mas se levantou em um pulo quando sentiu um corpo.

— Mas o que...?

— O que você estava fazendo fora da cama, soldado? — A tenente perguntou, arrancando as cobertas que a cobriam e Bella percebeu que a tenente não vestia nada. O que ela tinha na cabeça?

— Tenente? O que faz aqui? — Perguntou tentando engrossar sua voz embargada pelo choro.

— Essa não é a pergunta certa, soldado. — Disse se aproximando de Bella, que recuou.

— A pergunta certa é: O que eu vou fazer aqui?

— Tenente, eu já disse que não tenho interesse...

— Vai mudar de ideia assim que as luzes se acenderem, querido. — Declarou levando a mão até a luminária, mas Bella correu para pará-la. Já que seus cabelos, já maiores, estavam soltos e ela não usava a bandagem.

— Não! — Praticamente gritou.

— Então mudou de ideia? — Perguntou partindo para cima dela, mas Bella desviou.

— Não é isso, tenente. E isso não é apropriado. — Acrescentou.

— Escute aqui, rapaz. Não costumam me rejeitar, então é melhor você vir até aqui e terminar o que começamos aquela noite.

— Eu não quero ser grosseiro, mas já disse que não me lembro de nada disso.

— Então talvez isso refresque sua memória. — Declarou a puxando e colando sua boca na dela, enquanto suas mãos acenderam as luzes. Mas ao esfregar seu corpo contra o soldado, ela sentiu uma coisa que não deveria estar lá, duas coisas na verdade, e empurrou Bella para longe.

— Que porra é essa, Beaufort?

Notas finais
Porque a Bella daqui manda na bagaça. Essa tenente não tem limites e coisas foram reveladas. E agora? Continue acompanhando e comentando.