Zona de Guerra

3 Capítulo 03 - Sentido, porque eu nunca desisto


Notas iniciais
Voltei! Vocês parem estar gostando da fic, então eu continuo postando. Comentem, e olha só... Já da para recomendar então... Comentem e recomendem que eu volto rápido!

— O que ele faz aqui, Bella? — Alice perguntou a fuzilando com os olhos.

— Eu o chamei. Você tem que admitir, Alice, nós precisamos de ajuda.

— Não a dele! — Gritou irritada.

— Bom te ver também, fadinha. — Beau sorriu mandando um beijo para Alice, o que a deixou ainda mais brava.

— Beaufort, se comporte. — Bella o advertiu.

— Ei. Não me chame assim, Isabella.

— Então não seja um imbecil.

— Eu não fiz nada. — Se defendeu.

— Não fez nada? — Alice perguntou inconformada.

— Você ainda está assim só por que eu não liguei para sua amiga?

— Ela ficou a semana toda esperando! — Vociferou.

— Eu disse que não queria nada sério. Além disso, ela tentou pegar minhas batatas. Beau não divide comida. — Ele disse apontando para si mesmo.

— Você não ligou para ela, porque ela pegou um pouco da sua comida? — Alice perguntou partindo para cima dele e Bella se colocou na frente dos dois.

— Não se mexe na comida de um Swan. — Bella disse.

— O que? Você está do lado dele? — Alice perguntou indignada

— É isso aí, priminha. — Vibrou, ganhando um olhar mortal das duas.

— Calado. — Disseram juntas e ele revirou os olhos.

— Eu só estou dizendo quê, nós não dividimos comida. — Bella tentou se explicar.

— Eram só batatas! — Alice gritou jogando as mãos para cima enquanto Alec assistia tudo com o queixo apoiado nas mãos, como se estivesse assistindo um capítulo de sua novela mexicana favorita.

— Errado, fadinha. Eram as minhas batatas. — Beau rebateu como se fosse normal.

— Vocês são doidos. E quando vai contar do seu plano brilhante, Bella? — Alice perguntou cruzando os braços.

— O plano aonde ela vai se passar por mim para entrar no exército? — Ele perguntou como se estivesse comentando a respeito do tempo.

— Ele sabe? — Ela perguntou chocada.

— Eu contei pelo telefone. Eu precisava de documentos e sempre fomos parecidos.

— Eu não sei quem devia se ofender mais com isso. — Alice disse olhando para eles. — Se a Bella por se parecer com um cara, o se você por se parecer com uma garota.

— Muito engraçado. — Ele respondeu bufando.

— Vocês querem parar com essa briga? — Bella pediu e olhou para Alec, como se esperasse que ele desse um jeito naquela bagunça.

— Então, Bella? Pronta para cortar? — Alec questionou finalmente, caminhando em direção a ela com a tesoura na mão.

— Você? Vai cortar o cabelo? — Beau perguntou chocado.

— Não comece. — O advertiu.

—Você! — Disse apontando para Bella. — A mesma garota que chorou por semanas sempre que se olhava no espelho, vai cortar o cabelo do tamanho do meu?

— Um corte de cabelo ruim, querida? — Alec perguntou curioso.

— Aquilo foi culpa sua. — Rosnou para Beua.

— Éramos crianças. — Tentou defender-se.

— Eu tinha 14 anos.

— E você se vingou lindamente, priminha — Disse emburrado.

— Oh, isso está bom. O que você fez, Bella? — Alice perguntou se divertindo com o sofrimento de Beau.

— Eu tinha 18 anos e ele 16. Meus tios haviam saído e me deixado como babá dele.

— Era uma companhia. — Defendeu-se

— Eu era sua babá. — Disse ignorando a cara feia que ele fazia. — Enfim, eu sabia que Beau ia se encontrar com uma garota na casa, então liguei para os meus tios e disse que ele não parecia estar bem. Já que estava gemendo de dor.

— Oh, não. Você não fez. — Ela disse e Bella pôde ver Beau corar. Ninguém mexia com o seu cabelo e saia livre. Ninguém.

— Sim, eu fiz. Tia Esme é médica. Então quando chegou foi ver como ele estava. Vocês tinham que ver a cara dela quando o pegou com a garota. — Disse rindo alto e ouviu Beua bufar.

— Não foi engraçado. — Retrucou cruzando os braços.

— Isso é pra você aprender a não mexer com o cabelo de uma garota.

— Eu gostava da McKayla.

— Ela não tentou pegar sua comida? — Alice brincou com ele.

— Não. Ela não era um Pitt Bull. Ela conhecia os limites de uma refeição. — Respondeu fazendo Alice revirar os olhos.

— Qual o problema deles? — Alec sussurrou para Bella.

— Eu não sei. Tensão sexual reprimida? — Ela perguntou o fazendo rir.

— Eu ouvi você, Isabella! — Alice se virou, fazendo ela engolir seco.

— Vamos cortar o cabelo ou não, querida? — Ele perguntou e Bella olhou para a mecha do cabelo que segurava entre os dedos.

— Eu te amo, querido. Mas preciso fazer isso.

— Pelo amor de Deus, Bella. É só cabelo.

— Não. É o meu cabelo. E eu o adoro.

— Então vai desistir dessa idéia absurda? — Alice perguntou quase aliviada e Bella suspirou.

— Não, mas eu não quero ver. Só quando já estiver cortado.

— Eu prometo que vai ficar bom, amore. — Alec disse segurando a mão de Bella.

— É só cabelo! — Beau disse cansado daquele drama.

—Ei! Estamos tendo um momento de garotas aqui. — Alec a defendeu.

— Você nem é uma garota! — Beau retrucou cobrindo os olhos com as mãos e afundando na poltrona.

— Não ligue para ele, Alec. O importante é o que somos por dentro. — Alice disse consolando o amigo que tinha lágrimas nos olhos.

— Deus! Onde eu fui me meter? — Beau perguntou quase grunhindo.

— Chega! — Bella praticamente gritou. — Vamos acabar logo com isso. — Disse se sentando de costas para o espelho.

Depois de lavar, pentear e Alec medir e tirar uma casquinha de Beua, quando foi medir o comprimento de seus cabelos, Bella finalmente tinha seu novo corte. Havia bastante cabelo no chão. E os cabelos de Bella, que antes batiam em sua cintura, agora não chegavam nem em seu ombro.

Ter-mi-nei. — Alec cantarolou pulando.

— Cara, dá pra soltar menos a franga? — Beau perguntou olhando para ele, que ainda pulava.

— Não liga pra ele, Alec. Vem, Bella. Fica do lado dessa coisa. Quero comparar.

— Ei, a coisa aqui tem sentimentos. — Beua respondeu colocando a mão no peito se fazendo de ofendido e Alice revirou os olhos.

Bella se levantou sem olhar no espelho e se colocou do lado do primo. Não queria ver como estava seu cabelo. Quando ela se colocou do lado do Beau, Alice e Alec se olharam.

— Vocês estão assustadoramente parecidos. — Ela respondeu analisando os dois. Talvez o plano de Bella não fosse tão absurdo assim.

Bella se virou para o espelho e Beau ainda a olhava espantado.

— Puta merda! — Ela exclamou enquanto olhava a quantidade de cabelo no chão e seu novo corte de cabelo.

— É agora que ela vai começar a chorar.

— Beaufort Swan. Eu juro que se você não fechar essa maldita boca, eu vou fazer como quando éramos crianças. — Ela rosnou e ele cobriu certa área de seu corpo.

— E agora que estamos iguais, como pretendo levar isso adiante, priminha? — Perguntou cruzando os braços no peito.

— Muito simples. Eu não posso fazer os exames, porque seria descoberta. Mas você pode.

— Eu? — Perguntou incrédulo.

— É. Você.

— Tudo bem. Digamos que eu faça esses testes.

— Você vai fazer. — Bella afirmou.

— Digamos que eu faça. O que eu ganho com isso? — Perguntou e Bella suspirou. Sabia que não seria de graça.

— O que você quer?

— Deixe-me pensar. — Colocou a mão no queixo pensando no que queria.

— Eu não tenho o dia todo, Beaufort! — Ela rosnou.

— Primeiro, quero que pare de me chamar assim, Isabella.

— Está bem. Entendi seu ponto. Você odeia Beaufort tanto quanto eu odeio Isabella. O que mais?

— O telefone da Edith.

— Não. Eu não vou te dar o telefone dela. Peça outra coisa.

— Então peça a outra pessoa. — Disse se virando e caminhado lentamente em direção a porta. — Bella não via seu primo saindo. Via a chance de seguir seu sonho ir embora.

— Espera! — Disse mais alto do que pretendia, o fazendo virar em seus pés com um grande sorriso no rosto.

— Sim? — Perguntou inocentemente fazendo Bella suspirar.

— Argh! Eu te dou o maldito telefone, mas se você a magoar, eu vou soltar a Alice em você. Entendeu? — Perguntou colocando o dedo no peito dele.

— Entendi, entendi. Agora me dá o telefone.

— Nem pensar. Só depois dos exames.

— E que garantia eu tenho de que você vai me dar o telefone?

— A mesma que eu tenho de que você vai fazer os exames. A diferença é que você pode me dedurar se eu não te der o telefone. Eu não posso fazer o mesmo.

— Quanta confiança, hein? — Pergunto ofendido.

— Nós crescemos juntos, Beua. Eu te conheço.

— É, tudo bem, tudo bem. Agora, a pergunta de um milhão de dólares. Como você vai enganar o chefe? — Perguntou arqueando as sobrancelhas.

— Deixa que isso eu resolvo.

— Como? — Perguntou curioso.

— Meu pai pensa que eu ganhei uma bolsa de estudos na Nova Zelândia. Contanto que eu mande alguns postais, tudo ficará bem. Terminamos aqui, Alec?

— Eu fiz o melhor que pude, Bellita.

— Então eu me pareço com um cara? — Bella perguntou para Alice que estava de cara torcida.

— Olha, Bella...

— Não. Só uma garota estranha. — Beau respondeu mordendo uma maçã.

— De onde tirou essa maçã? — Alice perguntou o olhando.

— Estava aqui na mesa.

— Sim. Eu a trouxe. — Disse o olhando furiosa.

— Você não a envenenou e nem nada assim, não é? — Ele perguntou parando de morder.

— É claro que não, seu idiota.

— Então tudo bem. — Respondeu voltando a morder.

— Mas era minha.

— Eu pensei que você fosse a favor de dividir comida.

— E eu pensei que você fosse contra.

— Não. Eu sou contra dividir a minha comida. Não tenho esse problema com a dos outros.

— Sabe, Beau, quando você nasceu, minha mãe disse que seria legal ter um priminho para brincar. Eu só queria saber o que ela tinha na cabeça para pensar isso. — Bella disse cobrindo o rosto. Não conseguia acreditar no que o primo fazia. Ele era uma criança no corpo de um adulto.

— Então não quer minha ajuda para aprender a se comportar como um cara? — Ele perguntou fazendo Bella tirar as mãos que cobriam os olhos.

— Continue. — Ela mandou o olhando atentamente.

— Quero dizer, se comportar como um cara de verdade. Sem ofensas. — Disse olhando para Alec.

— Ofensa nenhuma, gatinho. — Alec respondeu piscando um dos olhos e mexendo no cabelo.

— E você pode me ajudar com isso?

— Bella, por favor. —Disse com tom de deboche. — É claro que eu posso.

— Bella...

— Um segundo, Alice. Estou pensando.

— Você sabe que precisa de ajuda, Bella. E que não tem como você manter essa mentira se não mudar seu jeito. — Ele disse e ela suspirou derrotada. Inferno! Ele tinha razão. Ela não conseguiria manter a mentira por tempo suficiente. Não sem ajuda.

— E quanto isso vai me custar?

— Quase nada. — Disse piscando seus olhos castanhos em direção a ela.

— Desembuche!

— É que eu meio que já saí com a Edith. Umas duas vezes.

— O que? — Bella perguntou quase gritando. — Então pra que quer o telefone dela?

— Digamos que não acabou muito bem, mas eu quero sair com ela de novo. E para isso preciso do telefone dela.

— Que eu disse que daria se você fizer os testes.

— A questão é que não é tão simples assim. Eu preciso que você a convença a sair comigo outra vez.

— O que? Não.

— Essa é a minha condição. É pegar ou largar.

— Argh! Está bem!

— Bella! — Alice a censurou.

— Edith não é nenhuma mocinha em perigo, Alice. Quando decidiu sair com esse aí — disse apontando para Beau —, sabia no que estava se metendo. Ela está por conta própria agora. Eu falo com ela.

— É isso aí, priminha. Venha. — Ele disse e Bella foi junto dele seguida de Alice. — Desculpe, fadinha. Só a Bella.

— O que? Por quê?

— Porque tenho algumas coisas para ensinar para ela e você só vai atrapalhar.

— Eu vou atrapalhar? — Perguntou indignada.

— É. Você chama muita atenção.

— Bella? — Alice a chamou, esperando que a amiga ficasse do seu lado.

— Eu realmente preciso de ajuda, Ali. Desculpe. — Ela respondeu baixando os olhos e Alice ficou parada.

— Olha só, o dia está corrido e temos muito que fazer ainda. Vamos, Bella. — Ele disse a tirando do salão.

— E aonde vamos?

— Te transformar em um cara. — Ele respondeu com um sorriso.

Ou aquilo daria muito certo, ou muito errado.

Notas finais
O Beua é terrível! Sim!! Alguns personagens de Vida e Morte vão dar um oi por aqui. O que acharam? Bella vai conseguir virar um cara? Comentem e recomendem!!