Zona De Perigo

2 Democracia da casa na árvore.


Onde eu tinha parado mesmo? Ah, sim.

Dirigi rápido até a casa da minha mãe, e me surpreendi comigo mesmo. Eu não sabia dirigir. De longe vi o enorme muro da casa da minha mãe. Os portões estavam intactos, o que era bom. Será que ela estava lá?

Toquei a campainha, enquanto ninguém atendia observei em volta, as ruas estavam desertas, exceto por um zumbi ou outro á distancia. Onde estariam todos? Dentro de casa? Não pode ser. O mundo todo mudou em algumas horas, deveria ter alguma explicação para isso.

A '' janelinha '' do portão se abriu, era minha mãe.

- Jack?! Graças a Deus que você está bem! Vou abrir a garagem manualmente para não fazer barulho, espere um pouquinho.

Não tive tempo de responder, ela abriu rapidamente e eu fui estacionar no jardim. Era uma casa grande e espaçosa, tinha 4 quartos, sendo 2 suítes. Um enorme jardim cercava a casa. E nele, minha casa da árvore. Ao sair do carro, notei-a em primeiro lugar.

- Você a pintou? Gostava mais de azul, branco é muito... blergh.

- Não temos tempo para falar disso, ok? Entre, temos hospedes.

Não sabia do que ela estava falando, numa situação daquela, hospedes?! Ao entrar na sala, um grupo de 5 adolescentes estavam ali. Todos eles pareciam assustados. Os confortáveis sofás de couro branco estavam lotados de malas, bolsas, e tudo que eles puderam carregar até lá.

- Er... Olá. — todos olharam para mim, alguns sorriram, outros apenas olharam.

- Filho, venha até aqui. Temos que conversar agora.

Ela me levou até o escritório dela ( Já falei que ela é dona de lojas de armas? Tem pelo menos umas 20 por todo o país. Agora pense comigo, porque uma mulher rica e importante como minha mãe se casaria com um policial gordo como meu pai? Pois é, nem eu sei.), lá nos sentamos e falamos da gravidade do problema, que eu não deveria ter dirigido, e falamos sobre meu pai. Tive que contar á ela.

- Oque? Sabia que isso ia acontecer, Mark sempre foi do tipo herói. — ela parecia triste, mas sabia disfarçar bem. — filho, está vendo esses adolescentes?

- Sim. Oque eles fazem aqui?

- São sobreviventes Jack, eu estava vindo para casa desesperada, e eles estavam voltando da escola. Eles se esconderam em uma farmácia, até pegaram algumas coisas.

Ficamos em silêncio por uns minutos.

- Enfim, Jack. Tenho que te mostrar uma coisa. Venha comigo.

Fomos até a casa da árvore, no caminho, vi os jovens se instalando em dois dos quartos. Chegando lá, nos sentamos em cadeiras de troncos, foi meio... constrangedor. Ela abriu um baú que estava no canto, dentro havia uma caixa exatamente do tamanho dele. Ela pegou uma chave que estava em seu bolso, e abriu. Dentro, centenas de armas, era tipo, uau.

- Filho, você deve saber que não temos comida para vida toda, e a cidade... bem, está muito cheia com aquelas coisas. Pegue essas armas, o meu carro ( Uau, minha mãe me entregando a 4x4 dela? Só no apocalipse zumbi mesmo. ), leve algumas roupas também, e alguns suprimentos. Você deve levar os adolescentes com você, são jovens adoráveis. Vá até nossa casa no campo, não tem ninguém lá. Ninguém mesmo, a área é bem isolada, há frutas, um pequeno gado, e água. Vai conseguir sobreviver um bom tempo com eles. — ela começou a chorar, nunca tinha visto mamãe assim. Eu a abracei.

- E você mãe?! Não posso deixar você também. Não posso...

- Eu ficarei bem querido. Vou cuidar de mim mesma, á mais algumas armas. Posso sobreviver.

Eu sabia que ela estava mentindo, logo perderia minha mãe também. Abracei-a por um bom tempo, e estava quase escurecendo. Ouvi algo parecido com rugidos do lado de fora da casa. Mamãe pegou uma arma, e carregou-a. Ela seguiu até lá fora, e vimos uma cena nada agradável.

Era um zumbi, com um olho virado, e o outro totalmente cego. Ele batia na parede como se fosse uma vítima. Ótimo! Zumbis burros! Mamãe me encarou seriamente. Ela seguiu até perto dele, pegou uma pedra, e deu uma pedrada em sua cabeça. Fez um gesto para que eu entrasse em casa, e eu obedeci. Logo ela entrou também.

- Jack, não devemos fazer barulho. Economize tiros, e evite fazer sons altos. Isso os atrai. Pelo que percebi, eles são atraídos pelo som.

- Que som uma parede poderia ter feito?

- Gatos.

- Ah.

Todos nos reunimos na cozinha e jantamos, fizemos planos para a manhã seguinte, quando partiríamos. Foi quando nos apresentamos.

Lily, 15 anos, tem longos cabelos pretos e olhos azuis, é a líder do clube de esgrima.

Peter, 17 anos, tem cabelos loiros jogados para o lado e olhos castanho claro como os meus, é metido apenas por ter a aparência que tem, parece ser gay, só parece.

James, 16 anos, namorado de Lily, conselheiro de turma. Tem cabelos encaracolados e olhos pretos chamativos. Parece ser latino.

Carly e Rose : 15 anos, gêmeas baixinhas, loiras com olhos cinzas, elas lutam, interessante.

Após nos apresentarmos, fui tomar um banho, estava exausto. Ao me olhar no espelho, vi meu cabelo, estava tão sujo que nem parecia loiro. Tomei um banho rápido, e fui me deitar. Acordei com gritos. Era Lily.

- Saiam daqui zumbis malditos! Vou estourar a cabeça de vocês com os pés!

O portão estava aberto, haviam zumbis tentando entrar, e Lily apunhalava uma espada nada parecida com esgrima. Era uma antiga, herança de família da minha mãe. Carly e Rose acordaram as pressas, com facas em mãos. Onde elas arranjaram essas coisas?! Um zumbi sem pernas passou despercebido por Lily, e quase mordeu-a. Chutei a cabeça dele várias vezes, matando-o. Os zumbis estavam quase entrado quando ouvi tiros vindo de fora. Mãe.

Ela matou todos os 10 ou mais zumbis em alguns segundos. Quando saímos, ela logo gritou.

- Entrem logo no carro! Já arrumei tudo, armas, roupas, andem logo! — eles não esperaram segunda ordem, logo todos estavam lá. — Jack, vá. Leve-os para longe. Passe no mercado ok? Pegue o máximo de comida que puder!

- Mãe, você tem que vir! Não posso te deixar ai...

- Não se preocupe. Vão.

- Eu te amo mãe! Eu voltarei pra te buscar! Prometo! — ela sorriu, e continuou a atirar nos zumbis que tentavam entrar.

Acelerei e fui até estrada. Eu voltaria.