Zona B
36 Capítulo 34
Notas iniciais
Por mais inesperado que pareça, havia centenas de pessoas à espera de algum parente, amigo ou conhecido. Vários motoristas com placas erguidas, esperando que alguém os reconhecesse. No momento em que Charmin olhou para a direita, uma moça saiu correndo até um rapaz, que jogou a placa no chão e a abraçou. Ela sorriu de alegria por ver algo assim, e inveja por pensar que não teria um amor parecido a esse com Nícolas.
Então ela o viu. Collin estava encostado em um carro descolado preto e os óculos escuros estavam presos à gola da camisa. Ele estava olhando para baixo e, assim que seu olhar subiu e encontrou os olhos de Charmin, ela começou a correr em direção a ele, trombando em todas as pessoas possíveis e derrubando a bolsa mais de duas vezes.
– Collin!
Ela o alcançou e, antes que abrisse os braços, ele já estava cercando-a com os seus.
– Pirralha. – Disse em um tom carinhoso e calmo, como se a ver fosse algum tipo de sonho estimado.
Ela sorriu por dentro dos braços do irmão e a cabeça encostada em seu peito. Collin era cerca de dez centímetros maior e, como não era muito alto, podia-se dizer que Charmin era realmente baixa. Ele nunca mediu a altura da irmã, mas ela tinha por volta de 1.60m.
Charmin afastou-se do abraço de Collin e olhou para ele. Ela prendeu um riso dentro da garganta.
– Você se parece com aquele motorista de Operação Cupido.
Collin sorriu e colocou os óculos.
– A diferença é que eu sou muito mais bonito.
– Tenho que concordar. – Disse, e tirou os óculos do irmão para colocar em si. – Agora, motorista, leve-me até meu destino.
Atrás de si, Josh e Nick chegaram.
– Então você é o Collin? – Perguntou o falso ruivo, tentando em vão imitar um sotaque inglês, que fazia parte de seu disfarce. – Muito prazer em lhe conhecer, senhor.
Ele estendeu a mão e Collin apertou, e Nick nunca sentiu tanta dor num local só. Os dedos estralavam enquanto ele ia fortificando o aperto. Olhou para Collin com um sorriso que escondia uma dor que fazia os dedos latejarem, mas, mesmo assim, não reclamou do aperto.
– Então, o senhor é o tal Christopher? – Perguntou ele, com um sorriso que dizia exatamente “Eu sei o que você faz com minha irmã”. – O prazer é meu, senhor.
Collin soltou a mão de Nick, e o garoto nunca se sentiu tão aliviado na vida. Ele abriu a porta do carro para que os três entrassem; Charmin primeiro e depois os rapazes. Ela sentou-se e observou os rasgos da calça ficarem mais largos, e colocou a mala em cima para tampar um buraco que se formava na coxa. Nick entrou e depois Josh, que tirou a peruca porque, Charmin percebeu, ele suava muito.
– Estamos indo para sua casa? – Perguntou a garota, enquanto olhava, pelo canto dos olhos, Nick. Desde a manhã, ela o observava sempre que podia, tentando entender como aconteceu o que aconteceu dentro da loja. Não parecia Nick, parecia alguém diferente, um lado diferente. O rapaz ao lado reparou seu olhar e levantou uma das sobrancelhas, questionando-a. Charmin voltou a olhar para a mala no mesmo instante. – Ou você vai nos levar para almoçar primeiro? Porque eu estou morrendo de fome.
– Vamos para a nossa casa, almoçar. – Collin olhou para o espelho, tentando ver como a irmã estava. O rosto estava vermelho. – E, lembre-se, aqui, você é uma prima distante que veio à passeio, então, não pode proferir palavras de forma tão usual e dramática. Aqui, na A, se você não fala como um deles, então não será uma.
– E quem disse que eu quero ser um deles?
– Você pode até não querer, Charmin, entretanto, está aqui justamente para isso, e deve se comportar de tal modo.
Mesmo sem olhar diretamente a ela, Collin sabia que Charmin revirava os olhos. Ele conhecia tanto a irmã que adivinhava alguns, quase todos, passos dela. Mas, no fundo, ainda achava que havia um lado de Charmin que ele nunca veria, ou nunca saberia compreender ou prever.
– Tá, mas vai ter comida, certo?
Ao lado de Charmin, Nick caiu na gargalhada. Todos olharam para ele, com rostos duvidosos. De fato, o motivo d’o garoto rir era desconhecido, e o jeito como ele ria, apoiando as mãos nos joelhos e o peito movendo-se constantemente, como se ele buscasse fôlego em cada respiração, demonstrava que deveria ser um ótimo fator.
– Nícolas – Chamou Charmin. –, qual a graça?
Ele olhou para Charmin, tentando conter o riso com uma das mãos, mas voltou a gargalhar novamente. Ela estreitou os olhos, pegou o rosto dele e, pesadamente, bateu em seu rosto. Fez-se um som, “slapt”, e, imediatamente, uma marca de mão vermelha pairava na bochecha e Nick.
– O QUE FOI ISSO, CHARMIN? – Ele gritou com uma expressão furiosa e espantada, colocando a mão sob a mão vermelha no rosto. – O QUE DIABOS FOI ISSO?
Charmin deu de ombros naturalmente, como se aquele comportamento fosse normal. Talvez, depois de tanto tempo como rebelde, ela estivesse acostumada demais com o modo de agir de um.
– Foi o único jeito que achei para você parar de rir que nem um retardado.
Ele expeliu um som de indignação e voltou a olhar à frente, evitando contato com ela. Charmin o chamou, mas ele não respondeu e, depois de um tempo insistindo, ela desistiu e deixou-o quieto.
– Chegamos, garotos.
Collin estacionou o carro numa garagem subterrânea que Charmin não havia notado, pois estava concentrada demais pensando em uma pergunta boa o suficiente para Nick respondê-la, mas nada chegou a sua mente. Abrindo a porta, Josh saiu; depois Nick e por fim Charmin, todos com malas em suas mãos. Ela tentou pegar a mão de Nícolas novamente, mas ele a recolheu e cruzou os braços, evitando, novamente, qualquer contato com ela.
Subindo a escada, eles chegaram até uma sala branca, com um sofá em L preto e algumas cômodas, e na frente uma grande TV, de um tamanho suficientemente impressionante para Charmin e os outros.
A porta se abriu e, por ela, uma mulher alta de cabelos ruivos e olhos verdes brilhantes apareceu. Vestia uma saia comprida de setim vermelho e uma regata verde musgo escura. Era uma bela mulher, com certeza era, Charmin notou. Os cabelos desciam em madeixas grossas e volumosas pelos ombros e as sardas eram evidentes nos ombros e nas bochechas. Ela sorriu um dos mais belos sorrisos que Charmin já vira.
– Charmin, quero que conheça Isabel, minha namorada.
***
– Coma mais um pouco, querido. – Nancy pediu, colocando uma cheia concha de arroz no prato do rapaz. – Você está no exército, tem que ficar forte!
Dilan sorriu para a avó, mas, assim que ela virou, revirou os olhos e misturou o arroz que ela havia colocado com o a grande quantidade de comida que havia no prato. Ele nem sabia mais o que comia, não definia mais os sabores; Arroz, macarrão, carne, batata, tudo era um amontoado no prato de porcelana que ela sempre trazia no dia das visitas.
Olhando para trás a procura dos amigos, Dilan viu Sam e Rose com as mães. Ele achava impressionante como as mulheres aceitavam tão bem o namoro das filhas e o amor entre elas, eram certamente novas épocas. Rose sorriu para Dilan e acenou alegremente como sempre: uma criança animada em ver a mãe depois de tanto tempo. Sam levantou a mão para ele e voltou a conversar com a mãe de Rose, que possuía o mesmo tom ruivo escuro da filha.
Um cachorro grande passou ao lado de Dilan e sentou-se ao lado do rapaz, olhando para a comida, os olhos reluzindo de tanta fome. Provavelmente era de alguma família refinada do exército que só dava ração para o coitado e em poucas quantidades para que ele não engordasse. Dilan olhou para a avó Nancy, que conversava com a cozinheira, rindo sem parar e gesticulando. Ele pegou o prato de comida e deixou-o no chão, o cão automaticamente começando a devorar tudo.
Depois de alguns minutos, o prato estava vazio e Nancy já voltava; Dilan pegando o prato do chão e colocando alguns grãos de arroz e fios de macarrão como “resto”. Afagou a cabeça do cachorro enquanto com um sorriso enquanto ouvia a avó o elogiar.
Do outro lado do refeitório, Julian conversava distraidamente com os irmãos mais velhos e o pai, os olhos vez ou outra procurando uma certa pessoa. Finalmente, ela pediu licença aos homens e saiu andando pelo refeitório, perguntando aos outros onde ele poderia estar. Ela chegou até Dilan, que conversava com uma senhora que, Julian cogitou, poderia ser sua avó.
– Mas você não pode mostrar aos outros minhas fotos de criança porquê... – Julian cutucou-o no ombro e ele se virou com as bochechas avermelhadas e um rosto impaciente que, assim que viu a garota, transformou-se em surpresa. – Julian! Bom dia!
Ela sorriu.
– Bom dia, Dil! Sabe onde Jack está?
– Hum, no lugar de sempre, o jardim. Por acaso viu Jenni?
Julian mordeu o lábio e olhou em volta, tentando lembrar onde havia visto a menina com a família. Estalou o dedão contra o dedo do meio e apontou para uma mesa no centro do refeitório, onde uma garota de cabelos castanhos presos em um coque conversava com um homem baixinho e gordinho.
– Ali! – Ela sinalizou para Dilan, que agradeceu. – Disponha! – E saiu correndo porta afora, em direção ao jardim.
Chegando ao local, viu Jack deitado na grama, a cabeça apoiada nos braços, que estavam cruzados, assim como as pernas. Ele parecia dormir, pois o peito subia e descia lentamente, e uma expressão calma repousava no rosto do garoto, coisa que não acontecia muito.
Ela se aproximou, em silêncio, e ajoelhou-se ao lado de Jack, passando a mão pelo cabelo castanho escuro, que iam até um pouco abaixo dos ombros. Havia crescido, Julian notou, enquanto enrolava as pontas de alguns fios de cabelo em seu indicador. Preguiçosamente, Jack abriu os olhos e olhou em volta, vendo Julian, sorrindo carinhosamente para ele.
– Bom dia.
– Bom dia. – Ele respondeu. – Não deveria estar com seus pais?
– Estou com meu pai e meus irmãos, mas pensei em ficar um pouco com você.
Sorrindo, Jack sentou-se e puxou Julian pela cintura, juntando-a a si. Ela se aninhou em seu peito.
– Então, fique.
Fechou os olhos enquanto sentia o coração de Jack bater aceleradamente. Julian sabia que, apesar de aparência calma, Jack ficava aceso quando ela estava por perto, como se não conseguisse parar um momento sequer para ficar calmo e respirar; enquanto estava com ela, tudo em si se remexia por dentro, e ela sentia o mesmo.
– Filha?
Subitamente, Julian abriu os olhos, enquanto Jack olhava chocado para o homem alto e musculoso que estava parado, em pé, à frente deles. Ele cruzou os braços e um olhar enfurecido pairou sobre Jack, que não sabia ao certo o que estava acontecendo.
– Pai! – Julian se levantou do aperto de Jack e tirou a grama da calça, ajeitando os cabelos acobreados. – Esse, ahm, é Jack, meu, ahm, namorado!
– Namorado? – Os dois disseram ao mesmo tempo.
Julian olhou para Jack e sorriu forçado, pedido uma aceitação em desespero. O rapaz se levantou da grama e limpou as mãos, que estavam com alguns pedaços de folha; estendeu a mão para o homem mais velho que estava a sua frente, o coração parecia sair do peito.
– Bom dia, senhor.
– Qual seu nome, rapaz?
– Jackson Wild.
– E por que o cabelo comprido, rapaz? Não vai cortar?
– Perdoe-me, senhor, mas o cabelo é típico meu.
– Hum, entendo. – Ele se virou para Julian, que estava com as mãos ao lado do corpo, um sinal claro de nervosismo. – Não vai convidar seu namorado pra almoçar?
– Oh, claro! – A garota pegou a mão de Jack e entrelaçou os dedos. No primeiro instante, ele recuou, mas depois apertou os dedos e sorriu para as mãos e para Julian. – Vamos?
– Vamos.
***
Charmin subiu as escadas enquanto um robô, uma espécie de aquecedor anexo animado, carregava sua mala com dois braços de aço à frente do corpo, que possuía molas que subiam e desciam a cada degrau que ele pisava. No começo, ela ficara espantada; deu um pulo na sala ao ver o serviçal andando, pensava que todos os serventes da casa de Collin eram humanos, mas estava redondamente errada. Agora, enquanto assistia àquele estranho mecanismo, ela se viu diante de um corredor pequeno, com três portas. “A do meio é a sua”, lembrou-se de Collin dizendo, e abriu tal porta.
O robô deixou a mala ao lado de Charmin, mas ela não prestou atenção, estava maravilhada demais com o quarto que encontrava a sua frente.
Uma cama branca enorme de casal encontrava-se no centro do quarto, onde um edredom estampado com várias formas de coração aumentava o volume e dava a Charmin uma enorme vontade de pular ali somente para sentir a maciez. Ao lado da cama, havia uma mesa comprida que se estendia da metade do quarto até a parede, uma estante de livros e o que parecia ser um computador moderno que Charmin nunca vira pairava sobre. Na frente da cama, havia duas poltronas que eram conectadas por um pequeno criado mudo, e nele pousava uma espécie de abajur preto com uma estampa furada por bolinhas desalinhas em cima. Uma TV na parede oposta e, abaixo da TV, outras duas portas.
– Este é seu quarto, senhorita. – Uma voz robótica disse ao lado, e Charmin pulou mais uma vez, notando que o robô também falava. – Uma porta é o seu armário, e a outra é a conexão com o quarto do Sr. Tourmaline.
– Oh.
– Meu nome é Jim, estou a sua disposição para qualquer coisa.
Uma porta separava o quarto de Charmin com o de Nick? Ela estranhou, mas agradeceu ao robô, que logo se retirou.
Tirando os sapatos, Charmin correu até a cama e saltou, caindo pesarosamente sobre ela, fazendo com que o edredom desalinhasse e até a cama balançasse um pouco. Ficou ali, deitada e com a cara na cama por longos minutos, até que resolveu olhar mais o quarto. Notou, então, que um pequeno interruptor, a não ser o das luzes, que eram grandes e fluorescentes, estava localizado ao lado da cama. Ela o abaixou, e instantaneamente começou a ouvir um som de chuva. Olhou pela janela na parede oposta a da porta, e a manhã estava ensolarada.
Foi quando notou, para sua surpresa, que o som de chuva vinha de dentro do quarto, por auto-falantes muito bem escondidos no teto. Ela sorriu; aquilo a lembrava de casa, quando fugia para ficar sentada sobre a chuva e depois voltava, espirrando e tossindo. Collin certamente pensara naquilo como um modo de confortá-la em sua terceira casa, e que, ao menos, lembraria Charmin do antigo lar.
Toc Toc.
Charmin desligou o interruptor; o som de chuva parou e ela foi abrir a porta, deparando-se com uma serviçal, agora humana, trajada num vestido preto simples, o cabelo preso em um coque firme e uma touca branca por cima.
– Senhorita Southwood, Mestre Collin solicita que a senhorita tome um banho e que eu ajude a se vestir adequadamente para a ocasião que irá ocorrer em algumas horas.
– Muito obrigada...
– Agatha, senhorita.
– Muito obrigada, Agatha, mas sou capaz de vestir-me sozinha.
– Imagino que sim, senhorita, mas Mestre Collin pediu que eu a ajudasse e, imagino também que a senhorita precisará de minha ajuda com o traje.
– Hum... Ok. Entre, por favor.
Charmin abriu espaço e Agatha entrou apressadamente, abrindo a porta esquerda embaixo da TV. Aproximou-se e ficou espantada.
Havia um vestido azul turquesa em estilo vitoriano num cabide, o tecido espalhafatoso e volumoso ocupava quase todo o closet. Agatha tirou a peça do cabide e pôs sobre a cama, e Charmin nunca vira algo tão lindo como aquilo.
Havia um babado preto em torno do pescoço, mangas compridas que ficavam volumosas próximas ao pulso e, no centro de todo o vestido, uma listra preta com uma renda floral. Nas diagonais do vestido, uma franja preta adornava a saia volumosa e de estilo antigo. Nas mangas, franjas iguais aos da saia cobriam as mãos.
– Gostou, senhorita? – Perguntou Agatha, com um sorriso tímido no rosto. Deveria ser alguns anos mais velha que Charmin, a mesma idade que Collin ou até mais nova, pela altura e rosto delicado e puro. – Mestre Collin me disse que adoraria.
– E adorei. Agradecerei a Collin posteriormente. – Tirou o moletom que usava e o colocou cuidadosamente sobre a poltrona. – Posso tomar meu banho?
– É claro, senhorita.
***
Era difícil descer as escadas segurando a saia do vestido e com os saltos, mas Charmin já se acostumava com a inclinação do pé e o peso do tecido. O vestido a deixava com uma cintura mais fina e acentuava as curvas do busto e do pescoço. Não havia decote, Collin sabia que ela odiava, e se surpreendeu ao constatar que nenhuma parte dos seios estava à mostra. O Azul fazia sua pele ficar mais clara ainda e deixava mais vívido o azul do olho direito, ao mesmo tempo que escurecia o esquerdo. Estava adorando aquela sensação de contraste em si mesma, e adorava usar uma cor tão forte.
Agatha disse que era uma festa de boas vindas à fantasia, época antiga. Conseguia imaginar o irmão com um terno preto, uma blusa vermelha por baixo e uma gravata branca, era exatamente aquilo que ele vestiria. Os cabelos bagunçados, pelo menos uma vez em vários anos, estariam alinhados, e Collin com certeza imitaria um péssimo sotaque britânico.
Guiada pelo mesmo robô de antes, Jim, Charmin atravessou a enorme casa de Collin e Isabel até chegar a um grande jardim, onde várias pessoas, com trajes e vestidos parecidos, conversavam e riam, com taças na mão. Uma mulher passou por ela, usando um vestido parecido, mas com dourado e vermelho e um longo laço na parte de trás.
– Charmin. – Alguém chamou e ela olhou para o lado, deparando-se com Collin. E ele estava exatamente como ela pensou: Uma camisa vermelha, um terno preto comprido e uma gravata branca. Um chapéu pairava sobre sua cabeça. – Está absolutamente linda.
Ela enrubesceu, não estava acostumada a receber elogios do irmão.
– Obrigada, Col. Você está muito... Elegante.
Ele parecia um aristocrata.
– Obrigada. – Ele estendeu o braço, ela aceitou. – Venha, vamos conhecer algumas pessoas que você vai adorar.
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