Zombie's Hunters

9 Hands off my Harley!


-Voltei guapos — John disse com uma bandeja de instrumentos de tortura.

-John, antes de eu ser torturada até a morte, gostaria de te fazer uma pergunta — ele me olhou — Por que Scott nunca falou uma palavra sobre você? — ele riu sarcástico e se aproximou de mim.

-Talvez porque você nunca tenha perguntado, docinho — ele chegou bem perto de mim, podia sentir o hálito dele — Sabe, te olhando bem, da pra entender toda aquela obcessão que ele tinha com você. — levantei uma sobrancelha — É, você até que é gostosa — ele disse e eu chutei as bolas dele.

Peguei a faca e cortei-lhe os tornozelos, para impedi-lo de andar. Peguei a minha bésta de cima da mesa, Cachinhos pegou a Katana dele.

-Quer saber? — perguntei — Você e Scott tem mais em comum do que a aparência, Mason. Ambos são dois idiotas burros. — olhei o armário — Boa sorte — eu disse e abri a porta.

-ESPERA! SEUS COVARDES! FILHOS DA PUTA! — John berrava desesperado, enquanto os zumbis andavam lerdamente na direção dele.

Eu e Cachinhos saímos correndo, porém não fazíamos a menor ideia de onde estávamos.

-Ta, e agora? — Cachinhos perguntou escorado numa árvore recuperando o fôlego quando estávamos longe.

-Vamos seguir o rio — eu disse.

-Mas pra onde fica o rio? — perguntou. O olhei — Que foi? É o tipo de coisa que eu deveria saber? — sorri, caminhei até a árvore.

O tirei de cima do musgo.

-Ah, o musgo. Isso explica tudo — ele disse irônico.

-O rio fica pro lado da umidade.

-Aah bom — ri, ele sorriu me encarando e me deu um selinho.

Fomos caminhando, e, quando chegamos ao rio, já estava escuro.

-A gente não devia parar? — ele perguntou.

-Você precisa parar? — perguntei, ele assentiu.

Ele se sentou em um tronco e levantou a calça, revelando um corte.

-Caralho, porque não me falou disso antes? — perguntei.

-Sei lá, não é nada — balancei a cabeça em negação.

Peguei um pouco de água e desinfetei o corte.

-Como conseguiu isso? — perguntei.

-Digamos apenas que não foi fácil para ele me apagar — ele sorriu.

-Você é maluco — eu disse e sentei ao lado dele


-Cléo! Cléo, fala comigo — Scott cochichava em uma das aulas. Sim, ele faz o mesmo curso que eu.

-Cale a boca Scott — respondi.

-Cléo, por favor, me perdoa. Eu me arrependi.

-Aham, e eu tenho um unicórnio cor-de-rosa no quintal.

-É sério.

-Uma flecha quase na sua cabeça não serve para o entendimento que eu, talvez, não queira te perdoar?

-Tudo bem — ele disse e se levantou — Cléo Smith, por favor, gostaria de ser a minha namorada?

Cléo Smith trocou seu status para: "Puta que me pariu, me matem agora"

Levantei da cadeira e saí. Estava cagando se alguém me visse ou para o que estavam pensando nesse momento. O lado bom é que posso culpar as drogas que supostamente ando usando. Avistei Lucas no Campus, estudando.

-Cléo? Tudo bem? — ele perguntou, fiz que não com a cabeça. Ele me abraçou e comecei a chorar.

Ele afagou meus cabelos.

-Vai ficar tudo bem — ele disse — o tempo cura tudo. Até dor de barriga -ri


Cachinhos dormiu por causa do remédio que dei a ele. Eu continuei sentada no tronco, vigiando. Pensamentos inoportunos sobre Scott invadiram minha mente. Tentei afastá-los da minha mente fazendo talhos aleatórios na madeira. Me distraí fazendo isso e só me liguei quando senti uma mão no meu ombro. Dei um pulo. Cachinhos riu.

-Desculpa — ele disse ainda rindo.

-Idiota — eu disse. Sentei novamente no tronco ao lado dele, ele continuava rindo — para, não foi tão engraçado assim.

-Foi sim, devia ter visto a sua cara — dei um tapa nele, ele fingiu dor.

Depois que ele parou de rir, ele me abraçou de lado.

-Sabe, até onde lembro, aquele cara interrompeu a gente num momento bem inoportuno — ele disse. Sorri.

Ele se aproximou de mim e me beijou. O beijo era ainda melhor que o último.

Um barulho me fez pular e pegar minha bésta. Apontei-a na direção do barulho.

Um cervo passou correndo por nós. Em situações normais eu diria algo como "e aí jantar?!", mas então me dei conta de que cervos não correm assim, a menos que estejam correndo de algo.

-Cachinhos... — chamei

-Que foi? — ele perguntou me olhando como se eu fosse louca.

-Me diz que tua perna ta melhor.

-Ta, eu acho...

-Ótimo, vamos dar o fora — eu disse pegando a minha mochila. Ele entendeu e pegou a Katana.

Andamos por umas três horas no escuro até que encontramos o acampamento.

Quando chegamos no alcance da luz, eles apontaram as armas para nós. Isso não teria problema se eu não tivesse visto o que eu vi.

-TIRA AS SUAS MÃOS CAGADAS DE CIMA DA MINHA HARLEY OU VOU AÍ CORTÁ-LAS! — berrei para Ryan que tava simplesmente em cima da minha moto.

-Tudo bem, to saindo, não precisa ficar irritadinha, é só uma Harley — ele disse.

-Vai começar... — Lucas e Ísis disseram juntos.

-Só uma Harley? SÓ UMA HARLEY? Se eu acertasse minha mãe na sua cara, seria apenas mais uma mão na sua cara?

-Mas é claro que não! Seria a mão de uma vadia na minha cara.

-Retire o que disse!

-Eu não, é verdade.

-Escuta aqui topetinho...

-CALEM A PORRA DA BOCA! — Carrie gritou. Isso me impressionou porque eu não fazia ideia que uma garota que anda por aí toda patricinha e desmaia com sangue (também não sei como ta viva) sabia algum palavrão — Querem atrair aquelas coisas?

-Carrie ta certa, discutir não adianta — Logan disse.

-Foda-se, porque a gente precisa sair daqui, tipo o mais rápido possível

-Por quê? — eles perguntaram juntos.

-O que aconteceu? — Liz perguntou.

-Bom, resumindo, matamos um cara no mercado e agora o irmão gêmeo idêntico psicopata dele está atrás de nós — Cachinhos disse.

-Vocês o que? — perguntaram juntos de novo

-Cara, parem com isso, é bizarro — Cachinhos disse.

-Longa história, na verdade, bem engraçada — eu disse preparada para a loonga noite que terei.

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