Zombie Zone 1ª Temporada
2 Velho
JARED
O velho o ajudou a entra em uma loja de conveniências de onde ele saiu. Jared tentou observar o rosto do velho, mas este estava sombrio e tenebroso. Jared foi arrastado pelo velho que mal conseguia erguer uma cadeira. O velho colocou-o em um sofá e ele ficou se perguntando o que o sofá estava fazendo num lugar daquele, só depois notou que tinhas assuntos mais importantes no momento.
– Você está louco garoto. — gritou o velho. — Ellen, venha aqui, traga algo de beber.
Jared olhou para a loja suja e sem vida.
– Obrigado, senhor. — disse apertando a barriga. — Mas não sou um garoto.
– Que audácia moleque estúpido. — disse o velho rangendo os dentes. — Teve sorte de eu te achar e você não morrer lá fora. ELLEN!!
Uma mulher chegou correndo até eles, Jared levou um susto quando ela se aproximou, tinha cabelos curtos negros e era mais feia que um dragão abatido sete vezes. Primeiro ela entregou uma toalha ao velho e este secou o rosto, Jared percebeu que sangue saiu na toalha, mas não era do velho. Ele tinha olhos negros caídos, as rugas tomavam conta de seu rosto inteiro, seus cabelos grisalhos envolvia sua cabeça. Depois Ellen entregou um copo com água a Jared.
A água tinha gosto de terra.
Jared cuspiu tudo no chão e limpou a boca na roupa de hospital que estava usando. Sabia que o velho falaria alguma coisa a respeito, mas estava enganado, o velho simplesmente foi para o outro lado da loja.
– Oque está acontecendo? — perguntou Jared a Ellen.
– O que? como assim garoto?
– Tudo... isso.
A mulher nada disse.
Jared já não sabia o que estava fazendo ali, Ellen não parecia uma mulher normal, olhava-o com um pouco de medo, que para Jared não era nada intimidador. O velho olhava para fora da loja com os olhos esprimidos para tentar ver melhor naquela escuridão.
– Acho que estamos livres esta noite. — disse ele caminhando ao encontro de Jared e Ellen. — Teve sorte garoto, muita sorte.
– Ele não parece estar bem. — comentou Ellen agora avaliando-o da cabeça aos pés. — O que foi que aconteceu menino, por estar neste estado.
Era o tipo de coisa que ele não poderia responder.
Recordou suas lembranças que não eram muitas, só se lembra quando acordou num quarto de um hospital. O estanho nisso tudo era que nada naquele lugar estava desarrumado ou quebrado, a razão de ter feito ele seguir aquela pessoa até o teto foi apenas para pedir informação, mas como pedir informação para uma pessoa que acabara de se jogar de la de cima numa cidade completamente em chamas...
Sua cabeça começou a latejar, era tudo muito horrível. Não sabia nem ao menos quem ele era, seu rosto, sua idade, nada. Jared se levantou e olhou em volta em busca de algum espelho que possa "dizer" quem ele era, quando avistou não pensou em mais nada e saiu correndo. Na parede atrás do balção um grande espelho retangular tomava conta da metade da parede. Jared viu homem o olhando a sua frente e demorou para cair a ficha de que era ele mesmo.
Era aparentemente um rapaz, entendera o motivo a qual o velho o chamara de rapaz, tinha cabelos castanhos, olhos claros, estava magro e sem força... deveria ter uns dezessete aos dezoito anos de idade, mas julgava que seu estado era crítico, parecia um homem bem mais velho.
– O... que está... acontecendo? — perguntou muito lentamente enquanto ficçava sua face. — Eu não me lembro de nada, não sei quem sou.
Ellen e o velho trocaram olhares nervosos. O velho tirou uma faca das blusa velha que usava, apontou para Jared.
– Alguém te mordeu?
–Quê... não.
– Alguém te arranhou?
– Porque você es...
– Responda!
Jared saltou.
– Não. Não encontrei ninguém a não ser o cara do hospital.
Ellen começou a chorar, o velho abaixou a faca, perdeu as esperanças de que talvez estive-se alguém ainda vivo pelas rua. "Cara, tem eu", pensou Jared "Eu sou alguém não sou?", mas não queria expressar isso em palavras ainda mais quando um velho louco segurava na mão uma faca pontuda.
– Sabe garoto. — o velho sentou-se no sofá. — Quando isso tudo começou eu estava em casa tranquilo com minha neta. Minha filha e seu marido haviam saído para um jantar romântico, enquanto eu limpava bumba de neném, ela tinha apenas um ano sabe. Pouco depois que eles partiram tudo começou a ferrar. Pessoas começaram a comer uma a outra, em bom sentido garoto. Não sabia de onde tinham vindo nem o que queriam, mas sabia-mos que tudo começou com uma doença. Três dias antes pessoas estavam ficando acamadas. — ele olhou para Ellen que soutou um granizo. — E logo depois estavam em pé querendo carne, nossa carne.
Jared estava apavorado, que sorte, que sorte esse velho o encontrou que sorte, que sorte.
– Senhor, isso que está me falando... O que quer realmente dizer?
O velho sorriu, um sorriso de medo.
– Os mortos estão caminhando pelas ruas de Londres, se julgar estão pelo mundo também, criaturas nojentas, uma praga. Vagueiam pelas rua, mas tudo que querem é você, eu, Ellen, tudo que ainda tem sentido.
Jared olhou para os dois.
– Só tem vocês aqui? A mais pessoas vivas?
– Somos três, contando com a filha de Ellen, ela esta, como posso dizer... Acamada.
Ellen ainda chorava, suas lágrimas lavavam aquele estranho rosto, como se tenta-sem sair correndo dali, assim como muitas pessoas deviam ter corrido de Londres as presas. "Cara, o que está acontecendo. É o fim".
O silêncio caiu entre os três, Jared estava sem palavras. Seria mesmo que o mundo fora tomado? Quem ele era? Seria que alguém que conhece-se estaria vivo? Ele apertou os olhos para livras essas perguntas da sua cabeça, não queria pensar nem um pouco mais nisso, se o que o velho falou fosse mesmo verdade, teria de lutar, sobreviver, ajuda-los.
– A propósito meu nome é Tom. — disse o velho. — Um nome vagabundo em minha opinião, mas é... é isso mesmo.
Jared sorriu.
– Jared. — disse. — E não me pergunte nada sobre ele, está apenas no crachá do hospital.
A noite alongava, Jared tomara um banho e trocara as roupas por outras limpas, estava muito mal, sera que ficaria acamado e viraria um deles. Seu corpo doía e latejava furiosamente. Comeu alguma coisa na loja e esperou cair no sono.
Uma garota estava sorrindo para ele, seu rosto belo o encantava. De cabelos louros caídos com suavidade pelos ombros, os olhos verdes iluminavam tudo, desde seu sorriso ao coração de Jared. estavam na frente de um prédio, e subiram até um apartamento...
– O que foi? — perguntou ela.
O coração de Jared acelerou ainda mais.... e TUM!!
Jared acordou assustado, Tom estava em uma janela próxima olhando pela fresta da cortina, ele o olhou e levantou o dedo indicador a boca pedindo para fazer silêncio. Jared se levantou e foi até ele.
– O que houve?
– Um maníaco está atirando na rua.
– Temos que ajuda-lo.
– Não, ele esta atraindo um monte deles... não podemos fazer mais nada.
Jared olhou pela janela... Um homem estava com uma pistola um pouco afastado na esquina, muitas pessoas caminhavam em uma só direção, estavam todas feridas e decompostas, algumas faltavam olhos, braços, pedaços do tórax, outros sem pernas arrastavam-se no chão. Estavam indo atrás do homem com a arma.
– Vamos ajudá-lo!?
– Tarde demais. — Tom desviou os olhos.
As feras avançaram em cima do homem e este desapareceu num monte de corpos aos gritos.
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