Zombie Zone 1ª Temporada
14 Loucura
Notas iniciais
Comentem prf só assim saberei se estão acompanhando. assim postarei mais rápido. Porque se não estão lendo porque escrevo.. :) Neeé Comentem Aee prf
Como ouvi p: Comentário é combustível!!!
Scott
Os gritos ecoavam aos céus de Londres e a carne estava apodrecendo.
Scott segurava a serra na mão, os outros tentavam segurar Finn, mas a força dos quatro homens eram impossível amenizar o desespero dele. Scott se lamentou por isso, mas tinham que fazer ou seu parceiro morreria em breve.
A perna machucada de Finn pelo tiro acidental de Chris estava apodrecendo, ele precisava de um médico com urgência, ou a podridão se espalhara por seu corpo acima, mas ali naquelas condições não havia como tratar da ferida e Scott tomara a decisão de por Finn a carne podre.
Quando Scott passou a serra entre a carne e o osso de Finn ele próprio sentiu a dor, Finn gritou bem alto e John teve que colocar um pedaço de pano em sua boca. A serra passava e passava e o sangue jorrava.
Quando Scott percebeu que a metade da perna abaixo do joelho havia sido removida, jogou a serra longe, pensando que nunca devia ter encontrada. Finn parara de gritar e sentado caiu para trás batendo a cabeça no chão com um forte estrondo.
- Imbecil. – rosnou John. – segure ele!
- Eu sei. – Chris estava chorando, esfregou as lagrimas na manga da camisa. – Olhe o que fizemos, somos monstros.
John o olhou furioso.
- Você fez isso Chris. – gritou. – Você e essa sua maldita arma, não se lembra.
Veio o inesperado, Chris ergueu o punho e acertou o queixo de John quebrando enfim o seu nariz. John olhou para Chris como se fosse matá-lo.
- Quer me levar também Finn, que tal dessa fez você atirar na minha cabeça.
Chris não respondeu, se levantou e se afastou deles.
Fred estava agachado e segurava a perna de Finn com ambas as mãos, caminhou para a beira do prédio e Scott seguiu atrás dele. Quando Fred ergueu a perna de Finn, Scott já estava ao seu lado na beira do prédio.
- Tomem seus filhos de uma puta. – gritou Fred atirando a perna dilacerada de Finn, os zumbis soltaram ganidos . – A carne que comem é a carne de sua espécie.
Scott sabia que as feras não responderiam.
- Poupe saliva Fred, sabe que eles são incompreensivos, não sabem nem o próprio nome.
- Isso é o que tá meu amigo. – Fred limpou o sangue na camisa. – Um dia eles sabiam. Esse seu Deus é tão bom que deixa seus filhos apodrecendo la em baixo.
- Já ouvi essa conversa.
- Assim, já sim. – Fred teve forças para rir. – A muito tempo, eu estava brincando com meu irmã e uma amiga dele perto de um lago, um pouco afastado de nossa casa. Seu nome era Mace e sua amiga Liza. Era um moleque muito atrevido e ao mesmo tempo muito tímido, mas naquele dia não deixaria de impressionar a garota que ele amava. Mace entrou no lago atrás de um pequeno tronco que flutuava pouco mais no meio do lago. “Não vai Mace, papai não vai gostar”, eu disse para ele, mas ele não ouvia. “É bem rápido, Liza fica vendo só o que um homem de verdade pode fazer”, foi a última coisa que ouvi. Ele se afastou e se afogou, gritava para que eu o salva-se, mas naquele mesmo momento Liza correu para a pista pedindo socorro e foi atropelada por uma carreta, ambos estavam pedindo minha ajuda, ambos estavam morrendo. Foi nesse momento que pensei onde esse Deus está e o que ele pensa que está fazendo levando desse jeito duas almas puras. Por fim os dois morreram e eu não consegui me mexer do local e a partir daquele momento, Deus para mim não tem valor.
Scott encarrou o chão. Era pior do que pensava. Se Fred chegasse ao Ministro para matá-lo o perdão de Deus não iria ajuda-lo. Fred se tronara um homem ceifeiro, pagando a vida das pessoas que ele gostava com outras vidas culpadas ou inocentes.
- As vezes eu penso em minha mulher e minha filha, se estão bem, se estão vivas. – soltou Scott.
- E o que isso tem haver?
- Se estiverem mortas, não perdoarei Deus e me ajuntarei a você a caça.
- Como assim?
- A loucura é uma arma ao mesmo tempo perigosa e prazerosa, aquele que a utiliza bem permanecem vivos… Eu quero permanecer vivo Fred e acho que você também.
A noite caiu sobre Londres. E todos comiam feijões enlatados com salsinha, Finn estava fraco mas conseguia colocar a comida na boca e mastigar. John estava ao seu lado, apoiando-o a comer, Chris tremia de frio a um canto mais afastado, com a lata na mão olhava disfarçadamente para Finn. Scott e Fred sentaram lado a lado á frente deles.
- Ele precisa de um médico com urgência. – John se afastou mais de Finn vindo ao encontro de Scott. – está queimando em febre, temo, mas acho que não vai resistir mais.
- Eu sei. – Scott torceu a cara. – Mas não tem como sairmos daqui, não sabemos como as feras entraram no prédio, as primeiras janelas são a cindo metros do chão.
Fred engoliu o feijão e disse:
- Fico observando eles quase o dia todo. Estão em volta do prédio, alguma coisa esta atraindo eles para cá temos que descobrir oque é. A uma escada ao lado do prédio que chega ao chão, mas lá as feras nos aguardam.
John pareceu ter um ideia.
- Se conseguirmos afasta-los da escada… podemos…
- Finn não pode. Scott rebateu. – Ele não aguentaria…
- Podemos ir, alguns de nós e voltar depois com resgate. – John fechou o punho.
- Acha que o Primeiro-Ministro permitiria seus homens morrerem para vim buscar um aleijado? – Chris se levantou e caminhou até ele. – Me arrependo desde o ínico da perna de Finn, foi um acidente, mas o Ministro não importaria de ter um aleijado em seu bando não é mesmo? Claro, ele é tão otimista.
Todos ficaram olhando para Chris por um bom tempo.
- Devíamos deixar você Chris, cuida tão bem de Finn.
Scott sentiu um ponto de raiva em sua espinha.
- O garoto já sofreu John, deixe-o, não foi culpa dele, foi acidente…
- E eu não sou Homem. – John riu. – Chris tem tanta culpa, quanto aquele que fez isso com esta cidade, com essas pessoas. – ele apontou para abaixo do prédio.
Chris se sentou ao lado de Scott.
- Escute, se sairmos daqui a uma grande probabilidade de os homens não estarem mais na central.
- E por que Chris? – perguntou Scott cochando o queixo.
- Eu fiz um vistoria, o numero de pessoas aumentaram nas ruas. O que estão dizendo é que aquele prédio que deixamos o ministro é fraco e pode ser a qualquer momento invadido como esse. – Chris limpou o nariz. – Se sairmos, pode ser em vão.
- Temos armas, temos balas. – Fred bufou. – qualquer filho da puta que se aproximar de mim levara chumbo.
- Chris tem razão. – Scott comentou.
- Tem? – John riu. – Como pode saber se eles estão ou não mesmo lá, não saiu.
- Olhe. – Scott ergueu a mão no ar. – Quando saímos de lá vimos que o local era muito simples, quando viramos a esquina fomos surpreendidos por milhas deles, não se lembra. Temos que nos dividir e alcançar até lá. E Fred quanto menos atirar melhor, sabe que essas coisa são atraídas pelo barulho.
Fred se espantou.
- Eu? Vai me mandar lá para baixo.
- Não disse isso…
- E porque não? – John franziu a testa. – Você não é o melhor daqui, esse seu cabelo branco não fala que você é velho, todos sabem disso.
Fred tentou se explicar, mas as palavras de afogaram em sua garganta assim como seu irmão se afogara no rio, ele recolheu as pernas a abraçou-as.
John voltou-se para Scott.
- Se vamos fazer isso, temos que fazer logo. Finn não durara até amanhã de noite, se eu tiver certeza, podemos mante-lo a salvo e com vida até lá. A questão é… Quem vai?
- Eu vou. – se voluntariou Chris. – Eu fiz isso com Finn, foi acidente, mas não pude evitar.
- Falar que foi acidente não vai.
Scott estava perdido, como capitão, não sabia quem mandar ou se ele mesmo iria. “Tenho que encontrar minha mulher e filha” era que pensava o tempo todo. “Querida, por favor esteja viva, não quero começar uma caçada”… mais foi então que percebeu. John saiu correndo até Finn, quando Scott notou seu parceiro segurava uma arma contra a própria cabeça, tinha ouvido toda a conversa.
- Abaixe a arma Finn. – John pediu.
- Não. Ele respondeu, a febre havia o deixado louco. – Não quero seu ser um incomodo. – ele riu. – Me ofereçam como sacrifício, eu vi ele… assim poderão ir.
- Nãoooo. – Scott gritou. – Não faça isso Finn
Os olhos de Finn encarraram os dele. Depois desviou e olhou para Chris que estava a um canto trêmulo. Sorriu ao encarra-lo.
- Você venceu seu pirralho. – e apertou o gatilho.
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