Zombie War
7 Capitulo 7 - Caminhos da morte
Notas iniciais
Estávamos na estrada a cerca de uma hora, o silêncio ainda predominava entre nós, acho que não tinha mais nada a ser dito, fora que nós três ainda estávamos abalados com as mortes de nossos amigos novos.
– Olha! – exclamou Anne quebrando o silêncio.
Eu estava perdido em meus pensamentos que nem notei a cidade que surgia no horizonte.
– Dá meia volta, deve esta infestado de zumbis. – disse Emily colocando a mão em meu ombro.
Eu estava na frente com a loira, e a morena estava no banco de trás.
– Não, temos que pegar suprimento, e gasolina. – eu disse ainda atento a estrada.
– Podíamos ter voltado para posto e pegado mais gasolina. – disse Anne.
– Devia ter pensado nisso á uma hora atrás. – eu continuei sério.
– Mas, ir até lá é suicídio. – insistiu Emily.
– Não se formos rápidos... – disse Anne me dando razão.
– Você estão loucos só pode, deve ter milhares daquelas coisas lá dentro.
– Precisamos ir, demos sorte que tinha alguma coisa no tanque, ainda mais o suficiente para uma hora. – eu disse ainda sério.
Eu freei o carro bruscamente.
– O que foi? – disse Emily tentando olhar o que estava no caminho.
Era um veado cruzando a estrada, acho que era típico dessa região, ainda mais pelas florestas que cercavam a estrada.
Foi quando um errante surgiu do nada no lado do carona, demos sorte que o vidro estava parcialmente fechado, o monstro tentava enfiar as suas mãos pela pequena passagem e agarrar a loira que se encontrava sentada ali.
– AAAAAAAHHHHH. – ela gritava desesperada, já que se fosse arranhada morreria e não podia acertar a cabeça do errante naquela situação.
Eu estava estático. Foi quando Emily abriu a sua porta e saiu pelo meu lado, deu a volta no carro deu um golpe na barriga do zumbi que se voltou para ela, o que o fez cair no chão, com o pé ela pisou em seu pescoço, o que impediu que ele se levantasse, e com sua faca ela o finalizou.
Foi quando mais errantes começaram a surgir.
– Volta pro carro Emily. – eu gritei, e no mesmo momento ela abriu a porta do carro e retornou ao banco de trás, eu acelerei, enquanto observava pelo retrovisor mais e mais errantes surgirem um atrás do outro.
– Esta tudo bem? – eu questionei.
– Esta. – responderam em uníssono.
– Só escapamos por causa do carro, precisamos dele, assim como precisamos de suprimentos e gasolina. – eu insisti.
– Quer saber? Vai em frente. – disse a morena se dando por vencia.
Eu sabia que ir até lá não era as melhores das decisões, até porque as lojas podiam já estar vazias, e fora que deve ter cerca de 20 errantes por quilometro quadrado, mas tínhamos que arriscar.
– Vamos entrar só na entrada da cidade, se as coisas estiverem muito feias nós voltamos, ok? – exclamei.
Não obtive resposta, a Emily estava emburrada pela minha decisão e Anne ainda estava chocada pelo recente ataque.
– Tudo bem então...
Levou poucos minutos para que adentrássemos a cidade, logo na entrada já se via alguns errantes perambulando perdidos. Eu estava andando bem devagar com o carro, para que o som do motor não atraísse os errantes.
Vi uma loja de conveniência logo que cheguei próximo aos prédios, era uma cidade envelhecida, tudo parecia velho e empoeirado, e não era pra menos, parei o carro.
– Esperem no carro...
– Nem pensar! – me interrompeu a morena em um tom revoltado.
– Alguém precisa assumir o volante! – eu disse autoritário.
– Eu assumo. – se manifestou a loira.
– Ótimo, vamos? – disse a morena agora em um tom desafiador.
– Vamos. – respondi sorrindo falso.
Saímos do carro no mesmo instante, vi Anne pular para o banco do motorista, e Emily voltar para o carro e pegar uma mochila, havia poucos errantes próximos a nós, e somente um nos viu, ele estava na porta da loja, e antes que ele pudesse nos atacar e chamar a atenção de outros monstros, Emily cravou uma faca em sua cabeça.
Entramos no estabelecimento e vimos sangue no chão, e por sorte nas prateleiras ainda havia algumas latas de pêssego em calda, milho e palmito, pegamos todas as sete latas e coloquei em uma cestinha que encontrei ali mesmo.
Foi quando vi um errante surgir atrás de Emily.
– Cuidado. – eu disse soltando a cesta e indo em direção á morena, que foi derrubada pelo errante, que agora estava sobre ela, e a mesma nem podia se defender já que estava de costas.
No momento que ele ia cravar seus dentes na pela da morena, eu chutei com força o seu rosto, logo depois cravei a minha faca em sua cabeça.
– Devia tomar mais cuidado. – esbravejei irritado.
– E você devia andar mais rápido. – retrucou atrevida.
– Eu salvei a sua vida. – respondi indignado.
– E espera o quê? Uma medalha?
– Só um “obrigado” esta muito bom.
– Chega dessa conversa, vamos sair logo daqui. – ela disse me dando costas.
Eu sorri, seu excesso de orgulho me divertia.
Terminamos de pegar mais algumas poucas coisas que ainda restavam ali, enfiei tudo na mochila que a morena carregava.
– AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH. – ouvimos um grito estridente do lado de fora.
Quando saímos para o lado de fora da loja, a cena era assustadora, milhares de errantes se aproximavam rápido.
– Entrem no carro. – disse a loira, e nós obedecemos prontamente.
Ela deu ré bruscamente, e atropelou alguns daqueles seres asquerosos, logo em seguida acelerou em direção para fora da cidade, e a horda estava muito próxima.
Logo estávamos na estrada cercada pela floresta novamente, e os errantes já estavam bem mais distantes.
Foi quando nossa gasolina acabou aos poucos e o carro parou. O mais assustador veio em seguida, quando dois carros correndo muito surgiram na nossa frente, e homens armados desceram dos mesmo.
– SAIAM DO CARRO... AGORA! – disse o que parecia ser o líder.
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