Zombie War
19 Capitulo 19 - A resistência do Norte - Parte II
Notas iniciais
O homem se aproximou, me permitindo ver melhor a sua face. Ele era velho, aparentava ter cerca de sessenta anos, apesar disso era esbelto e razoavelmente alto.
– O que os trouxe até aqui? – questionou ele, já com uma expressão séria.
– Ouvimos falar dessa resistência... Queremos abrigo! – eu me pronunciei já não tão certo de minhas próprias palavras.
– Acho que podem ficar, tenho certeza que os outros não vão se importar! – o sorriso voltou a brotar em sua face.
Por alguns instantes todos nós só ficamos encarando aquele homem misterioso e aparentemente meio insano.
– Obrigado! – disse George quebrando o silêncio.
– Me sigam! – ele disse simplesmente dando costas e rumando mais afundo no corredor.
Ficamos parados por poucos segundos, mas logo rumamos atrás dele. Ele abriu uma porta e quando adentramos, vimos que se tratava de um tipo de laboratório, tubos de ensaio e mesas com vários papéis estavam espalhados por todos os lados.
– Onde estão os seus amigos? – questionou Kaio, e eu pude notar a desconfiança em sua voz.
– Logo o irão conhecer. – respondeu o homem ainda sorrindo. – Se acomodem, sinto muito mais não temos camas, só essas cadeiras, e alguns colchonetes.
E de fato se podiam ver várias cadeiras mais ao fundo do local, e um único colchonete no chão. O que estranho, já que haviam várias salas ao decorrer do corredor que nos levou aquele local.
– Você esta trabalhando em algo? – eu questionei preste a tocar em um dos tubos.
– NÃO TOQUE NISSO! – a voz do senhor ecoou, irada.
– Desculpe. – eu disse dando um passo para trás sem graça.
– Sim, estou trabalhando na cura.
Senti meu coração se encher de esperança, seria possível uma cura?
– Cura? – continuei não conseguindo conter minha empolgação.
– Era para estar pronta á muito tempo, mas o governo não quis esperar. – disse o homem com um tom que chegava a me assustar.
– Governo? O que o governo tem haver com isso? – desta vez foi Sam quem falou.
– É claro sim, o governo sempre esta envolvido, eles criaram o vírus.
Aquilo fez meu coração disparar, de susto pela revelação e medo de que aquele homem fosse de fato louco, afinal quem nunca ouviu falar das teorias loucas de conspiração.
– Há anos o governo cria vírus para fazer a população gastar dinheiro com remédios e causar idolatria por aqueles que acham a “cura” – fez aspas com a mão.
– Porque “cura”? – repeti o movimento;
– Eles criam o vírus, e também a cura. Tudo deu errado desta vez. – ele falava, enquanto parecia procurar algum papel sobre a mesa.
– Como assim deu errado? – Emily questionou.
– Sempre que criava a doença, eles criavam também a cura. Mas, desta vez algo deu errado, um vírus ainda em experimento vazou, o governo não se importou com os danos que isso poderia trazer, no começo o vírus tinham os sintomas de uma simples gripe, a transformação vinha depois, com o tempo é que ele evoluiu.
– O que faz das pessoas zumbis? – continuei.
– Não os chamem assim, eles são como nós, só estão doentes. – repreendeu quase gritando, seu olhar era insano.
– Eles não são como nós. – Kaio disse desta vez , não temendo a reação do homem que já parecia exaltado.
– Eu vou provar a vocês. – o homem correu até um computador que estava no canto da sala, e um grande barulho se foi ouvido em seguida, gemidos invadiram o ambiente.
– O que você fez? – eu gritei.
– Eu estava preparando o momento certo para provar, mas quando você chegaram aqui, eu soube! – ele sorria. – Vocês disseram que queriam conhecer meus amigos, então vão em frente.
– Vamos sair daqui! – eu grite, voltando a puxar Emily pela mão, desta vez para fora daquela estranha sala.
Quando saí eu vi o pior, o corredor estava tomado de errantes, provavelmente estavam presos nos quartos,, que agora tinham as suas portas abertas, logo que nos viram correram em nossa direção.
Kaio, Sam e Kevin sacaram as suas armas e começaram a atirar. Enquanto eles atiravam tomando a frente, nós íamos atrás, desbravando assim aqueles zumbis.
Acabamos por entrar em uma das salas, e dentro dela havia uma única mesa metálica, onde um errante estava amordaçado e morto, provavelmente sendo cobaia de testes. Pegamos a mesa, logo após todos entrarem, e a arrastamos até a porta a bloqueando.
– Não podemos sair desse lugar, o computador que controla tudo. – eu esbravejei, segurando a mesa.
– Temos que fazer alguma coisa, ou vamos morrer aqui. – disse Lucy também segurando a mesa contra a porta que era forçava pelos errantes, junto com ela Emily e George.
Havia uma janela ali, não muito grande, na verdade era alta e lembrava a de um banheiro.
– Por aqui não dá pra passar! – atestei o óbvio, ainda encarando a pequena passagem.
– Temos que ir até aquele computador e dar um jeito de abrir a porta principal, aquele louco deve estar morto a essa altura.
Todos concordaram com a cabeça.
– Temos que encarar eles! – disse Kaio olhando a porta.
– Mas, só alguns de nós tem armas, e não se esqueça que munição acaba! – disse Sam recarregando a sua pistola trinta e oito, com um cartucho que sacou de sua cintura.
– Ele tem razão, então vamos fazer o que fizemos até aqui, os que tem armas vão na frente e os que não tem vem atrás. – disse Kaio. – E se algo der errado, corram e lutem o máximo que puderem!
Ele disse por fim já se aproximando da porta, e acenando para que largássemos. Assim o fizemos, correndo para trás dos mesmos novamente, os errantes entraram em massa se empurrando pela comida fresca diante de seus olhos, Kevin e os outros dois voltaram a atirar e os o que ele não matava, eu e Lucy finalizávamos com nossas respectivas facas.
Um grito se foi ouvido, não pude olhar para trás para ver quem era devido á confusão, mas seu tom era masculino. Eu fui jogado na parede por um dos zumbis, ele tentava me abocanhar, mas por sorte consegui desprender meu braço e lhe acertar minha faca bem em sua cabeça.
Os outros já se afastavam um pouco, a quantidade no corredor já era menor, mas algo me dizia que iriam surgir mais.
– Vão para o portão, eu volto para sala para tentar liberar a passagem! – disse Mike.
– Esta louco? – eu disse ainda usando minha faca para matar outro errante.
– Eu sei mexer com computadores, vão rápido antes que mais surjam. – gritou o asiático indo em direção á sala, enquanto alguns errantes corriam atrás dele, e então fechou a porta.
– Vamos! – gritou Emily me puxando pelo braço.
Seguimos de volta para a porta metálica, e assim que chegamos até lá a mesma se abriu prontamente. Eu saí primeiro, logo em seguida vi Emily e Lucy saírem, depois Kevin, e antes que os outros pudessem passar, a porta se fechou.
– Não! – gritou Kevin indo em direção a porta e começando a esmurra-la.
Nada se ouvia nada vindo lá de dentro, puxei as meninas para mais próximas de mim esperando que a porta pudesse se abrir novamente, e assim errantes surgissem, mas isso não aconteceu.
Ainda não conseguia acreditar no que acontecia, perdemos cinco membros do nosso grupo em um único golpe, e a culpa era toda minha, se não tivesse sugerido aquele maldito lugar.
Fale com o autor