Zombie War

13 Capitulo 13 - Caminhos cruzados


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem.

Aquele rosto, aqueles olhos...

Eu não pensei duas vezes, puxei a arma que estava em minhas costas e apontei para aquele velho maldito que insistia em cruzar nosso caminho. Assim que o fiz, todos os homens que estavam naquela resistência também apostaram suas armas para mim.

– Olha só quem é. – disse o velho calmo, eu já havia cruzado com aquele maldito duas vezes, mas era incrível eu não saber o seu nome, acho que isso se devia a sua visível falta de educação.

– Você insisti em cruzar nosso caminho! – rebati no mesmo tom.

– O que esta fazendo abaixe isso agora! – Ethan ordenou, me fitando assustado.

Assim como todos que estavam ali, cerca de seis mulheres, três crianças, e alguns homens que não consegui contar, fora os que pareciam ser algum tipo de guardas do local.

– Esse homem, ele não é bom! – eu disse agora sem desviar os olhos do velho.

– Eu não sou bom? – o velho questionou soltando uma risada alta em seguida. – Eu salvei a sua vida e não sou bom?

– Vocês se conhecem? – Ethan questionou tentando entender.

– Abaixa isso! – Andrew também ordenou.

– Você queria nos matar. – eu disse gritando.

– Se não abaixar isso, meus homens terão que atirar! – ameaçou Ethan com firmeza.

E assim eu o fiz, abaixe a arma devagar e dei um passo para trás.

– Agora, entregue a arma para mim! – Ethan continuou me estendendo a sua mão.

– Mas...

– Sem “mas”. – ditou firme.

Virei o cano e lhe entreguei a arma à contra gosto, eu temia o que aquele homem que o destino insistia em fazer cruzar nosso caminho poderia fazer, mas eu não tinha escolha, se não abaixasse quem nos faria mal seriam os homens que guardavam aquele lugar, não estava preocupado comigo e sim com os outros, que nem mesmo sabiam que aquele homem era. O velho sorriu, provavelmente de deboche, por eu ter abaixado a arma tão rápido.

– Bom menino! – gritou soltando mais uma gargalhada irritante.

– Eu não sei o que aconteceu fora daqui, mas aqui dentro estamos todos do mesmo lado! – gritou Ethan. – Entendeu Dave? – ele fitava o velho, e finalmente eu descobri o seu nome.

– Relaxa, eu ainda tenho a minha faca! – sussurrou Emily em meu ouvido.

– Quem esta apontando armas é ele senhor. – respondeu “Dave” ainda com seu sorriso no rosto.

Eu sabia que ele faria alguma coisa, e de repente a nossa salvação, poderia se tornar nosso pesadelo.

As horas passaram, nós agora estávamos deitados em um colchonete no chão, assim como todos ali, estávamos dispostos em três deles, um do lado dos outros. Emily estava comigo, Mike estava com Evan e Andrew estava com Anne.

Emily e Evan dormiam.

O velho estava do outro lado daquele grande local, não muito longe, eu não permitia meus olhos escaparem dele nem por alguns instantes. Ele me fitava de volta, agora sério.

– Nós não damos sorte mesmo, quando achamos que vamos ficar bem, encontramos com esse demônio! – disse Anne chamando a minha atenção.

– Afinal, o que esse cara fez? – perguntou Andrew curioso.

– Ele queria nos fazer mal, e acima de tudo nos culpa pela invasão de uma horda a seu acampamento. – respondi, ainda olhando para o mesmo lugar.

– Deveríamos ir embora? – Mike se manifestou.

– Sim, vamos embora e deixar o único lugar seguro que achamos em semanas de lado. – pirateou Andrew irônico.

Passou mais algumas horas, e eu já sentia o cansaço se abater sobre mim novamente... Lá fora já estava escuro.

– Pode dormir, eu vigio. – disse Emily, me puxando até que me deitasse.

Eu gostaria de poder discordar, mas nos últimos dias, estava me sentindo mais cansado que o normal.

Fechei meus olhos lentamente, e logo tudo estava escuro.

(...)

Minha cabeça doía muito e eu sentia uma dor horrível nas pernas, olhei para o lado e mesmo quase desmaiando eu pude observar Lucy também desmaiada ao meu lado, ela abriu os olhos bem devagar, e seus olhos se encontraram com os meus.

– Eu te amo! – ela disse e eu observei uma lágrima descer de seus olhos.

– Eu... – eu não conseguia falar, me sentia engasgado e quase sufocado.

Respirei fundo, já sentindo meu coração batendo muito forte. Entre mim e ela estava uma grande parte de metal retorcido do carro, o que me possibilitava ver apenas o seu rosto.

– Vamos fazer uma promessa? – ela disse de repente.

Acenei, não entendendo o porque ela estava dizendo aquilo.

– Promete que vai tentar viver, o máximo que puder, mesmo que eu não posso mais estar ao seu lado?

Eu lhe fitei, não entendendo o porque de suas palavras, afinal eu achava que estava pior do que ela.

– Promete? – insistiu depois de alguns minutos de silêncio.

– Prometo. – eu disse com a voz engasgada, com muita dificuldade.

Ela começou a gritar, e eu nem mesmo podia ver o que estava acontecendo direito, aparentemente ela estava sendo puxada para fora, seus gritos se tornavam mais altos, e eu não conseguia mais proferir nem uma palavra. Apaguei.

(...)

Acordei suado e muito assustado, ultimamente cada vez que eu fechava os olhos para tentar descansar, essas imagens vinham em minha cabeça como um filme cruel.

– Esta tudo bem! – a morena colocou a mão em meu peito. – Calma.

– Eu estou bem... – eu estava arfando, com certeza de todas as memórias que eu havia vivenciado nos últimos dias, essa era a mais cruel.

Passei o resto da noite acordado, fitando o teto. Não conseguia mais relaxar, e nem mesmo me preocupava com o velho, meu coração estava inquieto, o sentia pulsar.

Emily estava deitada ao meu lado, e dormia tranquilamente.

Foi quando de repente, Dave surgiu na minha frente. Sorrindo, levantou uma arma e mirou diretamente para mim.

– Nós temos uma regra senhor, aqui se faz aqui se paga!

Eu me levantei, e com isso todos que estavam ali já acordavam ao poucos, tendo suas expressões tomadas pelo medo e desespero. Senti Emily se sentar em nosso colchonete e tocar minha perna, vi Anne também se levantar. Ethan surgiu.

– Abaixe isso Dave! – ditou se aproximando.

– Eu acho que não, graças a esse filho da puta, eu perdi vários homens. Ele tem que pagar! – seu olhar era fixo, mas eu não sentia medo.

Acho que no fundo até desejava que ele atirasse.

– Abaixa isso, nós não o fizemos mal. – disse a loira, sua expressão era de muita preocupação.

Foi quando um homem saltou nas costas de Dave, como um agente treinado, puxou o homem para frente e lhe jogou no chão, mas acho que ele não esperava o que vinha a seguir. A arma tocou o chão, e um disparo único se foi ouvido.

Sague começou a escorrer... Anne havia sido atingida, bem na barriga.

– Não! – gritou Andrew surgindo atrás de Ethan, eu nem mesmo havia notado que ele não estava ali.

A loira caiu, perdendo sague rapidamente. Andrew colocou sua mão no ferimento, mas a bala parecia ter ido fundo, já que seu esforço parecia ser em vão.

A cena a seguir era muito triste, Dave nem mesmo pensava atirar em mim mais, pelo menos por enquanto, ele como todos ali só observavam a cena deprimente e o desespero que tomava conta de Andrew.

– Não me deixa, por favor! – as lágrimas corriam de seus olhos, e seu desespero era mais que visível.

– Esta tudo bem, eu te amo! – a voz de Anne era fraca, ela estava morrendo.

Seus olhos se fecharam devagar, e o choro de Andrew se tornou mais audível e sofrido.

Ela morreu.

Notas finais
É isso, ela morreu ... =C Alguem apostou no velho? haha Até o próximo.