Zombie War
1 Capítulo 1 - Desejando morrer!
Notas iniciais
Você já desejou a morte? Já sentiu uma angustia tão grande que preferia estar morto a viver nela? Não? Então bem vindo ao apocalipse, onde a morte é o que você mais vai desejar.
Um mundo onde os projetos de vida foram substituídos por estratégias de sobrevivência.
Eu estava á dias sem comer, desde que meu grupo foi dizimado e a mulher que eu amo morta por uma horda de errantes, eu estava sozinho.
A fome não me incomodava, e sim a dor que não saia do meu peito. Afinal, eu jurei para ela tentar viver ao máximo possível, para honrar a memória de quem lutou para sobreviver e não conseguiu... Sou idiota eu sei. Sem ela eu me sinto perdido, mas eu jurei, e vou lutar até o último minuto.
Estava em uma longa estrada, nem sei bem onde, porque nem isso me preocupava mais, haviam muitos carros perfilados e eu estava com um pouco de medo admito, eu desejava a morte, mas morrer comido é assustador até para os mais masoquistas. Andei por vários quilômetros, minha vista já se embaçava um pouco, fazia exatos três dias que eu me sustentava só de água, sim água porque essa eu tinha de sobra, pois antes de morrer nós passamos perto de um lago, e eu enchi várias garrafas, é claro que eu racionava, mas mesmo assim tinha bastante, minha mochila estava cheia.
Depois de muito andar e verificar vários carros achei um carro com uma mala dentro, quebrei o seu vidro e peguei a bolsa, estava cheia de suprimentos, talvez vencidos, mas a essa altura eu comeria até terra, abri rapidamente um pacote de biscoito e engoli rapidamente.
Foi quando eu ouvi gritos estridentes cortarem o silêncio que me prendia em meus pensamentos, eu estava agachado olhando a bolsa, por isso me levantei bem devagar, e vi o que eu mais temia, cerca de 20 errantes corriam esfomeados atrás de duas moças, uma loira e outra morena, que pareciam desesperadas, eu tinha duas armas e alguns cartuchos, então tive que escolher, ou matava os zumbis e acabava com a munição, ou a deixava morrer e corria abaixado aproveitando que eles ainda não haviam me avistado.
A dúvida não durou muito, pois o fato de morrer comido me aterroriza eu não desejaria isso acontecer a mais ninguém, subi em cima de um carro.
– EEEEEIIII... – gritei bem alto para que as moças me vissem.
Elas vieram correndo em minha direção, assim como os errantes. Eu acertava um por um, mas era difícil já que ambas as moças estava bem próxima a eles, temi por suas vidas. Por sorte elas conseguiram chegar até mim, com até certa vantagem sobre os monstros.
– Me dá uma arma. – disse uma delas autoritária.
– O quê? Não, eu nem te conheço. – eu disse já atirando nos que se aproximavam mais.
– Não vai dar conta de matar todos antes que nos alcancem. – disse a outra igualmente mandona.
Eu de fato tinha uma arma sobrando, mas não sabia se podia confiar nelas...
– Anda, eles estão vindo. – disse a morena já assustada.
Eu não tive muito tempo pra pensar, saquei a arma e entreguei em suas mãos, temendo que aquilo fosse uma má escolha.
Ela começou a atirar, e tenho que admitir que tinha uma boa mira, não demorou muito e todos os errantes estavam, finalmente sem vida no chão, ficamos um tempo em silêncio.
– Obrigada! – a morena se pronunciou meio emburrada, como se agradecesse a contra gosto.
– De nada, pode devolver a minha arma agora? – eu disse estendo a mão.
– Não. – ela respondeu seca.
Merda, eu sabia que não devia confiar nelas.
– Calma. – disse a loira notando a minha expressão de desconfiança.
– Porque não vai devolver a minha arma?
– Vamos nos juntar, nós te ajudamos e você nos ajuda a sobreviver. – disse a loira.
Eu pensei por alguns instantes, mas se eu já havia confiado uma arma a elas, até que companhia não faria mal.
– Tudo bem, mas qual o nome de vocês?
– Eu sou Anne! – disse a loira.
– E eu Emily.
– Bom, eu sou Jake.
Ficamos em silêncio novamente.
– Deu pra ver que vocês não se viram sozinha. – eu disse com um sorriso um pouco debochado, eu sempre fui muito protetor, e gosto de saber que existem pessoas que eu possa proteger, e a atitude arrogante dela me fez querer cantar vantagem.
– Eu sei me defender muito bem! – disse a morena em um tom mais alto.
– Deu pra perceber... – disse eu revirando os olhos.
– Eram vinte deles, o que queria que fizéssemos nos pegaram de surpresa, nos fizeram perder as armas... Não foi culpa nossa! – disse ela brava.
– Não importa, eu não tive problemas pra acabar com eles! – eu disse firme, por algum motivo era gostoso provoca-la.
– Ao invés de ficara aí se portando como uma criança, que tal sairmos daqui antes que mais zumbis apareçam... – disse Anne firma.
– Tudo bem por mim. – eu disse esticando a minha mão novamente.
– Já disse que não vou te devolver, aceita ou não a nossa proposta? – ela disse cruzando os braços e me lançando um olhar superior, que eu achei um tanto engraçado.
– Tudo bem, você tem algum grupo?
– Claro... Aquele ali é o tico e aquele outro o teco... – disse Emily apontando o nada com um tom de deboche, enquanto Anne soltava uma pequena risada. – O que acha?
– Certo... Certo... Vamos pro Sul, parece que eles estão vindo mais de lá. – eu apontei a direção de onde ela tinha surgido com os errantes em eu encalço.
Peguei minha recém achada bolsa de suprimentos e comecei a andar, sendo seguido pelas moças.
Seguimos em silêncio, só o barulho de nossos passos eram ouvidos, e então eu pude notar a beleza de ambas, uma era morena, tinha a pele muito branca, os olhos eram verde claro, e tinha um corpo escultural, a outra era loira, pele corada, e tinha os olhos cor de mel, tenho que dizer que ambas eram lindas. “ tire já esse pensamentos da cabeça” eu disse prontamente para mim mesmo, eu nunca vou me envolver com outra mulher, e até parece que teria alguma chance.
Assim que chegamos a um cruzamento da estrada, ao longe se podia avistar uma pequena cabana, no meio de algumas árvores.
– Vamos até lá? – disse Anne quebrando o silêncio.
– Vamos, já esta escurecendo, podemos passar a noite, o problema é que temos que entrar na floresta. – disse eu.
– São só algumas árvores até lá, basta ficarmos juntos. – disse Emily tomando a frente.
– Então espera. – eu e Anne demos uma corridinha para lhe alcançar.
Pouco antes de entrarmos na mata, um pneu cantando alto se foi ouvido ao longe, e um jipe se foi avistado, seja lá quem estiver dirigindo estava bem desesperado, logo o jipe estava próximo a nós, e parou.
De dentro dele da parte do carona, saiu um homem alto cerca de um metro e oitenta, não mais alto que eu , que tenho um e noventa, e do motorista uma loirinha baixa de olhos muito azuis.
– Olá. – eu disse depois de alguns segundos.
– Olá. – respondeu a loirinha.
– De onde estão vindo? – perguntou Anne.
– Do norte. – respondeu o homem. – Esta tudo infestado.
– Qual o nome de vocês? – se pronunciou a loira novamente.
.- Eu sou Emily. – disse emburrada parceira de viajem. – E essa Anne. – disse indicando a loirinha.
E se calou simplesmente não me apresentou, em uma forma de birra, um tanto engraçada.
– E eu sou Jake. – eu disse enfim.
– Somos Amber, e Tyler! – disse a mulher.
– Por que estavam fugindo? – eu questionei.
– Fomos atacados, o nosso grupo foi dizimado, então corremos para o carro e a Amber assumiu o volante na correria.
– Entendo. Querem se juntar a nós? – eu disse e logo fui interrompido.
– Quem disse que eles podem se juntar a nós? – disse Emily.
– E quem disse que não? – eu disse soltando uma risada de indignação.
Mas, antes que nossa briga pudesse continuar, um mar de zumbis foi avistado ao longe, e alguns vieram surgindo da mata.
E acho que podemos dizer que avistamos a morte.
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