Notas iniciais
PDV = PONTO DE VISTA Alguns personagens não fazem parte nem do filme nem do seriado. Logo vocês vão entender porque RESIDENT EVIL está presente.

PDV — Rick Grimes

Acordei em um quarto com uma faixa no tórax. Fui tentar me levantar, mas a dor era tanta que não consegui. De repente uma menina morena, magra e de maria chiquinha aparece, me encara por uns instantes e vai embora:

– Ei! Volte! — Eu tentava chama-la.

Tentei novamente me levantar e então essa menina chegou com outra que era negra, usava óculos e tinha cabelos lisos:

– Você está bem?

– Cadê o Carl...?

– Te encontramos desmaiado, Luan e Bernardo trouxeram você. — A menina dos óculos me explicou.

– Cadê minha família...? Shane! O plano...

– Shane? Quem é Shane? — Perguntava a menina dos óculos.

– Mantenha a calma, sabíamos que isso ia acontecer... — Menina morena.

– O que...? — Eu não estava entendendo.

– Chame os meninos, vamos levanta-los. — Dizia a garota dos óculos.

A morena saiu do quarto enquanto a outra disse:

– Tudo bem, mantenha a calma, você levou um tiro, o tio da Liv é médico, saberá o que fazer.

– Cadê meu filho?

– Não sei, achamos você no chão e ficamos com pena.

– Como sabiam que eu estava vivo...?

– O tio dela viu o tiro no seu tórax e não vimos mordidas. Ele foi verificar.

– Obrigado...

– Tudo bem, com essa situação temos que ser amigos.

– O que esta acontecendo...?

– Fizeram algum tipo de teste e agora espalhou um vírus. — Ela me explicava como se estivesse falando algo sem sentido.

– Tinha outro corpo além do meu...?

– Não.

– Eles conseguiram... Você viu algum carro de polícia?

– Não me lembro. Você é policial, não é?

– Sou Rick Grimes.

– Marcela Silva.

A morena voltou com um homem alto de pele clara:

– Essa é minha irmã Darlene e o tio de minha amiga Liv, Bernardo.

– Olá, como se sente? — Bernardo me pergunta.

– Não consigo me levantar.

– Fiz uma cirurgia em você e removi a bala.

– Precisei de sangue...?

– Não, foi bem rápido. Vou te ajudar a levantar.

Outro garoto moreno de cabelo liso e preto entra:

– Esse é o nosso amigo Luan, estava com a gente na hora. — Marcela conta.

– Vocês tem pais...? — Perguntei.

– Não, somos órfãos. Bernardo cuida da gente.

– Estávamos passeando tranquilos. O tiro nos assustou, corremos sem rumo, chegamos ao parque, salvamos você. — Bernardo explicou diretamente.

Ele me ajudou a levantar. Me guiaram até a cozinha, já estava me sentindo melhor:

– Esta vendo pela janela? Tem deles por vários lados. É difícil acreditar, não? — Marcela me mostrava.

Fiquei muito assustado quando vi aquelas pessoas zunindo, andando tortas e de cabeça baixa:

– Vocês não acham isso estranho?

– Estamos com medo! — Darlene me respondeu.

Ficamos uns segundos olhando para fora:

– Eu espero que eles tenham conseguido. Shane era meu amigo, outro policial. Meu filho e minha esposa estavam lá...

– Tenha fé. Talvez achem o caminho para Atlanta. — Marcela dizia.

– Atlanta?

– Sim. Enquanto Bernardo te operava, ligamos nosso rádio e disseram para irmos para Atlanta. Falaram que lá é seguro e que vão resolver a situação.

– Também falaram para os demais sobreviventes esperarem em casa. — Luan completa.

– O mais assustador foi quando falaram que estas pessoas morrem e voltam. São mortos-vivos. — Marcela fala em tom de medo.

– Mortos-vivos? Isso não é possível! — Eu não acreditava.

– A gente também quer acreditar que tudo seja uma peça. — Bernardo concorda comigo.

Encaramos por mais instantes lá fora:

– Também falaram que se formos mordidos já era. Parece que esse vírus se transmite através da saliva. — Marcela deduzia.

– Parece filme... — Darlene completa.

Outras duas garotas aparecem:

– Gente tá pegando! — Uma vem segurando o rádio.

– E ai? — Bernardo.

– Escutem... — Ela pedia para esperar.

–"Pedimos a todos que mantenham a calma... Logo iremos resolver... Venham para Atlanta... Não sabemos como se proteger dos infectados... Não seja mordido... Fiquem em casa se não souberem como vir...".

Novamente saiu do ar:

– Eles falam as mesmas coisas! — Luan se irrita.

– Temos que ir para Atlanta! Bernardo, você sabe ir! — Darlene exclama.

– É perigoso! Essas pessoas podem nos morder! — Eu disse.

– Liv, aumenta o rádio... — Marcela pedia.

Mas não escutávamos nada:

– Eu escutei uma transmissão no carro com o Shane!

– Shane? — Liv perguntou.

– Liv, esse é o Rick, que achamos no parque. Ele é policial e quer achar a família dele.

– Estava com eles, agora me lembro melhor! — Comecei a me lembrar.

– Escutou mais alguma coisa? — Bernardo me perguntava.

– O homem gritava e disse que foi impressionante quando as pessoas morreram, e depois voltaram!

– Então você escutou o começo? — Marcela queria saber.

– Sim, eles interromperam a música.

– Gente, não consigo acreditar nessa situação. — Darlene comentou.

– É surreal, quem poderia imaginar? — Outra garota conversava com Darlene.

– O que importa é que vão resolver a situação. — Luan tinha esperança.

– Você acha mesmo? Olha lá pra fora! — Liv cortou.

– Peguem tudo que temos, vamos para Atlanta. — Bernardo concordou com Darlene.

– Mas pediram pra gente ficar aqui! — Uma garota que usava boné.

– Pediram pra quem não sabe ir ficar em casa. Sei como chegar lá, aliás, não dá mais. Tem muitos nessa área, uma hora vão nos ver! — Bernardo explicava.

– Como vamos fazer? — Liv perguntou.

– Vamos nos dividir. — Bernardo teve uma ideia.