Zombie - Interativa
22 Trabalho, romance e sexo.
Notas iniciais
POV — Bryan Juntle.
Estava o dia todo reforçando os muros da fazendo, em resumo: Eu estava morto, assim como os outros homens, todos os homens tinham uma mulher para auxiliar, e o meu era a Deppy, eu raramente falava com ela, trocava muitas poucos palavras com ela, mas ficar naquele silêncio estava fazendo o tempo passar lentamente.
– Quando tudo aconteceu... — Falei dando um pausa e me virando para ela. — Onde você estava? — Me sentei no chão, de frente para onde ela estava sentada.
– Eu estava em meu quarto, na minha casa. — Ela pareceu puxar todas as lembranças novamente. — Notei uma movimentação estranha e então veio o estrondo, pelo susto eu saí do quarto para ver o que era e então eu vi... — Ela fez uma careta ao lembrar da cena. — Eu vi um errante em cima da minha mãe, eu ia gritar, mas algo me disse para não fazer isso e então eu voltei para o meu quarto e fugi. — Ela finalizou com um suspiro, parecia que tinha sido a primeira vez que ela contava aquilo para alguem.
– E como você conseguiu fugir? — Perguntei curioso.
– Eu fugia todas as noites de casa, a unica diferença era que eu tinha que desviar dos errantes. — Ela disse em um sussurro e eu concordei, não perguntando mais nada. — E você, onde estava? — Ela olhou em meus olhos e eu dei um sorriso de lado.
– No batalhão, eu estava treinando, eu, James, Carlos e Jonny éramos inseparáveis lá dentro e quando tudo começou, nos mandaram buscar as pessoas em suas casas e leva-las para os abrigos, e depois disso foi uma correria e quando notei, estávamos encurralados em um dos abrigos e assim começaram as mortes, uma atrás da outra. — Falei perdido nas lembranças, lembrando da morte de Carlos, na morte de Jonny.
– Sinto muito. — Ela disse em um sussurro.
– Todos perdemos pessoas especiais. — Eu falei me levantando e voltando ao trabalho, não ia poder deixar isso me abalar, não agora.
POV — James Castler.
– Não acredito que me colocaram com você! — Georgia disse bufando, o que me fez rir.
– Para de reclamar e me passa a cerveja. — Ela me passou a cerveja em silêncio e ficou me olhando sem piscar, parecia que ela queria perguntar algo, por isso me arrumei e fiquei de frente para ela. — Pode perguntar. — Ela olhou para o chão e mordeu o canto do lábio.
– Como é ser pai? Quer dizer... — Ela engoliu em seco. — Ter um família? — Seus olhos tinham um brilho encantador, eu sorri de lado lembrando de quando eu brincava com meu filho.
– Bom... — Eu parei para escolher as palavras, era difícil de explicar. — É uma sensação incrível. — Ela me olhou com esperança de que eu retratasse tudo e eu suspirei. — Não sei como explicar, você se sente completo. — Eu sabia que ela não podia ter filhos, por isso não queria tortura-la.
– Tudo bem, isso deve machuca-lo ainda. — Ela disse em um sorriso e eu concordei, não querendo estender mais aquela conversa. Acabei de tomar minha cerveja e joguei a garrafa em qualquer lugar.
– Vamos almoçar. — Falei largando as coisas no chão e logo em seguida passando a mão pela minha testa, que começava a soar um pouco.
– Estou sem fome. — Geogia disse se sentando no chão, olhei para ela e estreitei os olhos. — Sério, pode ir... — Ela disparou as palavras ao notar que eu tinha ficado desconfiado.
– Você está mal. — Falei me sentando ao lado dela. — E não vou deixa-la aqui sozinha. — Ela me olhou e sorrio, parecia feliz por eu ter notado e não te-la deixado sozinha, as mulheres sempre gostaram disso.
– Eu queria poder sentir a sensação de ter um filho. — Ela falou sonhando com seus pensamentos. — Poder abraçar uma coisa e poder chama-lo de meu pequeno. — Seus olhos se encheram de lagrima e quando a primeira quis escapar, eu fui mais rápido e a sequei.
– Sabe, pensando bem, eu agradeço pelo meu filho não está vivo. — Suspirei e pela cara de surpresa que ela fez, eu teria que explicar melhor. — Colocar ele no meio de toda essa confusão não seria uma coisa que me deixaria contente. — Ela olhou para o chão e concordou. — Talvez ele ter morrido foi melhor. — Eu suspirei, estava tentando convencer a mim mesmo quanto a isso.
– Eu não sei mais de nada. — Georgia disse cabisbaixa e por impulso eu segurei o seu rosto, fazendo-a olhar em meus olhos.
– No fim tudo vai ficar bem. — Colei nossos lábios e ela fechou os seus olhos, apreciando aquele momento, nossos lábios se envolveram com certa delicadeza, eu não sabia o motivo de estar fazendo aquilo, mas algo dentro de mim pedia para cuidar dela, protege-la.
POV — Jack Harper.
– Sempre desconfiei que ia rolar algo entre esses dois. — Luna disse observando James e Georgia de longe, eu olhei para ela e ri.
– Virou vidente agora? — Levantei uma sobrancelha pra ela e ela bufou.
– Há há! — Ela falou sem um pingo de graça. — Você enche muito o saco, Jack! — Ela se virou entrando na casa.
– Anda muito estressada, Luna Lunática. — Segui ela para dentro de casa. — Acho que ta de TPM. — Ela se virou para mim franzindo a testa.
– Se eu estou ou não o problema não é seu. — Ela subiu as escadas e eu fui atrás, no meio do caminho me veio uma ideia em mente e eu comecei a gargalhar. — Endoido? — Ela olhou para mim e isso fez com que eu risse mais ainda.
– Eu sei o que é! — Falei recuperando o folego. — É falta de sexo. — Falei mais para mim do que para ela, sua boca abriu em um "o" perfeito, o que me fez rir mais.
– Seu idiota! — E assim alguma coisa voou em minha direção, o que eu consegui desviar por pouco. — Claro que não é isso! — Ela falou rapidamente.
– Ah claro, e você fez com quem? James? Bryan? — Revirei os olhos. — Oh não, foi com o Greg, certo? — Acabando de falar, mais um coisa veio em minha direção, só que essa acertou em cheio a minha cabeça.
– Não seja idiota! — Ela estava soltando fogo pela boca, eu estava cutucando a cobra com vara curta! — Quer saber? Não vou discutir com você. — Ela entrou no quarto e quando ia fechar a porta eu me meti lá dentro também.
– Desculpa, Luna Lunática. — Disse o mais meigo que conseguir e ela fez uma cara de quem descobriu alguma coisa.
– Já sei! — Ela deu um gritinho. — Você estava falando tudo aquilo para ver se eu fazia sexo com você! — Ao longo de suas palavras ela ia franzindo a testa e eu fiz uma careta. — Se você quisesse tanto isso, não faz mal, posso tentar fazer algo por você, mas agora saí que eu quero tomar banho! — Ela me empurrou para fora do quarto antes que eu pudesse descordar e falar alguma coisa sobre aquela descoberta errada dela.
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