Zombie - Interativa
10 Todos perdemos quem amamos.
Notas iniciais
POV — Gregory Allen McCoy.
Depois de um pequeno debate, decidimos nos separar em pequenos grupos para achar o tal pessoal que estaria por aqui. Ficou dois grupos, em um era eu, Jack, Luna e Georgia e no outro, o outro pessoal, Clary, Harry, Gaspar e Melina. Seguimos em direção a onde os trailers estavam estacionado, que era para o lado direito, enquanto os outros seguiram em direção contrária.
– Jack e Georgia vão ver os apartamento e eu e a Luna vamos ver as lojas. — Falei enquanto pegava minha pistola e seguia para a loja, quando estávamos quase chegando na loja escutei um pedido de ajuda a Clary, eu e Luna corremos para onde eles estavam, encontramos Jack e mais um guri se pegando na porrada, chego mais dois caras, um segurou Jack e o outro segurou o outro cara, os dois estavam sangrando, o que não deu para ver qual tinha apanhado mais.
– Soltem ele. — Luna falou chegando perto do cara que segurava o Jack, o mesmo o soltou e quando fez isso Jack ia para cima do outro novamente, mas eu, Luna e Georgia o seguramos.
– Quem tu pensa que é, pirralho? — O cara que tinha brigado com Jack falou, todos nós olhamos para eles irritados e nessa pequena distração Jack avançou nele de novo, mas o cara o derrubou no chão e em um piscar de olhos eles puxaram as suas armas, o que nos fez fazer a mesma coisa, eles estavam em quatro homens e logo apareceu uma mulher, mas a mesma apenas observou, não puxou nenhuma arma.
– Pirralho? — Jack soltou uma gargalhada enquanto segurava sua espada. — Eu te mato em um piscar de olhos. — Observei os homens que estavam em nossa frente e então notei que três deles eram militares, podíamos muito bem ser bons com as nossas armas e tudo mais, mas eu sabia que tentar competir com militares era pedir para morrer.
– Sem brigas, nós já estávamos querendo sair mesmo. — Falei enquanto tocava na mão de Jack, para que ele abaixasse a arma. O mesmo me olhou repreendendo e dei o mesmo olhar para ele, esse garoto não sabia o tamanho da gravidade.
– Já tentamos sair, mas tem mais de mil zumbis na saída. — A garota se pronuncio, desencostando da parede, ela estava muito bem equipada, a mesma estava com bastante armas pelo corpo.
– Deixa eles irem, não vão fazer falta se morrer. — O garoto de cabelos pretos e olhos verdes azulados falou enquanto guardava sua arma, assim todos os outros fizeram a mesma coisa.
– Mas se eles abrirem aquele portão, a coisa vai ficar feia para todos nós. — A garota foi para perto deles, então pude ver melhor ela, a mesma tinha cabelos negros que iam um pouco abaixo dos seios, o que destacava bem seus olhos azuis claros.
– Gente! — Escutei a voz da Clary, nos viramos e vimos todos eles chegarem correndo, assim que viram os outros, os olhos de todos eles se estreitaram, ok, ninguem tinha gostado de ninguem e tudo aconteceu de novo, as arma foram apontadas e engatilhadas.
– Pessoal, não temos tempo pra isso, tem um monte de zumbis invadindo esse lugar! — Harry falou desesperado atropelando algumas palavras, me virei para ele e então notei o tanto de zumbis que estavam vindo se arrastando em nossa direção.
– Merda! — Um loiro de olhos verde falou, ele estava ao lado direito do de cabelo preto, que tinha brigado no Jack. — Vem, entrem, rápido! — Ele falou nos chamando, nos entre-olhamos, não queríamos entrar, claro, mas não tinha outra saída, corremos para dentro e eles entraram logo atrás, tinha várias pessoas lá dentro, tinha bastante crianças também, começamos a fechar todas as janelas e portas.
– Como vocês se chamam? — O cara que brigou falou assim que todos estavam na sala.
– Me chamo Gregori. — Falei olhando pela janela, eu não gostava deles, mas não queria arranjar mais briga, alias, iriamos precisar um do outro, o pátio já estava infestado de zumbi, isso me deixou com raiva, alias, eles estavam dominando todos os locais. Todos se apresentaram, até mesmo eles, o que tinha brigado com Jack se chamava James.
– Vocês eram militares certo? — Olhei para eles, sabia disso pois eles tinham um broxe que os militares tinham.
– Certo. — Jonny falou dando um gole no chocolate quente que uma menina tinha feito, a menina parecia ser namorada do James, pois não desgrudava dele.
– Por que ainda usam esse broxe? Alias, agora não importa mais. — Fiquei surpreso por Georgia saber desse broxe, pois era quase impossível achar alguem que sabia sobre esse broxe.
– Nós fomos escolhidos para ajudar as pessoas a acharem um abrigo, e mesmo perdendo o abrigo que tinhamos, vamos ajudar as pessoas. — Bryan falou olhando para ela, James pareceu viajar para outro mundo, o mesmo ficou olhando para a parede sem entrar na conversa. Depois de um tempo fui na cozinha para ajudar a fazer o almoço, acabei encontrando a menina que era namorada do James fazendo comida.
– Oi... — Falei assim que estava totalmente dentro da cozinha, a menina apenas me comprimento com um aceno de cabeça. — Você é namorada do James? — Falei me encostando na bancada, eu era muito curioso, não poderia ficar sem perguntar.
– Parece? — Ela virou seu corpo totalmente para mim, seus olhos brilhavam, por parte dele não parecia, mas pela dela, parecia e muito.
– Um pouco, mas como você consegue? Ele parece ser tão rude. — Insisti em querer saber, ela soltou uma risada baixa e pareceu que ia me contar alguma coisa.
– Bom... — Ela continuou fazendo a comida e decidi me juntar a ela. — Ele não era assim, ainda não é, mas ele fez essa mascara para enganar as pessoas e para não sofrer. — Ela disse enquanto cortava alguns legumes e eu ia colocando o tempero.
– Sofrer? — Olhei para ela confusa e ela assentiu dando um sorriso triste.
– Eu sempre trabalhei como cozinheira, aonde ele trabalhava. — Ela deu uma pausa e olhou para trás, para ver se não tinha ninguem ali. — Ele era sorridente e brincalhão, mas quando tudo começou, chamaram ele para recolher as pessoas de suas casas. — Nesse momento nós não estávamos mais fazendo nada, apenas ficamos conversando. — Na verdade, queriam que eles tirassem apenas as pessoas mais ricas de suas casas, mas ele não aceitou e ao invés disso, ele falou recolher as pessoas mais pobre, e foi ai o seu erro, pois quando ele estava indo pegar sua família, o mandaram ir para um abrigo e sua família morreu. — Soltei um suspiro, ele se deu mal querendo ajudar os outros, mas não precisava ter ficado tão mal assim, todos perderam seus pais.
– Mas é normal, acho que a maioria das pessoas perderam seus pais. — Ela me olhou surpresa.
– Oh, eu não expliquei direito. — Ela falou balançando a cabeça em negativa. — Não foram os pais, mas foi sua mulher, seu filho que tinha câncer. — Nesse momento meu coração se aperto. — Ele era muito apegado ao filho, pois ele sabia que poderia perder seu filho, mas ele não aceita o fato de não ter salvo o seu filho. — Assim que ela terminou, notamos que a comida já estava pronta, após isso fiquei de coração partido e fiquei o almoço todo pensando em como James se sentia culpado.
POV — Bryan Juntle
– Bryan, vamos lá em cima. — James falou passando por mim, todos nos olharam e eu sorri malicioso.
– Não fale essas coisas em voz alta, James. — Falei com a voz sexy e gay, o que fez todos soltarem uma gargalhada. — Nossa intimidade tem que ficar em segredo, eu já te falei isso! — Mantive a voz, todos ficaram rindo e eu fui atrás de James, podem me achar um idiota por fazer brincadeiras no meio de um apocalipse, mas eu fazia isso para distrair as pessoas.
– Vem logo caralho. — James grito assim que viu que eu estava me arrastando para subir as escadas, cara, eu tava morto de cansaço, já tinha subido essas escadas umas cem vezes só hoje.
– Calma ai puta, ainda dá pra fazer uma rapidinha. — Falei com um sorriso brincalhão no rosto, James retribuiu o sorriso, eu ficava feliz quando ele estava, ele era meu melhor amigo desde pirralhos, não gostava de ver como ele já tinha sofrido.
– Você ta muito necessitado, Bryan. — Ele falou soltando uma leve risada e assim que viu minha careta ele soltou uma gargalhada. Apenas levantei minha mão e o mostrei o dedo do meio.
– Fala logo o que quer. — Me encostei na parede e olhei para ele. Logo ele ficou sério e se encostou na parede também.
– Temos que ir embora, logo a comida vai acabar e esses zumbis vão conseguir entrar. — Sua voz era de cansaço, ele não queria mais ficar fugindo com essas pessoas, ou melhor, com o tanto de crianças que tinha, Peter, o unico menino, criança, que tinha no nosso grupo se apegou a ele e ele se apegou a Peter e eu sabia porque, ele estava com medo de o menino acabar morrendo e eu estava cuidando tanto do Peter quanto ele e claro, eu tava cuidando do menina por conta dele, ele o tratava como se fosse o seu filho.
– Apenas mais alguns dias, James, tudo vai ficar bem. — Falei dando um tapinha em seu ombro e descemos as escadas novamente, James seguiu outro caminho, o caminho para o quarto do Peter, olhei ele sumindo nos corredores e abri um sorriso de lado, Peter seria uma coisa boa em sua vida, talvez assim James voltasse a ter um pouco de vida, ser um pouco mais alegre, já que no meio de um apocalipse seria dificil achar uma outra mulher para ele.
– O que aconteceu? — Jonny apareceu ao meu lado, olhando para o corredor também, onde James já tinha entrado no quarto do Peter.
– To achando que o antigo James vai voltar. — Sorri para o Jonny e o mesmo também sorriu, sempre fomos amigos, nós quatro, Jonny, eu James e o Fred, que agora estava morto, fiquei realmente triste sabendo do Fred, mesmo sendo o mais forte de nós três, ele era o mais idiota, parecia uma criança, na verdade, todos nós eramos, mas acabamos mudando quando tudo começo e eu estava disposto a fazer todos nós voltar a ser como antes.
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