Zombie - Interativa
2 Não há um lugar seguro.
Notas iniciais
A algumas ruas de distancia de onde estava Georgia, uma outra garota andava agarrada a sua arma, uma crossbow, ela andava em silêncio, escutava alguns zumbidos que os zumbis davam ao longe, mesmo assim ela ficou atenta a qualquer barulho. Ela precisava achar algum lugar para poder descansar seus músculos, ela já havia matado muitos mortos-vivos para um dia só.
Luna sentiu seus olhos pesarem, droga! Ela pensou, em breve seus sentidos ficariam ruins e ela poderia ser mordida, ela viu uma escada que dava para um pequeno apartamento, arriscou ir por lá, colocou sua arma em suas costas e se agarrou na escada, subindo lentamente, tentando fazer o minimo de barulho que conseguiu, assim que acabou de subir as escadas começou a fuçar as portas e janelas do local, até que achou uma janela aberta, a mesma passou primeiro uma perna para dentro e depois a cabeça, dando uma olhada para ver se tinha algum zumbi, quando viu que estava tudo tranquilo, colocou seu corpo por completo dentro do apartamento, ela olhou o quarto limpinho e sorriu, seria ótimo dormir em uma cama. Um barulho chamou sua atenção, o barulho vinha do corredor, era o barulho de uma faca ou espada cortando algo, por reflexo ela puxou sua arma e abriu a porta lentamente, dando de cara com um garoto cortando a cabeça de uns zumbis com uma espada "ninja", ela para ajudar o garoto começou a matar alguns zumbis também, ela poderia simplesmente ter fechado a porta e ter dormido tranquilamente, não, ela não podia, pois com aquele tanto de zumbis que tinha, eles poderiam derrubar a porta em um piscar de olhos.
– Eu não precisava de ajuda. — O garoto falou ofegante. A garota revirou os olhos enquanto limpava o sangue do seu crossbow.
– Não fiz isso por você, eu apenas queria dormir sem me preocupar de que um zumbi poderia derrubar minha porta. — Revirou os olhos. Ela começou a andar entre os zumbis e catar as suas flechas, ela tinha bastante flechas, mas uma hora acaba e enquanto ela poder reutilizar suas flechas, seria uma boa escapatória para não ser morta.
– Como se chama? — Ele perguntou sem olhar diretamente para a garota, que ele deduziu ter entre 18 a 19 anos.
– Luna. — A garota falou sem prestar atenção nas palavras que estavam sendo ditas, ela queria apenas tirar suas flechas do crânio desses mortos-vivos. — E você? — Ela perguntou para o garoto, enquanto tentava arrancar uma de suas flechas da cabeça de um deles, mas não saia de jeito nenhum, o garoto não fez questão de responder, apenas se levantou e foi procurar um quarto, sem receber respostas a garota se vira e vê que o garoto não estava ali, ela revirou os olhos e olhou para o zumbi que estava com a sua flecha da cabeça. — Cabeça ruim. — Ela falou dando um chute na cabeça do zumbi. Depois de pegar todas as suas flechas, ou quase todas, Luna volta para o seu quarto, tranca a porta e deixa suas coisas em um canto do quarto, vai até a janela do quarto e a abre, tira um cigarro do seu bolso e o coloca entre seus lábios, logo depois pega um isqueiro e acende o cigarro, ela ficou um tempo ali, olhando para o céu e relembrando de seu pai e sua mãe, em falar em mãe ela lembrou do que sua mãe disse antes de ser internada.
"Os mortos voltaram a vida e os vivos pagaram por suas desgraças!"
Ela tinha razão, como sempre teve, mas nós humanos eramos tão idiotas que nunca iriamos acreditar nisso, logo depois a imagem do seu pai sendo morto, mordido, ou sei lá como poderíamos chamar essa desgraça, infelizmente seu pai tinha sido uma das primeiras pessoas a ser mordida, se não fosse por isso, ela sem duvidas teria o levado para longe disso tudo em um piscar de olhos. Desde então já tentaram a levar para vários abrigos, mas a mesma se recusa a ir, ela não acha confiável, se der um surto do vírus em um abrigo irá se espalhar rapidamente e em um piscar de olhos todos lá dentro serão zumbis.
Ela joga seu cigarro fora e vai até sua cama, ela olha para um porta que tem no quarto, vai em direção a porta e a abre lentamente, o comodo estava totalmente escuro, o que fez Luna se sentir desconfortável, sua mão deslisou pela parede do comodo, até ela conseguir acender a luz. Seus olhos vagaram pelo local, olhando cada canto daquele comodo, ali se encontrava um banheiro, tinha um pequeno chuveiro, um bacio e um pia, ela notou que tinha uma toalha pendurada em um dos cabides do banheiro, ela entrou por completo no banheiro e abriu os armários e as gavetas, tinha tudo lá, desde escovas de dente até sabonetes e toalhas, ela decidiu tomar um banho, mas o problema é que Luna não tinha roupas ali, mesmo assim a garota se despiu e ligou o chuveiro, seu corpo foi de encontro com a agua e quando ela sentiu a agua encostar em seu corpo ela recuou, a agua estava super gelada, ela puxou o ar e entrou na agua, enfrentando todos os arrepios que o seu corpo deu.
Em outro quarto daquele mesmo local se encontrava o garoto ao qual Luna havia salvado, ou pelo menos ela pensava que havia salvado. Ele entrou no quarto e começou a tirar todas suas coisas que estavam com ele, começando com as suas duas pistolas que estavam em sua cintura e depois tirou a sua Katana (espada japonesa), ele a olhou cheia de sangue, tirou o lençol da cama e começou a limpar sua espada, após terminar ele começou a tirar o sangue que tinha pelo seu corpo, depois de um tempo ele se deitou na cama e ficou fitando o teto.
As horas pareciam passar devagar enquanto o garoto tentava pegar no sono, algo que não aconteceu, ele então decidiu ficar treinando Kung Fu, que para a sorte dele, ele já sabia antes de acontecer tudo que havia acontecido. Ele parou o que estava fazendo assim que escutou uns zumbidos, não podia ser possível, tinha zumbis vagando pelos corredores do pequeno prédio da onde ele estava, ele começou a catar todas as suas coisas e saiu pela janela do quarto, assim que colocou todo o corpo para fora ele viu a menina que tentou salva-lo no dia anterior.
– Ta com medo de perder suas flechas? — Ele disse em tom ironico para ela, a mesma já estava começando a descer as escadas de emergência quando se virou para ele, um tanto quanto surpresa.
– Ta com medo de que eu não apareça para te salvar? — Ela falou no mesmo tom de voz, dando um largo sorriso sapeca quando viu que o menino não tinha gostado do que ela acabará de falar. — E alias, obrigada pelo vaco de ontem. — Após falar isso a menina sumiu nas escadas, sem esperar mais o garoto também foi para as escadas e sumiu entre elas. Após acabar de descer, ele encontrou a garota encostada na parede, provavelmente esperando por ele.
– Seu nome é Luna certo? — Ele disse assim que chegou perto dela. A mesma concordou com a cabeça. — Olha, se estava me esperando, é melhor ir andando, sem querer ser grosseiro. — Ele disse enquanto tirava sua espada das costas, preferia lutar sem armas, mas com o tanto de zumbis que tinham por ai, ele morreria de primeira.
– Eu também não gosto de lutar com alguem, mas pelo que notei, os zumbis andam em "bandos". — Ela fez aspas com os dedos. — Então também precisamos andar assim, ou então.. — Ela fez sinal como se estivessem cortando a cabeça de alguem. Ela realmente tinha razão nessa parte, eles nunca estão sozinhos, isso quer dizer que deveríamos ser assim também.
Fale com o autor