Zombie - Interativa
4 Abrigo em um laboratório.
Notas iniciais
POV — Georgia Blenker
Estavam todos parados em frente a porta, minhas mãos soavam de medo de ter que sair dali, Gaspar agarrou a maçaneta da porta, o que fez todos se agarrarem em suas armas, meu taco de golfe estava sendo espremido pelas minhas mãos tremulas, eu nunca tinha segurado nenhum tipo de arma até começar esse apocalipse. O barulho de porta sendo aberta me vez acordar dos meus devaneios, um barulho ensurdecedor de gemidos vez meu coração disparar, fomos saindo ao pouco de dentro do mercado, os zumbis notaram a nossa presença e vieram para cima de nós, então começou, foi tudo tão rápido, eu batia com o meu taco de golfe na cabeça deles, com a maior força que eu poderia ter. O barulho da arma de Harry estava trazendo mais zumbis.
– Harry, troca de arma! — Clary falou enquanto enfiava seu pé de cabra na cabeça de um zumbi. De relance olhei para Harry, que pegava uma espécie de espada da mão de seu pai, nesse meio tempo senti algo agarrar meu braço, em instinto me virei dando com o teco de golfe em qualquer coisa que estivesse segurando meu braço.
– Caralho! — Escutei a voz de Jack, olhei arregalada para ele e notei que era ele que tinha agarrado meu braço.
– Vem logo, Georgia. — Ele disse me puxando para um beco que tinha logo ao nosso lado, todos começaram a correr pelo beco, as vezes matando uns zumbi que se aproximavam de mais. Virei a rua e esbarrei em alguma coisa, nesse momento senti minha coluna se chocar com força no chão, algo caiu por cima de mim e por relexo o empurrei com as duas mãos, assim que notei que meus olhos estavam fechados eu os abri, dando de cara com um zumbi tentando me morder.
– Socorro! — Gritei desesperada, ainda empurrando o zumbi que tentava me morder. Escutei um estrondo que me deixou surda e olhei para cima, Harry tinha acabado de atirar no zumbi, fiquei por um tempo recuperando a minha consciência, quando vejo que todos começaram a correr, pego o meu taco do chão e começo a correr atrás deles.
– Vamos para um lugar seguro! — Alguem grito, eu apenas os seguia enquanto corríamos entre as ruas menos movimentada do local, depois de um bom tempo correndo encontramos um laboratório abandonado.
– Pode ter muitos zumbis lá dentro. — Luna falou enquanto nos aproximávamos do local, Jack abriu a porta e deu passagem para que todos entrassem, eu fui a ultima a entrar, ficando ao lado de Jack.
– Se tem ou não, é menos do que lá fora. — Clary falou enquanto observava todos os cantos, ficando alerta de qualquer zumbi que poderá aparecer.
– Você está bem? — Jack perguntou em voz baixa para mim. Apenas assenti com um leve movimento de cabeça. Fomos andando por entre os corredores, por enquanto não tinha nenhum sinal de zumbis e nem de gente viva.
– DESCOBRI! — Escutamos uma voz ao fim do corredor gritando essa mesma palavra repetidas vezes. Sem dizer mais nada todos começamos a seguir para o fim do corredor, quando chegamos tinha uma grande porta branca com dois vidros redondos, coloquei minha cabeça em um dos vidros e tentei ver dentro, para ver se tinha algum zumbi ou algo do tipo, a unica coisa que vi foi um homem em um jaleco branco que andava de um lado para outro falando algumas coisas para ele mesmo. Tentamos abrir a porta, mas ela estava trancada, até que o tal homem abriu a porta.
– São zumbis? — Ele perguntou nos olhando, soltei uma risada, ok ela pergunta era totalmente sem sentido. Ele notando o motivo da minha risada, nos deixou entrar e logo em seguida fechou a porta, a trancando. O lugar onde ele estava era enorme, tinha vários aparelhos de testes e outras coisas de cientistas, ele tinha alguns ratos dentro de umas pequenas grades, o que me fez ter arrepios. Andamos por todo o local, vendo todas as coisas que tinham por lá, ele tinha pequenos frascos com alguns liquidos dentro, um de cor diferente do outro.
– O que são isso? — Falei enquanto observava os frascos, todos se aproximaram de mim e olhando os frascos com curiosidade também, logo o cientista se aproximou olhando para os frascos também, fiquei esperando a sua resposta, mas ele não falava nada, apenas ficava olhando. — O que é? — Insisti e então ele pareceu lembrar o que estava fazendo.
– Ah sim.. — Ele disse se recompondo. — São meus novos experimento. — Ele saiu andando e pegou um ratinho, colocando em cima de uma mesa, o prendendo.
– E o que seria? — Clary falou um tanto quanto curiosa, nos viramos para ele e nos aproximamos, em cima de sua mesa tinha mais alguns frascos.
– Estou tentando achar a cura para esse vírus. — Ele disse decidido a conseguir, nos olhamos e soltamos um leve risada. — Não acreditam em mim certo? — Ele disse sem nos olhar, mas sabíamos que ele estava chateado.
– Ninguem achou a cura até agora. — Gaspar disse enquanto se aproximava. — Não sabemos no que acreditar. — Todos concordaram, nos aproximamos dele e nos sentamos em umas cadeiras que estavam ali.
– Alias, quem é você? — Perguntei curiosa, observando o rato que estava na mesa, ele injetou um liquido vermelho no rato e me olhou.
– Sou Gregory, um cientista, mas me chamem de Greg. — Ele pausou observando o rato que parecia ter morrido, pois parou de se debater e soltar um barulho. — E vocês? — Ele pegando outro liquido e colocando dentro de outra siringa.
– Sou Georgia, era universitária, na parte de pedagogia. — Sorri para ele, que estendeu a mão para mim. — Pode me chamar de Geo. — Após acabar de falar isso o rato deu sinal de vida, ele estava ainda mais atacado, soltando uns barulhos agoniantes.
– Observem.. — Greg falou olhando bem para o rato. — Ele acabou de se transformar em um zumto — Todos fizeram uma careta quando ele falou isso, o fazendo soltar uma gargalhada. — Essa palavra fui eu quem inventou, é uma mistura de zumbi com rato. — Todos soltaram uma leve risada.
– Criativo. — Clary falou. — Mas por que você está os transformando? — Ele pegou a outra siringa, ao qual ele tinha colocado um liquido azul e injetou no rato.
– Agora vejam a mágica. — Ele disse olhando em seu relógio, ficamos todos observando ele atentos, esperando algum sinal de vida, depois de longos segundos ele soltou o rato que parecia estar morto novamente, ele ficou segurando o rato e soltou um longo suspiro, parecia derrotado.
– Não deu certo? — Luna perguntou observando o rato.
– Não, nem um pouco. — Ele se levantou e vou andando para um canto do comodo, jogando o rato fora. — Mas eu consegui uma coisa, venham. — Ele disse enquanto ia para uma porta, todos nos levantamos e seguimos ele, entramos em um mine laboratório e seguimos para o final dele. Tinha duas caixas, uma tinha vários ratos, que pareciam zumto e outra tinha dois ratos, que estavam calmo, possivelmente estavam sem o vírus. Ele pegou um dos ratos, que tinha uma referencia no pescoço e colocou dentro da caixa, logo os outros ratos o atacaram, eu fiquei extremamente horrorizada vendo aquilo, poderia ser nojento e tudo mais, mas sei lá, eu fiquei com pena, em pouco tempo ele tinha se transformado.
– Interessante, os animais também se transformam. — Clary falou observando os ratos. Logo depois Greg colocou o outro rato dentro da caixa, mas esse não foi atacado, ele parecia ser invisível ali dentro.
– Como você fez isso? — Jack perguntou curioso. Greg se virou para nós e sorria orgulhoso, como se estivesse descoberto a cura para o câncer.
– Eu fiz um outro vírus, mas esse vírus faz com que nosso cérebro fosse "invisível". — Ele fez aspas com o dedo.
– Por que o cérebro? — Pergunto me apoiando a uma mesa. — E como podemos ter certeza de que isso vai dar certo? — Disparei as perguntas.
– Você nunca viu nenhum filme ou série de zumbi? — Ele me olhou indignado.
– Já.. — Dei uma pausa. — É claro que já, mas como podemos ter certeza de que seja verdade?
– Bom, respondendo a pergunta de dar certo... — Ele suspiro. — Não sabemos, por isso preciso fazer o teste. — Ele olhou para os ratos. — E sobre ter certeza sobre o cérebro, bom, esse rato me confirmou isso. — Ele disse apontando para o rato ali dentro, que ainda era invisível.
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