Zombie Attack

6 I - Os Gêmeos Fugitivos!


Notas iniciais
Lara não gostou muito deles, será que conheci outro lado dela, ou ela podia ter alguma razão em desconfiar deles?

— Calma rapaz você não quer fazer isso! (Lara)

— Calma rapaz? Vocês invadem a nossa casa, querem fazer mal a minha irmã e a mim, querem nos roubar e ainda pedem para me acalmar. Vocês devem ser integrantes do FEL, porque é só isso que eles fazem, roubam deixam pessoas como nós sem nada e desaparecem. (Rapaz)

— Mas Vitor o FEL só tem três integrantes e são irmãos, não me parece que eles aceitariam mais alguém para acabar com seus suprimentos. (Moça)

— Você pode ter razão, mas então quem são eles dois? (Vitor)

— Me desculpe me intrometer na conversa entre você e sua irmã... (Eu)

— Como você sabe que somos irmãos? (Vitor)

— É que vocês são parecidos e você meio que deu a dica alguns segundos atrás. (Eu)

— Mas, é que eu e ela não estávamos tentando invadir ou roubar casa de vocês... (Eu)

— Nós estávamos fugindo "deles" — Enquanto Lara apontava para a janela. — E acabamos vindo parar aqui. (Lara)

— “Deles“ quem? — Caminhando em direção à janela. (Moça)

— Mila... Não, eles estão tentando armar uma emboscada e te pegar como refém, você não percebeu? (Vitor)

Sem ouvir as palavras de seu irmão ela se aproximou da janela e viu vários deles na frente da casa olhando para cima e com as duas mãos em sua direção.

— Ma.. ma..mas o que são e..e..eles? (Mila)

— Mortos vivos que estão tentando comer todo mundo e acabar com a raça humana. (Lara)

— Lara! (Eu)

— O que? Não é a verdade? (Lara)

— Sim, mais ou menos... Não precisava ser tão direta. Acabou assustando-os. (Eu)

— Mas como assim mortos vivos? (Vitor)

— São pessoas que morreram, mas por motivos desconhecidos voltam querendo morder e arrancar a carne de tudo e todos. (Lara)

— Você é mesmo muito direta! (Eu)

— Nós podemos sobreviver? (Vitor)

— É o que estamos tentando, mas vai ser um pouco difícil com uma arma engatilhada e apontada para nós. (Lara)

— Ah ta... — Abaixando a arma e a colocando de lado sobre uma escrivaninha. — Me desculpem, é que eu estou muito irritado, pois nosso pai nos ligou informando que um trio de irmãos se auto intitulando FEL acabou por roubar alguns alimentos de nossa mercearia e gritou algo sobre o fim do mundo, com mortos revivendo e com fome de carne humana, mas não acreditamos naquilo, até agora. (Vitor)

— Então vocês não protegeram a casa? — Abaixando suas mãos. — Nem mesmo a trancaram? (Lara)

— Na verdade nós só colocamos tranca nas portas e ficamos aqui em cima, onde o nosso pai guarda essa arma. (Mila)

— E a propósito eu sou o Vitor e ela a Camila, vocês não parecem ser muito perigosos. (Vitor)

— Eu sou o Rafael e ela é a... — Abaixando as minhas mãos também, enquanto era interrompido. (Eu)

— Lara, meu nome é Lara. (Lara)

— Tudo bem nós já percebemos que ela é direta e não gosta muito de perder tempo com apresentações. (Camila)

— Algum problema com isso? Se tiver nós podemos acabar com isso em questão de segundos. (Lara)

— Calma Lara eles não são inimigos! (Eu)

— Como você pode falar com tanta certeza? (Lara)

— Bem, eles parecem ser legais e só estavam protegendo a casa por isso quando perceberam que não éramos inimigos baixaram a arma. (Eu)

— Você pode estar certo ou não. (Lara)

De qualquer maneira aquela Lara não era a que eu havia conhecido, estava até me dando medo do seu olhar para eles.

— Tudo bem, eu acho que devemos colocar algo a mais, além das trancas nas portas e janelas, para realmente ficarmos seguros. (Eu)

— Tipo o que? (Vitor)

— Sofás, estantes, etc.. Tudo o que não deixe eles entrarem por algum tempo. (Eu)

— Como assim algum tempo? Não tem como deixar protegido para sempre? Para que não precisemos nos preocupar mais? (Vitor)

— Nós não pretendemos ficar aqui por muito tempo, só queremos descansar e atravessar a ponte, do outro lado há muitos locais onde podemos nos proteger. (Lara)

— Mas e nós? (Camila)

— Se virem, vocês não tem uma arma? (Lara)

— Lara, não é bem assim, você sabe que uma arma não pode protegê-los de tudo. (Eu)

— Se quiserem podem vir conosco, ou se arriscarem sozinhos se preferirem, mas não sei se em uma moto caberiam quatro pessoas, ainda mais sem combustível. (Eu)

— Como você disse não teríamos chance só com essa arma, mas eu sozinho já consigo proteger a minha irmã e ela pode me proteger, isso se acharmos mais armas. (Vitor)

— Então agradecemos o convite, mas sabemos nos cuidar, e também não queremos ter que salvar outras pessoas no meio de um ataque "deles". (Camila)

— Tudo bem, mas se mudarem de ideia nos informe antes de partirmos. (Eu)

— Agora vamos proteger logo a casa para podermos dormir um pouco. (Lara)

— Certo. — Quase que ao mesmo tempo eu e os irmãos falamos. — Então vamos. (Os três)

— As garotas podem fechar a parte de cima e nós dois ficamos com a parte de baixo. (Eu)

— Algum problema se eu ficar com a minha irmã? (Vitor)

— Não, nenhum, mas eu pensei que como não está trancada corretamente a porta lá embaixo... (Eu)

— O tempo esta passando, vamos trancar tudo para podermos descansar um pouco. (Vitor)

— Tudo bem, mas... (Eu)

— Sem "mas", quanto mais perdemos falando menos teremos tempo de fechar tudo e impedir que algum "deles" entre. (Vitor)

— Tudo bem, você e sua irmã continuam aqui em cima e eu e a Lara ficamos com a parte de baixo. (Eu)

Lara e eu descemos as escadas, e quietos andamos até cada uma das portas, verificando cada local da casa e também as janelas e portas. A porta que dava diretamente para garagem estava fechada, e no portão três deles olhavam para dentro sem nos enxergar do outro lado da janela.

— Desde que mais deles não se juntem e tentem quebrar o portão empurrando-o, poderemos ficar seguros por um tempo. (Eu)

— Não fui muito com a cara desses irmãos. (Lara)

— Eu também não, mas vamos aguenta-los até amanhã, e depois já vamos nos separar. (Eu)

— Como você está pedindo, eu aguento até amanhã. (Lara)

— Obrigado. (Eu)

Puxamos um sofá que estava na sala para frente da janela, e colocamos o outro na frente da porta com uma estante por cima, e subimos para ver como iam eles na parte de cima. Estava vazio, sem ninguém, com as janelas abertas, Lara correu até uma delas e viu ao fundo eles correndo com nossas mochilas por cima dos telhados e descendo na rua. Atrás seguindo eles estavam alguns "deles" que antes cercavam a casa.

— Filhos da mãe, eu sabia que não podia confiar neles. (Lara)

— Merda, levaram as mochilas com tudo, por sorte a minha arma não estava lá. (Eu)

— A minha arma esta comigo, mas a do meu irmão estava na mochila, junto com duas latas com comida, e as armas de curto alcance. (Lara)

— Sorte deles que eu estou muito cansada, mas da próxima vez que encontrarmos com esses dois eu vou acertar as contas. (Lara)

— Da próxima vez eu não vou ter pena deles, e farei da sua maneira. (Eu)

Lara fechou a janela, e puxamos a cama do quarto em que estávamos e a encostamos na janela. Desci junto com a Lara para certificarmos uma última vez se estaria seguro, fui ver na cozinha se havia algum alimento, pois poderíamos precisar, Lara foi até a sala procurar por armas que podiam estar escondidas em estantes, sem os jovens saberem. Só consegui achar uma barra de cereal que já estava fora da validade, quando ouvi Lara gritando.

— Rafa, você não vai acreditar o que eu encontrei aqui.(Lara)

Ela estava gritando que havia encontrado algo, o que será que era?