The Walkers Attack.

Izabel's POV

Na boa, viver ja é uma bosta. Numa apocalipse zumbi então... Pff, nem se fala ! Bem, ainda mais quando se é alguém de quatorze anos de idade, que tem a mira horrivel ,é desajeitada, corre como um pato, é lerda para entender tudo e , ainda por cima, é fresca.

Prazer, essa sou eu.

Eu sobrevivo por conta de um grupinho pequeno de sobreviventes das minhas amigas. Elas sabem que eu sou uma bosta pra usar arma, então elas me deram apenas um taco de baseball pra acertar a cabeça dos errantes. Mas eu gosto de amassá-las em mini pedacinhos. É nogento, mas é legal.

—IZABEL ! — grita Natalie da sala — PEGA AS SUAS COISAS LOGO, OU VOCE QUER VIRAR UM ERRANTE, HÃ ?

—Tá, tá, ja vou.

Nos viemos pra minha casa antes de irmos para Atlanta nos juntar aos outros sobreviventes. A Natalie é a mais velha, entao ela é a unica que dirige, o que eu acho injusto, por quê a deixa muita fadigada.

Enfio garrafinhas de agua cheias na bolsa, algumas roupas e fecho a minha bolsa de ombro. Encontro as meninas na sala.

— Tudo pronto ? — Jamie diz — Esqueceu alguma coisa ?

A Jamie é estranha... Tipo, eu a conheci na minha escola antiga, mas foi Brittany quem a encontrou. Ela diz que nao se lembra de nada, e que sua mae, irma e pai foram mordidos. Foi a unica que conseguiu fugir. Isso é triste. Mas , acho que por isso, ela é meio obscura, misteriosa. Nao fala quase nada durante o dia todo, so um "boa noite" "bom dia" e coisas do tipo. Considero raro que esteja falando algo alem disso agora.

— Sim. — respondo. — Vamos.

Entao, no lenga lenga de sempre, eu , Natalie, Jamie, Lucy e Brittanny vamos para o carro, atentas a qualquer mini barulho.

— Vamos no mercado. — sugere Lucy — Precisamos pegar bastante comida nao perecível, e depois passamos na loja de armas para pegar munição.

Todas concordam. Olho fundo nos olhos verdes dela, e , admito, tenho inveja. Ela é linda, cara. Tem cabelos compridos e pretos, que agora estao presos por um coque frouxo. É quase meio que impossivel algum garoto nao gostar dela. Ela me disse que acha que Jason, seu namorado, virou um ... um deles ,tambem. Falava com ele ao telefone, escutou um grito estridente e ,aparentemente, a ligação caiu.

Todas nós , uma noite, nos reunimos na fogueira e contamos o que aconteceu. Tentamos, pelo menos. Todos os nossos rostos estavam encharcados. "Bem..." disse na minha vez "Minha mãe foi mordida... Entao eu e meu pai haviamos decidido que ja estava na hora de sair do beco em que estavamos. Nao era seguro, literalmente. Nos usavamos outros errantes para nos escondermos dos ainda "vivos"." desenhei aspas no ar "Entao nos fugimos. Tinhamos quatro balas, cada um. No total oito. Nao sabiamos mais para onde ir , e apareceram muitos errantes ,que o cercaram e eu sai correndo pelas ruas. Ate que eu encontrei a Brittany.".

Bem, eu vi meu pai morrer. Vi seus membros serem arrancados, sua pele, sua carne. Isso nao é nem um pouco legal. Assim, eu tenho uma raiva infinita dos errantes, de cada um deles e suas bocas loucas por sangue de qualquer ser sensato.

Chegamos ao mercado e Jamie disse para nos separarmos, o que Brittany nao gostou. Afinal, ela é uma pessoa bem legal, mas patricinha, o que é dificil de achar. Ela se preocupa mais com o cabelo do que ser mordida.

Mas, enfim, assim cada uma foi para seu caminho. Enchi a mao com as comidas nao perecíveis : pao , frutas, sardinhas em lata, milho em lata, salsichas em lata e outras coisas diversas enlatadas.

—PUTA QUE PARIU. — grita a voz de Lucy.

O susto me faz pular e soltar toda a comida que encontrava-se em minhas mãos juntas. Sai correndo em direção a voz, meus cabelos castanhos bloqueando totalmente a minha visão. Enxergo um vulto a minha frente e paro abruptamente.

Lucy está ajoelhada ao lado de um adolescente — um gato, melhor definindo — todo ensanguentado. Ela chorava , acariciando sua bochecha, e ele tosse, de vez em quando.

Chego mais perto da dramatica cena.

— Ah, Jason ... — sussurra Lucy , aos prantos, ele tosse mais.

— O que houve ? — pergunto mais para mim mesma do que para Lucy, me ajoelho ao seu lado.

Ela me responde que aquele era o seu namorado. Ele nao estava morto.

—Jason, — soluça Lucy — o que ... o que aconteceu ?

Ele tosse mais uma vez e por fim explica que sua mae nao foi mordida, e sim comida pelos errantes — ele diz mordedores — e que ficou meio que fora de órbita e caiu numa poça de sangue. Nao vejo motivo para ele estar fraco assim, so por conta de ter caido, mas se é o que diz ... Logicamente, Lucy diz que quer levá-lo para cuidar de alguns ferimentos que tem ali e aqui, e eu nao posso negar. Ela é minha amiga, e ele é seu namorado. Se estivesse no lugar dela, nem sei o que faria ...

— Ta, tanto faz.

Saio de la, deixando Lucy sozinha, e volto para pegar as comidas que deixei escorregarem das minhas mãos.

Encontro o resto do grupo na porta de entrada do mercado. Perguntam desesperadamente onde esta Lucy. Eu explico o que acontecera e elas parecem ficar mais calmas, suspirando com a mao no coracao.

—Vamos andando ? — Lucy finalmente aparece, Jason ao seu lado com os olhos entreabertos.

Eu assinto com a cabeça e todos entram no carro. Menos eu.

Estou me deparando com um dos varios errantes vindo em minha direção. Está sem um dos braços, quase sem pele, de jeito que os ossos estao visiveis. Viro o olhar para seu rosto e o reconheço de cara.

É meu pai.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.