Zombie Apocalypse--fic Interativa
13 Letter
Notas iniciais
Música do Capitulo~~~> http://www.youtube.com/watch?v=r81xalnrGtQ (Deixe carregando e coloque quando o N/A aparecer)
POV Everdeen Black
Eu estava sentada na caminhonete respirando pesadamente. Meu corpo doía depois de ter quebrado aquela porta, e sabia que tinha vidro em algum lugar do meu braço, mas não conseguia achar o caco desgraçado que estava me deixando dolorida.
Ouvi um leve bater de asas e o anjo de sobretudo estava no banco ao meu lado me encarando com cara de que não entende nada. Tomei um susto ao vê-lo ali, mas não precisava deixar transparecer isso... Na verdade, eu não deixava transparecer nada.
A garota que nos atacou na loja, eu a conhecia. Seu nome era Jacy e ela desapareceu num dia qualquer. Sabia disso pois eu era amiga de seus pais, já havia salvado eles uma vez. Semanas depois, o corpo dela foi encontrado naquela mesma loja que eu só reconheci depois que Jacy apareceu. Ela havia sido estuprada e torturada com os olhos arrancados. Até hoje aquilo me agoniava, mas preferia ficar séria. Compartilhar o que eu sinto não é lá minha qualidade.
Fui acordada dos pensamentos por Castiel que examinou o braço que doía e com muito cuidado tirou o caco de vidro que eu não havia conseguido achar em meu braço.
-Obrigado. –falei e me limitei a dar um sorriso de canto
Ele assentiu e eu olhei para fora da janela. O cara, David, estava claramente abalado. Me virei novamente para Castiel.
-Sabe onde estão os dois que sumiram?
-Infelizmente, não. –ele respondeu
Bufei. Por mais que não fosse problema meu, David nesse estado poderia prejudicar o grupo. Eu sei que soou meio insensível, mas eu estou com dores no corpo inteiro depois de quebrar uma porta com um vidro de pelo menos 5 centímetros...
-Então... O que faz aqui? –perguntei ao cara ao meu lado
-Vim conferir se vocês estavam bem...
Soltei uma risada nasalada e balancei a cabeça.
-Parecemos bem? –perguntei
Ele abaixou a cabeça, tímido e acuado com minha grosseria. Mordi o lábio inferior. Sempre tinha esse problema, falava de maneira rude com as pessoas de um jeito que elas pegavam ódio de mim. Acho que o único ser que não ficou com raiva de mim por isso foi o Dean Winchester, por que ele sempre arranjava um jeito de transformar o que eu falava numa piadinha sem graça... E isso era, definitivamente, irritante.
-Foi mal, aí. –falei e olhei para Castiel que assentiu como se dissesse que está tudo bem
[N/A: Coloquem a música!]
POV David Edwards
Depois de um tempo saí de perto do grupo que tentava fazer com que eu me acalmasse dizendo que ia ficar tudo bem e coisas do tipo. Me sentei perto de uma árvore que parecia estar morrendo. Sua casca estava frágil e a maioria das folhas secas e sem vida... Assim como eu me sentia naquele momento.
Eu havia jurado que iria cuidar de Eleanor, não importa o que acontecesse, e agora ela havia sumido e não havia nada que eu pudesse fazer a não ser me culpar por isso. Ouvi passos vindos em minha direção e Rebecca entrou em meu campo de visão com um tecido grosso e alguns pedaços de esparadrapo. Ela se abaixou perto de mim e virou meu rosto na direção dela, levantando um pouco meus cabelos para ver onde estava a ferida de minha testa.
Depois de um tempo, ela havia feito um curativo improvisado em mim e olhou nos meus olhos.
-Ela vai ficar bem... –foi o que ela disse
Gostaria de acreditar nas palavras dela. Gostaria que a voz doce dela fizesse algum efeito sobre o que eu estava sentindo agora, mas infelizmente não fez. Ela passou a mão nos meus cabelos e se levantou, me deixando sozinho novamente.
Senti uma coisa no meu bolso e coloquei a mão lá para ver o que era. A carta dos meus pais. A carta que eu sempre hesitei em ler. Olhei mais uma vez os nomes deles na caligrafia perfeita da minha mãe e finalmente tomei coragem para abrir a carta.
Tirei o papel que também continha a caligrafia de minha mãe e passei a ler...
“David,
Sei que falo isso em todas as cartas que mando a você, mas não me canso de dizer que, estamos com saudades. Gostaria mesmo de ver o homem lindo que você se tornou e conhecer sua namorada, Lilian, se não me engano, também. Espero que você esteja bem e que suas notas na faculdade também estejam boas.
Sua irmã sente muita falta sua, meu bem, desde que ela e o namorado dela, Joe, se separaram. Ela não admite isso em voz alta, mas posso ver isso. Principalmente por que fica vendo fotos de vocês dois juntos o tempo todo. Tenho que dizer que acho isso muito fofo...”
Eu ri da ultima parte, mas o que li em seguida me deixou confuso e abalado.
“...Sabe, esses dias eu estou tendo sonhos estranhos. A maioria deles, você e Eleanor estão sozinhos, meu filho. Não há uma noite que eu não sonhe com isso e começo a ficar preocupada.
Sei que ainda está no meio do ano e que precisa terminar a faculdade, mas eu queria muito que você viesse para casa, David. Queria poder ver você outra vez e dar um abraço apertado... E seu pai está me irritando para escrever que ele também.” Eu ri “Sei que posso estar pedindo muito, mas eu só queria ter certeza de que está tudo bem.
Posso estar sendo negativa ao escrever isso, mas eu preciso que você me prometa que, haja o que houver, você vai cuidar da sua irmã. Dói a mim pensar que vocês poderiam acabar sozinhos por aí, mas você sabe, desde pequeno, que meus sonhos sempre tem um significado. E tenho medo do que este em especial pode significar.
Lembre-se que eu e seu pai te amamos, David, e que sempre estaremos com você. Somos sua família, e vamos continuar sendo até no além túmulo.
Sentimos sua falta.
Jane & Thomas –mamãe e papai-.”
As lágrimas voltaram a correr pelo meus roso. Por que não li aquela droga de carta antes... Poderia ter ido ver meus pais uma ultima vez. Agora, a ultima imagem deles que tenho eram seus corpos sem vida.
Tudo que sabia agora era que, mesmo se estivesse morta, tinha que achar Eleanor. Devia isso aos meus pais e não deixaria de procurar até encontrar Els. E eu iria encontrar.
***
POV Eleanor Edwards
Abri os olhos lentamente mas tudo que eu conseguia enxergar era o breu do lugar onde eu me encontrava. Depois que minha visão se acostumou com o escuro pude ver grades acima da minha cabeça.
Meu braço e rosto latejavam de dor e pude ouvir um gemido baixinho vindo um pouco a frente. Olhei melhor e pude reconhecer Alex. Os cabelos loiros dele estavam colados ao rosto suado e pude ver o por quê. Sua perna sangrava e ele a apertava tentando estancar o sangramento. Mas falhava.
Ele virou os olhos para mim e respirou fundo enquanto fazia mais uma careta de dor. Me aproximei dele e tirei sua mão da perna para ver o estado do corte. Rasguei um pouco a calça dele, abrindo um buraco grande o suficiente para eu ver a extensão e profundidade do corte.
Mesmo naquele breu, dava para perceber que era profundo e o sangue não parava de sair. Se não estancasse de algum jeito, ele poderia acabar morrendo.
-Socorro! –gritei desesperada
Ele sacudiu a cabeça em negação.
-Não ouvem... –Alex disse num tom de voz baixo e fraco
Então, fiz a única coisa que podia fazer. Com cuidado, tirei um pedaço grande da camisa preta que usava e tentei ao máximo cobrir todo ferimento com o pedaço. Com algum esforço, e muita dor no braço direito, consegui fazer o curativo e apertei o nó na perna dele para tentar estancar o sangue.
Sentei ao seu lado, enxugando algumas lágrimas com as mãos meladas de sangue. Ele me olhou e sorriu de leve, agradecido pelo curativo... Ou era o que eu pude deduzir.
-Onde estamos? –perguntei com a voz tremula
-Não sei, mas pretendem nos matar... –ele disse se ajeitando o máximo que podia, sentado –Seu braço...
Olhei para meu braço direito. Claramente não estava pior que o dele e doía muito menos agora.
-Eu vou ficar bem. –falei e sorri sem muito animo
Sentei ao seu lado e tentei me lembrar como havia parado ali. Tudo que eu me lembro era de duas mãos me segurando, com uma cobrindo minha boca e nariz com um pano para me dopar. Depois disso, não me lembrava de mais nada... E queria muito saber se David estava bem. Sentia medo de pensar que ele estava aqui também, mas acho que se estivesse, já estaria gritando por mim...
Eu estava inquieta e acho que Alex percebeu isso e ficou me encarando com o cenho franzido enquanto eu balançava o corpo de um lado para o outro.
-Você está bem? –ele perguntou e a voz ainda saia frava
-Estou, só... Não fico feliz com a ideia de ter deixado David para trás...
Ele se virou um pouco e me encarou. Mesmo no escuro conseguia ver perfeitamente os seus olhos verdes.
-Você foi tirada dele, não o deixou para trás... E tenho certeza que ele está te procurando. –ele disse
Sorri timidamente e o vi sorrir também. Ele encostou a cabeça no meu ombro, cansado, e nem pensei em tirá-lo dali. Simplesmente encostei minha cabeça na dele e fechei os olhos.
-Espero que realmente esteja... –murmurei
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