Zombie Apocalypse--fic Interativa
21 Hold On, Eleanor
Notas iniciais
Espero que gostem! Essa primeira parte foi levemente inspirada em The Walking Dead...
Enjoy!
POV Eleanor Edwards
Eu estava presa as correntes, esperando para o que iria acontecer a seguir. Estava fraca e cansada das torturas, mas a dor emocional era maior do que a física. Por que? Bem...
Porque Alex havia fugido e me deixado para trás para morrer. E isso doía, principalmente depois do que aconteceu entre nós... Já fazia cinco dias que ele havia fugido... Já faziam cinco dias que eu era torturada e implorava pela morte.
As correntes que me prendiam foram soltas automaticamente e massageei meus pulsos machucados. Me levantei e peguei o facão que haviam deixado para mim, especialmente para aquela hora. Eu estava usando um short que ajudava a minha movimentação e uma regata cinza completamente suja de sangue e terra. Haviam sido presentes de Orion, pois minhas antigas roupas já não passavam mais de farrapos e pedaços de panos banhados em sangue. Meu sangue. As torturas ficavam cada vez piores até eu não aguentar mais e falar a ele a verdade. Revelar que eu sabia seu segredinho. Ele não gostou muito pois minhas torturas ficaram cada vez piores até chegar nesta... Eu iria ter que lutar pela minha vida, literalmente.
Os portões se abriram e eu pus a mão na frente do rosto, mal acostumada com a claridade. Pelo que eu poderia deduzir eram umas três da tarde. A multidão do lado de fora gritou feliz e eu saí pelos portões. Vindos de todos os lados, homens com zumbis presos apareciam. Engoli em seco, segurando mais forte o facão. Pelo que pude contar, eram dezoito zumbis, contra mim e meu facão. E se eu sobrevivesse a hoje, eu teria de ficar fazendo isso dia pós dia, até que morresse. Era o que Orion havia ordenado.
Num local mais alto que os outros, Orion estava sentado com algumas garotas ao seu lado. Provavelmente suas vadias particulares... Ele me olhava com um sorriso sádico e um brilho assassino nos olhos. Os olhos que eu conhecia. Os olhos que me fizeram descobrir seu segredo e me fizeram odia-lo ainda mais. Mas outra coisa me chamou a atenção. Pendurado no “camarote” de Orion estava um corpo. O corpo de Katlyn. A essa altura, eu deduzia que ele não era um ser humano.
Engoli em seco e jurei mentalmente que iria lutar, dia pós dia, e que iria vencer todas as vezes e não desistiria até que Orion fosse morto. Um juramento difícil de se cumprir, mas eu tinha que tentar, por Katlyn, por meu irmão... Pelos meus pais.
A imagem dos meus pais sorrindo para mim me deu novas forças. Segurei o cabo do facão com mais força. Mas, assim que iam soltar os zumbis para que me atacassem, o barulho dos portões da cidade sendo abertos foi ouvido.
Os portões nunca se abrem...
***
5 dias antes...
POV Alex Smith
Eu e Eleanor fomos jogados numa sala escura. Não era a cela em que havíamos ficado. Sabia que Orion não cometeria o mesmo erro. Fomos presos por algemas à parede e Eleanor pôs se a chorar. Me aproximei dela o máximo que pude e ela encostou sua cabeça em mim. Não podia acabar assim, simplesmente não podia.
Eu ainda ouvia os tiros de Orion retumbando em minha mente e Katlyn caindo no chão, sem vida. Ela morreu tentando nos ajudar, e isso não ia acabar assim. Senti raiva, senti angústia, tristeza... Me senti morto. Eleanor continuava chorando com a cabeça encostada em meu ombro.
-Ei, Els... -chamei
Ela levantou o rosto. As lágrimas desciam por suas bochechas e seu lábio inferior tremia. Ela estava com medo, e eu a entendia. Não percebi quando fiz isso, mas, em um segundo, selei meus lábios contra os dela. Ela pareceu ficou sem reação, mas não podia parar agora. Sentir os lábios dela nos meus havia sido a melhor coisa que eu havia sentido desde que começou aquele pandemônio. Ela me fazia sentir bem... Me fazia sentir vivo, mesmo que só por um tempo. Minha surpresa foi quando ela retribuiu o beijo. E não demorou muito para que nossas línguas se encontrassem e me fizessem me sentir ainda melhor.
Meu primeiro pensamento durante o beijo? Aquela foi a melhor sensação da minha vida. A segunda?
O irmão dela me jogaria de comida para os zumbis se descobrisse.
Eu tenho 21 ela tem 17... São só quatro anos de diferença, mas acho que isso não importaria ao irmão dela...
Partimos o beijo, ofegantes. Olhei para Eleanor e não consegui evitar um sorriso. Ela estava de olhos fechados, respirando pesadamente com um sorrisinho no canto dos lábios e com as bochechas coradas. Uma garotinha. Minha garotinha.
Senti menos pressão em minhas mãos e ao olhar para elas, percebi que, de algum jeito as algemas haviam soltado. Olhei ao redor e, perto da porta que estava entreaberta, pude ver a silhueta de Katlyn sorrindo para mim e logo depois desaparecendo. Abaixei minhas mãos no exato momento em que Eleanor abriu os olhos. Ela arregalou-os, surpresa.
-Como...? -ela perguntou
-Não sei. -sorri
Fiquei de joelhos e tentei livrar os pulsos de Eleanor. Não adiantava o que eu fizesse, as algemas dela não cediam. Parei um pouco quando ela ganiu de dor graças a força que eu usava para libertar seus pulsos. Me assustei ao ouvir vozes vindo do corredor. Eles não podiam me ver solto, não podiam ver a porta entreaberta, não podiam me ver tentando soltar Eleanor. Isso traria péssimas consequências para nós dois.
Não tinha jeito. Olhei para a porta e para Eleanor... Talvez se eu conseguisse achar ajuda...
Levantei-me e caminhei rapidamente em direção à porta. Checando o corredor. As vozes estavam cada vez mais perto. Olhei novamente para Eleanor que me encarou sem entender o que eu iria fazer. Assim que entendeu seus olhos se arregalaram.
-Alex... -ela chamou
-Eu vou voltar... Vou soltar você... -aleguei e saí do cômodo, trancando a porta ouvindo Eleanor chamar meu nome enquanto chorava
Fiquei tentado a voltar, mas se eu ficasse preso com ela, não poderia ajudá-la. As sombras dos homens que conversavam estavam a vista no fim do corredor. Corri o mais rápido que pude para o lado contrário, pensando comigo mesmo, esperando que Eleanor ouvisse:
“Eu vou voltar, Eleanor... Aguente firme.”
***
POV Gretel Elena Sulivan
Estávamos na estrada desde que aquele “zumbi falante” havia aparecido nos enviando a mensagem do tal Peste. Já estava amanhecendo.
Sam e Dean haviam nos explicado a história dos cavaleiros do apocalipse. Haviam dito que enfrentaram Peste uma vez e explicaram sobre a vida deles. Se alguém me dissesse que fadas existiam antes desse apocalipse, eu diria que havia assistido muito Peter Pan.
Eu estava no Impala com os dois, já que eu não aguentava mais ouvir as piadinhas idiotas do Tyler. Depois da incrível piadinha sobre o zumbi brincando de morto-vivo, eu desisti de ficar lá com ele. Dean estava dormindo no banco do carona e Sam dirigia. Pelo visto, Dean tinha alguma coisa com aquele carro, já que a briga para que ele descansasse e Sam dirigisse o resto da noite foi longa. Mas Sam venceu, óbvio.
Eu estava conversando com ele, querendo saber mais sobre as “criaturas sobrenaturais” que eles caçavam.
-É sério que sal funciona contra fantasmas? -perguntei
-Sim.
-Mas é só sal? O que tem de tão especial?
-Pergunte aos fantasmas, eles devem saber... -ele respondeu
Dei uma risada fraca e ele me olhou pelo retrovisor.
-E você? Qual seu passado? -ele perguntou
Olhei para o sol que nascia ao longe.
-Não sei.
-Como “não sabe”?
-Eu simplesmente acordei nessa confusão, sem memória, sem nada... Sentindo que faltava algo... Mas alguma coisa me diz que eu tenho um irmão. -falei
-Tem alguma ideia de onde ele está?
-Morto.
Sam encolheu um pouco os ombros e fez uma careta que eu pude ver pelo retrovisor.
-Sinto muito. -ele disse
Assenti sem muita disposição para isso e Dean tirou o clima tenso que havia se instalado roncando em alto e bom som. Eu e Sam rimos dele, o acordando de seu sono. Ele olhou para o sol que nascia e olhou para os lados, atordoado.
-A noite acabou... Eu quero voltar a dirigir. -falou
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