Zombie Apocalypse

8 Capítulo Sete


Ponto de vista: Jully

Como se não bastasse eu ser contra àquilo pelo que eu tinha acabado de passar, eles ainda me colocaram como vilã da história e me deixaram longe da Patrícia até chegarem ao hospital. Eu sabia que era uma péssima ideia, mas eles estavam convictos de que ela melhoraria. Eles não me viram tentando desesperadamente tirar aquele maníaco de cima de mim, que não possuía qualquer sentido de tato.

— Espere no carro. – mandou Jack como quem tivesse alguma influência sobre mim. Eu certamente não queria obedecer, mas engoli porque já estava cansando de insistir, afinal, a decisão era deles. Mas meu interior não estava me permitindo deixar isso de lado, e eu sabia que algo bem ruim ia acontecer em breve.

Eu puxei a gola da camiseta dele assim que ele se afastou para fechar a porta.

— Cuide da Allison. – eu sussurrei para que ela não fosse capaz de escutar. – Se alguma coisa acontecer a ela por culpa sua, eu te mato.

Duas horas se passaram, e eu ainda estava aguardando como uma imbecil. Eu me sentia mais inútil a cada minuto que era trocado no relógio digital do painel do veículo da Patrícia, que ela conseguiu dar a localização antes de cair numa fase de gemidos e reclamações que eu não fui capaz de entender – eu via em seus olhos que ela estava morrendo.

Já exausta de ficar deitada no banco traseiro, passei para o banco de motorista e liguei o rádio. Como a chave tinha ficado na ignição, eu tinha o total direito de dar uma volta com o carro dela sem avisar. Jack pediu para eu esperar no carro, mas não deu restrições quanto a sair.

Todas as estações diziam sobre a misteriosa doença que estava tomando poder. Precauções para evitá-las estavam sendo lançadas às cegas pelos locutores, como andar de máscara pelas ruas e procurar não chegar muito perto de pessoas desconhecidas. Porém, ninguém chutou qualquer nomeação.

Eu mudei para uma estação que costumava passar minhas músicas preferidas, e foi a única que eu encontrei que não parecia estar altamente preocupada com o que invadiu nosso planeta. Será que eles conseguiriam realmente vencer antes que matasse pelo menos um sexto da população? Porque, aparentemente, isso não é um jogo – é um caso sério.

Eu estava perdida em uma das melhores músicas do Ozzy Osbourne quando uma batida no vidro do carro me chamou a atenção. Era Jack, calmo como sempre esteve antes, me pedindo para abri-lo.

Para parecer menos paranóica do que antes, liguei o carro, apertei no acelerador e dei uma andada até ele começar a correr atrás de mim. Dei uma brecada forte só para mostrar que eu estava brincando e pedi logo para eles entrarem, que eu não tinha o dia todo.

— Você tem dezessete anos. – Jack falou quando eu destravei a porta. – Você não tem idade para dirigir. Saia, esse carro não é seu. A dona dele ficou internada, o médico disse que ele já vai aplicar alguns medicamentos e logo ela ficará bem. Na verdade, ele parecia bem sossegado.

Era impossível. Como isso poderia estar caminhando tão tranquilamente?

— Eu sei dirigir. – murmurei como disfarce.

A música acabou e o locutor lançou a notícia: Estava tudo se amenizando e estavam desenvolvendo a cura mais rápido do que todos imaginavam. Ah, era por isso que eu gostava tanto daquela estação. Ela era a única capaz de me acalmar no meio de tanto estresse.

Não consegui evitar o esboço do sorriso em meus lábios. E, bem, eu definitivamente não saí do carro quando Jack mandou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.