Zoera do Destino.
7 Tuts Tuts: Vamos lá fora ver o gramado.
Notas iniciais
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"Pensa rápido! Pensa rápido!"
–... Eu não canto com ele. Nem brincando! – Me recuperei do susto após o convite do moreno. Sieghart sorriu de lado me olhando com um brilho diferente nos olhos.
–... Tá com medo Mari? – Ele se aproximou lentamente. Recuei alguns passos.
– Medo do que garoto? – Questionei dando mais alguns passos para longe do moreno. – Você viajou? – Ele continuou se aproximando. Desviei meu olhar para Arme que olhava para algum ponto atrás de mim brava.
–... Medo de cantar comigo e ver que eu sou melhor que você. – O maldito sorriso não saiu de seus lábios, mesmo após eu me chocar contra o balcão do bar. – Agora você não tem mais saída. Se não aceitar meu convite você só vai provar que não consegue resistir aos meus encantos. – E assim ele parou a poucos centímetros de mim. Senti minha respiração falhar e minhas pernas fraquejarem.
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“Você não poderá trocar uma única palavra com o Ercnard, caso isso acontecer, você apenas confirmará que não consegue resistir aos encantos dele.”
“Se não aceitar meu convite você só vai provar que não consegue resistir aos meus encantos.”
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Respirei fundo tentado pensar em alguma escapatória. Se eu aceitasse cantar com o moreno eu perderia a aposta e provaria que Amy estava certa. Porém, por outro lado, se eu não aceitasse eu estaria provando para Sieghart que eu estava com medo de perder pra ele, e pior, que eu estava “gostando” dele.
“Pensa Mari, pensa!”
–... E então Mari? O que me diz? – Murmurou sorrindo vitorioso. Balancei a cabeça despertando dos meus pensamentos. Suspirei.
–... Eu aceito o seu convite. – Sorri.
[...]
– Você pirou! Sua louca. – Arme colocou as mãos na cabeça andando de um lado para o outro no banheiro.
– Fala baixo! – Pedi apontando para a porta, Arme assentiu emburrada. -... Eu sei! Eu sei! – Coloquei a mão no rosto após me sentar no banco de couro que havia ali.
–... Você pediu quanto tempo pra ele? – Questionou se referindo ao tempo que eu havia pedido para ir ao banheiro. Sim, eu queria escapar dele. Porém o moreno desconfiou e me trouxe até o banheiro e agora ele está me esperando do outro lado da porta.
– Cinco minutos... – Falei lentamente enquanto fechava os olhos.
– O que?! – Berrou. Fiz sinal novamente, a roxinha colocou a mão sobre a boca e depois de alguns segundos retirou me olhando feio. – Você... – Começou num tom alto, bufou. – Você acha que em cinco minutos vai conseguir resolver a burrada que você fez? – Murmurou indignada apontando para a porta. – Quero ver você sair dessa. — Colocou as mãos na cintura como se estivesse me castigando.
– Arme pelos Deuses! – Levantei do banco indo até a roxinha. – Me ajuda. – Pedi, ela negou com as mãos.
– Não mesmo! Não me meta nisso. Isso é entre você, Amy e Sieghart. Nada de Arme! – Cruzou os braços e olhou para a direção oposta a minha.
– Arme...
– Não Mari! Eu falei para você não apostar. – Passei a mão pelo rosto.
– Miga... – Fiz bico parando em frente dela. – Quebra esse galho pra mim! Por favorzinho! – Implorei. Arme não demonstrou nenhuma reação.
– Se eu te ajudar Amy irá ficar brava, saco! – Resmungou. – Vocês adoram me meter nessas competições idiotas.
– Essa é a ultima vez que eu te peço um favor.
– A penúltima vez também era a ultima.
– Arme...
– Não!
– Por favooooor!
– Já disse não.
– E se eu dividisse o premio com você? Hein! Hein! – Propus divertida.
– Mari. – Me encarou preguiçosamente.
– Por favor, minha uvinha favorita! – Ela sorriu. – Eba! Arranquei um sorriso seu. – Peguei os braços dela e os balancei empolgada.
– Essa é a ultima vez.
– Ok! Ok!
– Já pensou em algo? – Questionou ficando séria novamente.
– Eu tenho uma ideia!
–... Qual?
– É o seguinte... – Respirei fundo. – Você vai ficar encarregada de distrair Amy enquanto eu canto. – Falei rapidamente. Arme assentiu sorrindo.
– Nem brincando. – Fechou a cara se encostando ao mármore da pia.
– Qual é? Você disse que me ajudaria a quebrar esse galho! – Bufei decepcionada.
– Galho, Mari? Galho?! Isso é praticamente quebrar a árvore inteira! – Arme praticamente gritou. – Você sabe que Amy ira desconfiar.
– Leva ela pra fora da casa... Diz que... Diz que... Sei lá, inventa alguma coisa. – Gesticulei tentando fazer com que Arme não me deixasse na mão.
– Ah, claro! Vou chegar nela e falar “Amy vamos lá fora ver o gramado.” – Revirou os olhos.
– Arme, por favor! Eu tô te pedindo de coração. – Arme me encarou.
– Só porque você pediu de coração. – Debochou.
– Por isso que eu adoro minhas amigas, elas fazem de tudo para me verem fodida. – Ironizei batendo com as mãos nas coxas.
– Olha a boca. – Revirei os olhos. – É impossível fazer com que Amy saia pra fora dessa casa Mari. Ela vai saber que você vai aprontar algo.
–... Não quer ajudar, não ajuda. – Resmunguei indo em direção à porta.
– Eu ajudo, que saco! – Sorri me virando e dando um abraço na roxinha.
–... Mari já se passou cinco minutos! – Sieghart berrou batendo na porta. Rimos da impaciência do moreno.
– Tô indo emo!
– Vamos logo avatar!
– No máximo dez minutos Mari. – Arme me alertou enquanto eu ia em direção à porta. – Dez minutos.
– Valeu. – Murmurei sorrindo.
– Pronta para perder? – Sieghart me desafiou após eu fechar a porta atrás de mim. Fechei os olhos colocando um enorme sorriso no rosto.
– Pronta para te humilhar.
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