Notas iniciais
Espero que gostem!!

— Agora, foi recompensado. -Dei as costas a ele, mas logo me virei para completar minha fala. — E nunca mais me compare com suas vadias. — Limpei minha boca com as costas da mão e andei apressadamente para o salão. Sentei em meu lugar habitual. Ao lado de Arya.

— Por que você estava com Sansa? Por que foi conversar com Greyjoy? Você sabe o porquê de ele ter aquele machucado? — Disparou as perguntas todas de uma vez.

— Aqui não, Arya. Depois te explico. O jantar foi silencioso para nós, até ouvirmos o barulho da cadeira de Theon sendo arrastada e vermos ele sentar. Comi calmamente. Sentia os olhos de Greyjoy em mim uma ou outra hora, mas nem sequer olhei para ele. Troquei algumas palavras cordiais com pessoas que falavam comigo, nada além disso. Quando percebi que o jantar havia terminado e que algumas pessoas começaram a ir embora, pedi licença e saí. Senti passos atrás de mim, mas manti meu ritmo.

— E se eu quiser que você seja uma das minhas putas? — Ao mesmo tempo que ouvi a voz de Theon, senti sua mão apertando meu braço. O corredor a frente estava vazio, eu não poderia gritar.

— O que é isso? — Olhei para trás e vi Jon. “Se distraiu, baby...” Posicionei minhas mãos em seus braços e deslizei minha perna pelo chão batendo com força em suas pernas. Uma rasteira bem aplicada. Ele caiu no chão e eu consegui segurá-lo para impedir que se movesse.

— Não chegue perto de mim, seu nojento! — Sussurrei. Me levantei e olhei para Jon.

— O que houve? — Ele estava confuso.

— Nada. — Sorri e coloquei a mão no seu ombro para tentar passar a mensagem de que o que eu estava falando era verdade. Ele não pareceu acreditar. Então, simplesmente suspirei pesadamente e fui para o quarto. Lá, me deitei na cama de bruços e peguei meu celular. “Uau. A bateria está intacta. É como se... como se o tempo realmente não passasse...” Nessa hora vejo que minha porta se abre. Me apresso e me sento de um jeito estranho e olho para a pessoa que estava lá.

— O que aconteceu hoje? Você está louca? — Arya berrou em histeria e começou a contar com dedos. — Primeiro, aparece com Sansa. Depois, quer falar com Theon. Fora que me ignorou a maior parte do tempo. — Levantei-me, fechei a porta e puxei Arya para sentar-se na cama comigo.

— Vou lhe contar tudo. Você é um pouco nova pra saber dessas coisas, mas, não aguento te ignorar. — Suspirei novamente para ganhar coragem. — A parte da Sansa é fácil. Decidi falar com ela pra que pudéssemos ficar bem uma com a outra.

— E vocês simplesmente viraram amiguinhas de um minuto para o outro? — Bufou.

— Não. Conversamos. Sabe, ela gosta mesmo de você... — Passei a mão na sua cabeça.

— E quanto a Theon? — Imediatamente, minha mão parou e caiu ao lado do meu corpo. Levantei novamente e andei de um canto a outro do quarto.

— Sabe o machucado dele? — Falei por fim.

— Sim. Aquele na boca dele... — Afirmou.

— Fui eu quem fiz aquilo... — Ela me olhou com os olhos arregalados e colocou a mão sobre a boca. — Ele tentou me agarrar! Eu juro! — Me expliquei. — Hoje, fui pedir desculpa pelo que fiz, mas não adiantou muito. Eu tentei.

— Mas.. mas... — Gaguejou.

— Não precisa entender... Você é nova demais para entender... — Admiti. — Vá descansar. Dormir... Amanhã conversamos — Arya abria e fechava a boca, mas nenhum som saía dela. Peguei delicadamente seu braço. — Vamos, eu te levo lá.

Ambas fomos. Em nenhum momento conversamos. Acho que ela devia estar perplexa com o que eu disse. “Ela ainda é uma criança. Não entenderia...”- Pensei. Chegando a seu quarto, abri a porta para ela e falei gentilmente:

— Boa noite. Amanhã, muitas coisas acontecerão... — Não sei como, mas eu pressentia isso. Ela, calada, deitou-se na cama.

— Tu-tudo bem. — Sorri para ela e voltei para meu quarto. Voltei e fui direto para cama.

— Amanhã... — Sussurrei e caí no sono. Acordei por três motivos: um, senti muito frio. Dois, vi que raios de sol entravam pela janela. E, três, o espartilho realmente estava me matando. — Eles são lindos, mas, podem matar... — Resmunguei com a voz totalmente rouca. Levantei para me esticar e lavei meu rosto com uma bacia de água que havia perto da cama. Ajeitei minhas roupas e fui para o quarto de Arya, mas, coloquei o sobretudo de pele que Arya havia me dado. — O inverno realmente deve estar chegando... — Lembrei de um trecho do livro. Bati na porta e ninguém atendeu. Abri a porta e vi que Arya não estava lá. “Ela deve ter ido para as aulas com a Septã...” Com esse pensamento, fui para o lugar onde os garotos treinavam. Vi Bran tentando acertar um alvo com o arco e flecha. O alvo não parecia estar a mais de 7 metros de distância dele, mas mesmo assim, não conseguia acertar sequer uma vez. Jon não aguentou e riu, Robb virou-se de costas e Rickon também ria sentado em uma sela de cavalo que estava sobre um banco.

— E qual de vocês sabia atirar direito aos 10 anos? — Ouvi a voz do Senhor Stark. — Vi que ele estava em uma varanda de pedra ao lado da Senhora Stark. — Continue praticando, Bran. Continue. — Jon sussurrou algo para Bran. Ele voltou a se concentrar. “Relaxe o braço, Bran. Se concentre.” — Passei uma mensagem mental.

— Relaxe o braço que segura o arco. — Ouvi Robb falar. “Será que quem recebeu a mensagem foi ele?” Nesse momento, escutei um barulho e uma flecha acertou o alvo. Olhei para Bran. Ele estava parado com o arco e a flecha ainda em mãos. Então vi Arya a cerca de 4 metros atrás de Bran. Quando percebe que os olhares estão nela, ela faz uma reverência com um sorriso travesso no rosto. Bran correu atrás dela enquanto ela fugia. Ri da cena.

— Vai, Bran, mais rápido. — Jon gritara e ria ao mesmo tempo.

— E depois, eu quem tenho dom... — Falei aparecendo, pois ninguém havia me visto até agora. -Ela é maravilhosa. — Peguei o arco e a flecha que Bran havia jogado no chão e me preparei para atirar. — Acho que o pai de vocês irá precisar de vocês. — Mirei.

— Jon, Robb, venham agora, e tragam Bran. — Lorde Eddard ordenou e nessa hora, acertei meu alvo. Sorri e peguei a flecha novamente entregando a Jon, que estava recolhendo todas as flechas. Percebi que a Senhora Stark olhava fixamente para Jon. Ele viu isso, mas, rapidamente, desviou o olhar. Terminando de arrumar tudo, Jon, Robb e o recém-chegado, Bran, foram para o tal compromisso com seu pai.

— Olá, Rickon. — Passei a mão pela sua cabeça. Ele era muito pequeno e muito fofo.

— Oi, Agatha. — Me surpreendi. Ele foi o único que me chamou pelo nome logo que me viu.

— Suas irmãs devem estar na aula, certo? — Perguntei.

— Sim. — Sua mãe o chamou. Sorri e ele foi embora. Todos saíram. Fiquei lá sozinha treinando até Arya chegar um bom tempo depois.

— A Septã me fez ficar lá por fugir da aula. Eu odeio costurar. Sansa sempre fica com todos os elogios...

— Do mesmo jeito que você recebe elogios por saber atirar. — Falei passando a mão sobre sua cabeça. Ela passava um pouco da altura dos meus seios. — Hoje você ganhará uma coisa que a fará esquecer Sansa por um tempo. -Sorri. “Até eu estou ansiosa para ver esses lobinhos!!!” — Pensei com animação. Arya e eu atiramos algumas vezes mais e logo veio a surpresa.

Notas finais
O que acharam? Comente!!!