Zoando Os Sete Reinos
15 Mau sinal
”Ahh. Qual é... você acha o Robb lindo e se arrepia quando o Jon encosta em você? Tá virado uma tarada?” -Não consegui me segurar e acabei com a distância em nossos rostos. Meus lábios tocaram os dele. Outro arrepio passou por mim, só que mais forte. Ele ficou rígido, mas começou a se entusiasmar com o beijo. Quando nossas línguas se tocaram, tive uma sensação diferente. Como se aquilo fosse certo. Coloquei minha mão em seu cabelo. De repente, ele parou de vez e me empurrou delicadamente.
–Não. Eu não posso. -Sussurrou. -Você não devia se envolver comigo.
–P-por que não? -Gaguejei.
–Porque não podemos... -Me deu as costas e saiu.
”Eu nunca mais beijo ninguém aqui nesse mundo!” — Bati o pé e voltei para meu quarto.
Lá, desmanchei o penteado, tirei o espartilho e a saia que ficava por baixo do vestido. Me deitei na cama e tentei fechar meus olhos. Quando o sono realmente veio, as imagens daquele beijo voltaram à minha mente.
–”PUTZ! Não é que o garoto beija bem?!”
Ao acordar, lavei meu rosto como de costume, prendi o cabelo e coloquei a capa por cima do vestido, mesmo sem espartilho. Me ajeitei olhando pelo espelho e desci. O desjejum estava sendo servido à corte. Como eu realmente não estava com paciência para eles, fui para a cozinha e consegui pegar uns bolinhos e um pouco de vinho. Aqui eles bebem muito vinho, principalmente por conta do frio. Voltei para meu quarto ainda comendo e, com a ajuda de Bree, coloquei o espartilho. Agradeci a pela ajuda e ela voltou para suas tarefas. Fiquei ali durante um tempo, seria ótimo passar meu tempo longe da realeza, mas, o tédio me fez sair.
O sol não brilhava por detrás das nuvens era um dia meio frio. Não consegui ir até o campo de treinamento dos garotos por conta do que havia acontecido na noite anterior, nem para as aulas com a Septa, pois algumas das garotas da corte estariam lá. Decidi então ficar com os lobos. Os contei e percebi que um deles não estava lá. Verão. Saí atrás dele.
–”Alguma coisa nada boa vai acontecer.” -Dito e feito.
Ouvi os uivos de Verão e segui o som. Bran estava estirado no chão, desacordado.
–Oh Meu Deus!!! -Senti lágrimas brotarem em meus olhos. Virei para Verão e gritei. -Traga alguém para cá! -Como se tivesse entendido a mensagem, correu. -O que houve com você? -Senti olhos em mim. Direcionei minha visão para a torre que estava exatamente em frente ao corpo de Bran. Havia uma janela no seu alto.
–O que aconteceu? Verão mordeu minha perna e... -Me virei e vi Robb. Agora as lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. -Deuses, o que houve com Bran?! -Se agachou ao lado do irmão e quase o agarrou. Ele estava em choque.
–Não faça isso! Você pode deslocar algum osso dele! Chame o Septão. Imediatamente! -Ele saiu correndo rumo ao castelo. Tentei manter a calma, o que realmente estava me custando. Observei a Senhora Stark vir em nossa direção rapidamente e atrás dela, Lorde Stark, o Septão e alguns ajudantes do Septão.
–BRAN! O que houve com você, meu filho? -Senhora Stark se debruçou sobre se filho.
–Senhora Stark, não se aproxime muito dele. -Septão a repreendeu. Consegui ver as lágrimas brilhando em sua face. Me levantei e ajudei Senhora Stark a se erguer. Tentei a confortar colocando a mão sobre seu ombro enquanto víamos o corpo de seu filho era colocado em uma espécie de maca. Lorde Stark veio e tomou meu lugar ao lado de sua esposa. Ele a abraçava durante a caminhada até o castelo.
–O que pode ter acontecido com ele? -Robb sussurrou. Seu rosto estava escondido, mas consegui ver pequenas gotas brotarem de seus olhos. Pousei minha mão em seu ombro para o reconfortar. Nesse momento, ele me puxou e me abraçou. -Por que? Por que isso tinha que acontecer com Bran?
–Se acalme. Bran é forte. Ele ficará bem. Eu prometo. -Falei passeando a mão direita pelas suas costas.
Ao saber do acontecido, Arya e Sansa foram dispensadas de suas tarefas e ficaram conosco. Passamos o dia a espera de alguma notícia de Bran.
A Senhora Stark não comia, não bebia, apenas ficava no quarto de seu filho dia e noite. Já ia fazer uma semana desde a queda que, segundo Septão, não mataria Bran, mas o deixaria paralítico. Foi um choque para a família e para todos ver o que havia acontecido com o pequeno Stark. Arya e Sansa tiveram que continuar com suas obrigações, mas, agora eu ficava com elas na maior parte do tempo, as acompanhando às aulas, inclusive. Percebi que a Princesa Myrcella Baratheon não era como sua mãe ou aos Lannister. Ela expressou o quanto sentia pelo ocorrido com Bran aos Stark e consegui ver sinceridade nela. Tommen também tinha um bom coração. Ele era um pouco tímido, mas sorria reluzentemente. Joffrey foi o único que não deu as caras. Fora a Rainha, é claro, mesmo que, por serem os principais convidados e a elite desse mundo, era isso o que se esperava deles. Senti que Rickon havia sido deixado um pouco de lado já que a mãe ficava sempre com o irmão. Por esse motivo, decidi parar com as aulas com a Septa e ficar mais com a criança. Tentei me aproximar, mas seu nível de rebeldia estava no limite.
Notas finais
PS:Tem surpresa no próximo capítulo. Aposto que vai matá-las de desespero.... Chutes? Comentem!
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