Notas iniciais
Aparecem agora os personagens principais dessa caótica história: Arthur Greenfeld e Peter Brandfort, simples adolescentes com seus problemas e vidas normais...
... Até agora.

\"\"


– Arthur, levanta! Hoje tem aula para você!

Com muita preguiça e dificuldade abriu seus olhos, olhou para os lados e só pensou em uma coisa, que era continuar seu sono. Nem verificou se ela estava ali e encostou confortavelmente sua cabeça no travesseiro e fechou os olhos, buscando o conforto e tranqüilidade que apenas o sono pode oferecer.

– Arthur! Vou berrar até você acordar!

Abriu seus olhos novamente. Nunca iria alcançar o mundo mágico, belo, tranqüilizante e perfeito do sono com sua mãe berrando, ainda mais para ir para um local tão desagradável quanto à escola num dia de tanta chuva. Porém, ainda ficou nocauteado na cama, sem conseguir e muito menos querer levantar-se da cama.

– Arthur! Lembre-se que a Louise está na sua turma agora! Não quer vê-la? Ela vai para a aula hoje!

E então a assassina de sonos tocara em seu ponto fraco, o seu apaixonado e perdidamente amor por Louise, a garota que era da turma A, mas foi transferida para a turma B, pelas suas notas, que abaixaram em função à turma barulhenta. Isso foi o suficiente para ganhar forças e se levantar da cama, lavar o rosto, vestir qualquer roupa, pegar sua bolsa, a comida que sua mãe fez e ir para o colégio embaixo de um guarda-chuva, encarando uma forte chuva.

Enquanto corria segurando um guarda-chuva e sua bolsa, ocupava seus pensamentos em Louise, quando esbarrou numa parede e caiu no chão, se molhando todo.

– Droga! – Resmungou, se levantando com esforço. Uma mão estendeu em sua direção, oferecendo ajuda para levantar. Estava irritado com sua própria falta de atenção e estressou-se.

– Sai daqui! Não preciso de ajuda para levantar!

– Erm... Bom dia, Arthie – Falou uma grossa voz da pessoa que lhe ofereceu ajuda.

Levantara o guarda-chuva para ver quem era e percebeu que não havia batido numa parede,e sim em seu melhor amigo, Peter, que fisicamente, parece um muro.

– Ah Pete, foi mal, é que...

– Tudo bem! – Peter estendeu novamente a mão para ele, dessa vez aceitou a ajuda, verificando ao mesmo tempo o quão molhada sua calça tinha ficado – Falta pouco para chegar à escola, e eu tenho uma calça reserva na minha bolsa. Sabe como é, sempre prevenido!

Arthur não sabia por que ele carregava uma calça reserva em sua bolsa, mas não se incomodou muito com isso. Logo, começaram a andar para o colégio. Peter é aquele amigo que é assustador de tão grande e forte, mas tão pacífico que odeia bater em alguém. Ele possui uma pele levemente escura, cabelos lisos e de coloração castanho-escuro, seus olhos são negros. É um amigo fiel, apesar de ser estranho.

– Hoje a Louise vai lá para a sala, não é? Vamos tentar mexer os pauzinhos para vocês ficarem juntos! – Disse Peter, alegre. Arthur pensou nisso e enrubesceu na mesma hora, pensando em estar junto com Louise...

Finalmente chegaram à escola e foram correndo para a sala, para arrumar um lugar na sala em que ficassem juntos e num ângulo ‘favorável’ na sala para ver Louise durante as aulas. Tocou o sinal para iniciar as aulas e Peter prestou atentamente a todos os detalhes das aulas, apesar de não entender muito, por ser muito disperso, mas Arthur ficou durante três ou quatro horas olhando, ou melhor, admirando a garota Louise. Para as pessoas que repararam nisso, acharam Arthur doentio, e especialmente o garoto que era artilheiro do time de futebol do colégio percebeu isso e ameaçou o admirador com seus olhos azuis estáticos, fazendo Arthur gelar e voltar a tentar prestar atenção na aula, por também ser muito disperso.

“Tsc, esqueci do namorado popular dela, e isso vai ser problemático”. Pensou ele, começando a copiar os esquemas de biologia em seu caderno.

Faltavam vinte minutos para largarem da aula, e o professor de biologia, Professor Hudson, levantou de sua cadeira e indicou para os alunos fazerem silêncio.

– Vocês sabem que já estamos terminando o ano letivo, e logo a maioria de vocês estarão de férias – Ele encarou Peter e Arthur – portanto, devemos comemorar isso! E o que vocês acham de fazermos um ‘amigo secreto’ na nossa turma? – O professor sorriu alegremente e todos ficaram eufóricos – Calma, calma, com soube que vocês iriam gostar, eu já fiz o trabalhar de botar os nomes nos papéis. Vamos, cada um pegue um nome!

E assim todos pegaram os papéis e foram para casa. No caso de Arthur e Peter, voltavam andando para suas casas, e agora não havia chuva.

– Quem você pegou, Pete? – Perguntou Arthur, curioso.

– Eu peguei a Louise, e você?

– Eu peguei eu mesmo...Pode POR FAVOR, trocar de nome comigo? Assim eu pego a Louise e você me tira!

– OK, e o que você acha de comprar os presentes agora? Minha tarde tá livre, então vou aproveitar para fazer isso, quer vir escolher seu presente, Arthie?

– Não valeu, eu tenho que estudar... Blé, biologia, porque eu estou lascado, acabei de tirar ‘E’ na ultima prova...

– Hum... Bem, a loja é desse lado, então essa é uma despedida. Até mais, cara!

– Até mais, Peter! – Disse Arthur, seguindo em frente, em direção à sua casa.

Após a despedida, Arthur seguiu andando lentamente, com sua mente ocupada em apenas uma coisa, uma pessoa, uma garota, quando começou a chover repentinamente, apesar de que antes o céu estava aberto e reluzente, e ouviu também um barulho de motocicleta se aproximando cada vez mais. Quando olhou para trás para verificar, viu o artilheiro do time de futebol do colégio descendo da moto e andando até sua direção.

“Caramba, ele vai me encher de pancada, o que eu faço?!? Ele é muito forte, brigar não adiantaria, então... O que?” Pensou ele, olhando para os lados, procurando algum beco, e achou um terreno antigo e abandonado. Não pensou duas vezes e saiu correndo do artilheiro enfurecido.

– Você nunca vai me pegar, otário! – Gritou Arthur, pulando o muro.

~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’

‘Toque e Estoque’, a maior e mais diversa loja na cidade Nova York, e era lá que Peter procurava um presente. Ele tinha pouco dinheiro no momento, mas não queria comprar algo ruim; ele procurava por algo que fosse legal e servisse como um símbolo, para que seu melhor amigo lembrasse dele. Passou pelo setor de ‘Misticismo etc.’ e encontrou vários símbolos de divindades diversas, mas o que definitivamente prendeu sua atenção do adolescente foi uma esfera vermelho-rubro, com detalhes dourados incrustados, e olhando para ela, era possível ver uma luz negra e vermelha brilhando intensamente e saindo de dentro. Os olhos do rapaz brilharam ao olhar para a esfera, que era perfeitamente redonda e parecia ter sido criada por profissionais por causa de seus detalhes e da beleza do produto. Peter segurou-a, olhando em todos os lados e viu que não tinha pilha ou bateria, porque mesmo assim, a luz que emanava dela parecia ser de alguma tecnologia avançada de tão bela, e finalmente viu que não tinha preço nem um nome do produto, como se ela fosse simplesmente deixada ali. Ele perguntou para as pessoas próximas se era de alguém, e como viu que não era, foi embora e levou ela consigo, voltando para casa a pé.

~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’

Um cara corpulento, de cabelos loiros, com braços que pareciam toras de madeira, seguia lentamente em direção a Arthur. Para ele, a única coisa em sua cabeça era a fuga: correr, correr e correr, correr até onde conseguisse. Ele sentia a adrenalina correndo pelo seu sangue, estimulada pelo grande perigo. Não sabia para onde estava indo, mas só queria estar longe de Adam Will. Pulou um muro, dando do cara com um campo aberto, vazio – não havia onde se esconder. Isso era mal. Voltou a correr o máximo que pode, mas novamente, esbarrou em algo resistente. Esbarrou em Adam Will. Adam Will estava em sua frente.

– Não mexa com minha namorada, seu maluco doentio! – Disse ele, apontando a palma de sua mão direita para Arthur.

– Isso circulando em sua mão é... Eletricidade? Como?

– Muito bem observado – sorriu o artilheiro – mas agora vou garantir que você nunca mais olhe para minha Louise! – gritou, disparando a eletricidade em sua mão contra Arthur.

~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’ ~~’’~~’’

Peter estava voltando para casa, com a esfera brilhante numa sacola da ‘Toque e Estoque’ e embaixo do guarda-chuva, se protegendo da repentina tempestade. Seu trajeto para casa era semelhante ao de Arthur, e pensando se seu amigo iria gostar do presente, ele passou pela frente de um beco, e olhou uma moto encostada perto, a moto de Adam Will. Lembrou de como ele reagiu à fixação de seu amigo, e começou a imaginar se Adam seguiu Arthur e estava perseguindo ele para dá-lo uma surra, mas achou que estava tendo uma de suas imaginações férteis.

“Adam deve ter entrado nesse beco para se drogar”. Pensou, ignorando o beco e indo para casa, quando sente alguém cutucando suas grandes costas:

– Ei, você! Passa tudo que tem aí! – Disse a pessoa. Peter virou e viu que era um ladrão. Estava armado, mas o ladrão estava tremendo de medo e viu que não era perigo nenhum, principalmente porque não iria entregar a esfera sublime para ele.

– Não, não passo nada. – Disse Peter com uma voz mais desafiadora do que o normal, dando um passo á frente do ladrão.

Para um ladrão sob o efeito de drogas, morrendo de medo por assaltar um ‘muro’, com uma arma em mãos, receber um “não” de uma grossa voz e o ‘muro’ se aproxima dele, ele pensa: “Lascou, ele vai me socar, mas eu tenho uma arma. Vou atirar nele.” Foi isso que o ladrão pensou, e foi isso que ele fez. Numa fração de segundo, Peter estava deitado e agonizando na calçada, envolto a uma larga poça de sangue.

Notas finais
Espere...
O QUE DIABOS ACABOU DE ACONTECER? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! T-T
Não sejam leitores fantasmas!