Zero no Tsukaima: Aventuras no Japão
16 Capítulo 16 – Sentimentos Novos e Diferentes
Notas iniciais
Após ter gritado com os dois filhos, Sora se sentou na frente da Masamune e disse:
- Finalmente você falou, espada lendária Masamune.
- Demorei mesmo, décimo sexto Gandalf, o braço direito de Deus.
- Pode me chamar apenas de Sora, o cargo de Gandalf não pertence mais a mim.
- Não posso deixar de lhe repreender, pois você devia ter contado mais cedo toda a história aos seus filhos.
- Eu sei, o Derflinger já disse isso também.
- Faz tempo que eu não falo com aquela espada movida a pergunta. – Masamune com certeza não tinha simpatia com o Der-kou.
- Vejo que vocês têm certa rivalidade. – Sora riu.
- E como! Mas Sora quero lhe perguntar algo.
- Diga.
- Não acha que teremos problema, se o décimo sétimo Gandalf e a descedente do vácuo ficarem aqui na Terra? – Masamune disse em tom sério.
- Por um lado sim, pois com todos Hiragas no mesmo mundo com certeza os Rokaidos tentaram algo pra nos aniquilar. Mas fora isso, acha que não teremos mais problemas.
- Você é muito otimista. – Sora riu, mas a espada prosseguiu — E a terceira família ao posto de Gandalf?
- Ela é nossa aliada, apesar de estarem em pequeno grupo.
- Quantos membros dessa geração?
- Apenais dois.
- Se eu não me engano é a família Jun, certo? – indagou Masamune.
- Eles mesmos.
- Hum... – Masamune continuou a conversa – Sora, seu filho é muito bom, apesar de ele ser rebelde e delinquente, ele tem ótimas habilidades.
- O Soka é meio preguiçoso mesmo, mas quando ele quer ele faz, afinal está no sangue da família.
- É mesmo. – confirmou a katana – Mas acho que você deveria ensinar o estilo Hiraga para Saito o quanto? Apesar de Soka e eu termos empatado com ele aquela luta, só empatamos por que eu ainda não tinha despertado.
- Nisso você tem razão. E aquela luz branca que apareceu quando você e Derflinger se chocaram?
- As espadas lendárias foram feitas originalmente com magia do vácuo e como você sabe, os Hiragas tem sentimentos muitos fortes a ponto de transparecerem em uma batalha. – explicou a espada – Dependendo do que o Hiraga estiver sentindo no momento, aquele sentimento ira transparecer na batalha. Não precisa eu explicar isso, certo Sora?
- Certo, mas voltando ao assunto de treinar o Saito. Irei treiná-lo mais tarde, apesar de ele não saber o estilo Hiraga, ele protege Louise muito bem. Vou dar prioridade a Sayo, apesar de ela ser muito forte, ela ainda não sabe nenhum estilo, e presumo que os Rokaidos tentaram algo com ela.
- Isso é certo. – confirmou Masamune.
Sayame chamou todo mundo pra jantar, Sora se despediu da katana e desceu para cozinha. Sayo saiu primeiro do seu quarto e Soka foi minutos atrás para não levantar suspeitas. Eles começaram a jantar, mas Sayame estava preocupada com Saito, até agora ele não tinha aparecido, Sora tentava a acalmar dizendo que ele estava se divertindo com a Louise.
Keiko corria com Louise nos braços, ela não tinha mais tido nada desde o encontro com Saito.
- Finalmente chegamos. – Keiko parou em frente de uma casa.
Apesar de ainda está chovendo, Louise não deixa de olhar ao redor. A casa tinha apenas apenas um andar, não parecia muito grande, mas ao lado esquerdo da casa, tinha uma enorme construção, parecia ser um deposito, mas Louise não sabia de quê.
Eles entraram na casa, Louise desceu dos braços do ruivo e chuva parecia estar ficando mais fraca.
- Isso é brincadeira né? Quando agente chega, a chuva enfraquece. – Keiko reclama.
- Keiko-nii? – uma voz feminina veio de dentro da casa.
- Cheguei Karin.
Uma menina de cabelos vermelhos igual ao de Keiko vem ao encontro deles. Seu cabelo tinha duas maria-chiquinhas e ela abriu um sorriso e disse:
- Okaeri! ^^ — ela tinha um riso muito parecido com do Keiko.
- Karin essa é Louise. Louise essa é a Karin. – apresentou o ruivo.
- Prazer, meu nome é Jun Karin. — ela riu – Faz muito tempo que meu irmão não traz uma menina pra casa.
- Karin! – ele gritou.
- Prazer. – Louise tentou dá um sorriso.
- Brincadeirinha, entra Louise. – Karin puxou a rosada – Vocês devem está com fome. Eu fiz sashimi.
- Se você fez sashimi é porque o vovô não tá em casa, né? – Keiko perguntou.
- Isso mesmo! Ele disse que hoje ele não vai dormir em casa.
- “Falando nisso, onde eu vou dormir hoje?” – pensou Louise – Tem algum problema se eu dormir aqui? – Louise questionou.
Keiko ficou um pouco vermelho e Karin percebeu.
- Mas primeiro precisamos trocar de roupa. – retrucou o ruivo.
-Verdade! Vou pegar algumas roupas pra você, Louise. – Karin rapidamente foi ao seu quarto e pegou algumas roupas dela — Aqui está, pode se vestir ali no banheiro. – ela apontou a direção.
Louise foi para o banheiro se trocar. Keiko já estava indo pro seu quarto, mas a irmã o puxou.
- Me conta tudo sobre ela. – Karin mandou.
- Tava demorando você pergunta. Eu sei que ela é conhecida do Saito.
- Hiraga Saito? – Karin estranhou.
- É! Parece que ele voltou de Halkeginia.
- Fala baixou, Keiko! – ralhou a irmã – Mas eu quero saber sobre ela.
- Parece que eles brigaram e Saito disse que ela não precisava mais voltar. Então eu disse que ia proteger ela, simplificando é isso.
- Então quer dizer que gosta dela, não é? – parece que Karin estava preocupada.
- É que... bem...
- Keiko-nii, você só se interessa por garotas difíceis, vamos dizer que o Saito e ela tenham terminado tudo. Louise acabou de sair de um relacionamento, acha que vai conquistar ela tão fácil? – Keiko não respondeu – Ela ainda deve gostar muito do Saito e você a trouxe pra casa, agora só falta você me dizer que achou ela kawaii?
- Como você sabe? – Keiko se espantou.
- Keiko-oniichan! Você demora quase milênios pra gostar de alguém e quando gostar ainda é alguém difícil.
- Acho que devo gostar de desafios. – Keiko disse meio sem jeito.
- Só pode mesmo.
- “O que eu vou fazer sem o Saito?” – Louise estava pensando, enquanto se trocava no banheiro – “Não posso deixar de falar com ele, afinal ele é meu animal de estimação!” – ela dizia isso pra si mesma, tentando se consolar – “Eu nunca vi o Saito tão sério, será que eu agir errado? Eu devia ter deixado ele se explicar? Não! Ele só ia tentar me enganar mesmo.”
Louise se aprofundava em seus pensamentos, ainda estava pensando no Saito quando saiu do banheiro.
- Vamos Louise-chan!
Quando viu o sorriso de Keiko, Louise deixou de pensar em Saito num piscar de olhos. Keiko já tinha se trocado e Karin já tinha preparado a mesa. Eles três se sentaram, os dois ruivos pegaram os seus hashis e começaram a comer, porém a rosada ficou só os observando.
- O quê foi Louise-chan? Não vai comer? – o ruivo perguntou.
- Não sei comer com hashi.
- O quê? – Karin estranhou.
- A Louise não é do Japão. – explicou Keiko – Louise-chan eu te ensino.
Keiko foi por trás de Louise e colou os hashi na mão dela. Ele chegou mais perto dela e seus braços estavam se encostando, ele se movimenta e ensina como comia com o hashi.
- É assim. Entendeu? — Keiko perguntou.
- Entendi. – Louise corou
- “Esses dois parecem um casal.” – pensou Karin – “Vermelho e rosa, até que combina mesmo!” — ela sorriu.
Louise ainda corada por Keiko estar lhe ajudando, ele feliz por estar perto da rosada, e a irmã rindo pra o que ela esperava ser um futuro casal. Começaram a conversar, Louise tentava não falar muito, pois não tinha assunto e o que tinha era sobre seu mundo, Halkeginia. Keiko começou a contar sobre a escola, e a rosada achou interessante em como as escolas eram parecidas mesmo em mundos diferentes, Keiko era muito detalhista e falava muita coisa, era como se Louise estive vivenciando a o que ele dizia e imaginando a escola que ele descrevia. Keiko depois começou a contar as palhaçadas que aconteciam na escola e os três começaram a rir. Minutos depois, os ruivos tinham acabado de comer e Karin coloca parte da louça na pia.
- Não vai lavar? – o ruivo pergunta.
- Não vou lavar mais tarde!
- Sei. — Keiko sabia que a irmã estava enrolando.
Karin juntou as sobras e deu pro irmão, dizendo:
- Vai dar comida pra ele.
- Mas ela não veio trazer a comida dele hoje?
- Veio, mas você sabe o quanto ele come muito.
- Estou indo então. – Keiko saiu pela porta dos fundos.
Ele vai para o deposito mais logo volta com o prato vazio. Louise ainda comia, pois não tinha se acostumado com os hashis. Keiko disse que ia ao quarto dele rapidinho e Karin foi ao quarto dela, arrumar um lugar pra Louise dormir.
Louise estava curiosa, alguma coisa lhe atraia naquele deposito, ela saiu pela porta dos fundos, a chuva ainda caía muito fraca, a porta do deposito era pesada, a chuva começou a engrossar, esse foi mais um motivo pra Louise empurrar com mais força a porta. Então ela entrou. Uma rajada de fogo passou por cima dela.
- BOB?! – Louise se espantou
E Bob cuspiu outra rajada de fogo, ela correu pra fora do deposito, a chuva cada vez mais começava a ficar mais forte, ela empurrava a porta, mas Bob começou empurrar do outro lado também. Louise não vê alternativa e saca sua varinha, ela reza pra Brimir pra magia não explodir e dá errado e grita:
- PULSE! – uma onda invisível dispara da varinha em alta velocidade e se choca contra a porta fazendo a fechar quase que instantaneamente. – Não explodiu? – estranhou Louise.
Por causa da chuva a explosão não tinha sido forte, foi um pequeno flash na roupa da rosada, mas a roupa dela começou a queimar e ela correu pro banheiro na casa dos Jun.
- “Por que o Bob tá aqui?” – Louise não entendia a situação.
A roupa dela tinha sido toda queimada, não tinha sido uma simples explosão, mas sim um efeito contrário da magia dela, contudo ela errou do mesmo jeito. Agora estava completamente nua, as mechas do seu cabelo cobriam seus peitos. Alguém entra no banheiro, era Keiko, ele estava pegando as roupas sujas e colocando no cesto, mas quando viu Louise deixou o cesto cair. Seu nariz começou a sangrar lentamente.
- KEIKO! SAI! – a rosada gritou.
Keiko sai do banheiro e vai pro seu quarto. Karin trás novas roupas pra rosada e chama pra dormir logo. Keiko estava no seu quarto e não conseguia tirar a cena que acabará de ver.
- Louise pelada. Tão linda, tão kawaii, mais tão sexy. – dizia Keiko.
Karin foi para seu quarto apesar do grito, estava com muito sono e dormiu. Louise também logo se arrumou, mas não conseguia dormir, ela foi pra sala e ficou olhando a chuvar cair pela janela e se perguntava sobre o Bob:
- “Será que Saito veio atrás de mim?” – pensou Louise – “Não afinal, o Bob tá preso, estou sendo otimista. E alias pra que eu estou querendo que Saito venha atrás de mim? Ele me traiu.” – ela não se entendia.
Louise abraçou suas pernas, estava preste a chorar, quando alguém lhe abraça por trás.
- Eu estou com você, Louise-chan.
Keiko não falou mais nada e Louise também, mas estava gostando. Ficaram abraçados daquele jeito por muito tempo.
Saito já estava de volta a Praça Ueno, cada vez que adentrava ele acelerava seus passos, os seus olhos se encheram de água, ele correu mais ainda pelo parque sem rumo, sem direção. A chuva tivera aumenta novamente, era como se gotas d’água fossem balas que perfuravam Saito, Louise não tinha sido a única a chorar, Saito chorava também, chorava tão exageradamente como Louise, pois chorou o que nunca tivera chorado antes. Continuaria chorando e correndo sem rumo, se não fosse uma pedra a sua frente, na qual ele tropeçou e caiu de cara no chão.
Saito tentou se levantar, mas não conseguia, pois estava sem forças. Ele queria fugir, fugir do que tivera dito pra Louise, fugir dá perda que teve contra Keiko, Saito começou a se arrastar pelo chão molhado. Apesar de ele não acreditar muito em honra, ele sabia de uma coisa, a sua honra estava um lixo, tivera perdido sua amada, tivera perdido uma batalha por ela.
Saito se arrastou pra debaixo de uma arvore e se encostou nela, não tinha mais razão para fugir, pois a dor em seu coração estava mais profunda, Saito nunca se sentiu tão humilhado e triste daquela maneira. Então ele grita com toda sua força, gritou toda dor que sentia naquele momento. Então Saito abaixa sua cabeça e por incrível que pareça ainda estava chorando, mas então alguém aparece em sua frente e o abraça. Essa pessoa estava quente e o corpo de Saito estava frio como gelo, a pessoa começou a esquenta-lo, era um sentimento bom para ambos, Saito parecia estar revivendo. Então Saito olha quem estava o abraçando, era a menina de cabelos verdes.
- Rokaido?!
- Me chama de Taka.
Saito se surpreende por um momento, mas por um impulso a abraça forte. Taka geme, pois ele abraçou muito forte. Saito se lembra do que tinha acabado de acontecer a solta e desviou o olhar. Ele não queria que alguém da família Rokaido lhe visse daquele jeito, ele estava em seu pior estado possível, seria muito humilhação um Rokaido lhe ver. Mas Taka o abraçou, fazendo-o virar um rosto, eles ficaram cara-a-cara, ele sentia a respiração quente dela, sentia seu corpo quente no seu. Saito se perdeu no momento, talvez fosse carência, mas quando deu por si estava beijando Taka e ela, que queria aquilo mais que tudo, estava correspondendo. Ficaram trocando beijos por muito tempo. Até que a chuva tinha cessado e o sol já arraiava. Os dois se levantaram.
- Eu te amo, Saito. — Taka estava vermelha, talvez por estar excitada, ou porque ela ia pegar um resfriado depois da chuva que pegou, mas estava sorrindo e parecia muito feliz.
Saito estava envergonhado, mas antes de ir embora deu outro beijo na Taka e saiu correndo sem falar nada, porém pensando:
- “Como posso ter feito isso? Será que estou tão carente assim?” – Saito pensou em Louise, mas logo se lembrou de que Taka disse que amava ele – “O que eu estou fazendo?”
Notas finais
Me digam o que estão achando dessa mistura de cores. O que acham de Azul e Verde(Saito e Taka)??? E do Vermelho e Rosa(Keiko e Louise)???
Taka e Saito teram algum relacionamento depois do que ocorreu???
Keiko será apenas protetor e amigo de Louise???
Saito e Louise vão se reconciliar???
E o que Bob tá fazendo no deposito dos Jun???
Acha que eu estou pegando muito no drama??
Espero reviews com tudo o que acharam!!
P.S.: Para os fãs de Soka e Sayo(Particulamente eu sou um) me desculpem, mas nesse capítulo eu tinha que continuar o drama do Saito e da Louise, mas prometo que no próximo tem Soka e Sayo!!
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