Zera
2 Capítulo 2
Notas iniciais
EDIT: Eu mudei o nome dos capítulos porque escolher os nomes tava me dando mt trabalho, rialto.
Dois meses. Nem um toque. Nenhum. Ela havia saído, tinha mais um daqueles estranhos casamentos em massa, onde vários, vários casais se casavam juntos. Óbvio que ela tinha de ir, ela sempre ia, tinha de abençoar todos eles. Talvez para que não acabem como nós dois. Não, nenhum daqueles homens conseguiria trair sua mulher tantas vezes como Zeus fizera. Eu vou atrás dela. E ele foi.
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Muitas noivas, muitas. Diversidade imensa de vestidos, ternos, damas de honra, famílias, etnias, cores, tamanhos, preferências, casais. Todos com um objetivo comum: o felizes para sempre.
A encantava como os mortais tinham uma perspectiva diferente dos deuses. Faziam planos gigantes para uma vida tão pequena, e ainda assim, viviam felizes até o último suspiro, tão.. simples, tão mágico.
Hera andava entre os casais, e alguns a paravam e pediam sua bênção, semideuses obviamente. Ás vezes era apenas a noiva, ás vezes o noivo. Ela se sentia bem, por mais que todos a odiassem por ser tão ciumenta, eles a respeitavam e se submetiam a idolatrá-la quando queriam se unir perante as leis dos mortais.
E então alguém cutucou seu ombro, ela se virou, já raivosa, imaginando quem seria. Ela podia sentir sua presença forte, a eletricidade que ele expelia. Mas quando se virou viu algo totalmente diferente do que esperava, e sorriu.
–Boa tarde, linda donzela, mas eu percebi que estás sozinha.. — Seus olhos verdes fitaram os azuis de Hera e ele ficou sem saber o que dizer.
–Quer caminhar? — Ela sorriu inocente e começou a andar, o mortal atrapalhado logo atrás dela, ainda se lembrando de como seus olhos eram.. poderosos.
–Você é linda. — Ela teria corado se fosse uma mortal comum, mas não era uma mortal, muito menos era comum. Hera sorriu e agradeceu. Andaram até uma árvore, de onde, o mortal explicou, eles poderiam ver todos os casamentos se subissem até os últimos galhos. Ele a ajudara a subir, mas ela era ágil, só precisou dele para subir no primeiro galho, logo depois já havia se empoleirado num dos últimos galhos e o esperava, sorridente.
–Mas então, me diga o seu nome.
–Richard, mas pode me chamar de Rick. E o seu?
–Hera.
–Hera?
–Sim. — Diferente das outras deusas, ela nunca fora de esconder sua identidade, claro que não saía por aí gritando que era uma deusa, mas sempre usou o mesmo nome.
–Como a deusa?
–Sim.
–A grega? Mulher de Zeus?
–Ela é mais do que isso. E sim, não somos muito diferentes, acredite. — Ela pode ver o pequeno cérebro do mortal se contrair, tentando lembrar de algo.
–Hera, deusa do casamento e dos ciúmes, casada com Zeus, Rainha dos Céus.
–Obrigada.
–Ãn?
–Prefiro assim do que "mulher de Zeus".
–Você tem um ego enorme.
–Eu mereço.
–Eu percebi. — Ele pulou para um galho mais próximo dela, seus rostos a centímetros de distância. Algo no estômago de Hera se contraiu, como se quisesse lembrá-la de que era errado. Era errado, mas era tão bom. Aconteceu tão rápido. Os lábios dele eram tão macios.
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