Zatanna: O Conceito de Magia
5 Um Grande Espetáculo em Gotham - Parte 1
Notas iniciais
20 anos atrás — Giovanni "John" Zatara
Fito inquieto a lâmina rosada da espada nas mãos de Sindella.
— Onde você achou isto, Sindella?
— Estava no sótão, procurando por um livro de feitiços antigo, quando esta espada caiu do nada. Estava sem a bainha, Giovanni. Sabe o que isso significa?
— Não pode ser...
— Sim, Giovanni. Allura está solta.
Presente — Allura
Eu e Constantine estamos em um armazém abandonado em Gotham City. Ele está fazendo algumas marcações no chão, que explica serem o portal que trará o fantasma e a barreira que impedirá a alma penada de escapar. Sei que Constantine está fazendo isto contra sua vontade, mas ele tem uma dívida comigo.
— Certeza de que vai fazer isso, Allura?
— Onde está o Constantine que eu conheço, irresponsável e arrogante? Aquele que amaldiçoou o próprio pai. Aquele que agiria sem pensar nas consequências para os outros, apenas visando se beneficiar.
— Ele morreu, Allura. Morreu quando Giovanni Zatara, aquele que mais tinha motivos para me odiar, procurou minha ajuda. Se ele foi capaz de me perdoar depois do que fiz, é porque ele era um homem bom.
— Que tipo de homem bom ignora a própria filha durante toda a vida?
— O homem bom que foi amaldiçoado por uma bruxa!
Não acredito nisso. Ele me chamou de bruxa! Sibilo para ele, enojada.
— Invoque logo o espírito!
— Qual espírito?
— Boston Brand. O Desafiador.
Hesitante, Constantine faz os desenhos no chão se incendiarem. Ele recita algumas palavras, fazendo um portal surgir no centro dos desenhos. Observo correntes vermelhas serem lançadas para fora numa tentativa de fuga, logo dando lugar a um fantasma de roupas vermelha, com um D no peito, acorrentado. O portal se fecha.
— Desafiador, você me ajudará com uma coisa.
— Não trabalho com criaturas do seu tipo, Allura.
— Me reconhece, Boston? Que gentil.
Ando em volta dele.
— Façamos um acordo. Você me ajuda com uma coisa e eu o liberto.
Constantine fica nervoso ao ouvir que eu libertarei o Desafiador.
— Allura...
— Cale-se, estraga-prazeres. O que me diz, Boston Brand?
Ele pondera por um momento.
— Como posso te ajudar?
— Simples. — Olho para Constantine antes de prosseguir. — Quero que mate Zatanna Zatara.
Agora Constantine entendeu que não preciso mais dele. Ele tenta lançar fogo em mim, mas me esquivo e estico as mãos na direção de Boston. As correntes dele seguem meus braços, se soltando de Desafiador e se prendendo a Constantine. Agora livre, Desafiador atravessa a barreira mística. Uso as correntes em Constantine ao meu favor e o jogo dentro das barreiras.
— Adeus, John. Foi muito bom te ver.
Presente — Zatanna Zatara
Como Bruce Wayne conseguiu reunir tanta gente de última hora em volta de um palco improvisado na entrada da Torre Wayne? A resposta para esta pergunta, provavelmente, é: "Porque ele é Bruce Wayne". Estou atrás de cortinas vermelhas que ele arrumou em algum lugar, observando por uma fresta Jason Blood em frente à plateia.
— Senhoras e senhores, quero que conheçam uma pessoa. Quem aqui já ouviu falar em John Zatara?
A plateia vibra ao ouvir o nome de meu pai.
— Sim, Zatara deixou um vazio em nossos corações. Suas apresentações sempre serão lembradas por serem fantásticas. Mas Zatara não era o único mágico em sua família. Com vocês, Zatanna Zatara!
Uma fumaça é liberada no palco. Sem usar magia, entro em meio a fumaça. Oov [Voo], penso. Então, decolo e saio da fumaça voando.
— Àlo, ocilbùp! Ous Annataz Arataz! [Olá, público! Sou Zatanna Zatara!] — digo, parando no ar.
Lentamente, levo a minha varinha à boca e grito:
— Ogof! [Fogo!]
Minha varinha solta uma enorme chama, que sobe no ar rumo ao céu... até que para no ar. Então, como no espetáculo de meu pai, a chama para no ar e consigo identificar uma silhueta humanoide flutuando. Desta vez, porém, a silhueta fala.
— Zatanna Zatara! Desrespeitaste as regras místicas ao fazer uso de magia para lucrar. Agora deves morrer!
A silhueta dá lugar a um fantasma de roupa vermelha. Será ele o assassino de meu pai?
Presente — Bruce Wayne
Puxo Tim Drake para longe do grupo discretamente.
— Está pronto, Tim?
— Eu já nasci pronto, Bruce.
Entramos em meu carro e dirigimos para minha mansão. Entramos pelo portão da frente, estacionamos o carro e entramos na casa. Cumprimentamos Alfred e vamos para a biblioteca, onde mexo em uns livros da Estante do Tim e a parede se abre. Eu e Tim descemos em um elevador para uma enorme caverna subterrânea, a Batcaverna. Vestimos nossos uniformes e entramos no Batcarro. Está na hora de Batman e Robin encontrarem Zatanna Zatara.
Alguns minutos atrás — Nome desconhecido
Ando pelo jardim da Mansão Wayne rumo à entrada, cautelosa. Sei que o mordomo de Wayne permanece aqui, então não posso me arriscar. Contorno a construção, chegando aos fundos. Deve estar aqui em algum lugar. Escuto um barulho de arma sendo carregada e fico paralisada. Lentamente, olho para trás e me deparo com um homem negro.
— Quem é você e o que veio fazer aqui?
— Pergunto o mesmo.
— Sou Lucius Fox, sócio do senhor Wayne. E você?
Penso antes de prosseguir.
— Eu sou Hera Venenosa.
Avanço nele antes que possa atirar e o beijo, soprando um pouco de meu veneno dentro dele. Lucius Fox desmaia em meus braços, exatamente como planejei. Agora, porém, tenho que me livrar de um corpo antes de encontrar a Batcaverna.
20 anos atrás — Giovanni "John" Zatara
— Como vamos encontrá-la agora, Sindella? — pergunto, desesperado.
— Poderíamos esperar ela se manifestar.
— Isso seria um risco para nós e para nossa pequena Zatanna.
— Então só nos resta uma opção.
Olho para ela, desesperado.
— Hora de chamar a Madame Xanadu.
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