Zarastra contra o invasor misterioso

1 Zarastra contra o invasor misterioso


Notas iniciais
Isso é só um teste de uma história que eu estou pensando em levar adiante. Se alguém chegar a ler, se puder dar sua opinião, eu agradeceria muito! Ainda não sei se vou levar adiante mesmo, mas um feedback seria bom. Quem sabe, não é mesmo?

Zarastra havia sentido alguma perturbação, o que o levou a andar até a entrada do tempo. Dali, praticamente na borda da colina, sua visão alcançava tudo e todos. Conseguia ver com clareza e precisão tudo aquilo que ocorria no Santuário, mas, embora houvesse notado algo de estranho, não enxergou nada de extraordinário. Parecia que tudo estava normal, até um raio despencar dos céus a alguns metros de suas costas. O estrondo repentino e inesperado, no entanto, não foi suficiente para assustar o inabalável mestre do Santuário, que meramente virou o rosto para poder olhar por sobre os ombros do que se tratava.

Em verdade, um raio cair em terras onde sequer a chuva caía era um fenômeno impossível. Por esta razão, Zarastra não se surpreendeu quando deparou-se com um jovem de cabelos dourados de pé no exato lugar onde havia caído o raio. Descargas elétricas desprendiam-se de sua pele, como se o rapaz fosse uma bobina de Tesla, de sorte que a própria estática no ar fazia eriçar os cabelos negros de Zarastra.. Seus olhos cintilantes fitavam Zarastra veementemente, e esbanjava ainda um largo sorriso em seu rosto, como se estivesse vibrando de empolgação por aquele momento. Zarastra, por sua vez, virou o corpo lenta e vagarosamente, quase que desenhando da soberba com a qual o garoto se colocava diante dele.

— Finalmente — gritou o rapaz — Finalmente estou tendo a oportunidade de conhecer o grande Zarastra!

Quase como que respondendo à excitação do garoto, a eletricidade que o envolvia foi se tornando mais intensa. Zarastra olhou casualmente para os pelos de seu braço, agora eretos devido à imensa força estática produzida pelo rapaz à sua frente, mas não aparentava estar nem um pouco impressionado ou curioso. Não precisava sequer abrir os lábios para zombar do rapaz; sua própria postura já fazia, por si só, pouco caso do mesmo. Este, por sua vez, não parecia notar a indiferença de Zarastra; estava explodindo com tamanha alegria que não conseguia nem perceber a sua situação.

Veja, Zarastra era um homem caridoso, com um olhar tranquilo e acolhedor, mas apenas com aqueles que não representavam mal ao seu lar ou às suas crianças. Aquele garoto, porém, havia, de alguma forma, invadido sua casa, e transmitia um ar de ameaça que Zarastra não podia ignorar. Admirava-lhe, entretanto, a coragem e confiança do jovem de ter vindo colocar-se em sua presença. A fama de Zarastra era imensa, e não era infundada; poucos no mundo possuíam o poder para desafiá-lo. O pobre rapaz agia como se representasse algum tipo de oponente digno para o sacerdote, mas, caso tivessem mesmo de lutar, aquilo seria nada mais que um massacre.

— O que você quer? — Zarastra questionou, impondo no rapaz tamanha pressão somente com o peso de sua voz que até mesmo a intensidade da eletricidade produzida pelo mesmo diminui instantaneamente.

— Não é óbvio? Eu vim aqui para enfrentar você! Eu quero ver a força lend...

Foi uma questão de segundos, talvez milésimos. Antes que o rapaz pudesse finalizar a sua fala, Zarastra já havia desferido o único e último golpe daquele embate. O garoto sequer soube o que acontecera; num piscar de olhos, Zarastra galgou a distância entre ambos e quebrou o seu pescoço, sem demonstrar piedade alguma.

O sacerdote olhou rapidamente para o corpo no chão à sua frente. Normalmente, teria se compadecido daquela pobre alma. Era um infortúnio ter que ceifar uma semente tão promissora, mas aquele rapaz já havia se desviado do bom caminho. Zarastra era um homem bom, como disse antes, dotado de um coração lotado de compaixão e bondade, mas também era alguém que conhecia seus deveres e sua missão. Jamais demonstraria piedade àqueles que ameaçassem o Santuário, independente de quem fosse.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.