Zagarnai

5 Os anéis da família


Já de manhã, Beatriz acorda cedo por estar acostumada a ser acordada por João. Ela desce para tomar café, mas não tem ninguém.

–Por que eu acordei tão cedo? Culpa do João.

João desce as escadas com uma cara de cansado.

–O que foi, que cara é essa? – Pergunta ela.

–Eu não dormi quase nada… — Diz ele enquanto se senta.

–Sua noiva?

–Ela mesmo... E hoje depois da aula nos vamos treinar... Nós quatro.

–Hai, que horas é a aula? Não tenho os horários ainda. E eu posso ir com o terno ou eu escondo da escola que eu sou da máfia?

–Vai de terno... Somos da mesma sala, suas aulas são as minhas aulas e começam as 8h e acabam as 15h.

–Tá. Agora, o que vamos fazer, ainda são seis horas... – Beatriz olha o relógio, bocejando.

–Vou te mostrar um pouco da matéria. – Diz João, pegando os livros.

–Tá. – Beatriz pega os livros, e os lê com João. Andrey desce ali e começa a desconcentrar ambos.

–Filho... Vá se arrumar logo. — Diz João irritado, olhando para o relógio. – Sete e meia... Vamos Beatriz. — Diz ele já invocando a coruja.

–Tá... – Beatriz o acompanha, seguida por sua raposa que logo torna a ser a faca dada por João.

–Vamos demorar uns 25 minutos pra chegar lá. — Diz ele já levantando voo.

–Minha raposa consegue voar, também, mas ela é fraca, não tenho força suficiente para dividir com ela.

–Ah, tudo bem... Estou acostumado a voar com pessoas nas minhas costas.

–Hehe... Ah, chegamos, eu acho... – Diz Beatriz apontando a escola. O lugar é tão grande quanto a mansão dos Zagarnai, mas não chega a ter tantas salas, são poucos os que tem poderes.

–Vou pousar nas árvores. — Diz ele e assim q pousa já volta ao normal. — Vamos rápido.

Beatriz o segue até a sala, e todos a reparam por estar usando o terno dos Zagarnai. Ninguém acredita que a novata seria a convocada.

–Chegamos... – Diz Beatriz ofegando. – Nossa, as salas são enormes! – Exclama ela, escolhendo um lugar para sentar.

–Sente-se do meu lado, hoje teremos um trabalho em dupla. — João se senta colocando os pés em sua mesa.

–Isso não é… Deselegante… ?

–Eu sou chefe de turma... Eu decido o que fazer. Mas isso me deixa desconfortável… — Ele tira os pés da mesa — No intervalo vamos encontrar com uma pessoa.

–Com quem, aquele seu amiguinho da outra máfia? – Beatriz debocha.

–Você é até espertinha, hein... Ele mesmo, ele vai ajudar no treino de hoje.

–Tá brincando... Aquele cara, desculpa mas, ele só sabe seduzir, ontem na festa metade das meninas que tinha lá foram pro canto com ele.

–Ele é bom na luta... É como o Antonny, tem cara de besta, mas sabe lutar.

–Para com isso, o Antonny é gente fina! – Ri Beatriz, cutucando a testa de João.

–Já te falei sobre me tocar sem permissão. – Diz João, irritado.

–Eu não me importo com suas regras. – Beatriz bagunça seu cabelo, e todos na sala a olham espantados. Ela se senta novamente, rindo enquanto abre seu livro.

–Eu deveria te punir... Mas você é fofa demais pra isso.

–Tá brincando? Vindo de você, isso é um baita elogio! – Beatriz olha para ele, sorrindo.

A jornalista da escola que se senta logo a frente de João e pergunta:

– João, você, o grande herdeiro da máfia, vai anunciar seu noivado com essa garota ai quando? — Antes que Beatriz pudesse falar qualquer coisa João pega sua besta e aponta para a jornalista.

–Ele... Ele não é meu noivo... — Afirma Beatriz, meio sem graça, e um pouco espantada. – Eu sou muito nova para me casar...

–Eu vou te matar e acabar com isso. — Diz João nervoso.

–C-calma... Eu... Não sabia, me desculpe... — Diz a jornalista assustada.

–Vai ter suas desculpas no inferno.

–João, para, por que tá tão irritado? – Pergunta Beatriz, desviando sua besta para cima com a faca.

–Eu não sei... — Diz ele voltando a apontar a besta pra ela. Beatriz desvia a besta, e a segura apontando para si.

–Calma, você é bipolar, você vai acabar pegando expulsão...

O professor chega, já acalmando a sala.

–Bom dia alunos... Ei João, abaixe a besta você sabe da regra de assassinar antes das 09h.

–Claro professor. — Joao guarda sua besta.

–Antes das nove... – Beatriz senta-se, mais espantada do que antes. — Que tipo de escola deixaria seus alunos se matarem?!

–Essa regra só se aplica aos da máfia. — Diz o professor. — Hoje teremos um trabalho em dupla forme suas duplas. — Joao do nada se vê rodeado de garotas.

–Ei, faz comigo! — Diz uma.

–Não, comigo! — Responde a outra e assim começa uma discussão.

–Sinto muito garotas eu vou fazer com a Beatriz.

–Ai, cada dia pago mais mico... – Diz Beatriz, se encolhendo em sua cadeira, cercada de meninas furiosas. João olha pro relógio.

–Hm... Nove horas, já... — Então ele aponta a besta para as meninas enfurecidas. — Saiam de perto dela. – Ameaça ele, e todas as meninas saem.

–O... Obrigada... – Responde Beatriz, ainda encolhida. – Essa escola é muito estranha...

–É porque você ainda tá nos primeiros dias... Agora vamos fazer esse trabalho. Você copia e eu respondo.

–Ha... Hai... – Beatriz aceita, e copia as perguntas, e após fazer isso, João as responde, terminando assim o trabalho. – Vai me dizer que os membros da máfia tiram 100 em todos os trabalhos, mesmo estando errados.

–Não... Eu acertei todas... Habilidade das trevas... Consigo ver as respostas do livro do professor.

–Isso não é cola? Bom, é mais fácil assim do que estudando... – Afirma Beatriz.

–Essa escola ensina a gente a usar os poderes... É isso que estou fazendo.

–Ah, explicado... E como funcionam as aulas? É batalha de sobrevivência?

–Aulas teóricas... A luta você tem que aprender com um mestre, tipo eu.

–Melhor escola do mundo... – Diz Beatriz, ironicamente.

–Ainda faltam trinta minutos para o intervalo... E já acabamos o trabalho então eu vou dormir um pouco.

–Tá bom... – Beatriz volta a ler seu livro, enquanto espera o intervalo, a meia hora se passa rapidamente.

–Ah! Vamos! — Diz João.

–Sim, já estou na porta. – Diz Beatriz com sua comida na mão, esperando João na porta.

–Ágil como uma raposa... E realmente é uma... – Diz Rafael, esperando com todos os outros membros da máfia.

–Sempre fui assim. – Responde ela, já devorando sua comida.

–Vamos para o terraço. — Diz João.

Chegando lá membros de outra mafia os aguarda.

–Viemos levar sua vi... — Antes deles terminarem de falar, João e Rafael já tinha os matado.

–Vamos comer agora. — Diz João se sentando.

–Tá brincando... Vocês dois são de mais! – Exclama Beatriz, examinando e cutucando com seu pé os corpos mortos.

–Eu não ia lutar com eles... Tô com fome. – Diz João.

–Ei João, os Toppa pediram pra falar que hoje quatro de nós vão lutar contra eles. — Diz Lucas.

–E por que eles querem lutar? Não tem motivos. – Diz Beatriz terminando sua comida.

–Tem sim... Os anéis. — Diz João.

–Que anéis? – Pergunta ela, se aproximando.

–A é... Eu esqueci de te contar... Hehe, nossa família tem poderosos anéis e os Toppa os querem... Mas nunca os conseguem, então é só a gente matar eles e isso acaba.

–Não poderíamos acabar com isso apenas matando o seu líder, em vez de criar uma guerra?

–Não... Lucas qual a ordem de luta?

–Metal, trovão, lua e vento. — Diz Lucas.

–Ok... Vamos embora, Beatriz, Maria e Hany... Hoje nós vamos treinar.

–Hai. – Respondem as três ao mesmo tempo.

Joao e Maria pulam lá de cima e depois voltam voando.

–Hany a Maria vai te levar, Bia pula aqui nas minhas costas. — Diz João. Beatriz pula em suas costas, e ele começa a se movimentar.

–Que legal, agora vocês voam. Vamos treinar no mesmo lugar em que tivemos nossa luta de grupo?

–Não... Será no andar normal... — Diz João.

Depois de um tempo eles chegam no campo de treino da casa de João e Vitor estava os esperando.

–Vamos começar logo. — Diz Vitor.

–Você... – Diz Beatriz, recuando um pouco. – Por que ele está aqui?

–Advinha quem vai lutar contra a gente pra treinar. — Diz João pegando suas armas.

–Vai pro inferno... – Beatriz pega sua foice e se coloca em posição. – Eu não gosto muito desse cara... – Completa ela em um sussurro.

–Nem eu... — Diz Maria.

–Vamos começar logo, Vitor você começa. — Diz João. Vitor pega sua arma e da tiros de luz bem fortes. Hany lança um escudo de luz e Maria fortalece com plantas.

–Agora vamos atacar. — Diz João pegando beatriz pela cintura e começando a voar.

–Ah, como você quer que a gente ataque? – Pergunta a menina, segurando o cinto para baixo com uma mão, e com a outra a sua antiga faca.

–Lança essa faca na cabeça dele. — Hany faz seu novo ataque. Ela lança uma bola de luz e sua espada cresce, ela manda outra bola de luz com muita força.

–Lança essa faca agora! — Diz João. Beatriz a lança, e acerta Vitor.

–Conseui! – Diz ela.

–Sabia que combinar os ataques daria certo. — A empregada de Vitor tem a habilidade de regeneração, então ela o revive.

–Pronto chefe. — Diz a empregada.

–Isso foi violento sua... Sua... — Diz Vitor.

–Sua o que? – Pergunta beatriz. – Agora que começou, termine.

–Não... Estou indo embora. — Vitor então sai correndo dali com sua empregada.

–Eu acho que eu o humilhei um pouco... – Diz Beatriz se virando para João.

–Vamos, está na hora das lutas. — Diz João.

–Mas já? Que rápido... – Diz Hany.

–--------

Ao chegar no lugar da luta, a outra família já os esperava. Os quatro que iam lutar se aprontam, e os outros ficam esperando. Beatriz se senta no telhado de uma casa, apenas observando.

–A quanto tempo... Monstro das trevas. — Diz o chefe dos Toppa.

– A quanto tempo perdedor idiota. — Diz João. — Vamos começar logo.

–Ok... Guerreiros do metal... Venham ao campo. — Diz o Toppa.

Andrey e o outro guerreiro vão ao campo.

–Você já era! — Diz o Toppa de metal.

–Isso é ridículo... – Diz Beatriz se levantando. Dois Toppa a cercam.

–Você não vai a lugar algum. – Diz um deles.

A luta começa, e o Toppa puxa sua bola de ferro gigante e invoca seu urso demoníaco, Andrey usa as katanas pra parar a bola, mas não é muito boa a ideia, então ele usa sua serpente para um ataque direto que derruba o urso e a bola.

–Isso vai ser fa... — Antes de Andrey terminar de falar ele é atingido pela bola, enquanto isso Laah mata os dois Toppa que bloqueiam Beatriz.

–Fique mais atenta. — Diz Laah.

–Estou atenta o suficiente, você estragou, eu ia matar eles. Não preciso da sua ajuda. – Diz Beatriz, pulando para outro telhado.

–EU NÃO VOU TOLELAR OUTRA DERROTA!! — Grita Andrey, ele invoca varias katanas de metal e sua cobra fica bem pequena e entra na boca de seu oponente, as katanas que ele invoca atacam diretamente seu oponente.

–Isso não basta. — Diz o Toppa quebrando as katanas. — Meu urso e eu vamos matar você. — O Toppa lança sua bola.

–Não agora. — Andrey pula na bola e vai andando na corrente e então corta os braços do inimigo — Agora!! – E então, espinhos metálicos saem de dentro do Toppa. — Minha cobra te matou, eu ganhei. – Todos os Zagarnai batem palmas, Beatriz desce do telhado, pega um pouco de água e usa um poder de cura em Andrey.

–Eu não sabia que você podia fazer isso... – Diz Hany.

–Eu sei fazer muitas coisas. – Responde ela, sorrindo.

–Só não sabe se controlar muito bem... — Diz João. — Soushi agora a luta é sua.

–Tô indo. — Soushi já puxa os guarda-chuvas e seu morcego.

Soushi se transforma na ultima forma do vampiro e ataca o mamute do oponente.

–Bom sangue... Agora é você.

–Não vai não. — O Toppa usa sua luva pra dar um golpe direto.

–Eu vou acabar isso rápido. — Diz Sosuhi usndo seu poder. Ele usa um guarda-chuva pra absorver poder e o outro pra lançar poder. — Vampiros tem poder ilimitado... E agora... Você morre. — Soushi atravessa o corpo do oponente com o guarda-chuva.

–Estou indo lá. — Diz Antonny.

–Meu cabrito é poderoso os chifres tem um milhão de volts. — O Toppa diz isso e lança facas nem Antonny que joga todas elas longe. — Ainda não acabou – O Toppa lança uma carga forte em Antonny.

–Como assim, não sei me controlar? Você não sabe nada sobre mim! – Diz ela, cutucando o peito de João, irritada.

–Não preciso responder sua pergunta, Beatriz. — Diz João tirando uma taça de vinho do terno.

–Sim, precisa. Você me chamou aqui, agora você que se explique. Eu não tenho paciência para aturar pessoas como você! – A roupa de João começa a congelar, assim como as roupas de todos ali presentes.

–Me congelar não adianta... Antonny vai lá e use aquilo. — Diz João. — E Beatriz, descongele meu vinho... Eu quero beber ele logo.

–Eu não congelo, isso acontece quando eu fico irritada. Não sou eu, já que você sabe tanto, deveria saber isso.

–Controle seu poder logo e descongela isso. — Enquanto isso Antonny já parte pra cima do cara.

–Por mil luas, não sou eu! – Enfurece-se Beatriz, enquanto olha para seu parceiro voltando da luta. – Agora pare de me provocar e me explique isso.

–Arrrrh... Não da pra invocar o minotauro assim... Terei que usar aquilo. — Antonny então usa a jiuneken e ele de 10 anos no futuro aparece.

–A quanto tempo chefe. — Diz ele.

–Você cresceu um pouco Antonny. — Diz João sorrindo. — Acha que vai vencer.

–Você verá. — Antonny invoca seu minotauro que lança trovões no cabrito e o destrói. — Tá acabado... — Ele lança uma carga elétrica potente com sua katana que explode o Toppa do trovão.

–Explicar o que? — Diz João.

–O por que de você dizer que eu nãos ei me controlar. Você só piora, dá pra ser pelomenos mais na sua?

–Bia... Depois eu te explico melhor eu irei lutar agora... E por favor... Não ache estranho o que você vai ver agora. — Diz João com uma cara triste.

–Não penso nada que não me convenha... – Diz ela cruzando os braços e virando a cara.

A luta começa o chefe dos Toppa invoca sua aranha.

–Minhas cartas vão acabar com você! — Ele lança cartas que atingem João e um liquido vermelho começa a escorrer dele.

–MEU VINHO!! Deu desgraçado era a ultima taça! Eu vou te matar! — Joao lança flechas potentes que destroem as cartas.

–Eu que vou te matar. — Ele joga ovos de aranha no corpo de João que entram nele e explodem seus órgãos, Joao acaba desmaiando. — Eu falei que ia te matar.

O corpo de João solta uma aura negra e aquele dia tão claro se torna uma escuridão.

–Que escuro. — Diz Hany fazendo uma bola de luz para enxergar, e lá estava o João com 80% de poder... Seus olhos soltavam aura negra ele tinha uma cauda asas de grifo, os braços coberto de penas, e era uma criatura mortal.

–O que mais se esperar dele? – Pergunta Laah, ironicamente se sentando ao lado de Beatriz.

–Não sei, não quero saber e odeio quem sabe. – Responde ela.

Então João estala os dedos e um grifo enorme surge, ele destroça a aranha. Como nessa forma João esta totalmente anormal, ele não fala... E com piscando os olhos, ele explode o chefe dos Toppa e depois colocando a mão no chão ele mata todos os outros Toppa. Mas ele perde o controle e começa a destruir tudo em sua volta.

–Chefe não! — Grita Hany.

–Só me faltava essa... – Diz Beatriz com a taça de vinho congelado. – Ei, monstrão, se controle. Eu tenho vinho, você quer? – Pergunta ela, oferecendo o vinho. João simplesmente explode a taça e vai na direção de Beatriz.

–Espera João! — Laah vai pra cima dele e o beija colocando o veneno q estava em sua língua na boca dele e fazendo ele voltar ao normal. — Pronto... Ele tá normal agora.

–Você sempre corta meu barato... – Diz Beatriz guardando a faca com o cristal, rodeada com um tipo de aura mágica neutralizadora.

–Beatriz... Você não me venceu com 50% da minha força... Acha que conseguiria com 80%? — Pergunta João.

–Eu já lutei com ele assim que acho que não venceria. — Diz Vitor aparecendo do nada.

–Eu não iria lutar, só iria te tirar de sua transe. Que saco, não é por eu ser novata que eu seja uma completa idiota, eu sei das coisas. – Diz ela se afastando do grupo e indo em direção da cidade.

–Calma... Olha... O que acontece quando eu entro naquela forma não pode ser neutralizado assim... Só a Laah consegue. — João fica na frente de Beatriz. – Olha... Você é importante mesmo sendo novata... Eu sei que não parece mas... Eu preciso muito de você. Quando chegarmos em casa, revelo tudo sobre os anéis... Ok?

–Vai pro inferno, você fala como se eu fosse uma criança. Eu sei o que eu estou fazendo. Meu primo é igual a você, por que você acha que eu tentei? Vejo vocês depois. – Diz ela, desviando de João e continuando seu percurso.

–Ela não entende mesmo né? — Diz Rafael.

–E nunca vai entender... Ok gente vamos embora. — Diz João.

–Eles me tratam como uma formiga. Por quanto tempo mais eu vou ter que aguentar isso? Deveria ter ficado em casa. Eu posso mais do que eles pensam... – Sussurra Beatriz chegando na mansão um tempo depois daquilo. – Por um acaso o João só me conhece a duas semanas, e ele age como se soubesse de algo sobre mim.

Quando ela chega, João está na sala vendo todos os anéis.

–Oi Beatriz...

–Oi. – Beatriz se senta no sofá. Sua raposa as de sua bolsinha, e percebe sua frustração, deitando-se em seu colo. – Sou toda ouvidos.

–Eu quero lhe pedir desculpas... Prometo não vou te tratar mais como criança e a comida tá pronta.

–Estou sem fome... – Diz ela se esparramando pelo sofá. – Você não falou o que eu quero ouvir. – Ela se senta novamente se apoiando no braço do sofá.

–É sobre os anéis que quer ouvir?

–Você sabe o que eu quero ouvir. O que sabe sobre mim? Por que você acha que eu não me controlo?

–Eu sei que você tinha uma vida normal... E um pouco sobre sua família... E acho q não se controla porque as vezes começa a congelar as coisas e não para... Me perdoe, mas eu sei que você é forte... Não uma formiga.

–Pela última vez, não sou eu que congelo as coisas, e eu nunca tive uma vida normal. Minha família toda tem poderes desde que nasceram, eu só fui ter a um ou dois meses, e você escutou?

–Sim... Claro que escutei... Agora eu tenho que te ensinar sobre os anéis, você pode usa-los como centro de auras... tipo quando eu usei pra invocar a tonfa diretamente na minha mão... você pode fazer isso, eu uso o das trevas pra tonfa e do vento pra besta... Tome o da água e do gelo.

–O que eu vou fazer com isso? – Pergunta Beatriz, pegando e colocando os anéis no dedo.

–O que eu acabei de falar... E outras coisas que eu vou te ensinar amanhã porque a Juh já deve estar chegando e não vai ser bom se ela descobrir a verdade.

–Ela é sua noiva, ela deveria saber. – Beatriz ri.

–Não deveria não. — Julia chega assim que João fala.

–Oi gente, eu já comi na casa da minha mãe e testou com sono... João vamos dormir logo eu tenho coisas pra fazer na cama.

–boa noite Beatriz. — Diz João que sai com a caixinha dos anéis.

–Tchau, tchau...