Zagarnai
3 OS oito mais fortes
No dia seguinte, era sábado, mas João não deixou de acorda-la cedo. Logo as 06:00h foi chamar a Beatriz.
–Ei levante logo.
–Ah... Mas é sábado... – Reclama Beatriz.
–Hoje teremos uma coisa especial aqui em casa.
–E eu posso saber o que é? – Pergunta Beatriz se virando para a porta.
–Todos da Z estão aqui é o dia do combate dos oito mais fortes. – Responde João.
–Eh? O quê é isso?
–Todos os oito mais fortes dos Z mostram suas habilidades em quatro combates.
–Então posso saber o motivo de você ter me acordado? Certeza que sou a mais fraca dentre todos vocês. – Beatriz enfia a cara no travesseiro, e metade da frase fica abafada.
–Porque você tem que ver os combates... E se não levantar eu vou entrar.
–Que entre, não estou nua! – Responde Beatriz com um tom de agressividade.
–Não é educado entrar no quarto de uma dama sem permissão... Mas já que é assim... — Ele entra e vê o quarto todo bagunçado — Ei já pensou em arrumar isso?
–Eu arrumei isso ontem de manha, mas cheguei tão cansada que não arrumei de noite. – Beatriz joga as cobertas em cima de João – Se eu não vou precisar lutar eu não vou. Já dei sorte de vencer seu filho, isso já não basta?
–Você vai aprender umas coisas lá... E conhecer todos melhor... E meu filho também não luta entre os oito mais fortes, e não jogue essas cobertas em mim você não tem esse direito. — Diz ele jogando as cobertas de volta nela.
Beatriz, um pouco irritada, joga sua pequena faca, que passa de raspão em seu óculos e se prende na batente da porta.
–Então que tal isso... – Diz ela.
–Fique calma... Eu vou ter q te levar carregada? – Pergunta João.
–Se você fizer o favor de me deixar dormir até tarde, um dia... – Responde ela, retirando sua faca da madeira e vestindo sua saia.
–Vamos fazer assim... Veja as lutas hoje e amanhã dorme até mais tarde e eu ainda libero a piscina para ficar o quanto quiser.
–Tá... – Beatriz segura a faca com a boca e termina de calçar suas bota. Ambos descem para comer algo antes de assistir as lutas. – Espera, se são dez pessoas na máfia, e são oito mais fortes, e seu filho não é um deles, quem é o outro?
–Você... E a proposito... Eu vi sua calcinha...
–Então de que cor era? – Pergunta ela sem mudar seu humor.
–É azul com uns detalhes... Mas não vamos falar sobre isso né...
–Errou, é preta. Vamos para eu voltar a dormir logo. – Beatriz segue João até o salão das batalhas.
''Como pude ter errado a cor... A luz daquele quarto me atrapalhou'' pensa João, e assim que chegam ao salão de batalhas os outros oito estão os esperando.
–Você demorou João. O que foi fazer com ela naquele quarto hein?? — Pergunta Antonny.
–Não é nada disso que está pensando.
–Oh claro... Você é noivo mais só uma não basta né... — Diz Soushi.
–JÁ FALEI QUE NÃO É ISSO!
–Antonny, Soushi, venham aqui... – Chama Beatriz, e após eles seguirem sua ordem, ela nocauteia ambos com um golpe só. – Eu não sou do tipo de pessoa que pega homem compromissado.
–Ei pai eu não quero um irmão que venha dessa dai. — Provoca Andrey.
–Filho... Quer ficar igual a eles dois?
–Não pai.
–Então cala a boca, moleque. – Beatriz se vira, ainda irritada por ter sido acordada. Ela começa a pisar na cabeça de Antonny.
–Vamos começar logo antes que o clima fique pior... Vocês já sabem a razão de estar ai... A luta dos oito mais fortes começando com a luta da rainha do veneno e o vampiro da lua... Laah, Soushi, venham aqui...
–Eu... Não sei... Se consigo... — Diz Soushi.
–Tá bom, vamos lá! — Diz Laah.
Eles lutam por um tempo, e conseguem tirar um pouco de sangue um do outro.
–Bom... Eu menti sobre uma coisa para você, Beatriz. – Admite João.
–E o que é?
–O verdadeiro guardião do Soushi é um morcego... O Soushi é um vampiro.
–Achei que era algo mais importante... E por qual motivo mesmo eu tenho que estar aqui?
–Você vai aprender algumas coisas aqui. – Responde João.
–Pai, ela é lerda, nunca vai aprender nada. — diz Andrey. Beatriz faz o mesmo com ele o que fez com Antonny.
–Posso ser lerda, mas não sou burra, pirralho. – Diz Beatriz de braços cruzados.
–Pirralho? Eu tenho 50 anos! — Diz Andrey.
–Mas você é baixinho pra quem têm 50 anos... – Zomba Beatriz, rindo.
–Ei daqui de baixo posso ver sua calcinha. — Diz Andrey.
–Ora seu pervertido... – Beatriz espreme mais a cabeça dele contra o chão. – Aliás, todos aqui são... E não vou aprender nada olhando para as pessoas lutarem, apenas na prática. Ora essa, não sou um gênio!
–Calma... Eu quero que você conheça melhor nosso estilo de luta.
Enquanto isso a luta fica cada vez mais intensa e Soushi começa a flutuar com um guarda-chuva... E como a lua ainda estava no céu ele pode mandar o outro como um tiro na direção de Laah.
–Acha q isso vai me atingir?- diz Laah invocando seu escorpião e mandando o guarda-chuva longe.
–Isso é meio chato... – Diz Beatriz brincando com uma faísca de sua chama fria. – Estou começando a ficar com dor de cabeça...
–Amanha pode dormir o quanto quiser... Já te falei que deis de que você chegou aqui eu só tenho usado 2% do meu poder?
–Interessante... – Beatriz desfaz a pequena faísca e vira sua cabeça. – Já que estamos no final de semana, vou voltar para Osaka. Com certeza minha mãe vai ficar feliz.
De repente Soushi se transforma.
–Já chega! Eu vou suar a bola da lua e acabar com isso! — Diz Soushi.
–Você sabe que eu injetei veneno de drenajem em você? — Diz Laah.
–O que? — De repente Soushi volta ao normal e cai no chão.
–É... Eles mostraram muito do poder... Eles são bons. – Afirma João.
–Claro que sim... – Beatriz também se pronuncia, porém mais prestando atenção em seu livro que na luta.
–Maria, Hany... A luta agora é de vocês.
–Ok. — Maria já invoca seu bastão.
–Tá bom. — Diz Hany puxando a espada e o escudo.
–Beatriz presta atenção vai ver como são minhas reais aprendizes.
–Morra. – Beatriz se levanta. – Eu vou ao banheiro. Se por um acaso qualquer outro garoto vier atrás de mim eu juro que mato. – Ela sai da sala.
A luta começa e os barulhos são fortes pois as duas lutam duro, e começam a destruir parte da arena.
–Já era! — Maria usa seu bastão para invocar raízes com espinhos.
–Acho que não... — Hany usa a luz pra produzir uma muralha.
–A Hany é fofinha… — Diz Beatriz, surgindo ao lado de Soushi.
–AAh, de node você surgiu?! – Pergunta ele.
–Eu voltei fazem cinco minutos... – Responde ela.
–Eu vi ela chegando. — Diz Joao enquanto toma um café.
–Não viu não. Você viu o Soushi chegar. – Beatriz se vira para João, cutucando a cabeça de Soushi.
–Ei mestre, podemos parar, estamos cansadas. — Pergunta Hany.
–Haha claro! Já foram bem... E pelo menos não são teimosas… — Diz Joao olhando para Beatriz.
–Hehe… — Sorri Beatriz mostrando a língua. – Ei eu quero lutar uma também, e poderia ser com o Rafael? Quero ver o poder dele, afinal, foi ele que descobriu meu guardião.
–Lutar contra o 2° mais forte entre os oito? Você vai ser massacrada! -Diz Joao — Agora a luta do fogo e...
–A minha claro! — Diz Andrey interrompendo seu pai.
–Não... A luta do fogo... E do trovão.
–Seu sem graça... – Diz Beatriz arrastando sua foice – Quando é que isso vai acabar? Está meio quente aqui dentro.
–Depois dessa só tem mais uma e... Sua raposa tem ouvidos sensíveis não tem?
–Não sei… Depende, por que?- Pergunta Beatriz.
–Porque os tiros do Lucas são potentes e barulhentos.
–Acho que não, e se for ela volta a ser uma faca, mas ainda preciso separar ela de minha pequena arma. – Diz Beatriz, acariciando a raposa.
–Depois eu vou fazer algo sobre isso. – Diz João. A luta começa Antonny já parte pra cima com seu minoutauro lançando raios e Lucas usa bolas de fogo e começa a atirar balas.
–Eles são bons... – Afirma Beatriz.
–Bons? Você sabe de onde são aquelas katanas? — Diz Andrey.
–Não faço a mínima ideia… — Responde Beatriz.
–Ele tem uma coleção de katanas mais só usa uma... Essa katana é feita do metal mais puro que existe.
–E ela é o que faz a habilidade especial do Antonny — Diz Joao.
–Interessante, me sinto uma inútil novamente. – Afirma Beatriz, fechando seu livro.
–Ele pode trocar de lugar com o ele de 10 anos no futuro combinando seu raio mais puro com essa katana. — Diz Joao.
–Você não está ajudando... – Diz Batriz, se estressando.
–Calma... Ele pode fazer isso dez vezes mais é arriscado porque se ele não estiver vivo cem anos no futuro ele simplesmente desaparece... Aulinha de hoje: se eu ou você usarmos isso dez vezes vamos aparecer?
–Depende da nossa força, não? – Responde ela.
–Depende da nossa vida. Somos imortais, ele não. — Então Antonny puxa uma corrente e lança uma onde elétrica bem forte contra Lucas.
–Isso não vai me deter. — Diz Lucas enquanto faz uma enorme onda de fogo.
–O Lucas pode colocar fogo em seu próprio corpo sem sentir... E pode criar coisas vivas com seu fogo. — Diz João.
–Interessante, mas como eu disse, você só está piorando. – Diz Beatriz começando a congelar as bordas das mangas de Andrey e João.
–Ei eu não tenho nada a ver com isso. — Diz Andrey. Joao segura no ombro de Beatriz.
–Me desculpe... Não foi minha intenção. — Ele olha pra arena — Já esta bom gente... Vocês estão ótimos.
–Posso ir embora, agora? – Beatriz se levanta.
–Não... Se não você perde o melhor, Rafael vai pra arena seu oponente já vai chegar.
–Ok. — Diz Rafael.
–Ótimo, e quem vai ser? Você? – Pergunta Beatriz.
Joao simplesmente começa a voar e parte para um ataque direto girando e atirando flechas em Rafael.
–Não vai ser agora — Rafael sobe duas mãos de pedra gigantes do chão.
–É garotinha... Tá na hora do seu mestre usar 5% de poder… — Diz Laah.
–Ah, não enche. – Beatriz se levanta e sai da salinha. Ela vai até a porta da arena olhar de perto, já que o seu esperado oponente está lutando. – Eu queria estar ali... – Diz ela.
–Não... O Rafael te mataria. — Diz Lucas. Rafael então invoca dois golens da terra que se jogam em João.
–Seu mestre é uma arma destrutiva, se ele usar no mínimo 60% de poder a real forma dele é revelada... Isso é só faixada, sem querer te humilhar. — Diz Laah.
–Por que vocês me seguiram? – Pergunta Beatriz. – Vocês nem sabem meu motivo para querer batalhar contra ele.
–Porque estamos encarregados de te ajudar... Você precisa saber a verdade sobre o seu mestre. — Do nada, Joao cria uma ilusão tão poderosa que até o palco começa a entrar na ilusão e do nada se vêm no meio de um rio.
–Eu não preciso de ajuda. – Beatriz sai de perto deles e, pulando de pedra em pedra, chega ao outro lado do rio.
–Agora tá na hora do meu poder ser revelado — Diz João mas antes de fazer isso olha para o palco. — Quero dizer... Já esta bom... A Beatriz já viu como somos... Agora vamos. — Chegando ao palco ele vai até Beatriz. — Me encontre no 4° andar em 5 minutos. — Ele sai da sala de lutas.
–Ah, vai pro inferno. – Reclama Beatriz, seguindo sua ordem, e, cinco minutos depois, ela está lá, como combinado. – O que você quer?
Ele tira uma faca com um belo cristal no meio de uma gaveta.
–Tome... Isso vai te ajudar a dominar melhor a raposa... E como sabe só temos aulas quarta, quinta e sexta toda semana... Então eu vou te levar pra Osaka e terça a noite te busco lá... já que quer visitar seus pais.
–Não preciso de carona, eu vou de trem. – Beatriz se vira guardando a faca em seu cinto.
–Ok... Não fale meu nome lá e tire o broche e o terno...
–Por que eu preciso esconder da minha família que eu participo de uma máfia? – Beatriz se apoia com uma das mãos na mesa e apoia a outra na cintura – Afinal, eu corro risco de vida.
–Não quero que te matem... Boa sorte lá.
–E por que me matariam? – Pergunta ela já de roupa trocada.
–Você é da mafia mais famosa que existe... Todos querem o nosso poder.
–E me matar não seria ganhar poder, e sim perder. – Beatriz olha pela janela.
–Pare com isso... Você tem o Chiten no kai... É um membro vital... Você acha que tenho muito poder?
–Você é o mais forte de todos nós... – Beatriz sai do quarto e desce as escadas indo pegar sua mala.
–Ok... Até terça. — Diz João pensando no que a Laah poderia ter dito para Beatriz. — É pelo visto não vou precisar abrir a piscina amanha. — Diz Joao.
Beatriz chega até a estação, e acaba se deparando com Rafael e Lucas.
–Yo, o que vocês estão fazendo aqui? – Pergunta ela.
–Estamos indo recolher umas informações na Itália. – Diz Lucas.
–Eh, que legal. Eu estou indo para Osaka, ver meus pais. Talvez eu traga minha irmã para passar uns dias aqui... Se ela fosse mais velha...
–Tá louca? É provável que o Andrey apareça na casa do Joao cheio de cabeças... Imagina se sua irmã vê isso? -Diz Rafael.
–E quem disse que vai ser na casa dele? Vou pedir dinheiro emprestado e alugar um quarto perto da mansão.
–Ele tem uma casinha lá perto, pra que pedir dinheiro? — Diz Lucas.
–E por que diabos ele nunca me disse isso? — Beatriz dá um tapa na sua própria cara.
–Porque ele quer que você viva no bom e no melhor... E seu treinamento não pode parar. — Diz Rafael.
–Ei gente, vamos! — diz Antonny que vem correndo em direção a eles.
–Antonny? Você vai com eles? – Pergunta Beatriz.
–É claro... Somos do mesmo time... O João não te contou?
–Argh, acho que eu não vou para Osaka essa semana... Aquele tonto quer que eu participe da máfia mas não me conta nada! Qual é, eu preciso de uma parceria também! – Beatriz se enfurece.
–Calma depois você vai ter. — Diz Antonny e o trem deles chega e eles vão embora.
–Ei, algum de vocês se voluntaria pra me ajudar? – Pergunta Beatriz.
–Não podemos... Só o Joao resolve isso. — Falam os três em uníssono.
–Ah, que seja então. – Beatriz se vira para a janela, e passa o resto da viagem em silêncio brincando com sua nova faca.
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