Zagarnai

14 O início da batalha


No outro dia, a casa estava uma bagunça. A maioria das pessoas estavam de ressaca, e mesmo assim, Joao acordou Bia cedo para falar com ela.

–O que você quer? – Diz ela virando de lado – Comi muito pouco, ainda estou sem energia...

–Não vamos mais a escola, e... Se você quiser ver seus pais... Vá agora, porque é provável que nunca mais você vai poder vê-los. — Diz Joao com um tom frio.

–O que... Por quê? – Pergunta ela se soltando de Yui(Nath), que abraçava sua perna – O que vai acontecer? — Ele olha para as duas com um olhar mais frio que sua voz.

–Coisas horríveis... — Ele se virou enquanto falava bem baixo para Jarbas. — Transfira tudo para o andar subterrâneo... Acho que lá será mais seguro.

–Ei, me explique! Se é tão perigoso, então não coloque ninguém nisso! Como você já me acordou, não tenho escolha, nas não meta mais ninguém! – Diz ela já colocando os sapatos.

–E VOCÊ ACHA QUE EU TENHO ESCOLHA?! — Diz Joao irritado — Er... Me desculpe... Mas... Por favor... Espere só mais uma horas.

–SIM, VOCÊ TEM! Você já acordou quantos? – Pergunta ela, olhando para as pessoas adormecidas.

–Só você... Não quero deixar todo mundo assustado, e também... Acho que só você vê os pais aqui.

–Então não acorde mais ninguém. Vamos só nós. E vamos rápido, antes que os outros acordem.

–É tarde de mais par você falar isso. – Diz Yui, acompanhada de Leo, Márcia e Rafael. – Nós vamos também.

–DE MANEIRA ALGUMA! Você já desapareceu por quatro anos e meio, nõ vou deixar você em perigo novamente!

–Todos devemos ir para o subterrâneo... — Diz Joao quando um barulho vindo do lado de fora — ACORDEM!! — Grita ele — Jarbas leve todos lá para baixo. Rafael quero uma parede de pedra matriz atrás de mim.

–Tá bom. — Rafael sobe a parede impenetrável atrás de Joao, e então se ouve uma imensa explosão.

–J! Me explique o que está acontecendo! – Diz Beatriz abaixando a cauda. Jarbas leva todos para um elevador

–Entrem, explicarei tudo aqui dentro.

–Fale logo! — Diz Maria.

–São os Whinchester? — Pergunta Rafael.

–Sim... Eles voltaram. — Diz Jarbas.

– ... Eles não... Nós... Vamos morrer. — Diz Maria se ajoelhando.

–Cale a boca! – Grita Beatriz – Só morreremos se acreditarmos na morte! Eu também tenho medo de morrer, mas do que adianta ficarmos parados sem fazer absolutamente nada?! Se conseguimos sobreviver até aqui com tudo que vem acontecido, então passaremos por esse problema! A não ser que alguém queira ficar para traz e chorar até a morte...

Naquele momento se ouve uma risada vindo do fundo do elevador.

–Bia, Bia... Palavras bonitas não vai salvar nossas vidas. — Diz Joao.

–J-J-san. — Diz Aisha pulando em Joao – Mas... Como?

–Eu fiquei lá pra parar a bomba. e vi que não ia dar... Aí eu me transformei em ar... E vim com vocês. — Diz Joao sorrindo — Pessoal... Agora tudo ficará sério... O treinamento... As armas... Quando chegarmos lá em baixo Alfaro e Alfhred... Os mordomos errantes, estarão lá... Mas eles são legais... E agora... A Nova geração... Vai agir.

–Ele tá diferente né? — Diz Maria para Marcia.

–Os Whinchester querem mandar ele para o inferno... Eles tentam a anos.

–Palavras bonitas? PALAVRAS BONITAS?! Você não entende a gravidade da situação para chamar isso de palavras bonitas?! Eu estou descrevendo a realidade, não narrando uma frase bonitinha! – Beatriz empurra Aisha e segura a gola do terno de João – Se você vai continuar me tratando como uma criancinha... Então desista de ser meu mestre! – Nesse ponto, já tinham deixado o elevador. Beatriz congela as correias e a cabine.

O selo envolto de fogo torna a aparecer, e agora com outra mudança. A aura do elemento Trevas estava o envolvendo. Beatriz joga João para fora da cabine, e o selo que estava acima de sua cabeça explode, formando uma fumaça fria. A outra metade do selo havia se quebrado. Agora Beatriz possuía mais duas orelhas, só que de raposa.

–Agora, pare de falar bobagens e faça açgo que nos tire dessa furada! – Diz ela, e ao terminar a frase, a nuvem se dissipa. Joao simplesmente da um bocejo.

–Vou entregar as armas novas de vocês... Alfaro... Alfhred... Liberem aqueles dois.

–Boa dia pra você também. — Diz Alfaro.

–E Bia... — Joao sorri — Eu estava esperando por essa atitude à muito tempo... Você está crescendo... E me da orgulho. – Betriz dá um tapa em seu rosto.

–Dê um fim nisso o quanto antes... – Lágrimas caem no chão – Ou se não eu vou dar! – Beatriz joga sua faquinha com o cristal. A raposa de Bia aparece, agora com chamas azuis em suas quatro patas. Ao surgir, flutuava, depois ela pousa se sentando. – Ushio, vá com os outros guardiões e procurem uma saída livre, se não conseguir, volte mesmo assim.

–Espere Bia! Aqui é seguro... Nós vamos vencer... Eu prometo... E se não tiver outra escolha... Eu vou pro inferno... Mas vocês vão viver! — Diz Joao com um sorriso no rosto.

–Chefe... Aí estão eles. — Diz Alfhred.

–João, nós não poderemos ficar aqui em baixo para sempre. Ushio foi procurar uma saída que dê para depois das montanhas, depois veremos o que fazer.

–Er... Me desculpe por interromper senhora Beatriz... Mas temos uma saída... É aquele túnel de 1 km. — Diz Alfhred.

–Ah é... Eu vou apresentar aqueles dois. — Diz Joao levando dois caras junto com ele. — Pessoal... Esse com cabelo de tigela...

–Morre. — Diz o garoto.

–É o Icaro... O demônio elétrico... Esse emo aqui... É o Gleidston... O asmodiano do céu.

–Podia esconder que sou um emo... — Diz Gleidston.

–Desculpe por retrucar, senhor mordomo, mas esse túnel foi o que Ushio me mostrou. – A raposa volta correndo pelo ar até Beatriz. – Ah, prazer em conhece-los, então... Podemos ir?

–Bia por favor... Lutar agora só vai piorar tudo... Estamos fracos para combater eles... Por enquanto nós só vamos treinar! — Diz Joao — Por favor Bia... Confie em mim... Mas se não quiser lutar... Pode ir andar um pouco pela floresta, tá bom?

–E quem disse que iremos lutar? – Pergunta ela colocando a mão na parede do túnel, um pouco a frente. Aquela parte da parede congela, e o gelo vai desfazendo, abrindo um buraco bem longo. – Muito menos para a floresta. Vamos para traz das montanhas. Lá eles não poderão nos achar. Preciso que VOCÊ confie em mim.

–Mas nós precisamos de uma base que tenha nossas armas ... nós até podemos unir a montanha e a caverna ... mas precisamos dessa base

–Aaaah Pai! Você vai discutir o dia todo? Já chega... Eu acho que unir os dois lugares por um túnel seria uma boa ideia... Assim nós ficaríamos lá e estudaríamos e poderemos usar os equipamentos aqui... Que tal? — Diz Flavia.

–Tá... Não destruiremos o túnel... – Concorda Beatriz – Mas vamos começar a treinar logo.

–Deixem a passagem comigo. — Diz Icaro já de frente para o túnel. — Socos britadeira gêmeos de 120 impactos. — Ele encosta suas mãos com as luvas especiais na parede e o efeito era como se tivesse varias britadeiras abrindo o caminho para as montanhas.

–Ok... Bia... Rafael... Venham comigo. — Diz Joao.

–Claro... – Beatriz olha para o elevador congelado e vê seu reflexo. Ela puxa suas orelhas. – O que é isso? Que ridículo! Hahahaha! Então a outra metade do selo eram só orelhas? Hahahahahah!!

–Bia... Você queria tanto lutar com o Rafael... Pode ir lá. — Diz Joao — Lutem na arena no 5 andar subterrâneo por favor... Eu vou ficar aqui de cima vendo tudo.

–Tá mas... Eu tenho que pegar leve? — Diz Rafael.

–Não... Pode esmagar ela se quiser. — Diz Joao.

–Vamos lutar agra, sério mesmo? Não era para estarmos treinando? – Diz Beatriz, se virando ainda segurando suas orelhas de raposa.

–Isso vai ser o treino. — Diz Joao pelo ponto de trevas de Rafael e Bia — Agora vão.

–Saia da minha cabeça... – Diz Beatriz descendo mais ainda. – E eu, tenho que pegar leve? – Completa ela em um tom divertido.

–Não... Use quase metade do seu poder. — Diz Joao ainda na mente dela.

–Vai continuar sendo muito... Brincadeirinha... – Ri ela – Ou não... – Ela pega sua foice e vai para o fundo da sala. Rafael joga seu machado no chão

–Não preciso disso. — Ele puxa toda a terra da sala para ele, e se transforma em um golem de pedra gigante.

–Sem armas? Tudo bem... – Diz Beatriz voando para desviar da terra, ela taca sua foice na parede e cria garras de gelo em apenas uma mão – Não vou precisar de mais que isso.

–Pff. — Rafael lança um punho de pedra derrubando Bia — Fique presa ai. — Ele forma um cubo de rocha Matriz em volta dela — Essa rocha não pode ser congelada, nem destruída... Nem sofre dano... E você só está podendo me ouvir agora porque minha voz está sendo transmitida pelo solo que ainda é terra normal.

–Com licença, mas está falando com quem? – Diz Beatriz, atrás de Rafael. Ela o joga na parede dando um tapa com as costas da mão – É fácil escapar de rochas, elas tem micro poros, e como eu posso ser água... – Ela congela Rafael, só deixando sua cabeça para fora.

Ele expande o corpo estilhaçando o gelo

–Brad! Combinação forma! — O lobo de Rafael se une a ele formando uma armadura e um atirador de lasers em seu braço. — Chega de brincar! — Rafael começa a atirar pedaços da Rocha matriz em Bia, e perfura um braço dela. Beatriz congela o sangue estancando o sangramento.

–Estava brincando? Não parecia... Ushio, cuide da armadura. – A raposa de Beatriz surge em uma nuvem de gelo e pula em cima de Rafael, segurando o ponto âncora da armadura, imobilizando-o. – J... Posso apelar também?

Tudo que se ouve são roncos

–Ahn? Que? — Diz Joao acordando. — Ah... Claro... Faça o que quiser. – Beatriz ri de João.

–Já que é assim, vou aumentar apenas 20%... – Beatriz usa a primeira transformação e, de início, dá uma rabada em Rafael, depois o pega pelos pés e o joga para longe. Ela repete isso cinco vezes, seu lobo volta ao normal, desfazendo a armadura. – Já pode usar tudo o que têm, tá? – Beatriz pisa em cima do golem, afundando-lhe e o prendendo no chão.

De repente Rafael se desfaz em areia

–Pronto... Agora eu vou lutar. — Ele surge atrás dela, e a ataca com o machado cortando suas costas.

–Eu não quero machucar você, e muito menos cicatrizes, então pare de me cortar... – Diz ela estancando o sangue com gelo e atacando com sua segunda forma. – Mas... Você se rebaixou ao ponto de usar o machado... – Diz ela, com um “sorriso”(até porque raposas não sorriem).

–Me rebaixei? Eu nunca falei que seria uma luta sem armas.

–Você mesmo disse que não iria precisar de seu machado... – Beatriz volta a sua forma original e pega sua foice da parede.

–Chega né... Vamos ao meu poder supremo. — Ele faz o machado crescer, e ele fica com uma aura marrom em volta — Agora eu vou...

–Espera ai... Já tá bom por hoje... Vamos lá Rafael... O Icaro e o Gleidston precisam de você para ajudar no túnel. — Diz Joao entrando no campo. Beatriz acerta Rafael com as garras de gelo, enterrando sua cabeça.

–K.O. – Ela ri – Ganhei... – Completa ela, saindo da arena abanando sua cauda. Joao também da uma risada

–Venha Bia... Eu vou te mostrar uma coisa.

–O que é? – Diz ela acompanhando João. Ele olha pra ela com um olhar pervertido.

–Fique tranquila... Estamos indo a sala 73.

–Se tentar alguma coisa você perde seu órgão reprodutivo. – Diz ela tranquilamente – O que têm na sala?

–Chegamos. — Ele abre a porta, e lá tinha pergaminhos, tubos de sangues e baús — Eu só vou te dar sua arma nova.

–Você fez isso quando nos conhecemos. Vou ganhar uma terceira foice?

–SIm... A foice suprema. — Ele leva um baú pra ela — Bom... Só você pode abrir. — No baú tinha uma entrada para o anel, Beatriz coloca o anel do buraco, abrindo-o. Ela pega a foice e a manuseia sem a mínima dificuldade.

–Ela é leve! Achei que seria mais pesada pelo fato dela ser maior...

–É a foice das almas... É claro que é leve, mas o problema é o poder. Não perca o controle.

–Não vou perder. – Ela sorri – Agora vamos comer? Lutar contra uma pedrinha dá fome...

–Ah claro... Eu fiz um prato especial. — Quando eles chegam lá todos já estavam a mesa, e Joao foi pegar todos os pratos.

–O que via ser hoje? — Pergunta Marcia.

–Hamen do Joao. — Diz Soushi.

–Como é isso? — Pergunta Laah.

–Hamen com pimenta e umas outras coisas. — Diz Raquel.

–Pi-pi-pimenta? Passo... – Beatriz vira a cabeça, fazendo careta. – Passo fome mas não como pimenta...

Todos os pratos são entregados por Alfaro e Alfhred, até que Alfhred chega perto de Bia com o prato dela.

–Ah não não... Deixe ela comigo Alfhred. — Diz Joao — Aqui Bia... Fiz um especial para você, sem pimenta. — Diz Joao sorrindo.

–Obrigada... – Diz ela, comendo.

A mesa era grande e nela estava os Tutori Vitor e Leonardo também

–Pessoal... Vou anunciar uma coisa. — Diz Joao.

–Aff... Achei que eu ia poder comer... — Diz Vitor.

–Fica calado... Pessoal... Agora as coisas serão difíceis, quem quiser sair... Saia. — Diz Joao.

–Tá brincando? Se a gente realmente quisesse sair... Nem tava mais aqui. — Diz Lucas.

–Isso mesmo... Nós somos os Zagarnai... E não vamos largar isso. — Diz Victoria.

–Eu só preciso de uma katana nova... Ai eu posso revelar meus poderes. — Diz Antonny. Joao sorri.

–Era o que eu esperava... Os quartos são de 1-70... Peguem qualquer um... Mas o 69 é meu. — Diz Joao voltando a comer.

–As camas de todos os quartos são de casal? Porque se forem, vou dormir em cima de uma nuvem! – Pergunta Yui.

–Pode ser em dupla? – Pergunta Aisha se esfregando em Joao.

–Haha... Casais podem dormir no mesmo quarto se quiserem... E sim Yui... Bom... Boa noite gente... E durmam... Amanha vamos precisar de energia... E Leo... Vitor... A nossa luta vai acontecer. — Diz Joao indo para seu quarto.

–Por mim tudo bem. — Diz Vitor. Leo só da um sorriso e sai. Beatriz arrepia.

–Serei estuprada essa noite... – Suas orelhas abaixam, juntamente com sua cauda. Yui cai na gargalhada.

E naquela noite, pela primeira vez, não se ouve barulho no quarto de Joao, e Beatriz dorme com uma barreira de gelo entre ela e seu noivo chateado.