-não acredito que depois de tudo isso, o danny que vai nos salvar! –bia não se conformava.

Bia estava em pé lixando as unhas. Tom estava sentado ouvindo dougie, que declarava agora a musica inesperada inventada numero 38. Luu e Roo estavam sentadas no canto, Roo fingindo ter uma guitarra e Luu batucando nas paredes.

-musica inesperada inventada numero 39, essa é pra minha mãe, que foi viajar bem quando eu to preso no elevador.

E ele começou de novo. Aos pés dele estava Isa, ainda cutucando o interfone.

-olha o lado bom... –tom suspirou. –agora eu sei que só me falta um baterista, uma vez que o danny ta vindo.

-sim, mas se esse danny não gostar de mim?

-ahh, relaxa! O Danny vai gostar, eu gosto e conheço a figura bem o bastante pra saber que ele vai amar. –luu sorriu.

-thanks.

-acha que ele vai conseguir chamar os bombeiros... Eles não levaram a gente a sério. –roo falou.

-mas eles não levaram a sério porque nós ligamos umas dez vezes e tava todo mundo falando ao mesmo tempo... Até que bloquearam nosso numero.

-é, todos eles. –momento em que cada um olha pro seu próprio celular.

Dougie continuou tocando, ele disse que isso o impedia de pensar na bexiga dele.

Harry e Danny estavam no começo da rua sem saída, parecia a certa. Seguiram as instruções e chegaram na porta do prédio.

-acho melhor ligar, né? –harry pegou o celular.

Danny já tinha empurrado a porta do prédio e entrado. Só existia um elevador, a porta estava aberta e em volta tinham dois técnicos mexendo em alguma coisa.

-ahn, oi! –danny acenou.

-oioi... me passa aquilo ali. –o cara barbudo apontou.

Danny pegou o que o homem apontava e entregou. Tentou de novo.

-como vai ai? Quer dizer...

-o que você quer? –o outro homem, mais alto, perguntou. Ele parecia mal, o que aparentemente assustou danny.

-Me..eus amigos estão no...no elevador.

-você quer dizer as seis pessoas que não param de pedir socorro no interfone?

-acho que sim...

-como vai o elevador? –Harry atropelou Danny.

-Bem mal, essa porcaria nem devia estar funcionando.

Harry pegou o telefone.

-aloo?

-chegaram?

-sim, estou aqui com sua criança...

-isso soa como um seqüestro.

-Luu? –veio a voz do danny.

-nossa, realmente parece um seqüestro.

-ahn?

-OI DANNY! – vieram vários gritos de meninas.

-Danny, nós achamos que você tinha morrido de fome, mas agora nós é que estamos morrendo de fome. –roo pegara o celular.

-e eu quero fazer xixi! –gritou alguém no fundo.

-quem é esse?

-psii, o danny perguntou quem é! –roo falou com alguém.

-oi, danny? –veio a voz masculina de tom.

-Dooom!!!

-DANNY, SUA ANTA! APRENDE MEU NOME, ME CHAMO TOOOM! T-O-M!

Danny ficou vermelho.

-o que houve? –harry reparou que danny estava sem palavras.

-acho que errei o nome do cara. –danny sussurrou para harry.

-quem fala? –harry tirou o celular da mão de Danny.

-aqui é Tom Fletcher.

-é, Danny, você errou mesmo o nome do cara. –harry comentou.

-quem fala ai?
-Harry Judd.

-Prazer.

-Espero que sim.

-cara, isso foi mesmo gay. –danny comentou.

-garotos, avisem que mais um pouco e vamos salvá-los.

-beleza! Tom, boas noticias, o mano aqui falou que vai tirar você daí em pouco tempo. –harry noticiou.

-JURA?

-sim... pelo menos foi o que me disseram.

-WOOOOOOOOOOOO!!! –esse deu pra ouvir sem o celular.

-enquanto isso, acho que vou esticar as pernas...

-esticar as pernas, você andou o dia todo!!!

-Harry, quando meu estomago ronca, nada é impossível... –danny disse como se fosse algo que ele deveria adivinhar de tão obvio.

Harry puxou Danny pela camisa.

-Todo mundo estará com fome, é melhor esperar! E o que eu quis dizer com “andou o dia todo” foi “já não se perdeu o bastante por um dia”?

-Harry, quando se trata do Daniel aqui, nada é impossível...

-Bela frase de efeito... –harry rolou os olhos.

-Thanx.

E barulhos altos e bizarros começaram a vir do elevador.

Dentro do elevador.

-WOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! O harry disse que estão descendo a gente...

-quem?

-a boa alma que salvou o danny. –tom simplificou.

-ooh. –Roo se levantou. –Dude, to amarrotada.

-isso quer dizer que eu posso parar de tocar?

-deve. – bia bateu o pé. –que raiva!

Bia apertou roo até sair todo ar dos pulmões dela.

-Aa-aar... ihhhh!

-Larga a bochecha! –dougie interferiu. –qual o teu problema?

-meu problema é essa espelunca.

-se você chama de lar, fica mais suportável. –sorriso colgate do dougie.

-Essa espelunca vai fazer com que eu chegue atrasada pro meu encontro. –bia embirrou.

-uhhh, um encontro! –Tom riu. –Se isso te ajuda, minha namorada deve estar louca atrás de mim.

-que bonitinhuu, todo apaixonado. –dougie apertou as bochechas de tom.

-dude, qual o seu problema?

-hmm, EU PRECISO IR AO BANHEIRO! – dougie começou a pular no mesmo lugar.

-se você fizer essa porcaria cair... –começou Isa.

Dito e feito, o treco começou a descer. Isa ficou azul, talvez porque ela descobriu seus novos poderes psíquicos, ou talvez...

-AHHHHHHHHHHHH!!!- dougie deu um grito de menina e se agarrou na pessoa a sua frente. Isa. Ela ficou azul, como já foi dito.

Todo o resto do povo ficou parado com um frio desgraçado no estomago.

Com um tranco igualmente desgraçado o elevador parou.

-vamos abrir a porta em dois tempos.

-rápido, ou eu faço aqui mesmo! –foi a resposta de dougie.

Ele soltou Isa e voltou a pular.

-xixi, liberdade, xixi, liberdade, xixi.

E as portas de abriram.

Acreditem, você nunca verá um cara correr tão rápido com um baixo, escadas a cima, gritando:

-LIBERDADEEE!!! QUARTO ANDAR, 42, DUDEEEES!

Harry e Danny estavam no chão, pois foram atropelados pelo maluco liberal (?).

De repente algo a mais caiu em cima de Danny.

Luu pulou no irmão num abraço desajeitado, com direito a cotoveladas e joelhadas.

-ai, ai, ai! –os dois reclamavam.

-Não deixo você sair de casa sozinho, nunca mais. –luu agora abraçou a cabeça do danny.

Harry ficou olhando a cena. Um ser agarrava a cabeça do Danny após ter pulado pro extermínio em cima do garoto. Um ser bonito.

-só até a próxima vez. –Danny abraçou-a de volta.

“Esquece, Harry. Namorada, com certeza. Olha a cara de bobo dos dois. Não mantenha contato dos olhos. Finge que machucou alguma coisa com a queda. Merda, acho que vou ficar roxo mesmo.”

Harry olhou em volta. E não pode deixar de rir.

Alguém loiro estava jogado no chão. E duas meninas estavam ajoelhadas e apoiadas num amplificador. A terceira menina tinha saído correndo pra fora do prédio.

-Tom, tom? –Danny olhou pro loiro.

-Oi... –falou a voz abafada com o rosto enterrado num carpete fedido.

-cara, que nojo! –Danny fez careta.

-não me amola, cara de peixe! –tom falou com a voz abafada.

-que mau humor... Eu aqui, na boa, preocupado com a sua saúde. Depois de enterrar a cara nesse tapete vagabundo, quem sabe o tipo de doença que você vai contrair?

Risinhos interromperam a cena em que Tom pulava do chão com nojo e cuspia.

Isa e roo conversavam no canto.

-roo –isa murmurou com voz de safada. – to com fome!

-isa.

-hm?

-porque raios você vem me falar isso, achei que era algo mais interessante.

-não fui clara, não quis dizer fome de comida, bobinha.

As duas olharam pra harry, que olhava pra danny e luu.

-Isa, Isa. Deixa pra luu, e eu vi como você ficou com o dougie.

-eu não... OPA!

Todos olharam pra Isa.

-to com fome, hehe. –Isa fingiu, depois colocou a mão na testa da roo.

-que que isso?

-você deve estar em estado terminal, porque observadora você não é, e ainda me vem observar o que não aconteceu... Roo, alucinações, nessa idade... –Isa mediu o pulso da roo.

-ahh, ta bem, Isabela! Boa atriz você pode ser, mas não comigo... – roo falou baixinho.

Isa pareceu que ia responder, mas danny assumiu pose de quem ia fazer discurso. Salva pelo Jones?

-Meu estomago me mandou comer. –ele declarou muito sinceramente.

-o meu manda obedecer ao seu. –luu completou mais sinceramente ainda.

-meu cérebro manda esperar o dougie, então decidimos aonde vamos e nos apresentamos propriamente.

-dougie? –Danny apertava a barriga.

-é, cara. O que maluco que te atropelou.

-vamos ao apartamento dele pra sair logo. –luu se intrometeu.

-mas e a bia? –roo se levantou, percebendo que Isa não ia continuar a conversa mesmo.

-ela já deve estar bem longe com o encontro dela... –Isa rolou os olhos.

-então vamos subir! –tom pegou o amplificador.

Toda a patota subiu a escadaria igualmente imunda até o quarto andar. Normalmente isso não seria problema pra ninguém, mas todos estavam com uma cavidade enorme e barulhenta no lugar do estomago e boa parte deles (danny principalmente) tivera um dia beeeem agitado. Em outras palavras, aqueles quatro lances de escadarias foram uma tortura.