Z - We Are In The Band
6 Capítulo 6
-não acredito que depois de tudo isso, o danny que vai nos salvar! –bia não se conformava.
Bia estava em pé lixando as unhas. Tom estava sentado ouvindo dougie, que declarava agora a musica inesperada inventada numero 38. Luu e Roo estavam sentadas no canto, Roo fingindo ter uma guitarra e Luu batucando nas paredes.
-musica inesperada inventada numero 39, essa é pra minha mãe, que foi viajar bem quando eu to preso no elevador.
E ele começou de novo. Aos pés dele estava Isa, ainda cutucando o interfone.
-olha o lado bom... –tom suspirou. –agora eu sei que só me falta um baterista, uma vez que o danny ta vindo.
-sim, mas se esse danny não gostar de mim?
-ahh, relaxa! O Danny vai gostar, eu gosto e conheço a figura bem o bastante pra saber que ele vai amar. –luu sorriu.
-thanks.
-acha que ele vai conseguir chamar os bombeiros... Eles não levaram a gente a sério. –roo falou.
-mas eles não levaram a sério porque nós ligamos umas dez vezes e tava todo mundo falando ao mesmo tempo... Até que bloquearam nosso numero.
-é, todos eles. –momento em que cada um olha pro seu próprio celular.
Dougie continuou tocando, ele disse que isso o impedia de pensar na bexiga dele.
Harry e Danny estavam no começo da rua sem saída, parecia a certa. Seguiram as instruções e chegaram na porta do prédio.
-acho melhor ligar, né? –harry pegou o celular.
Danny já tinha empurrado a porta do prédio e entrado. Só existia um elevador, a porta estava aberta e em volta tinham dois técnicos mexendo em alguma coisa.
-ahn, oi! –danny acenou.
-oioi... me passa aquilo ali. –o cara barbudo apontou.
Danny pegou o que o homem apontava e entregou. Tentou de novo.
-como vai ai? Quer dizer...
-o que você quer? –o outro homem, mais alto, perguntou. Ele parecia mal, o que aparentemente assustou danny.
-Me..eus amigos estão no...no elevador.
-você quer dizer as seis pessoas que não param de pedir socorro no interfone?
-acho que sim...
-como vai o elevador? –Harry atropelou Danny.
-Bem mal, essa porcaria nem devia estar funcionando.
Harry pegou o telefone.
-aloo?
-chegaram?
-sim, estou aqui com sua criança...
-isso soa como um seqüestro.
-Luu? –veio a voz do danny.
-nossa, realmente parece um seqüestro.
-ahn?
-OI DANNY! – vieram vários gritos de meninas.
-Danny, nós achamos que você tinha morrido de fome, mas agora nós é que estamos morrendo de fome. –roo pegara o celular.
-e eu quero fazer xixi! –gritou alguém no fundo.
-quem é esse?
-psii, o danny perguntou quem é! –roo falou com alguém.
-oi, danny? –veio a voz masculina de tom.
-Dooom!!!
-DANNY, SUA ANTA! APRENDE MEU NOME, ME CHAMO TOOOM! T-O-M!
Danny ficou vermelho.
-o que houve? –harry reparou que danny estava sem palavras.
-acho que errei o nome do cara. –danny sussurrou para harry.
-quem fala? –harry tirou o celular da mão de Danny.
-aqui é Tom Fletcher.
-é, Danny, você errou mesmo o nome do cara. –harry comentou.
-quem fala ai?
-Harry Judd.
-Prazer.
-Espero que sim.
-cara, isso foi mesmo gay. –danny comentou.
-garotos, avisem que mais um pouco e vamos salvá-los.
-beleza! Tom, boas noticias, o mano aqui falou que vai tirar você daí em pouco tempo. –harry noticiou.
-JURA?
-sim... pelo menos foi o que me disseram.
-WOOOOOOOOOOOO!!! –esse deu pra ouvir sem o celular.
-enquanto isso, acho que vou esticar as pernas...
-esticar as pernas, você andou o dia todo!!!
-Harry, quando meu estomago ronca, nada é impossível... –danny disse como se fosse algo que ele deveria adivinhar de tão obvio.
Harry puxou Danny pela camisa.
-Todo mundo estará com fome, é melhor esperar! E o que eu quis dizer com “andou o dia todo” foi “já não se perdeu o bastante por um dia”?
-Harry, quando se trata do Daniel aqui, nada é impossível...
-Bela frase de efeito... –harry rolou os olhos.
-Thanx.
E barulhos altos e bizarros começaram a vir do elevador.
Dentro do elevador.
-WOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! O harry disse que estão descendo a gente...
-quem?
-a boa alma que salvou o danny. –tom simplificou.
-ooh. –Roo se levantou. –Dude, to amarrotada.
-isso quer dizer que eu posso parar de tocar?
-deve. – bia bateu o pé. –que raiva!
Bia apertou roo até sair todo ar dos pulmões dela.
-Aa-aar... ihhhh!
-Larga a bochecha! –dougie interferiu. –qual o teu problema?
-meu problema é essa espelunca.
-se você chama de lar, fica mais suportável. –sorriso colgate do dougie.
-Essa espelunca vai fazer com que eu chegue atrasada pro meu encontro. –bia embirrou.
-uhhh, um encontro! –Tom riu. –Se isso te ajuda, minha namorada deve estar louca atrás de mim.
-que bonitinhuu, todo apaixonado. –dougie apertou as bochechas de tom.
-dude, qual o seu problema?
-hmm, EU PRECISO IR AO BANHEIRO! – dougie começou a pular no mesmo lugar.
-se você fizer essa porcaria cair... –começou Isa.
Dito e feito, o treco começou a descer. Isa ficou azul, talvez porque ela descobriu seus novos poderes psíquicos, ou talvez...
-AHHHHHHHHHHHH!!!- dougie deu um grito de menina e se agarrou na pessoa a sua frente. Isa. Ela ficou azul, como já foi dito.
Todo o resto do povo ficou parado com um frio desgraçado no estomago.
Com um tranco igualmente desgraçado o elevador parou.
-vamos abrir a porta em dois tempos.
-rápido, ou eu faço aqui mesmo! –foi a resposta de dougie.
Ele soltou Isa e voltou a pular.
-xixi, liberdade, xixi, liberdade, xixi.
E as portas de abriram.
Acreditem, você nunca verá um cara correr tão rápido com um baixo, escadas a cima, gritando:
-LIBERDADEEE!!! QUARTO ANDAR, 42, DUDEEEES!
Harry e Danny estavam no chão, pois foram atropelados pelo maluco liberal (?).
De repente algo a mais caiu em cima de Danny.
Luu pulou no irmão num abraço desajeitado, com direito a cotoveladas e joelhadas.
-ai, ai, ai! –os dois reclamavam.
-Não deixo você sair de casa sozinho, nunca mais. –luu agora abraçou a cabeça do danny.
Harry ficou olhando a cena. Um ser agarrava a cabeça do Danny após ter pulado pro extermínio em cima do garoto. Um ser bonito.
-só até a próxima vez. –Danny abraçou-a de volta.
“Esquece, Harry. Namorada, com certeza. Olha a cara de bobo dos dois. Não mantenha contato dos olhos. Finge que machucou alguma coisa com a queda. Merda, acho que vou ficar roxo mesmo.”
Harry olhou em volta. E não pode deixar de rir.
Alguém loiro estava jogado no chão. E duas meninas estavam ajoelhadas e apoiadas num amplificador. A terceira menina tinha saído correndo pra fora do prédio.
-Tom, tom? –Danny olhou pro loiro.
-Oi... –falou a voz abafada com o rosto enterrado num carpete fedido.
-cara, que nojo! –Danny fez careta.
-não me amola, cara de peixe! –tom falou com a voz abafada.
-que mau humor... Eu aqui, na boa, preocupado com a sua saúde. Depois de enterrar a cara nesse tapete vagabundo, quem sabe o tipo de doença que você vai contrair?
Risinhos interromperam a cena em que Tom pulava do chão com nojo e cuspia.
Isa e roo conversavam no canto.
-roo –isa murmurou com voz de safada. – to com fome!
-isa.
-hm?
-porque raios você vem me falar isso, achei que era algo mais interessante.
-não fui clara, não quis dizer fome de comida, bobinha.
As duas olharam pra harry, que olhava pra danny e luu.
-Isa, Isa. Deixa pra luu, e eu vi como você ficou com o dougie.
-eu não... OPA!
Todos olharam pra Isa.
-to com fome, hehe. –Isa fingiu, depois colocou a mão na testa da roo.
-que que isso?
-você deve estar em estado terminal, porque observadora você não é, e ainda me vem observar o que não aconteceu... Roo, alucinações, nessa idade... –Isa mediu o pulso da roo.
-ahh, ta bem, Isabela! Boa atriz você pode ser, mas não comigo... – roo falou baixinho.
Isa pareceu que ia responder, mas danny assumiu pose de quem ia fazer discurso. Salva pelo Jones?
-Meu estomago me mandou comer. –ele declarou muito sinceramente.
-o meu manda obedecer ao seu. –luu completou mais sinceramente ainda.
-meu cérebro manda esperar o dougie, então decidimos aonde vamos e nos apresentamos propriamente.
-dougie? –Danny apertava a barriga.
-é, cara. O que maluco que te atropelou.
-vamos ao apartamento dele pra sair logo. –luu se intrometeu.
-mas e a bia? –roo se levantou, percebendo que Isa não ia continuar a conversa mesmo.
-ela já deve estar bem longe com o encontro dela... –Isa rolou os olhos.
-então vamos subir! –tom pegou o amplificador.
Toda a patota subiu a escadaria igualmente imunda até o quarto andar. Normalmente isso não seria problema pra ninguém, mas todos estavam com uma cavidade enorme e barulhenta no lugar do estomago e boa parte deles (danny principalmente) tivera um dia beeeem agitado. Em outras palavras, aqueles quatro lances de escadarias foram uma tortura.
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