Yukina The Killer

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Bom, essa aqui é a fic que eu fiz para contar o passado da minha primeira Oc de creepypasta.
Anteriormente foi postada no Social Spirit, mas como foi excluída eu vim postar ela aqui também.
Essa fic foi reescrita, então não esta igual a original!!
Espero que gostem (O que não é provavel e eu estou vendo que vou receber tijolos na cara...)
Boa leitura (Ou não) ( / > v < ) /

Todos tem um passado. As vezes feliz, outras vezes triste... O passado de certa azulada, não foi assim tão feliz, embora que havia um pouco de felicidade. Essa felicidade durou pouco para ela.

Embora que ela sempre tenha se destacado pelo cabelo e os olhos azuis, ou pelo nome com o significado "neve", Yukina sempre se considerava feliz.

Ela tinha amigos, era amada pelos pais, tinha uma boa educação em casa, como uma renomada filha de uma família de classe média.

Tudo era perfeito, até os seus seis anos de idade.

Assim que completou seis anos, o pai de Yukina declarou que ela iria para a escola, o que deixou a pequena azulada feliz.

Iria fazer amigos novos, não? Iria aprender mais, não? Seria divertido, não...?

Ela nunca havia sofrido, então, ela não sabia que existem pessoas cruéis que fariam de tudo para ve-la chorar... Até aquele dia.

E lá estava ela, na frente de toda a classe, sempre se destacando por causa do cabelo naturalmente azul.

Após se sentar no lugar que a professora havia lhe indicado, permaneceu calada. Até que se deu por conta que estava rodeada de meninos e meninas.

As meninas ficaram maravilhadas com o seu cabelo azul, e os garotos espantados, como se fosse algo estranho.

Ao olhar para o fundo da sala, Yukina avistou um grupo de garotos. Encarou um deles, um garoto de cabelos negros e olhos verdes, sua expressão era séria.

A azulada corou quando o menino lhe encarou, por fim dando um sorriso divertido. Ela não sabia o que significava.

Mas havia gostado de ver o sorriso daquele garoto, ela queria ver o sorriso dele de novo... Era isso que chamavam de "Amor a primeira vista"...?

-O nome daquele garoto é Kaito, Shiroyama Kaito. Se fosse você, não o provocaria...- falou uma das garotas em sua volta.

Será...?

No caminho de volta, Yukina caminhava calmamente pelas ruas, sua casa não era longe, mas não era perto, mas não havia porque ela ter pressa.

Foi o que ela achou, até sentir uma mão tapando sua boca e braços mais fortes a arrastando para mais longe, até a levarem para um beco não muito longe dali.

Ela sentiu dor quando suar costas bateram contra a parede de um dos prédios que formava o beco. Ao abrir os olhos, se deu de cara com Kaito, o garoto que ela ficara observando durante a aula, e mais o seu grupinho.

Seus olhos se arregalaram. O que ela havia feito para que Kaito ficasse com raiva dela? Ela não sabia...

O medo, desespero, e pânico tomaram conta da garota, assim que um dos garotos tirou uma faca afiada e uma tesoura da sua mochila.

Ao todo, contando com Kaito, eram três garotos. O moreno dos olhos verdes pegou a tesoura, enquanto os outros dois a forçaram a ficar de joelhos, enquanto Kaito puxava os longos cabelos azuis da garota, para então levar a tesoura até eles, cortando os fios azuis lentamente, fazendo os olhos de Yukina se arregalarem novamente.

Ela engoliu o choro, apenas a expressão de medo e pavor estava ali. Ela não falou nada, não derramou uma única palavra, estava parada igual a uma estatua.

Mas começou a tremer de medo quando Kaito pegou a faca, ficou com medo do que o garoto iria fazer.

Tentou fugir, mas foi jogada contra a parede novamente, e não deu tempo de falar nada, Kaito cravou a faca no canto direito da barriga da azulada, a fazendo gritar de dor, enquanto sangue escorria do local do corte e da boca da menina.

Embora não tivesse sido muito profundo, doía... Doía muito.

Novamente, Yukina ficou sem nenhuma reação quando viu que Kaito a encarava diretamente. O medo tomou conta dela novamente, ela queria correr, mas estava tremendo pelo medo, e provavelmente alguém a pegaria.

Seu corpo automaticamente se encolheu quando o moreno esticou a mão para tocar o seu rosto, em seguida indo para seu olho esquerdo.

-Seus olhos são azuis, muito bonitos.- Kaito falou, sorrindo levemente, sorriso que se abriu com diversão e maldade- Seria uma pena se... Alguém o arrancasse...

E então, o moreno começou a pressionar o olho da azulada, o pressionando de forma violenta, fazendo com que o mesmo saísse.

A azulada berrou de dor com todas as forças.

Gritou até suas forças acabarem.

Ela foi deixada no beco, sangrando, dolorida...

Foi difícil chegar em casa. Como de se esperar, seus pais não ligaram. Sua mãe era facilmente persuadida pelo seu pai, apesar de gostar dela. E como era facilmente persuadida, geralmente fazia o que o marido pedia.

No caso, era para deixar com que a azulada se virasse, aprendesse a fazer as coisas sozinha... Ela tinha idade para isso afinal... Não?

Ela subiu para o seu quarto, tomou um banho relaxante, de certa forma. Fez um curativo no seu ferimento e olhou para o espelho no seu quarto.

O seu cabelo cresceria... O corte na barriga iria cicatrizar. Mas o seu olho...

A azulada olhou para a janela do seu quarto, que estava aberta.

Não pensou duas vezes e pulou a mesma, indo para uma escola de armas da qual ela se lembrava de ter ouvido falar.

Seu pai havia falado que a escola era realmente ótima... Então ela achou que serveria... Ela iria se vingar...

Uma semana se passou, ninguém soube de nada sobre ela, até a garota aparecer na escola, com um tapa-olho no olho esquerdo e os cabelos curtos, na altura dos ombros.

Logo, a azulada estava rodeada de garotas com olhares espantados sobre si.

-O que aconteceu com seu olho?!- uma delas perguntou mais espantada do que preocupada.

-Eu... Bati na porta do armário da cozinha quando fui pegar um lanche pra comer.- Yukina respondeu calmamente.

-E o seu cabelo?!- outra garota perguntou.

-Eu decidi corta-lo um pouco...- a azulada novamente respondeu, tocando as pontas curtas do cabelo, dando um pequeno sorriso falso.

Na hora do recreio, Yukina passou pela mesa aonde Kaito se sentava, deixando ali discretamente um bilhete.

"Estarei esperando vocês "Naquele beco"."

Era o que dizia o bilhete.

O olhar da garota era frio, não possuía vida.

Calmamente, Yukina foi para o beco o qual havia chamado Kaito e o seu grupinho.

"Eu nunca mais irei amar..."- ela pensou.

Se escondeu em um canto escuro do beco, confirmando se a faca estava na sua mochila, pegou a mesma e a fitou com um minimo sorriso psicopata.

"Amei meus pais, para que? Para ser deixada de lado..."- pensou novamente.

Então passos foram ouvidos no beco. Suas vítimas finalmente haviam chegado.

Eles passaram por ela sem a perceberem ali. Até que ela saísse do seu esconderijo e começasse a rir.

Calmamente ela tirou o tapa-olho, encarando os garotos com um sorriso, não um sorriso normal... Um sorriso doentio...

-Sabem, é realmente difícil ficar com a pálpebra do meu olho esquerdo aberta...- Yukina falou de maneira fofa e inocente, como se fosse uma garota de seis anos normal- É mais difícil ainda, porque não tem nada para enxergar...

E então ela os encarou com os dois olhos abertos... No lugar do olho esquerdo havia um vazio, tudo que se via era apenas escuridão.

Os garotos deram um passo para trás.

-Sabem... Eu queria... Retribuir o favor...- Yukina murmurou pausadamente, dando um passo para a frente.

Os garotos não se sentiram nem um pouco intimidados, então avançaram contra a azulada que desviava com a maior facilidade.

Em sua uma semana de desaparecimento, ela ficara mais rápida, além de ter aprendido a manusear armas.

A azulada cravou a faca tanto em Kaito como nos dois garotos restantes, que logo caíram no chão.

Yukina se aproximou de Kaito lentamente, e, ao chegar em uma distancia mais curta, o derrubou com uma rasteira, para então sentar sobre sua barriga e levantar a faca para o alto.

-Para você... Você merece sentir a mesma dor que eu...- Yukina falou com a voz sombria, descendo a faca e perfurando o olho do moreno com tudo, fazendo-o gritar- É doloroso, não acha? Dói, né?- a garota perguntou enquanto afundava a faca mais ainda no globo ocular do garoto.

Ao puxar a faca, o olho de Kaito saiu junto, fazendo Yukina sorrir inocentemente.

-Bom... Agora...- a azulada falou, tirando o olho da faca e mirando a mesma para o peito do moreno- Acho que nossa brincadeira acaba por aqui. Que pena... Queria brincar mais com você Kaito!

A voz da azulada era uma mistura de insanidade e inocência, como se matar e torturar pessoas fosse normal para ela.

Mais uma vez, Yukina desce a faca com violência, perfurando dessa vez o peito de Kaito, fazendo o moreno cuspir sangue, que respinga na pele clara da azulada, que logo sai de cima do moreno para afundar a faca no pescoço dos outros dois garotos que ainda não haviam morrido.

Kaito ainda agonizava no chão, perdendo muito sangue. Yukina olhou uma última vez para o moreno, com um olhar de puro ódio e insanidade.

-Foi divertido, Kaito, espero que faça uma boa viagem para o inferno.

E então, Yukina abandonou Kaito para a morte.

Após chegar em casa e ver a mesma silenciosa, Yukina vai calmamente até o quarto de seus pais, vendo os mesmos dormirem.

Apertou a faca mais forte, a raiva e o ressentimento tomando conta dela.

Sem pensar, ela subiu na cama, levantou a faca na direção do pai e cravou a faca no peito do mesmo fazendo-o acordar, para em seguida olha-la com espanto enquanto perdia os sentidos aos poucos.

-O que..?- o homem murmurou em um fio de voz.

-Por que papai?- Yukina falou, sem perceber, lágrimas escorriam de seu olho direito, enquanto o vazio de seu olho esquerdo fitava seu pai intensamente- Por que? Por que foi que você me abandonou...?

Foi a última coisa que o homem ouviu antes fechar os olhos lentamente.

A mãe de Yukina abre os olhos lentamente, vendo seu marido morto e o estado da pequena azulada, o que fez seus olhos se arregalarem.

-Yuki! O que aconteceu com você?! O seu cabelo, seu olho... E esse sangue...?!- sua mãe perguntou, a preocupação era visível em sua voz.

-Você é culpada também mamãe...- Yukina respondeu em um sussurro, fazendo os olhos da mãe se arregalarem- Se você não tivesse concordado com o papai, ele nunca teria me mandado para a escola... E aqueles garotos não teriam me machucado...

A decepção na voz da pequena azulada era perceptível.

E ela não esperou uma resposta da mãe, cravou a faca no peito da maior, vendo sangue escorrendo da boca da mesma, mais lágrimas escorreram pelo olho da pequena azulada, enquanto que sua mãe também chorava, mesmo depois de ter perdido qualquer sinal de vida que ainda poderia ter.

Yukina limpou seu olho direito e então foi para seu quarto arrumar uma mala. Estava decidida a voltar para escola de armas.

Um ano havia se passado, havia pouco tempo que a azulada havia feito sete anos. Ela estava sempre sozinha, todos praticamente tinham medo dela, ou a estranhavam pela cor do cabelo...

E lá estava ela, sentada em uma das macas da enfermaria.

Seu olho esquerdo estava envolto por bandagens. Logo uma enfermeira entra no local, retirando as bandagens do olho da garota e lhe entrega um espelho.

Yukina olha pare seu reflexo, abrindo ambos os olhos, voltando a ver por completo, ambos os olhos eram azuis novamente.

Quando deu por si, estava chorando, mas sua expressão foi de choque. Saíam lágrimas somente de seu olho direito.

Era compreensível. Seu olho esquerdo agora era artificial... Era normal que ela não pudesse demostrar dor ou tristeza através dele.

Ao voltar para o seu quarto, avistou uma cabeleira rosa no cômodo, junto de um dos instrutores.

-Oh, se não é minha pequena raridade. Como se sente?- o homem perguntou sorrindo com interesse.

-Bem.- Yukina murmurou, se sentando em sua cama e pegando um livro.

-Ah, essa é sua nova colega de quarto, ensine as coisas para ela, sim? Conto com você.- o homem falou antes de sair.

-Etto...- a garota falou, Yukina abaixou o livro dos olhos e a encarou, tanto seus cabelos quanto seus olhos eram roxos- Prazer... Me chamo Yuki.

-Yukina...- foi o que a azulada respondeu.

-Hm, posso perguntar algo...?- Yuki perguntou baixo encarando Yukina, que assentiu — Por que... Por que você esta aqui? Não parece alguém que mataria pessoas...

Sim, matar. Se entrasse naquela escola e decidisse ficar, teria de em troca resolver algumas "missões". Estas eram, matar uma pessoa em especial que lhe era oferecida.

-Você também não...- Yukina respondeu, fazendo Yuki desviar o olhar corada. A azulada suspirou — Ano passado, quando eu fiz seis anos, eu fui para a escola pela primeira vez. Bom, não foi uma boa experiência... Um grupo de problemáticos me abordaram na saída, me arrastaram para um beco, cortaram meu cabelo com uma tesoura, cravaram uma faca na minha barriga e arrancaram meu olho esquerdo... O que você vê aqui é um olho artificial.

Yuki a encarou chocado.

-Bom, desculpe por perguntar...- a garota de madeixas roxas falou, abaixando a cabeça.

Yukina conseguiu sorrir, um mínimo sorriso. Há quanto tempo ela não sorria?

-Tudo bem.- respondeu — Vamos conviver juntas agora, não é? Temos que nos dar bem, certo?

Yuki encarou a azulada espantada, mas logo depois abriu um longo sorriso.

-Sim!- respondeu sorrindo ainda mais.

-Afinal, quantos anos você tem?- Yukina perguntou encarando Yuki diretamente.

-Nove. E você?- a garota respondeu, fazendo Yukina suspirar e fazer um biquinho.

-Sete. Você parece novinha, achei que seria a "One-san" aqui...- a azulada riu da própria fala.

Quantos anos ela não ria de verdade por algo tão bobo? Mesmo com seus pais, ela não ria assim...

Mais três anos se passaram. Yuki e Yukina já se consideravam irmãs. De alguma forma, Yukina sentia que tinha recuperado um pouco de felicdade. Ela gostava de estar com Yuki, a mais velha era de certa forma divertida, embora que, quando fosse para matar, ela matava sem dó ou piedade...

-Yukina...- Yuki murmurou, a encarando, ela acabara de voltar de uma missão, mas não havia nenhum rastro de sangue em sua roupa, e ela não estava com uma expressão fria, mas sim, triste.

-Sim?- a azulada respondeu se virando para a mais velha de maneira preocupada — Aconteceu algo, não foi?

-Sim...- Yuki respondeu suspirando — Sabe o homem que eu deveria matar?

-Sim, um mafioso odiado por muitas pessoas, não é?- a azulada respondeu encarando Yuki , que afirmou com a cabeça — O que isso tem a ver?

-Eu vi... Ele tem uma filha, sabe?- um sorriso triste se formou nos lábios de Yuki — Bem... Ele estava sorrindo, mas não é isso... Aquela criança... Sorria muito, como se nunca mais fosse ver o pai, a felicidade dela era perceptível... Eu... Eu não tive coragem de tirar o pai dela, não tive!

Os olhos de Yukina se arregalaram.

Yuki havia contado que ela não tinha pains, não os conheceu, que foi abandonada. Mesmo assim, ela era tão gentil... Como crianças com pais como Yukina poderiam ficar tão frias e pessoas como Yuki que perderam muitas coisas eram tão gentis...?

-Você sabe o que acontece com quem falha...- Yuki continuou, ainda sorrindo triste- Eu só queria dizer... Desculpa.

-Cala a boca...- Yukina sentia que iria chorar, mas não queria, ela não queria ter um motivo para chorar...

Morte. Era isso o que acontecia.

-Yukina, por favor...- Yuki suspirou, finalmente encarando a azulada nos olhos.

-Cala a boca! Não vai acontecer nada! Eu não vou deixar...- a voz de Yukina ia abaixando aos poucos.

-Yukina, entenda, não quero que você não faça nada.- Yuki respondeu, dessa vez séria.

-E por que não?!- Yukina perguntou aumentando o tom de voz.

-Porque eu estou pedindo!- Yuki respondeu firme.

-Não é justo...- a azulada murmurou.

-Desculpe, mas... Foi um erro meu, eu devo pagar por isso... Me desculpa.- Yuki respondeu, sorrindo docemente para Yukina- Bom, queria que você soubesse que sempre vou te considerar minha irmãzinha...

Yukina não conseguiu falar nada, sentia o olho direito começar a arder, lágrimas já se acumulavam.

-Não se esqueça de mim, ok?- Yuki perguntou sorrindo, Yukina apenas afirmou com a cabeça — Promete?

-P-Prometo...- Yukina respondeu pausadamente, para ter certeza de que não iria chorar.

E então a porta do quarto foi arrombada do nada, dois dos superiores entrando em seguida, um deles com uma arma.

Yukina não falou nada, apenas arregalou os olhos, segurou firme a arma que sempre carregava na cintura.

E não segurou mias as lágrimas quando o som do disparo foi ouvido. A última coisa que ela teve consciência de ver, foi o corpo de Yuki caindo no chão, e logo o mesmo começou a ficar manchado de sangue.

Apertou a arma com força, olhando para os superiores com ódio e raiva, sacando a arma e mirando para eles, que logo se assustaram.

Afinal, Yukina era a melhor que eles tinham, uma legítima maquina de matar.

-Abaixe essa arma...- um deles pediu.

-Nem morta.- respondeu fria.

Ela já estava longe de ser uma garota de dez anos normal...

-Vai mesmo nos matar, mesmo depois de tudo o que fizemos por você?- o outro superior perguntou, como se não acreditasse.

Yukina riu secamente.

-E o que vocês fizeram por mim? Apenas me deram essa porcaria de olho artificial... Isso é apenas uma falsidade! Não poder demostrar as emoçoes como bem quer... Onde é que isso é bom?! Vocês só me usam para matar! Eu NÃO sou um brinquedo de matar! Estou farta disso!

E sem pensar disparou, direto no coração de um deles, que caiu no chão já com uma hemorragia enorme.

O outro ainda tentou escapar, mas Yukina disparou em um lugar que ela sabia que ficava uma veia, que logo foi rompida pelo tiro e a hemorragia fez com que o homem caísse no chão.

A azulada olhou para ele uma última vez, antes de disparar em sua garganta, fazendo-o agonizar até a morte.

Ela saiu do quarto e foi para os outros, um de cada vez, cada uma das pessoas que brincavam de matar que havia ali.

Ela matava eles sem piedade. Não importava se doeria ou não, ela queria mata-los, ver o sangue deles.

Até que matar somente aqueles que brincavam de matar não era suficiente.

Ela queria sangue...

Ela queria ver o sangue...

Ela queria ver o vermelho.

Logo, já havia corpos de pessoas que estavam ali sem ter nenhuma opção. Yukina não se importava.

E por que deveria? Ela já não tinha mais nada para se importar.

Logo, a escola inteira estava banhada de sangue e cadáveres, sobrando somente a azulada.

Ao sair dali, pode ver que nevava...

Neve...

Tal qual o seu nome.

"Uma assassina na neve."- pensou, e logo depois sorriu — "Isso combina..."

Logo pegou o sangue que tinha respingado no seu rosto e escreveu na parede:

"Fazer isso foi divertido.

Eu quero brincar mais...

Vamos brincar?

Ass: Yukina The Killer, a assassina da neve"

"Mais um assassinato brutal ocorreu na última noite. Um casal foi encontrado morto esfaqueados em um beco. Os dois ficaram desfigurados, após a retirada de muitos órgãos tanto internos como externos. A autora foi novamente Yukita The Killer, que vem causando muitos assassinatos desde o inverno passado. Seus assassinatos se tornam mais numerosos no inverno. Isso faz jus ao que ela se auto-denomina "Assassina da neve"..."

Uma garota que trajava short curto preto, botas até os joelhos e um moletom preto com capuz cobrindo os cabelos azuis passava por ali tranquilamente, parando apenas para ouvir ao noticiário.

Assim que a notícia acabou, ela sorriu, um sorriso insano, e se pôs a caminhar novamente, entrando em um beco próximo bali.

Tirou as mãos sejas de sangue do moletom, lambendo os dedos sujos pelo líquido vermelho, logo depois sorrindo mais ainda.

-Foi realmente divertido. Muito divertido.- murmurou para si mesma.

Yukina colocou as mãos no moletom novamente, voltando a caminhar pelo beco, quem sabe acharia alguma vítima...

Notas finais
Fic escrita ouvindo: Guren (the GazettE), Echo, Hakuraku (Mejibray) e o Album Fallen (Evanescence).
Escrever tudo isso me deixou nostlgica...
Pra falar a verdade, essa ficou muito melhor que a original! Ficou mais tensa e mais triste! **apanha**
Senti saudades de escrever com a minha querida Yukina-chan ( > v < ) Preciso fazer isso mais vezes a partir de agora ( = v = )
Espero que tenham gostado!!
Obrigada por lerem ( / > o < ) /
Kissus de viadagem ( / 3 ) /
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!