Notas iniciais
LEIA IMPORTANTE~
Asuka aqui o/
Ok, vou explicar o que aconteceu.
Nós estávamos escrevendo bastante e talz, íamos postar faltava pouco mas...
É. Eu tive que fazer uma operação. Depois fiquei um tempo sem entrar, veio o final do ano e BUM! Boletim (odeio essa época Ç_Ç) fiquei sem pc.
Depois pra piorar, minha mãe fodeu com ele, então tive que esperar o conserto XD
Enfim, foi isso o que aconteceu.

Estava deitada na cama. Era mais de meia noite e sono não vinha. Revirava-se de um lado para o outro na cama e nada... Simplesmente não conseguia dormir, suspirou desistindo e ficou ali, olhando para o teto, de braços abertos na cama.

– O que foi? – Gumi perguntava para a jovem.

– Não consigo dormir! – Respondeu. O anjo suspirou.

– Por que será? – Disse sarcástica.

– Sarcasmo não combina com você Gumi! – A esverdeado bufou cruzando os braços.

– De qualquer forma, no que tanto pensa? – Perguntou curiosa. Rin suspirou sentado na cama.

– No que tanto a Lily quer. Está ocupando até os meus sonhos! Não consigo dormir direito! – Resmungou coçando a cabeça. Pegando o rosário e fitando-o por um tempo.

Era prata, com um versículo da bíblia escrito nele, em latim ou “algo do tipo” como Rin pensou, em seu centro, uma bola vermelha, podia ver dentro dela, um pó preto rodar.

Deveria ser ali que sua maldade estava acumulada.

– Seu corpo está entrando em outro estagio, logo se tornará um anjo! – Comentou sorridente.

– Vai fazer mais de duas semanas que estou aqui... – Comentou abraçando suas pernas, soltando o colar.

– Lily encontrou o que procurava... – Gumi disse pensativa.

– Eu não acho, já que minha cabeça às vezes fica com bastante dor, mas eu quero saber o que ela tanto queria com o Len, ele nem sequer sabe o nome dela... – Rin olhava para Gumi procurando alguma resposta.

– Eu não sei Rin... Lily desceu para a terra por que quis, ela não é um anjo caído.

– Anjo caído? – Perguntou sem entender do que Gumi estava falando.

– Você é realmente... – E parou a frase na metade com um suspiro. – Anjos caídos são aqueles que se voltam a Deus, são contra O Plano Divino, então se tornam seres do mau, repletos por cobiça e dor. O anjo caído mais comum é o próprio Lúcifer... – Explicava Gumi.

– Lúcifer é aquele da religião cristã? – Perguntou sem muita certeza.

– Isso mesmo! – Gumi dizia sorridente, finalmente estavam fazendo progresso.

– E ele existe? – Rin perguntava sem muito interesse, Gumi ficou pensativa por alguns segundos.

– Basicamente, é a forma da humanidade, dos católicos, protestantes e outros descreveram o mau.

– Então Deus os jogou no inferno?

– Claro que não! Quantas vezes eu tenho de lhe explicar sobre o Livre Arbítrio Rin?! Eles se voltaram contra Deus por que quiseram e foram para o inferno por que quiseram.

– E agora são demônios?

– Isso mesmo! – Rin suspirou caindo na cama, se enrolando no lençol e olhando para o guarda-roupa do lado da cama.

– Me sinto bem e mal ao mesmo tempo...

– Por que é um corpo pecador, portanto algo muito puro e que aos poucos está evoluindo, daqui a pouco parecerá um súcubos e então finalmente se tornará um anjo – Disse sorridente.

A de cabelos dourados, que agora, era quase irreconhecível como Rin, estava pensativa.

– E se uma pessoa ganhar o coração de um demônio? – Perguntou em sua mais plena e talvez rara, inocência.

O anjo a olhou por alguns minutos, estático e logo começou a rir, o riso se tornava cada vez mais alto e maior, até se tornar uma gargalhada que lhe tirava o folego.

– ISSO É IMPOSSIVEL! – Dizia entre risos – DO QUE ELE VAI SE ALIMENTAR? PESSOAS?! – E tentava recuperar o ar em meio à gargalhada.

– IDIOTA! – Rin jogou nela uma almofada, prestes a soca-la.

– Ok! Ok! – Disse finalmente terminar de rir – Bem, o coração de um demônio sequer existe, demônios de verdade, “sangue puro”, são aqueles que caíram, ou seja, eram anjos. As características eu não sei, jamais vi um, mas são horríveis, para acontecer de um humano pegar o coração de um demônio é uma estática quase improvável, já que demônios são bem cuidadosos quando estão na terra. Mas supondo que uma pessoa pegue, ela iria decair, se tornando cada vez mais impuro, até não aguentar o próprio corpo, afinal, é um ser humano, iria morrer no fim das contas, talvez sua alma fosse perdoada, não sei, isso nunca ocorreu.

Gumi apoiava as mãos em suas coxas, que por sua vez apoiavam seu rosto. Estava sentada na cômoda do quarto. Pensativa, tentava também entender, como Rin ganhou o coração de Lily.

– Talvez se torne um demônio, bem podre e fraco comparado aos outros. E ai talvez não seja mais capaz de salva-lo, mas para isso ia precisar de outro demônio, mas para encontrar um demônio é impossível, o demônio que tem que ir atrás de você. E um ser daqueles se interessar por um humano... Deve estar num caso muito serio... – Finalizou com um suspiro. Toda aquela historia... Era bastante cansativo pensar nela!

– No entanto... É a mesma coisa que aconteceria com um humano se pegasse o coração de um anjo, ainda bem que te encontrei, se um demônio te encontrasse... Se um demônio encontrasse alguém com o coração de um anjo... Eu nem sei o que aconteceria — Suspirou

– Eu queria saber o que Len tem de errado... – A moça comentava com um suspiro — Parece que tem algo de ruim nele...

– Mas como um ‘anjo’, você está purificando... Eu já não o sinto com aquela aura ruim – Gumi dizia sorridente — Mas este lugar fede demais!

– Serio? – Rin perguntava – Não sinto nada...

– É serio! Um cheio de carne podre!

– Como ass... – Foi interrompida por Len, que abriu a porta devagar.

– Rin?

– O... O que foi? – Sorriu desconcerta. Ele estava há quanto tempo acordado?

– Você estava... Estava conversando com alguém! – Disse com toda a certeza que tinha. Escutou ela falar dele, até citar seu nome!

– N... Não estava! – Afirmou nervosa demais para conseguir uma desculpa, mas tentando desesperadamente inventar uma.

– Estava sim! Não minta!

– Não estou mentindo! – Disse brava, com uma seriedade e certeza que qualquer um poderia jurar que ela falava a verdade.

– Serio?!

– Sim! Eu... Eu... Eu falo enquanto durmo! E além do mais tenho sono leve! O que estava fazendo ai acordado? Me vigiando?! – Perguntou brava. Len corou, mas por conta da escuridão Rin não pode ver.

Mas o que ela disse não deixava de ser mentira, Meiko simplesmente lhe fez entrar em um estado de raiva...

Ela não tinha aparecido àquela semana, mas ela entrava em sua cabeça e obvio, Rin era basicamente tudo que ele via e queria ver. Era um mínimo de luz que ele tinha em meio a toda aquela escuridão.

E claro... Mesmo sem ver a moça direito e mesmo sem saber nada sobre ela Meiko vivia acusando-a, as acusações às vezes faziam bastante sentido, fazendo-o ficar com raiva de si mesmo por desconfiar da jovem.

Abraçou-a fazendo os dois caírem na cama e ficaram assim por um tempo. Ela era basicamente tudo que ele tinha e que parecia ser imune aquela mente atrofiada. Amava Miku e o bebê por isso teve que se afastar, afinal, já tinha ilusões onde ele matava o bebê, mesmo antes do pequeno nascer.

E com Rin isso jamais aconteceu, sentia-se imundo por querer estar com ela e ama-la, quando só fazia alguns meses que se afastou da esposa... Mas... Parecia que ela pertencia a ele há muito tempo... Parecia que a milhares de anos já eram amantes...

E a cada dia, talvez passasse aquela impressão pelo fato de estar apaixonado, mesmo sendo apenas quatorze dias que esteve na companhia dela, parecia que seus cabelos ficavam cada vez mais dourados, os olhos ficando cada vez mais com aquele azul profundo e brilhante.

E ele ali, apodrecendo...

Sentiu um cheiro doce na loira, ficava mais forte a cada dia, fazendo-o se controlar cada vez mais. Beijou a extensão de seu pescoço, descendo as mãos para a cintura da loira.

Não haviam passado de beijos desde o primeiro dia que se beijaram e Len sabia muito bem disso.

Rin deu um chute tão forte em Len que ele não acreditou que aquela era mesma a força dela. Ele simplesmente voou até a parede.

– Desculpe! – Dizia coçando a cabeça. Rin sabia muito bem que se não deixasse aquele corpo puro, ela estaria simplesmente fodida e então o maior gostosão que ela viu simplesmente invade seu quarto à noite tentando seduzi-la?

Como ela iria se manter virgem?!

E agora por culpa dele, o rosário no pescoço de Rin queimava um pouco, mas ela não podia retira-lo.

– Rin... Você não tira nem pra dormir? – O loiro perguntou, vendo que atenção da outra estava no rosário.

– Ehr... Não...

– Por quê? – Rin ficou calada sem saber o que dizer.

– Por... Por... Por que... Eu me sinto melhor dormindo com ele! – Riu sem vontade. O rosário foi um presente de seus pais, não gostava de compartilhar aquilo, se sentia muito menininha. Mas no fundo queria voltar pra casa...

De repente, Rin sentiu ser puxada, ela notou que Len a abraçava na cama.

– Le... Len! – Rin disse corada.

Mas antes que percebesse o rapaz estava dormindo, a loira se virou confusa... Por que ele aparentava estar tão cansado?

Rin mexeu um pouco no cabelo de Len, até que colocou a mão sobe sua testa, estava quente, será que ele estava com febre?

O loiro abraçou-a mais, Rin suspirou fechando os olhos e tentando dormir.

De manhã Len acordou um pouco frustrado, primeiro por não ter a loira em seus braços, segundo por que Meiko lhe encheu o saco boa parte de seu sonho.

Se levantou e foi tomar banho, depois batia o pé rumando para a cozinha. A loira bebia algo e quando notou Len, se virou rapidamente, escondendo uma garrafa em suas mãos.

– Me da isso! – Disse estendendo a mão, Rin suspirou entregando a garrafa de Vodca.

– Chato! – Ela sussurrou.

– Você não pode tomar! – Disse.

– Viu Rin?! Você não pode tomar! – Disse Gumi dando língua para a loira. Rin olhou brava para o anjo.

– O que...? – O rapaz olhou em volta – Jurei ter ouvido alguém... – Comentou confuso.

Rin gelou olhando para Gumi, que logo sumiu.

– Por que você bebe? – Perguntava Len, suspirando.

– Bem... Em uma cidade pequena não há muito para se fazer... – Comentou.

– Você só bebia?

– Eu já fumei e me droguei... – Len olhava estático a moça – Você nem ao menos bebeu Len?

– Não! – Ele dizia meio assustado com Rin.

– Por quê?

– Ehr... Eu nunca fui disso... E nem podia sequer pensar, por que na adolescência meus pais me matariam e assim que me formei, eu ia casar com a Mi... – E calou a boca na hora.

Rin olhou por uns minutos para Len, suspirando um pouco.

– Como você a conheceu?

– Quem?

– Essa “Mi”... Sua ex-mulher... – Comentou.

– Por que quer saber? – Disse tentando ser o menos rude possível.

– Curiosidade, eu nunca conheci alguém que gostasse... De verdade... – Comentou.

– Hum... – Ele pensou – Acho que foi no ensino médio. Eu estava andando de bicicleta e vi-a na rua e fui dar uma de “olha como sou fodão” pra impressiona-la e acabei caindo da bicicleta e quebrando o braço... – Rin começou a rir.

– E ela?

– A Miku ficou minha amiga depois daquilo... E depois que tirei a maldição do gesso eu a chamei pra sair... – Disse um pouco triste por lembrar-se de tudo aquilo, sabendo que não teria mais aquele futuro calmo que imaginava.

– Acho que foi a maior vergonha que eu passei! – Falou meio vermelho.

– Como eu morava no campo – Comentou Rin – Todo mundo sabia da vida de todo mundo, viviam comentando, todo mundo se conhecia e pra alguém ficar “falado” era bem fácil... E tinha um puta dum programa na radio, que era simplesmente pra falar mal dos podres de todo mundo, então o pessoal era meio “certinho” pra não sair falado... Eu era a atração da radio, era por ter bebido demais, ou por ter tentando caçar o pônei que não existia, ou por que eu corri atrás do gato da vizinha tentando comer... – Len se segurava para não rir da jovem.

– E minha mãe me espancava toda vez, toda santa vez! E meu pai tentava me proteger – Riu um pouco – Quando eu ficava quieta, as pessoas comentavam que “começavam a sentir minha falta na radio” – Disse meio risonha.

O rapaz riu um pouco. E ela riu para ele. Ficaram se encarando até que o loiro segurou Rin, juntando os lábios dos dois, Len apertou-a mais contra ele, beijando-a agora com a língua, quando se separaram, ele desceu os beijos para o pescoço e Rin sentiu o rosário queimar.

Afastou-o vermelha.

– Ehr... Tenho de ir ver... Algo... – E correu para o quarto. Len suspirou encostando-se no balcão da cozinha.

Meiko logo iria voltar... Perguntava-se o que ela faria com Rin... Mesmo que ele não deixasse que Meiko sequer triscasse em Rin... Ela era um demônio... Tinha um pouco de medo.


Puxou uma cadeira e sentou-se, tinha que pensar. Sabia que algo estava errado não sabia o que, mas sentia algo e não estava doente, tinha certeza. Não. Não era um sentimento de doença, mas sim de uma maldade crescente em seu corpo.

Sabia que isso não era normal, mas também sabia que se procurasse um médico ou alguém do gênero, seria taxado como louco. Mas a necessidade de compartilhar o fardo que carregava era grande.

Queria contar tudo o que sentia para Rin, esse sentimento estava dominando-o, mas ainda assim, não queria tirar a pureza dela. Mas em algum lugar em sua mente ainda se mantivera sã por todo esse tempo, então por que falhar agora?

Enquanto ela estava no quarto deitada na cama que não poderia nem chamar de sua, também refletira sobre tudo o que estava acontecendo. Ela tinha o coração de um anjo. Isso não era normal. Ela tinha um anjo falando diariamente com ela. Isso também não era normal.

Ela sabia que seria a coisa mais louca que o mundo já ouviu caso ela contasse alguém o que estava vivenciando. Queria contar para o Len, mas Gumi não deixaria.

Embora diferentes, ambos sentiam o mesmo medo. Se contassem um para o outro o que estava acontecendo, teriam o risco de se separar, se odiar e nunca mais se verem. Não queriam isso obviamente. Queriam se manter unidos durante toda a eternidade.

Mas não importa de que ponto de vista eles estivessem, seus casos eram quase iguais. Mas eles não sabiam. Eles não sabiam que eram mais iguais do que imaginavam, não sabiam do que compartilhavam. Preferiam viver escondendo isso de sua alma gêmea.

Rin se levantou devagar, e se olhou no espelho. Seus peitos haviam crescido. Seu cabelo estava grande e dourado, seus olhos azuis. Não queria aceitar, mas a realidade estava ali. Ela estava se transformando na Lily. Martelava-se pensando se Lily logo tomaria seu corpo.

Ou seja, perderia seu corpo e mente, não seria mais a Rin, mas sim a Lily. E então? O que aconteceria? Sua alma ficaria vagando por esse mundo a procura de Len? Tal como a Lily faz a procura de algo? Não queria isso.

– Gumi? – Chamou baixinho a esverdeada, que imediatamente apareceu na sua frente.

–Fala. Está tudo bem com você?- A voz dela estava hesitante dessa vez. Não queria piorar a situação na cabeça da Rin, muito menos confundi-la mais.

– Procure... – Rin agora olhava estática para Gumi, com os olhos iguais aos de um cachorro pidão- Procure um jeito de atrasar essa transformação!

– P-procurar?

– Sim! Eu necessito ficar mais um pouco nesse mundo! – Ela gora olhava determinada para Gumi, que apenas deu um sorriso solidário para a amiga.

– Ok! – Gritou com todo o fervor de excitação- Eu não voltarei antes disso! Eu prometo!

– Estou contando com você! – Rin se levantou e foi até onde a esverdeada estava, dando-lhe um grande abraço.

A outra só estranhou essa reação, não era normal para Rin. Preferiu ficar calada. Pelo menos uma vez, ela estava sendo doce, não queria desperdiçar o momento. E aos poucos desapareceu, deixando um ar confortável no ambiente. Um ar puro.

Rin desceu as escadas calmas, com um sorriso maroto no rosto e parou em frente ao Len, que a olhava com um olhar desconfiado.

– Você está bem? – Ele perguntou se sentindo culpado por ter beijado ela mais cedo

– Ah, sim! Sem problemas!

– Q- quer comer? Já está quase na hora da janta!

– Sim! – Ela assentiu com um olhar triste, mas com um sorriso estampado no rosto.

Len preparou a comida enquanto Rin assistia a TV. Jantaram em silêncio. Não sabiam o que dizer um para o outro. Havia tanta coisa na cabeça deles naquele momento.

Rin tomou banho primeiro e logo em seguida o Len. Viram TV antes de dormir e deram umas trombadas pela casa. Tudo em silêncio.

Mesmo eles não tendo se falado o resto do dia, após o incidente do beijo e do rosário, Len notou que havia algo de diferente em Rin. Ela não estava como antes. Suas ações o seu jeito, tinha algo de diferente.

No começo achava que era algo normal, afinal, o que ele fez não foi nem de longe, algo agradável para alguém normal. Mas a Rin não era alguém normal. Então logo descartou essa possibilidade. Achou que ela estava escondendo algo. Mas quem seria ele para falar, certo? A pessoa que esconde que tem um coração corrompido e que é assombrado por um demônio!

Rin por outro lado, queria apenas agarrar, abraçar e beijar o Len, até talvez coisas mais. Mas sabia que se ela fizesse isso, ou a Gumi ia aparece ou aquele maldito rosário ia queima-la novamente.

Então para não ficar na tentação, não conversava e nem olhava para Len. Sua cabeça estava confusa. Não sabia o que fazer. Achava ou tinha certeza que iria morrer logo.

Recusava-se a perguntar algo a Gumi. Achava que a esverdeada nunca iria lhe contar a verdade. Não podia — apesar de querer, contar para Len tudo o que estava acontecendo. O que fazer?

Se tivesse pouco tempo, tinha que ver sua família pelo menos uma última vez. Queria conversar com sua mãe, que por mais que ela fosse rude com Rin, no fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo, ela sabia que sua mãe só lhe queria o bem. Também tinha sua irmã, que amava tanto e que sempre rezou para que nunca ficasse igual a ela, uma drogada e bêbada.

Mas para poder vê-las novamente, teria que viajar até o campo. Provavelmente umas nove ou dez horas dali. Não só isso, mas também teria que deixar o Len. Não queria. Mas era necessário. Quando ouviu a porta do quarto do Len fechar-se, não perdeu tempo, abriu a porta de seu quarto e sorrateiramente foi até a porta de saída.

Não iria levar nenhuma roupa sequer, a do corpo já bastava. A única coisa que estava levando era seu rosário e seu dinheiro. Não era muito, mas era o suficiente para conseguir pegar um taxi até sua casa.

Saiu da casa e olhou para o céu. Estava parecendo que ia começar a chover logo. Sentiu a impressão de que estava sendo vigiada. A mesma impressão que sentiu da primeira vez que fugiu de casa, então resolveu apenas ignorar.

O único sentimento que ela se concentrava em sentir agora era o que menos incomodava. O sentimento de nostalgia.

Andou uns cinco quarteirões até achar um ponto de taxi, vazio. Ela não só teria que esperar até um taxi chegar, mas como teria que esperar na chuva! Estava começando a garoar, e parecia que ia ficar mais forte.

Apenas sentou no banco e esperou. Não demorou muito (mas o suficiente para que fixasse encharcada) e o táxi chegou.

Ainda sentindo-se sendo observada, ela entrou no táxi e deu rapidamente as coordenadas para ele. Fechou seus olhos, ainda podia ouvir o moço tagarelar, mas logo isso parou e ela caiu no sono.


Notas finais
Tudo culpa da Gi U_U
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.