Yu-gi-oh! 7rs Fortune Cup - Livro Ii
16 Passado e Presente, Confusão Em Dobro
Notas iniciais
CARTA CAPA DO EPISÓDIO
Dragão Branco de Olhos Azuis
Nv. 8 / Luz
ATK: 3000 / DEF: 2500
Dragão
O lendário Dragão com um incrível poder de destruição. Virtualmente invencível, muito poucos enfrentaram esta maravilhosa criatura e viveram para contar a lenda.
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Halt saiu do banheiro com uma toalha azul o cobrindo, seus brilhantes cabelos verdes estavam molhados e pareciam ganhar vida, se mexendo com facilidade e pingando gotículas de água pelo molhado corpo do Rei, que caminhava para o guarda-roupas do grande castelo onde tomou posse.
Enquanto se enxugava da gelada água em seu corpo, Aiko olhou para fora e viu toda a cidade de Kisura perfeitamente de um ângulo quase reto, as montanhas à leste da cidade abrigavam o mais belo nascer do sol que tinha um tom amarelo ardente. Lá fora um trânsito sereno e passivo, pessoas estavam calmas, pessoas estavam felizes.
Ao terminar de se arrumar, Halt pega o elevador e desce para o térreo onde alguém de terno e gravata o esperada.
-Senhor Rei, temos uma ligação para o senhor. — Disse o homem com cara enrugada.
-E de quem seria? — Halt pergunta surpreso.
-Do senhor Krauser Lohann, o senhor o conhece? — O mordomo pergunta.
-O conheço melhor que ninguém, me dê esse telefone! — Halt é estúpido com o empregado que faz uma expressão de sufocamento.
O mordomo entrega nas mãos do Rei uma espécie de caneta branca que com um único botão um holograma do rosto de Krauser aparece ao lado. O rei olha para o bandido com expressão interrogativa.
-O que você quer? Por que me despertou? — Halt pergunta nervoso.
-Eu quero agradecer por que o nosso plano foi um sucesso, Will Bohr caiu direitinho. — Krauser diz rindo.
-Menos mal, agora basta eu fazer a minha parte... Falando nisso, você passou para as oitavas de finais? — Halt pergunta se lembrando.
-Até que aquele garotinho não é fraco, me deu um pouco de trabalho mas não conseguiu eu perder o total controle da situação. — Krauser conta.
-Então fique esperto para mais ordens. — Halt diz e desliga o holograma.
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Enquanto isso, na sala do diretor da Academia de Duelos de Kisura, Keith McDaw. Lá estava ele alegre e contente com os resultados de algo, não imaginando como seria o dia de amanhã, apenas com a convicção de que teria mais vitórias.
-Com esta foram 1000 vitórias consecutivas, fazem mais de oito anos que eu não perco um duelo. — Ele dizia vitorioso. — E não vai ser agora que eu irei perder, meu objetivo é...
Neste momento alguém abre a porta da sala particular do diretor e entra, uma garota ruiva com um uniforme completo da academia, com um lenço branco no cabelo e um par de olhos cor de mel, Ângela Willians.
-Com licença diretor Keith, eu lhe trouxe o vídeo que o senhor me pediu sobre a comemoração das 1000 vitórias consecutivas, quer dar uma olhada? — Pergunta meiga, com um lindo sorriso no rosto.
-Deixe em cima da minha mesa que depois eu vejo. Falando nisso, você não pretende estragar meu sucesso neste torneio, pretende? — O diretor pergunta curioso.
-Claro que não diretor, eu só espero que não duele com o senhor tão cedo. — Ângela mentiu.
-E quanto ao nosso plano, está tudo bem? Onde está Philip? — Pergunta curioso tentando coletar informações de sua serva.
-Ah sim, falta apenas falar com os outros duelistas relíquia e estará tudo pronto, mesmo que isso seja a parte mais difícil do plano. Coletar cartas é uma tarefa difícil e que quase nenhum duelista aceita que as rouba, então será complicado. — Ângela disse.
-Segundo a lenda geralmente um duelista relíquia que vence o outro, então utilize o seu poder para pegá-las para mim e terás uma recompensa memorável. — O velho conta.
-Pode deixar, tudo para o diretor Keith. — Concorda.
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2126, Cidade de Kisura, Japão.
-Filho, eu sei que você irá preferir o seu deck, mas pegue o meu e o use quando se sentir incapaz de vencer um duelo, eu o estou dando para você, assim como na semana passada lhe entreguei meu D-Car. — Um velho de cabelos falhados dizia para um jovem de cabelos negros e olhos azuis como o dele, mostrando em sua enrugada mão um baralho.
-Mas pai, esse é o baralho do senhor, não posso aceitar. — Disse o filho.
-Kiryu, aceite. Eu estou me aposentando dos duelos e passando esta responsabilidade para você, então apenas pegue e use. — Disse o mais velho ao mais jovem, que com um triste olhar colocou a mão em cima do deck que ele estendia em sua mão.
-Pode deixar pai, eu vou encontrar a cura. — Disse Kiryu.
Kiryu se levantou e cobriu o velho com um cobertor que mostrava a foto do duelista quando mais jovem. Ele se virou e deixou seu pai lá na cadeira de rodas, seguindo seu rumo pela grande mansão em que moravam. A direção do jovem Kiryu era a garagem, onde estava estacionado um negro carro blindado e elegante, fabricado sob medida para seu pai, com incríveis acessórios e até mesmo um Duel Disk onde poderia simular um Vehicle Duel.
O jovem entrou e girou a chave já preparada, dirigindo o carro para as ruas da futurística cidade. Checou a luz do Momentum que estava o suficiente para ele chegar onde queria. Seu destino foi uma imensa edificação em formato de tartaruga prateada, ele entrou por uma estrada simples e estacionou o carro.
Subindo pelo elevador, ele encontrou com alguém que conhecia mas não falou nada. Era um velho de cabelos e olhos verdes claros, sua cabeça estava sendo dominada por fios brancos mas ele não ligava. Usava um jaleco branco e uma prancheta nas mãos. Ambos ficaram em silêncio o tempo todo. Quando o elevador abriu, cada um foi para um lado.
“O que ele está pensando que é? Só por ser um famoso duelista e companheiro de meu pai não significa nada”. Kiryu pensou antes de abrir uma sala no final do estreito corredor.
Digitou uma rápida senha e checou seus olhos no scanner. A porta se abriu e ele entrou. A porta se fecha e tranca atrás dele.
Uma sala circular com computadores em todas as paredes e uma imensa tela na principal logo a frente do jovem. No centro da sala havia um tubo de vidro com mais computadores o rodeando e apenas dois degraus para subir em tal objeto.
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2107, Cidade de Kisura, no Japão.
Will e Hisako estavam no mesmo apartamento assistindo TV. Ambos não viam a hora de chegar o próximo dia para verem o duelo de seu amigo chamado Kennedy. Haviam ficado sabendo que o oponente de Hammerhand seria McDaw, o diretor da academia. Mas ainda assim acreditavam em seu amigo e estariam torcendo por ele no dia do duelo.
Na TV passou uma breve propaganda de como seriam fabricados os D-Cars e quando seriam lançados, apareceu uma animação de como ele funciona e por final um mísero “Aguarde”. Will com certeza havia fica mordendo os lábios um pouco ansioso para dirigir um daqueles. Ele deveria tirar carteira logo assim como Kiryu o ordenara.
Hisako desliga a TV com o controle remoto e olha para Will.
-O que eu fiz? — Will pergunta sem graça.
-Nada, mas vamos dar uma volta por aí, o que acha? — Hisako sugere.
-Para mim está ótimo, estou cansado de ficar dentro de casa. — Will diz.
-Isso que acabamos de chegar do estádio Kisura. — Ken ri.
Os dois saem do quarto e trancam a porta, saem do hotel e pegam o metrô que ficava logo no subterrâneo à frente de onde estavam hospedados.
-Para onde quer ir? — Will pergunta.
-Isso é óbvio, para a D-Ciclovia. — Hisako conta.
-Ótimo, estava mesmo querendo ver como são esses tais duelos. — Will diz.
-Eu estou louco para ter uma D-Bike. — Hisako revela coçando a cabeça.
-Qualquer bicicleta pode ser uma D-Bike, basta colocar o Duel Ring nela. — Will conta e isso desperta mais curiosidade em Hisako. — Fiquei imaginando seus Encantado do Rei seguindo sua bicicleta, são monstros tão inanimados. — Will ri de leve.
-Isso é verdade, mas eles me fizeram vencer Luciana.
Os dois pegam o metrô para o oeste da cidade e em mais ou menos vinte minutos chegam no local esperado, pedem informações sobre a D-Ciclovia e chegam lá e observam alguns duelos que ocorriam.
-É meio difícil andar de bike e ao mesmo tempo duelar, não acha? — Hisako pergunta vendo os duelistas.
-É por isso que a maioria para para fazer seus movimentos. Eu acho que é mais legal duelos normais mesmo. — Will sugere, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
-Também acho, mas quero ser um Vehicle Duelist assim como Seth em sua D-Bike. A propósito, por que não juntamos dinheiro e compramos uma para nós? — Hisako pergunta.
-Bem, eu recebo pouco de mesada e não gosto muito de andar de bicicleta, prefiro duelo normal. Bicicletas me trazem más lembranças. — Will revela.
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2126, Cidade de Kisura, Japão.
-Duelo! — Gritaram.
Não havia nenhum campo de batalha ou cenário comum, o local onde o duelo que Kiryu sugeriu era totalmente com um fundo colorido e ilusório parecendo uma teia de aranha, mas não era isso.
Os oponentes eram outros dois jovens aparentando a sua idade, ambos de pele caucasiana. Um deles tinha um cabelo arrepiado e com gel, num tom magenta, utilizando óculos de grau, com olhos negros. Usava uma camiseta azul marinho e uma jaqueta marrom por cima, com uma marca em seu olho direito. O outro tinha cabelos ruivos com mechas brancas, olhos verdes claros e usava um sobretudo laranja com detalhes em branco.
Duel Start! [Kiryu Dickman x Jimmy Sixbolt e Allan Brosh]
Kiryu – 8000LPs
Jimmy – 4000LPs
Allan – 4000LPs
Todos puxam 5 cartas.
>— Turno de Kiryu
Compra 1 carta.
-Invoco Mago das Ilusões 3D (Nv. 4 / Trevas / ATK: 100 / DEF: 1800 / Feiticeiro / Efeito) e ativo a habilidade especial dele que por pagar 1000LPs eu irei invocar especialmente um monstro Fusão de nível 3 ou menor do meu deck extra, e eu invoco Dragoness, O Cavaleiro Cruel (Nv. 3 / Ar / ATK: 1200 / DEF: 900 / Guerreiro / Fusão). Estou sincronizando o Nível 4 Mago das Ilusões 3D e o nível 3 Dragoness, O Cavaleiro Cruel para chamar o nível 7 Dragão Raro de Jóias (Nv. 7 / Terra / ATK: 2200 / DEF: 1500 / Dragão / Synchro / Efeito) no modo de ataque.
-Aí vem ele, o fracote do Raro. — Diz Allan.
-Eu coloco 3 cartas viradas para baixo e encerro a minha vez.
Kiryu — 7000LPs
>— Turno de Jimmy
Compra 1 carta.
-Minha vez! Da minha mão eu invoco Dragão Branco de Olhos Azuis (Nv. 8 / Luz / ATK: 3000 / DEF: 2500 / Dragão) normalmente.
-Isso não é permitido, o dragão é nível 8. — Kiryu interrompe.
-Desde que eu descarte Olho do Dragão (Carta Mágica Contínua) da minha mão eu posso invocar um Dragão Normal de nível 8 da minha mão especialmente. Em seguida invoco Senhor do Dragão (Nv. 4 / Trevas / ATK: 1200 / DEF: 1100 / Feiticeiro / Efeito) ao campo. Coloco uma carta virada e encerro a minha vez.
>— Turno de Allan
Compra 1 carta.
-Irei tirar esse seu dragão fracote do campo rapidinho, eu ativo Fissura (Carta Mágica Normal) que destrói seu monstro com menor ataque, como você possui apenas um, seu Raro é destruído. — Allan ri.
-Ativar carta armadilha Preciosidade (Carta Armadilha) que neste turno impede a destruição de qualquer monstro Dragão de atributo Terra no meu campo. — Kiryu interrompe.
-Sendo assim eu invoco Alien Caçador (Nv. 4 / Água / ATK: 1600 / DEF: 800 / Réptil / Efeito) normalmente e Alien Cão (Nv. 3 / Luz / ATK: 1500 / DEF: 1000 / Réptil / Efeito) especialmente. — Dois monstros nojentos aparecem.
-Você não muda mesmo essa estratégia, não é? — Kiryu encara.
-Não lhe interessa, eu irei acabar com o seu dragão. Quando o Alien Cão é invocado especialmente, eu coloco 2 Contador Alien no seu Dragão Raro de Jóias (Contadores Alien: 2). Estou atacando com Alien Caçador o seu Dragão Raro de Jóias, que perde 600 ATK quando batalha com um Alien (ATK: 2200 < 1600). — Ambos são destruídos. — Em seguida ataco com Alien Cão diretamente.
-Ativar carta armadilha: Escudo de Drenagem (Carta Armadilha Normal) que faz eu ganhar pontos de vida ao invés de perder.
Kiryu – 8500LPs
-Eu coloco uma carta virada e encerro.
>— Turno de Kiryu
Compra 1 carta.
“Eu não irei desonrar meu pai...”
-Ativar carta armadilha: Jóia Branca (Carta Armadilha Normal) que pode ser ativada por eu descartar 2 cartas. Eu posso invocar especialmente o Dragão Raro de Jóias (Nv. 7 / Terra / ATK: 2200 / DEF: 1500 / Dragão / Synchro / Efeito) do cemitério.
“Seja bem-vindo novamente, Dragão Raro”. Kiryu se comunica.
Continua no Próximo Episódio!
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