Yu-gi-oh! 7rs Fortune Cup - Livro Ii

29 História dos 7Rs é Revelada - O Perigo se Aproxima


Notas iniciais
Agradeço a todos que acompanharam a fanfic até aqui, mas essa temporada está acabando: esse é o penúltimo episódio.

CARTA CAPA DO EPISÓDIO

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Dragão Elementar

Nv. 4 / Luz

ATK: 1500 / DEF: 1200

Dragão / Efeito

Este monstro ganha o(s) seguinte efeito se tiver monstro(s) com seguinte atributo em campo: • Fogo: Esta carta ganha 500 ATK. • AR: Se esta carta destrói um monstro do oponente por batalha, ela pode atacar mais uma vez em seguida.

-.-.-.-

Ângela correu. Ela estava confusa, não sabia o que queria, se queria ajudar os duelistas relíquias e impedir o mal que estava prestes a ser revelado, se queria obedecer as ordens de seu patrão e diretor da academia de duelos para que este cumprisse o que prometeu.

Limpou seus olhos e retirou a maquiagem no banheiro feminino. Quando estava saindo, duas pessoas aparecem em sua frente na porta.

-Débora, Mical. — Ângela disse triste, dando um abraço nas duas ao mesmo tempo.

-O que aconteceu, vai ficar chorando agora? — Débora perguntou.

-Não fica assim Ângela, nós estamos aqui para ajudar. — Mical consola, passando sua mão nas costas da amiga.

-Eu não sei mais o que faço. — Diz a repórter baixo.

-Então não faça nada. — Diz Débora de seu jeito um pouquinho rude.

-Não fazer nada, aí sim que eu me tornarei invisível.

-Você não é invisível, você é uma garota que sempre brilha e sempre irá brilhar. Olhe para dentro de você Ângela, não há muita coisa que você pode fazer, mas tenho certeza que sabe o caminho a seguir, e é este caminho que você deve traçar, rumo a um futuro melhor principalmente para você, estou errada? — Mical consola mais ainda, fazendo Ângela levantar o rosto um pouco mais feliz.

-Mical! — Diz abraçando a amiga fortemente. — Obrigada! — Agradece dando um beijo demorado no rosto de Mical, em seguida no de Débora.

-O que eu fiz para merecer isso. — Débora comenta.

-E então?

-E então que agora eu sei exatamente o que fazer, não vou dar ouvidos ao diretor e vou ajudar Will e seus amigos. — Ângela diz feliz.

-Só não esquece de pegar o telefone ou e-mail dele quando estiverem bastante íntimos. Daí passa para mim, ok? — Mical pisca para Ângela.

-Pode deixar Mical. Agora se me dão licença, eu tenho bastante coisa para fazer. — Diz feliz.

-Nós podemos ir junto? — Débora pergunta.

-Mas é claro, me sigam. — Ângela sai do banheiro e as duas a seguem.

Andaram em círculos tentando procurar Will e os outros e os encontraram apenas na torre de espera. O elevador se abriu e todos olharam para as três garotas que apareceram. Will ficou admirado com a atitude de Ângela e despertou em si uma curiosidade de perguntar.

-Mudou de ideia? — Perguntou erguendo uma das sobrancelhas.

-Por que você acha? Will, eu tenho que falar com você sobre algo sério. — Diz.

-A sim. — Diz Will se dirigindo em direção a Ângela que voltou para o elevador, descendo em seguida.

-O que aconteceu lá embaixo com o diretor? — Will pergunta ainda dentro do elevador.

-Eu não sei ao certo, acho que desisti de trabalhar para aquele homem. — A loira diz confusa.

O elevador se abre e os quatro saem e se dirigem para fora do estádio, um lugar aberto e sem muitas pessoas, numa linda paisagem de praça, com bastante vegetação fortemente detalhada para deixar o local belo. Will ousou a perguntar.

-Onde conseguiu aquela carta relíquia?

-Eu a possuo desde criança, foi um presente de minha mãe. Desde que o mundo foi salvo a quase 1000 anos atrás, a Neo Fada Ashtar tem passado de geração em geração por minha família, e é tudo que eu sei, que eu fui escolhida para impedir que o mal se apodere do planeta Terra, como foi feito por meus antecedentes a 750 anos atrás. — Ângela explica, revelando o que nem suas amigas sabiam.

-Mas já existia esse tipo de invocação a 750 anos atrás? — Pergunta curioso.

-No começo, antes da era das cartas, eles eram espíritos que se abrigavam dentro dos portadores, mais tarde que elas foram fixadas nas cartas, e recentemente minha mãe a transformou num monstro exceed em um ritual. Mas escute Will, não é isso que eu quero dizer agora, eu tenho que contar... — Disse Ângela tentando esconder algo.

-Pode falar Ângela, eu estou ouvindo.

-É que, a minha carta relíquia me concedeu um poder de ver o futuro... — É interrompida.

-O quê foi? Eles podem fazer isso? — Will pergunta de imediato quando ouve.

-Todos os meus antecedentes viam o futuro, e nele estava gravado uma mesma cena, onde todos os duelistas relíquia enfrentavam um poderoso mal. E a cada dia que passa Will, eu sinto que esse mal está cada vez mais próximo, e diferente de 750 anos atrás, essa luta será travada com duelos diferentes de todos que nós já tivemos. — Ângela explica convicta.

-Temos mais quanto tempo antes desse mal chegar? — Will pergunta tentando não parecer assustado.

-Muito pouco tempo, ele será revelado depois da Taça da Fortuna, e eu tenho medo dessa hora, faltam dois ou três dias, não sei se todos os duelistas relíquia tem capacidade para combatê-los com a união. — Ângela quase chorava.

-Nós sabemos a localização de cinco cartas, faltam ainda duas. — Diz Will.

-Isso também me assusta, porque na lenda, sempre dois traidores que fazem parte dos sete duelistas relíquia se tornam a favor do mal, e pode ser qualquer um entre nós. — Explica. — Se não nos unirmos para combater como um só, nada poderá ser feito. Isso é o que a Neo Fada Ashtar sempre me diz, para unir todos, mas isto estava se tornando impossível trabalhando com o diretor, que me impedia de fazer tudo. — Pegava a sua carta relíquia do bolso e a olhava arrependida.

-Então temos que unir a todos, a única maneira de combater o mal? — Will pergunta para ter certeza.

-Sim, é a única maneira. — Ângela responde.

-Temos que descobrir outro jeito, porque se o que disse for verdade sobre dois traidores, será difícil trazê-los para o nosso lado e unir todos os sete. — Diz Will calmo.

-Como você pode ficar tão tranquilo em meio a uma situação dessas? — Débora interrompe o silêncio que havia tomado conta da praça.

-Eu apenas tenho certeza que seja lá o que for esse mal, nós iremos vencer e salvar o mundo mais uma vez, isso se toda essa história for verdadeira. — Diz Will.

-Pode até existir outra maneira de vencer, mas essa só poderá ser realizada se os traidores perderem suas cartas relíquia para alguém de confiança. — Ângela se lembra.

-Certo, assim eles não serão mais relíquia e nós teremos mais uma chance. Mas então temos que descobrir quem são esses traidores e tomar o que não é de interesse deles.

-Sim. — Ângela afirma mais feliz. — Nosso tempo está acabando, eu vou falar com o rei Halt sobre esse plano.

-E eu vou falar com Hisako e Krauser. — Diz Will.

Os quatro se separam, Will entra no estádio e vai para a torre de onde veio, enquanto as três garotas seguem para a torre onde deveria estar o rei dos duelos.

A porta do elevador se abre e todos olham para Will.

-O que ela queria? — Hisako pergunta, enquanto os outros não ousam a falar nada.

-Temos um probleminha para resolver em pouco tempo. Kiryu, Jimmy, Allan, Hisako, podemos conversar? — Will pergunta.

Os cinco descem o elevador novamente.

-.-.-.-

O elevador da sala do rei estava desligado e as três moças tiveram que correr pelas escadas de emergência. Ângela estava mais preocupada do que nunca, mesmo tendo revelado para Will o que a assombrava todos os dias.

A porta se abriu e o homem de cabelos verdes tirou sua atenção da TV para ver quem era.

-Você é Ângela, não é? — Pergunta. — Entre. — Ordena.

-Sim, sou Ângela. Rei, temos uma coisinha para falar. — Diz ela.

-Eu vi o seu duelo, é uma duelista relíquia, não é?

-Sim, e é exatamente sobre isso que quero falar.

-Guardas. — Ordena com um gesto de mãos e seus seguranças se retiram da torre, deixando somente as três. — Pode começar a dizer agora.

-Rei, o senhor deve saber sobre o mal que esta se aproximando a cada dia do nosso mundo, como ocorreu a 750 anos atrás com os duelistas relíquia. — Começa a explicar.

-Eu apenas ouvi boatos, mas não acredito em nada disso. — Mente, passando a mão em seus cabelos lisos.

-Mas a verdade é que a Neo Fada Ashtar me revelou o futuro, e nele dizia que esse dia está chegando, e será quando acabar a Taça da Fortuna. Algumas pessoas acreditavam que seria só daqui um ano, mas elas estavam erradas, esse dia será em pouco tempo. — Ângela explica, preocupada de o rei iria se unir aos outros ou não.

-E o que eu tenho a ver com isso?

-Você é um duelista relíquia.

-Como sabe?

-Durante todos esses anos em que a minha carta esteve passando de mãos em mãos por minha família, ela sabia a localização de todas as outras cartas, mas só não conseguia a de duas cartas, as que faltam. Os portadores dessas cartas serão os traidores da equipe. E o senhor possui um coração aberto, então terá que nos ajudar.

-Sua louca, não é possível a comunicação do ser humano com simples cartas de monstros!

-Diga o que quiser Halt. A verdade será revelada para você no momento certo, eu apenas tentei. — Ângela se vira, se preparando para sair da sala.

-Espere. — Interrompe e Ângela se vira novamente. — O que você quer que eu faça?

-Se junte aos outros quatro duelistas relíquia, temos que encontrar todos enquanto há tempo. — Ângela explica.

-Como posso saber se essa história é verdadeira? — Pergunta.

-Não tenho argumentos, mas então creia que é verdade. Você decide se ela é ou não verdadeira. — Diz Ângela se virando novamente.

-Está bem, eu me junto a vocês. — Diz finalmente.

-Ok, aguarde notícias então. — Ângela entra no elevador junto com as amigas.

Após as três saírem, Halt suspira aliviado. Ele sabia que o que Ângela disse era real, sua cata relíquia afirmava isso. Mas algo o preocupava mais do que a historinha de Ângela, ele tinha que se preparar para as finais que estavam se aproximando, e algo dizia que a batalha não seria nada fácil.

-.-.-.-

-Então é isso, o dia não será daqui um ano? — Kiryu pergunta depois de ouvir o que Will disse.

-Segundo a Neo Fada Ashtar, dois ou três dias. — Will afirma.

-Temos que fazer algo depressa, antes que seja tarde demais. — Jimmy diz.

-Will, você sabe que não poderei duelar contra esse mal, mesmo contendo o Dragão Raro de Jóias também, nesse tempo não sou um duelista relíquia. Você sabe, poderia mudar todo o rumo do futuro se fizesse alguma coisa. É a sua vez, sempre foi, eu não fui destinado para combater esse mal, foi você. — Kiryu explica, lamentando não poder ajudar.

-Eu entendo, vou dar o meu melhor nessa batalha ainda desconhecida.

-Vocês já pararam para pensar em que tipo de mal será esse? Tipo, criaturas místicas de outro mundo, um governador político como Hitler, imagine só, nós nem sabemos o que está por vir. — Allan brinca.

-Pode ser desconhecido até agora, mas Will, eu quero que você use o Arqueiro da Seita Dracônica caso precise vencer, todo reforço será necessário. — Diz Jimmy.

-Certo. — Will sorri.

-Temos que falar com os outros, vou falar com Halt. — Kiryu diz.

-Ângela já fez isso. — Will interrompe.

-Mesmo assim, eu tenho que falar com ele, por a conversa em dia.

Will soube que o rei já havia duelado com seu 'filho' dias atrás, assim como os dois haviam duelado durante um sonho e Krauser havia duelado enquanto Kiryu mostrava para Will o D-Car.

-.-.-.-

A porta do aposento do rei Halt se abre e ele desvia sua atenção para o ser de cabelos negros e olhos vermelhos, que parecia familiar.

-Quem é você? O que faz aqui? — Halt pergunta, seus guardas já ficando atento.

-Meu nome é Kiryu Dickman, e eu sei que você me conhece. — O homem misterioso para Halt se apresenta, e logo ele se lembra.

-Kiryu. — Repete e como resposta recebe um balanço de cabeça em sinal positivo. — Guardas. — Ordena, e os dois ficam sozinhos no lugar.

-Ângela já te disse sobre o que os duelistas relíquia terão que enfrentar, não é?

-Sim, ela fez uma visita instantes antes.

-E então, você vai se juntar a nós ou não? — Pergunta.

-A nós quem? Você não é um duelista relíquia. — Halt ri.

-Quem disse que não? — Faz uma leve pausa. — Faz tempo que não duelamos, o que acha de me oferecer uma revanche agora?

-Você é doente! Vamos logo acabar com isso, desta vez escute o que eu digo, não vou poupar minhas forças! — Liga seu anel de duelos e localiza Kiryu pelo satélite, os dois se conectam e se afastam.

De alguns lugares do estádio dava para ver o duelo que estava prestes a ser iniciado pelas paredes da torre serem de vidro. A atenção principalmente do narrador é chamada para narrar o duelo na torre mais alta. A atenção de todos é desviada para o duelo que aconteceria.

-Duelo! — Os dois gritam.

Duel Start! [Halt Aiko x Kiryu Dickman]

Halt – 4000LPs

Kiryu – 4000LPs

Ambos puxam 5 cartas.

-O rei irá começar por puxar cinco cartas primeiro. — O narrador anuncia.

>— Turno de Halt

Compra 1 carta.

-Ativo Ritual de Artes Avançadas (Carta Mágica Ritual) que por enviar Rainha do Cosmo (Nv. 8 / Trevas / ATK: 2900 / DEF: 2450 / Feiticeiro) do deck para o cemitério, eu posso invocar o monstro ritual Druida da Floresta Negra (Nv. 8 / Trevas / ATK: 2800 / DEF: 3000 / Planta / Ritual / Efeito) da minha mão como invocação Ritual.

Um velho de cabelos brancos, com tentáculos de uma planta viva vinda das suas costas, dentro de si, o agarrando e esmagando, sendo possível ver apenas o seu rosto, parte dos braços, mãos e pés. A planta ao mesmo tempo que fazia parte de si o agarrava fortemente e o destruía, em uma das mãos havia um cajado de madeira velha com tentáculos verdes vivos que se mexiam sem parar, dentro do bastão uma magia verde brilhava e refletia. Os olhos da criatura eram de mesma cor.

-Sua carta relíquia no primeiro turno, interessante. — Diz Kiryu.

-Eu coloco uma carta virada para baixo e encerro minha vez.

>— Turno de Kiryu

Compra 1 carta.

-Ativo a mágica Quatro Chances (Carta Mágica Normal)...

-Ativo o efeito do meu Druida da Floresta Negra, cada vez que você ativar uma carta mágica ou armadilha receberá 200 pontos de dano!

Kiryu – 3800LPs

-Era o que precisava para invocar Conjurador de Chamas – Cérberos (Nv. 3 / Fogo / ATK: 700 / DEF: 800 / Fera / Efeito / Tuner) especialmente da mão quando eu recebo dano por efeito. O efeito da mágica Quatro Chances me permite revelar 4 cartas do topo do deck e selecionar uma delas para adicionar a mão, e enviar as outras ao cemitério e receber 400 pontos de dano para cada monstro enviado. — Kiryu faz. — Eu descartei 2 monstros, o que significa que serão 800 pontos de dano.

Kiryu – 3000LPs

-Invoco normalmente Guerreiro Envenenado (Nv. 4 / Trevas / ATK: 1700 / DEF: 800 / Guerreiro / Efeito) e estou a fazer uma invocação Synchro: nível 3 + nível 4 = nível 7 Dragão Raro de Jóias (Nv. 7 / Terra / ATK: 2200 / DEF: 1500 / Dragão / Synchro / Efeito)

-O quê? Essa é a carta relíquia do Will Bohr! — Halt exclama ao ver o dragão de Kiryu.

-Será relíquia contra relíquia Halt! — Kiryu diz, ameaçando o rei.

Notas finais
Já viram como ficou o blog, com um template bem legal.