Yu-gi-oh! 5d's - Memórias

2 Capítulo 2: Conhecendo as pessoas!


Rally me conduziu até algum tipo de entrada de metrô abandonada. Ele largou o meu braço e saiu correndo e atropelando a escadaria abaixo. Desci calmamente para não cair. Gostaria de saber por que estava com aquelas botas com um pouco de salto.

Percebi que havia mais três pessoas lá embaixo e adivinhe? TODOS homens. Sendo que nenhuma mulher gostaria de morar num lugar tão sujo, sinceramente, parecia que um paninho úmido não aparecia ali há séculos.

O mais alto tinha um estilo de “bad boy”, usava uma bandana azul, uma camiseta verde com um casaco branco por cima e uma calça jeans bem básica. Tinha cabelos marrons claros, uma barbicha no queixo e olhos roxos.

O segundo tinha um ar intelectual. Seu olhos eram verdes, o cabelo era roxo e encaracolado, ficava preso em um rabo de cavalo alto. A roupa era meio casual. Uma blusa de manga comprida e com um colete verde por cima, usava um bermudão marrom com tênis. Acho que ele deve ler alguma revista de como se vestir bem.

O mais baixo era gordinho. Usava uma faixa fina na cabeça e o cabelo castanho dele era bem arrepiado. Vestia uma camiseta verde com um colete marrom aberto e uma calça jeans com um cinto da mesma cor que do colete.

-Pessoal, essa é a Kitsuni. Eu achei ela naquele beco!-fala Rally e logo apontou cada um.-Este é o Nerve, o Blitz e o Tank.

-Olha como fala, você não me achou.-reclamei com uma certa raiva.-E prazer em conhece-los.

-Do jeito que você está, Rally, acabou de perder um duelo.-brinca Nerve.

-Onde está o Yusei?-pergunta o garoto.

-Foi testar a D-Wheel, logo volta.-explica Blitz, com as mãos no bolso.

-Desculpe a ignorância, mas o que é uma D-Wheel?-perguntei meio incerta.

-É uma moto usada em corridas de duelo.-responde Tank.-Nunca ouviu falar?

-Tank, pega leve com ela. Estou tentando ajuda-la a recuperar a memória.-fala o ruivo.

-Rally faz um favor... Quer parar de falar nesse assunto!-explodi de tanto ouvir falar nisso.-Acho que já vi uma D-Wheel pelo o que você me descreveu, Tank.

-Jura?-se animam os rapazes.-Onde?

Começo de forçar minha mente. Uma sala amarela, papéis espalhados pelo chão, peças encima da mesa e uma moto lilás encostada na parede. Aquela imagem some.

-Você está bem?-pergunta o bad boy colocando a mão no meu ombro.

-Uma sala... Papéis no chão... Uma D-Wheel lilás...-relembro aquilo tudo fazendo minha cabeça doer.-É muita coisa.

-Está certo. Quase me esqueci completamente! A corrida do Jack.-exclama Blitz.-Vamos para a tenda.

Todos saímos correndo. Disseram para não reparar na bagunça. Engraçado... Quando falam para você não reparar, é a coisa que tu vê por primeiro. Sentamos nas cadeiras e Nerve liga o notebook.

-É isto aí.-anuncia MC.-E quem ganhou e é rei novamente... Jack Atlas.

-Existe somente um rei e este sou eu!-declara o loiro, piscando para a câmera.

-Carinha metido!-comentei.

-Que?!-exclamam todos.

Nem nos demos conta de que alguém estava vindo.

-Claro. Duvido que se alguém o vencesse, iria virar o ego dele.-continuei falando.-Quanto menos uma pessoa espera, acaba perdendo seu lugar por causa de alguém.

-Yusei, você ouviu isso?-pergunta Rally, acenando para trás de mim.

Com curiosidade, olhei para trás. Que gato! Moreno com umas mechas douradas, olhos azuis escuros, jaqueta azul e com uma calça combinando.

-Vou precisar do meu computador, pessoal!-pede o moreno.-Tenho que consertar minha D-Wheel!

-Claro, nós já estávamos de saída!-fala Tank, levantando da cadeira.

-Kitsuni, acho que sabemos de um lugar onde poderemos achar algo para você praticar uma corrida.-comenta Blitz.

-Mas, você está se esquecendo de uma coisa!-falo com uma certa ironia.

-E o que seria?-pergunta o rapaz de cabelo roxo.

-Correr sem uma moto? Endoidou?-respondi com uma tolerância que você nem imagina.

O Yusei parecia bem interessado na nossa conversa. Blitz e Nerve se olharam, acho que estavam pensando onde achar uma D-Wheel. Resolvi deixa-los nas suas conversas, quando Rally puxa meu casaco.

-Vai sair sozinha?-pergunta o rapazinho. Ele acha que eu sou uma criancinha.

-Eu já tenho idade o suficiente para andar por aí!-quase gritei, mas me controlei.-Estou “vazando”!

Subo pelas escadas,sem me despedir, e olho para o dois lados. Resolvo explorar o local, começando a ir pela rua da esquerda. Mas estou com uma sensação estranha, como se uma voz falasse para não ir lá.

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“Essa garota é um tanto estranha!”-pensa Yusei.

-Você está muito calado, Yusei!-comenta Nerve.-Aconteceu algo?

-Nada, só estou concentrado em concertar a minha D-Wheel!-responde o moreno, olhando para o computador.

-Ainda pensa em ir a cidade New Domino?-pergunta Tank.

-Você poderia levar a Kitsuni, assim ela poderia recuperar a memória.-sugere Rally.

-Eu não quero virar babá de garotinha nenhuma!-fala Yusei, sem olhar para eles.

-Parece que se esqueceu de quando veio para Sattelite e a garota, ela parece ter 18 anos!-retruca o ruivo.

-... Não quero falar no assunto!-diz o moreno, encerrando o assunto.

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Peguei o caminho errado. Esses punks estão me olhando com uma cara, que estou desconfiando.

-Hey, Uryu!-fala um gordinho.-Temos uma ratinha perdida por aqui!

-Até que é bonitinha.-comenta Uryu.-Me diga, gracinha, o que está fazendo em um lugar como este?-e passava a mão no meu rosto.

-Eu só tenho um pouco de paciência e tira essas mãos nojentas de perto de mim!-e torço a mão dele.

-Sua filha da égua!-diz o cara com raiva.-Peguem ela!

O que eu fiz? PERNAS PARA QUE TE QUERO! Lógico que os 2 “amiguinhos” dele me seguiram e ele atras. O mais baixinho arremessou alguma coisa contra mim, mas acertou meu braço. Voltei a estação de metrô, pelo menos consegui escapar daquele bando de abutres.

-O que foi que aconteceu?-perguntou Tank, ao me ver quase sem folego.

-Algo meio sem importância e... Ai!-menti, só que senti uma bela de uma dor no braço.

-Sem importância?-fala Yusei, vindo em minha direção.-Um corte no braço e aparece quase sem fôlego...

-Eu sobrevivo!-respondi, um tanto corada por ele estar me encarando assim com aqueles olhinhos azuis. Acorda mulher!-Não é nada grave.

O rapaz só me encarou, pegou no meu braço e levou para perto da tenda. Não é isso que suas mentes poluídas estão pensando! Ele foi em uma das gavetas, pegou um faixa e enrolou no meu braço. Logo sussurrou no meu ouvido:

-Eu só fiquei preocupado!-e foi de volta para perto daquela moto dele.

My God! Fiquei vermelha, corei, seja lá como queira. Eu ia ter que explicar o motivo de tudo aquilo, cedo ou tarde, ouvi passos de alguém descendo as escadas. Fiquei paralisada. Quem seria?

Continua...